Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
Nella città III - A cor da carne
Há dores que nascem antes do grito.
Não do corpo, oráculo por vezes calado,
nem da alma, que cedo se curva ao pranto.
Mas da identidade, lançada à sombra, à face do repúdio,
antes mesmo de saber-se ser.
Nasce, então, a dor sem nome,
antes que a luz do mundo pudesse tocar a pele — nua.
É o peso de um tom que destoa,
aviltado pela violência do olhar.
A cor da carne, que não é da alma,
não é identidade,
mas adorno passageiro —
incompreendido por olhos de cárcere,
que desferem o açoite mudo da ignorância,
a face vertida.
Vê:
a cor sublinha o corpo,
e não pede perdão pelo que é.
Aqueles que esperam que a cor se renda
não entendem o enigma da pele — nua,
que nenhuma voz pode enunciar.
O Brasil é um país que precisa avançar, mas para e se distrai com questiúnculas, e quando retorna ao curso, atola e patina.
O Brasil é um especialista em perder o oportunidades.
(2022-05-01)
As pessoas, as mídias e as instituições normalmente são muito boas em se levantar e se engajar nos pequenos preconceitos, mas são completamente condescendentes e em fazer vistas grossas nos grandes preconceitos.
(2022 JUL 18)
"Cem anos se passaram e a luta do Vasco, o verdadeiro clube do povo continua. O problema não é a desinformação, mas o interior de alguns seres humanos ".
Anderson Silva
DEPRESSÃO É FRESCURA??
Agora está menos comum dizerem algo desse tipo, geralmente é uma pessoa muito dura; totalmente prática, fechada, com sérias dificuldades para compreender o outro, para pensar dessa forma. Uma pessoa que abandona prazeres da vida, perde o emprego, sobretudo com um passado de batalhas, não teria motivos para ter uma frescura que o prejudicasse tanto. Independente de eu ser psicólogo, a medicina tem vários estudos e comprovações do quanto a psiquê / emoções contribuem para um problema físico, fiquemos com um bem conhecido: gastrite, também chamado de gastrite nervosa.
Não julgue uma pessoa pelo que ela faz ou deixa de fazer. Ela pode estar errada, mas não cabe a ninguém julgá-la, ainda mais sem conhecermos a história que guarda esse coração.
Afinal não somos carrascos!
Hino de cura
Fazer do lar um ninho
Do amor, um caminho
Uma oração para a paz
Um afago que satisfaz
Um agora, inteiro e refeito
Sem nenhum preconceito
Água para lavar o passado
Flores para perfumar esse estado
De espírito.
O que seria de Elis ou Zizi, não podendo cantar pra “Nega do Cabelo Duro”, “qual o pente que te penteia? Mesmo sendo o Brasil, brasileiro? e o Luiz, se dissesse que ela não gosta de pentear?
Imagina a Sandra Sá, mesmo com seus olhos coloridos, quem a queria imitar”? Na melodia de Thaíde & DJ Hum “ Que tempo bom que não volta nunca mais”....
Sabe, na busca pela “inclusão” estamos nos separando, essa separação nos traz perdas, essas perdas nos enfraquece, quando preto fala de preto, ou é aceitável e permitido ou é capitão do mato, quando branco falando de preto é preconceito e racismo, não vejo muitas saídas, estamos nos afunilando....
O Amor sim é inclusivo, o respeito sim é amoroso, por que “Preto que é preto ilumina porque é preto, Preto que tem resolvida sua cor, Não tem que se impor, nem que se curvar, A gente ajeita quando tem cabeça feita, pois lá no fundo quando deita é tudo igual”, eita Jorge!!!
Eu amo! E sei que só existe uma raça, a raça humana, por isso, todas as vidas importam!
Vestiram minha nudez,
Trilharam meu caminhar,
Limitam meu ser...
...e, resta apenas;
Fragmentos de um desejo.
(Nepom Ridna)
A escravidão continua aprisionando a TODOS.
Com algemas reais e outras ilusórias!
As que nos causam mais danos são as ilusórias.
(Nepom Ridna)
QUEM É ESSE HOMEM
(Nepom Ridna)
Todo ano, fazem festa em seu nome,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Se enfeitam, como espantalho, meninas viram mulheres, meninos viram homens,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Se embriagam, dançam, brincam, gritam viva! em seu nome,
Mas ninguém sabe quem é esse homem.
Melhor destino; é caminho da roça, queimar madeira, pisar no chão... ...antigamente podia até soltar balão,
Mas queimava floresta, isso não pode não!
Encontro de culturas, primos, tios, amigos, irmãos,
Hora de dançar agarrado, fazem um barulho desgraçado,
Isso não muda não.
Fazem do milho o rei, e ainda podem soltar rojão,
Mas ninguém sabe quem é esse homem,
Que todos chamam de; "São João".
(Nepom Ridna)
Mentiram tanto em nome do Amor;
Que não acredito mais nem ao menos num simples Bom dia.
(Nepom Ridna)
Houve uma época que as pessoas se encantavam apenas em olhar para o céu.
Sonhavam com uma tal: Felicidade.
Acreditavam em deuses, e num sentimento que chamavam de "amor".
E existia o fim da vida. Que eles chamavam de morte.
(Nepom Ridna)
"Eu, Marcos e Míriam"
Oi
É bom te ver
E ler no seu olhar
O sorriso ao me ver
Nos abraçar
Pegar em sua mão
E dizer; como vai
Como você está
Tudo bem
E a gente começa a conversar
Contar um pouco sobre cada um de nós
Abrindo os corações
Falar das decisões
Viver a harmonia
E toda vida
Respeitando as opiniões
Oi
É bom te ver...
(Nepom Ridna)
Todos querem ser Artistas.
A Arte é como uma Mãe.
Pois vá fazer arte! Para ver se você não apanha.
(Nepom Ridna)
Se eu morrer durante uma forte tempestade. Com chuvas relâmpagos e trovões; terei uma morte regida pela mais bela Orquestra Sinfônica.
Algo menos; será somente um momento fúnebre cotidiano.
(Nepom Ridna)
Nada nesse mundo está totalmente definido.
O absoluto; pode ser desmentido. Nada é absoluto.
O concreto; pode ser triturado.
O forte; também precisa de colo, e afago.
(Nepom Ridna)
Os problemas devem ser usados como estímulo,
Para guiarmos para um estado de vida melhor.
(Nepom Ridna)
Para os preconceituosos...
Não é o cabelo, religião, opção sexual, raça ou cor que incomoda e sim,
a amargura existente neles mesmo.
Pobres infelizes, perturbados e doentes de espírito.
Que incapazes de viver a própria vida,
preferem tentar denegrir, diminuir, atacar, ofender e desmerecer a alheia.
"Além das Sombras"
Nas sombras da mente, a escuridão se esconde, A depressão, um buraco negro, profundo e além. Não é frescura, nem defeito, mas uma batalha real, Que muitos enfrentam em silêncio, sem alarde.
O preconceito, como um veneno sutil, Se infiltra nas mentes, como uma erva daninha. “É só tristeza”, dizem, sem compreender, Que a dor é mais profunda, uma ferida que não se espinha.
A alma encolhe, o coração pesa, Enquanto os olhos sorriem, mas a dor permanece. Julgamentos cruéis, como flechas afiadas, Atacam aqueles que já estão à beira do abismo.
“Supere!”, dizem, sem entender a luta interna, Como se a força de vontade pudesse dissipar a tormenta. Mas a depressão não é uma escolha, nem uma fraqueza, É uma tempestade que devasta, sem piedade ou prece.
Então, ergamos nossas vozes, contra o estigma e a ignorância, Defendamos aqueles que enfrentam essa batalha silenciosa. A depressão não é frescura, nem defeito, mas uma doença, E todos merecem compreensão, empatia e esperança.
Quebraremos as correntes do preconceito, Com palavras de compaixão e amor. Porque, além das sombras, há luz, E juntos, podemos ajudar uns aos outros a se levantar.
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