Poesia eu sou Asim sim Serei
Quem me conhece sabe o quanto eu odeio mentiras, mas tem uma coisa que eu amo fingir. Fingir que não me importo.
Eu tenho a péssima mania de me irritar com pessoas que não tem as mesmas atitudes que eu em determinadas situações, tem coisas que simplesmente tem que ser baseada num manual de educação.
Sempre é preciso o bom senso, mas eu descobrir que palavras estavam me sufocando, hoje não fico com nenhuma, lanço a quem tiver que ouvir, se vão gostar ou não, foda-se, o que eu quero é ser transparente nas minhas ideias e conceitos que fazem de mim o que sou, e principalmente me traz paz de liberdade.
Observando eu aprendi que logo do inicio você deve deixar bem claro como quer ser tratada, porque se deixar as coisas irem pra depois querer deixar as claras suas vontades, já vou logo te dizendo que não tem volta, você ensina hábitos, mas não os mudam.
Confesso que em muitas situações eu consigo manter a língua dentro da boca, mas a virada de olho é incontrolável. Gira 180 graus.
Eu que detesto despedidas partir varias vezes sem um adeus, e nunca mais voltei em nenhuma daquelas estações.
Sabe o que eu vejo muito por ai, pessoas usando outras pra poder esquecer de alguém, gente que se envolve pra causar ciumes em um outro. Pra mim um bando de covarde, usando pessoas pra se dar bem, e outras aceitando tudo por medo da solidão.
Se fala muito em desapego eu logo desconfiou que se apega de mais, no fundo isso é só medo de perder e não superar.
Eu quero sentir esse momento como nunca antes, não sei por quanto tempo estarei aqui com você, mas eu sei que essas são as melhores horas da minha vida.
Eu já ouvi muitas coisas calada pela ótima educação que recebi da minha mãe, mas acontece que com o tempo eu percebi que isso estava me ferindo aos poucos, tinha coisas que eu nunca consegui engolir, então ficavam ali pra me ferir cada vez mais, e entre ser educada e ser saudável, hoje eu fico com a minha saúde.
Se queres comprovar que eu te amo, multiplica as estrelas por uma lágrima de solidão aí veras o resultado
E mesmo que o mundo não ande de forma justa, quero eu, sempre fazer justiça, a que me foi ensinada e me deram a oportunidade de aprender.
Me leva pra tua casa, vai. Prometo que em qualquer cantinho eu caibo, qualquer cantinho mesmo. E, desculpe a preferência, mas pode ser um cantinho no teu coração?
E de todas as fortunas eu me faria livre se pudesse em teu olhar me sentir preso, e em teus braços encurralado. Fosse por uma só noite, em que tuas pernas se enroscariam as minhas, e as nossas aos meus trapos, fosse somente enquanto se fizesse ouvir um sussurro perdido jogado ao vento. Detalhes, que em nada importariam.
São tantas relações falidas que eu ando desconfiando até do que poderia estar bom.Portanto se não for pra mudar tudo e ser espetacular,me poupe a perda de tempo.
Eu só queria me despedir. Deixa pra trás todas as minhas duvidas e incertezas, fazer de conta que a noite nem faz tanto frio assim, e não sentir um pingo de carência por estar sem alguém. Eu só queria deitar a cabeça no travesseiro e dormir, sem pensamentos nostálgicos, daqueles que fazem a gente acordar com olheiras no dia seguinte. E quem sabe sair por ai em um dia qualquer, colocar uma mochila nas costas, alguns trocados no bolso, a foto daquela pessoa na carteira, e abraçar o mundo. Queria me encontrar por ai, ao som da trilha sonora da felicidade. Talvez o mundo gire devagar demais para os seus passos, e você se perca facilmente em outros sorrisos, até você finalmente acordar um dia e perceber que o passado nem foi tão ruim assim, e que muitas pessoas não foram embora, mas a gente as deixou ir. Quem sabe um dia você não encontre sua outra metade por ai, digo, em qualquer lugar mesmo; na fila do cinema, na mesa de um bar, na fila de embarque de um aeroporto, ou até mesmo na casa ao lado. Cara, o vento leva a gente pra tantas direções diferentes, mas eu só consigo seguir naquela que vem acompanhada de algum perfume seu.
O problema de pessoas com coração grande como eu,e que amamos mais que o necessário pessoas que nos ama só o suficiente.
Questionaram-me qual a coisa mais estranha que eu já tinha visto na vida e eu tive que admitir, o Homem. O demais da natureza é compreensivelmente natural.
As palavras que eu não digo, vão me matando, me matando, me corroendo por dentro. E tem uma hora que eu cuspo todas elas e percebo o alívio que aquilo me faz. Pois, palavras, são para serem ditas e não guardadas.
E naquele momento eu vi com os meus próprios olhos o quanto havia de pleonasmo na vida em que vivia.
