Poesia eu sou Asim sim Serei
fundir implodir
mas eu não vim falar de coisas mundanas
eu vim para nos fundir…
eu não vim para para trazer calma
eu vim…eu vim para tirar vc da orbita…
tirar teu espaço…invadir teu espaço…
colidir…
implodir…
para criarmos vida nova em nossa vida
Todas as manhãs eu acordo em sete bilhões de corpos
saúdo-me com contos de folias e calamidades
Se você soubesse o que eu vi
Se você soubesse o que eu fiz
Oh tão inocente
Quando chamado, respondo a todos os nomes - infalivelmente -
ainda muitas vezes me sinto sem resposta
Espalho-me por mundos e continentes, despojo-me da minha imensidão
No entanto, cada rosto é meu e tudo o que é visto sou eu
Todo o tempo eu falo comigo mesmo e muitas vezes não me sinto ouvido
ainda cada voz é minha e tudo o que eu ouvi sou eu
Estou sempre me envolvendo,
ainda me considero solitário
Persigo-me na forma de coisas aparentes, embora nunca me encontre
Eu me recrio por nenhum outro motivo senão eu mesmo,
ainda permanecem imensuravelmente os mesmos
diferenças de postura, mas permanecem as mesmas
me divido, mas continuo o mesmo
nunca desconhecido, eu me empresto de minha própria identidade
ninguém nunca me alcança exceto eu mesmo,
escondido dentro do meu conhecimento, revelado apenas para o meu ser
Eu preparo veneno e o derramo sobre meu corpo,
babar pela beleza e procurá-la como se não fosse minha
Eu durmo bem acordado e morro de fome enquanto como
Eu ataco e defendo, então danço triunfalmente no túmulo de cada derrota
perturbado pela minha imperturbabilidade,
impaciente no tempo criado,
que inútil, digo a mim mesmo,
quão mesquinho
nunca ter conhecido a totalidade
Os ossos da minha avó o mantiveram unido por mais tempo do que a eternidade
mãe
frequente meu berço
pai
reconciliar minhas partes
criança, vai ficar tudo bem
sou a favor e contra mim
enfraquecido pela minha força,
fortalecido pela minha fragilidade
eu sou o amante de todos
intensamente macio
extremamente difícil
ocupado o tão ocupado recusando o que já é
O meramente desperto não pode descobrir tal vulnerabilidade
na hora do verso
falta a palavra,
eu procuro entre as estrelas
no fundo do mar
e não encontro,
uma voz grita ao longe:
amor! amor! amor!
busquei paz em teus braços
e você fugia de mim
estávamos desconectados
do nosso amor
só eu que não percebia
e ficava insistindo
em algo que já havia acabado
fazia tempo.
o tempo corre demais
eu parado na esquina
o sinal é verde
esperança, a última que chega
apaga a luz
sem direção para seguir
em busca do sonho de ser feliz.
Vou te observar em cada detalhe
Até o suor que escorre teu corpo,
Eu queria ser ele
E deslizar sobre você
Como um sonho eterno de amor.
Eu esqueço o passado
Abraçando o presente.
Vou em frente
Não fico parado.
O dia é um mistério
Cheio de adversidades
Com mentiras e verdades
Escritas nas nossas histórias,
Sempre buscando protagonizar o bem
E derramar amor
Por onde passar...
Em cada verso
Que escrevo
Deixo um pouco de mim,
Quando eu partir
Não será o fim,
Ainda estarei aqui
Em poesia.
Você foi embora e não quero que volte
Mesmo que eu te ligue implorando para isso
Não faz sentido,
Sorrimos e sofremos.
O amor nos entregou um ao outro
E não soubemos aproveitar
Derrapamos na estrada da vida
E mesmo desejando o passado
Prefiro seguir um novo rumo.
Enquanto a cidade dorme
Eu acordado.
A madrugada é minha companheira
A mente repleta de pensamentos
Que fervilham
Como um vulcão,
Não durmo desde terça-feira
O corpo cansado
Tudo é tão difícil
Se pelo menos você
Tivesse aqui comigo.
O que me resta é só a poesia
E nela te escrevo
Como uma última lembrança.
Sem rumo
Eu assumo
A viagem
Numa miragem
E no deserto
Sinto o calor de perto
Sinto o amor distante
E não é nada confortante.
Palavras dormentes.
Línguas ferventes.
Da mesma boca, maldição!
Da mesma fala, benção!
Eu grito contras as vozes na minha mente
Desejam meu mal de forma intransigente,
Perdido com pensamentos intrusivos
São tão abusivos,
Não posso deixar me dominar
Preciso parar de pensar
Não posso sucumbir
Preciso escrever para me distrair.
Guardo memórias
Dos dias felizes
Em que vivi,
Desejando que no futuro
Eu os reencontre,
Sorrisos, abraços e vivências
Que ficaram perdidas
Na minha trajetória até aqui.
Às vezes dá vontade
De ir embora
Desse mundo
Mas, eu lembro que vou encontrar
O vazio eterno da solidão
E ficando aqui
A vida me preenche
De tantos sentimentos,
Principalmente amor!
Foi preciso adentrar o túnel negro pelo qual acessava-se o poço
para eu cair na real e compreender que o poço não tem fundo - é apenas
o vazio abismal e sombrio em sua negritude tenebrosa e mortal. Foi então
que eu me voltei para meus dons naturais - dádivas de Deus -, e percebi
que neles residia meu resgate e minha salvação. Neles estavam a luz da
vida, e não podiam mais ser ignorados. Ou eu recorria a eles em busca
de abrigo e socorro naquele momento crucial, ou indubitável, inequívoca
e iminentemente sucumbiria ao caos absoluto numa sarjeta qualquer da vida.
Era enfim o tudo ou o nada. A sorte estava lançada para mim. Não tinha mais
como ignorar a covardia e o medo mórbidos que sempre haviam comandado
meus passos numa negativa constante e cega, resumidos num prazer doentio
e compassivo com a indolência que conduz à pobreza, ao desprezo dos
homens e à condenação dos deuses.
Vislumbram-me olhos que confundem e desnorteiam os fracos;
Vislumbram-me olhos estranhos que eu conheço;
Vislumbram-me estranhos olhos que me assustam e fascinam;
Vislumbram-me olhos que deslumbram minh'alma e entorpecem minha cândida loucura;
Vislumbram-me olhos que cegam-me mente, logica e razão;
Vislumbram-me olhos que dizem num sussurrado e retumbante clamor:
"O pecado não seria proibido, se tao somente não fosse ele o pecado"
Vislumbram-me doces e ingênuos olhos que teriam tudo para aprender,
se tão somente já não lhes faltasse o rubor da inocência e do pudor.
Vislumbram-me, enfim, olhos de pecado.
Fala comigo o silêncio
Enquanto acordado
Eu sonho
Com um amanhã iluminado
Diferente das noites escuras...
E dos dias passados.
Mudei
Eu mudei!!
Já não falo mais nada;
Fico só a perscrutar
a minha insensatez.
Certas palavras
Que saem da minha boca
Não valem mais a pena ser ditas
Por isso, mudei.
Fiquei assim:
Em silêncio.
E, acabei descobrindo
Que ficando mudo
Eu acabei ouvindo...
o mundo.
Fique
Fique comigo
Fique ao meu lado
Apenas fique...
Eu sinto sua falta
Meu coração dói
E minha alma se entristece
cada vez mais
sem você aqui
Eu te amo
E sempre te amarei
Não importa quanto tempo passe
Você sempre será
o grande amor da minha vida!
Dor
Não importa o quanto eu grite
O quanto eu implore por socorro
Ninguém vai me salvar
Não importa o quanto dói
Não há remédio que
faça a dor parar
Estou em um beco sem saída
Apenas rastejando
pelo caminho
Tentando sobreviver
