Poesia eu sou Asim sim Serei
Se me vê sempre com um sorriso
Arquitetado eu meu rosto
É porque com toda certeza
Intimamente não me conheces.
Eu fitei teus olhos
Com o proposito de explorar
De quem era a verdadeira alma.
Por de trás do teu encanto
Que de tão cintilante
Cega os mais artificiais e leigos.
E enfeitiça os líricos
Fazendo da tentação
Uma refém do vacilante destino.
Eu não entronco em mim
Das vezes intrusas em que você penetra meus pensamentos
E dos momentos em que imerso no vazio.
Em meu peito
Você estava perdida
Entre minhas artérias.
Eu só não tinha a menor ideia
De como tirar você dali.
Posso roubar beijos de você
Posso roubar sorrisos
Posso roubar tua inocência.
Só é uma pena
Eu não poder roubar suas dores
Para que estas não te perturbem mais.
Diante dos teus olhos
Eu quero ser mais do que carnal
Diante dos teus olhos
Eu quero ser transcendente.
E por essas jornadas
já passei por todos pronomes,
já fui você,
eles,
já fui nós,
hoje eu estou conhecendo
o ser, eu.
Eu vejo e penso,
fico vendo todas essas pessoas,
no ônibus, rua,
me pergunto como deve ser
a história de cada um.
Me pergunto como que deve ser
o encanto de cada um.
Acho que o ser humano
é uma criatura tão bonita,
apesar de tudo que a gente vê.
“Cada um tem seu encanto.”
disse ela.
Cansei de esperar
que a vida parasse
para que eu pudesse embarcar
no melhor lugar.
Resolvi arriscar no primeiro lugar
que eu pudesse encontrar,
e fiz de lá meu melhor lugar.
Roupa Amassada
A roupa amassada no chão e eu só querendo segurar sua mão, via pedaços da noite que entrava pela cortina refletindo em teu lábio descansado. Estava de olhos serrados, estava prestes a entrar no teu sétimo sono. Mas falava ainda comigo, voz abafada pelo peso do sono, porém levemente carregada de carinho. Me pedia cafuné, no meio de todo aquele cabelo em pé, era a bagunça mais linda que já descansara no meu peito. Se a felicidade tivesse lugar, seria naquele cantinho bem ali, da boca dela, onde uma fez eu já fui dela, e talvez aquela boca queira que eu visite ela mais vezes.
De todos os segundos
que pereceram naquele dia,
eu só lembrava que
te vi distraída,
ajeitando o cabelo
e a roupa
em teu corpo
o tempo todo.
Me manda
áudio sorrindo,
me fala do seu dia,
manda sua música favorita.
De você, eu só quero
coisas que não se guarda
numa galeria de fotos.
Reciclando Retalhos em Meu Eu Descartável
Nosso inconcreto se concretizou,
Não se encaixando em qualquer definição,
Avançamos a etapa da distração,
Tapando os furos e as gafes,
Transpondo muros de pedra sabão.
Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.
Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.
Provavelmente nos recuperamos,
Ou recuperaremos as bobeiras que escaparão,
Diálogos longos, bobos parágrafos sem significação.
Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.
O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.
A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,
Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.
Eu nasci entre ouros e diamantes
Onde a história se faz presente
Em cada rua, em cada instante
Minas Gerais, minha terra contente
Orgulho de ter nascido aqui
Onde as montanhas tocam o céu
Onde a poesia me faz dormir
E a cultura enche meu coração de mel
Brinquei perto do céu nas montanhas
Em cachoeiras, em matas verdejantes
Onde a natureza é minha companha
E os pássaros me fazem diamantes
Ouvia poemas para dormir
Recitados com muito carinho
Onde a palavra é um dom a se fruir
E a literatura é um tesouro em meu caminho
E eu deoccaratolamo para o mundo ouvir
Com orgulho e com amor no peito
Tudo que Minas tem a oferecer
Em cada canto, em cada jeito
Minas Gerais, minha terra amada
Com tanta beleza e diversidade
Com sua cultura tão valorizada
Minas Gerais, minha felicidade.
CONSUMAÇÃO
Há uma lei que eu sei
E deveras será cumprida.
Mesmo que seja
Na última chama
Que impetuosamente
Clama,
Por mais um suspiro...
Aquele respiro
No último triz da vela.
030523
Eu nasci e renasci
Disso dúvida não há
Para te mostrar, vem cá
Muito chorei mas sorri
Recordando o que vivi
Ah, se falasse a memória
Não sabem a minha história
Uma vida com amor
Sou fênix, sim senhor
No caminho da vitória
Laura Flôres, de Florianópolis/SC
“” Quando eu chegar vou mostrar o que quero
E pra ser sincero, não vou te dar muita chance
Vou pegar em sua mão e sentar pra conversar
Vai ser simples, porém honesto
Ousado mas possessivo
Pra mostrar o que quero
Vou trazer flores e um doce no olhar
Ativarei meus instintos animais
E meus carinhos repetidos
Mas os guardarei
Não adianta querer distanciar
Quando a conversa começar
Olho no olho vamos falar
Das dores que já tivemos
Dos sonhos que irão nos lembrar
Que agora é assim
Cabelo ao vento, muito sentimento.
E um desejo a ofertar
Apelo que a pele
Cansou de desejar
Sorrisos que a alma
Perdeu-se a imaginar
Haverá um violão
E uma canção antiga
Que falará só de amor
De amor que nunca acaba
De uma história que não tem passado
Que é sim nosso maior presente
Nesse momento nossas bocas vão se juntar
E num carinhoso e leve beijo se entregar
Como se tudo que acabara de sorver, fosse manjar.
De deuses a comemorar
Esse encontro
De dois corpos a se entregar
Num mesmo ritmo naufragar
Em ondas que esperaram
O destino nos resgatar
De um mar que estava revolto
Para um amar leve e solto
Onde nossas almas irão repousar
No celeiro bom da saudade
Que quase não deixou
Nossos passos se encontrar....
“” Deixa eu ser tudo que você gosta
Deixa eu ser essa aposta,
Deixa eu ser tua ilusão
Deixa eu te mostrar carinho
E fazer lá no seu ninho
O melhor do nosso amor
Deixa eu te entender completamente
E fazer do amor ardente
O melhor do coração...””
