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Poesia de Cora Coralina aos Mocos

Cerca de 102186 frases e pensamentos: Poesia de Cora Coralina aos Mocos

A poesia é a ambrosia
que me faz extasiar
com a divindade
do viver.
✍©️@MiriamDaCosta

Poetizar é o percurso da alma ao coração, com coragem e doçura.
Cada poesia em mim transcorre como um rio de águas límpidas e serenas, rumo ao destino revolto de uma tempestade que chega sem avisar.
As palavras vêm e vão… e lançá-las ao ar é meu maior desassossego.

Poesia Ancestral


Somos brasileiros, frutos de migrações.
Chegamos a esta terra que já era Pindorama,
habitada por aqueles que cruzaram Bering
e fincaram raízes na vastidão da floresta.


Somos mestiços de muitas regiões,
acolhedores, enérgicos, diversos.
Em nossa cultura não há fronteiras,
há encontros, há braços que se abrem.


Na gastronomia, temperos se misturam,
aromas dançam, modos se reinventam.
Carregamos raízes fecundadas em terras distantes,
que se entrelaçam às raízes que aqui florescem.


Somos brasileiros com fervor,
não superiores, mas únicos:
resultado da obra divina,
expressão viva do universo.

Invicta


Invicta, é poesia inacabada: o mundo poético dentro de uma cidade.
O Douro escreve poesia líquida nas margens das rugas da ribeira.
O nevoeiro na invicta não é clima: é véu. E todo véu oculta um portal.
Há portas na cidade que só se abrem a quem carrega profundidade e revelação. Cada varanda é uma metáfora, cada rua um poema à espera. No Porto, a alma encontra abrigo porque sabe o que é amar em silêncio.

A guerra é poesia invertida:
transforma rostos em sombra
e em terra embebida em lágrimas,
as flores não nascem.

Poesia Infantil – “História na Hora da Soneca”


A professora conta baixinho,
com voz de nuvem no ar.
O Bento fecha os olhinhos,
pronto pra imaginar.


No tapetinho macio,
o mundo inteiro aparece:
tem estrela, tem passarinho,
tem sonho que nunca esquece.


Cada palavra é um abraço,
cada rima, um afago no chão.
E o Bento, guardião de sonhos,
ouve tudo de coração.

O menos pra mim é sempre mais..
O simples pra mim é sempre o mais bonito
Não quero poetas e poesias, o teu melhor poema eu não preciso ler... Eu sinto!
O que tu tens por dentro! Essa é sua mais bela poesia.

Seus pares de olhos
Gritam a poesia
Que tanto tento escrever.
Rasgo e amasso papéis
Com a esperança de que
Meus dedos dancem até a
Reposta.


A cor de sua poesia é
Indecifrável;
Nem o arco íris a possui.
Direta e única,
Picasso correria atrás
Da suavidade de sua íris.

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.⁠

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me dá
o destino , atravessia,
o destino de eu estar


guardo versos na lapela
metáforas ao relento
mais a rima mais singela
morre aondabor do vento


pois , se o lábio não confirma
o que a alma já escreveu
toda estrofes se desmancha
entre o seu mundo e o meu .

A poesia morreu
O poeta nos deixou...
Mesmo inferno acordou...
A poesia morreu...
Ninguém sabe o que é o abismo literário?
O poema morreu a três dias Ninguém ressuscitou...
O momento se calou diante a trova Ninguém acordou...
Aonde esta o pensamento...?
Nossa imaginação se tornou parte da gente... e mesmo assim quem chorou?
Num mundo de palavras o mundo está cego e vendido...
Na semântica todos são apagados amor, no paradigma o estado de apologia somos a vertente... para aquele que ousam dizes que vida nunca foi uma opção...!




.

Morre a poesia em teus lábios...
A morte das palavras,
... perdem o sentido,
As lágrimas escorrem veladas.
Num arco fulgaz de notório espírito...
Para o flagelo do caos interno seja parte do espírito...

Poesia: Medo de Crescer 01


Olhar de Criança


Quando pequeno pensava
Nas coisas que vó dizia.
Nos bichos que existia
E que no terreiro rodava


No vicente finim ela falava
Neu até medo botava
Com aquelas prosas boas.
Eu como o minino que era
Com tanto medo que o coro pela
Num duvidava de coisa atoa


Daí o tempo foi passando
E eu o acompanhava de perto,
Ligeiro, garoto esperto
Crescendo e já fui notando.


Dá conversa desconfiando,
O medo já me deixando,
E eu já difícil de crer.
Histórias que outras horas,
Como do saci ou da caipora,
Agora não tinha mais paricê.


Cresci e também percebi
Que o tempo foi o meu pecado.
O que me deixava assombrado
Não é nada do que vivi.


O mundo me calou aqui
E mesmo tentando insistir
Nada me assusta tanto
Que me faça esmurecer
Mais do que pude perder
Com o tempo que me tirou em prantos.


Hoje a bassora caída
No assusta mais ninguém
E até o grito de alguém
Passando nalguma avenida


Num soa mais forte que a vida
Quando bate despercebida
Vindo deixar algum recado.
Os bichos foram tudo embora,
Acabou-se os medos das histórias.
Ficaram os contos no passado.


Tsharllez Foucallt.


terreiro: quintal.
Vicente finim: busca no google.
Caipora: Mãe da mata.
Paricê: parecer.
Esmurecer: enfraquecer.
Bassora: vassoura.
Nalguma: Em alguma.

Poesia


um balé de palavras
para dar voz a alma.
Dançar por cima de letras
entre a compreensão
de si mesma
e a vontade de desabafar.


Coreografia de línguas
para acasalar
numa dança de hiatos e rimas
tentando rimar emoções.


tipo isso
passando a língua em você
e nem percebe,usando verbos
numa linguagem que só eu entendo.
É tudo mais intenso,
os sentimentos mais exacerbados.
A carência mais presente e violenta.
Numa poesia que movimenta emoções
num latejo que se alastra nesta avalanche,do que vive a me consumir.
Até expulsar o coração numa gramática.
Mil sentimentos em folhas de amor.
que deixo ir…


andréa

Arranquem-me toda pele
as vísceras,olhos,a carne sofrida.
Deixem-me apenas a poesia
no coração.
Toquem-me apenas em cada pedaço
que ainda sobram de vida e emoção .
E seguirei minha estrada feito aço.
Derretida,mas feliz ...Cicatriz
em cada traço
num derrame de inspiração.




Na imaginação
mora a fantasia
do impossível.


Andréa

A poesia tem o poder
de tocar corações,despertar
dentro do peito, sensações
e te atingir ao ponto de sentir
...o que quero te dizer .


A poesia é um desaguar
molhando a imaginação
com o encanto das emoções.


Quantas vezes abracei
a inspiração quando perdi
o rumo e o chão?nem sei.

Forma de sentir


Não sei dizer se o que escrevo é
poema ou poesia…
acho que só sigo o que o meu coração diz.


É expressão em estado bruto.


Talvez uma prosa poética —
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.


Eu não me preparo para escrever —
eu sinto…
e as palavras vêm.


Às vezes em silêncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vêm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
só para me confortar.


Como um drama,
um conto
ou romance antigo —
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.


Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.


As palavras apenas saem —
e eu as escrevo.


Não sigo regras,
não penso demais…
apenas deixo acontecer.


As frases vêm como ondas:
às vezes calmas,
às vezes quebradas,
às vezes interrompidas…
como quem respira fundo
ou engasga com o próprio sentir.


Dou saltos —
de assunto,
de emoção —
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.


E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento —
como se não tivesse sido eu…


mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tão autêntica assim.


Talvez não seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.


Talvez seja só
o meu jeito de sentir
ganhando forma. 🌙

Poesia sobre maternidade


Dentre tantos sonhos que podemos sonhar


O mais lindo eu pude realizar


Mãe eu me tornar


E descobri que a cada dia que passar


Meu coração se põe e dilatar


E o maior amor a me transformar.

DIVAGAÇÃO DA POESIA
(O Despertar do Poeta)

Contemplo o anoitecer
e a vejo sempre ali…
fulgente, a lua minguante,
naquele vaivém como uma
gangorra; as estrelas
cintilantes fazem algazarra
num torpor pueril e brincam
com ela no céu…
As demais, sorridentes e
arfantes, dançam graciosas
com fadas e querubins, feitos
num esboço colorido e vibrante
em pedacinhos de papel…
Sinto-mecativo e emoldurado,
onde o vazio permeia meu espírito
num rebuliço de ideias…
Ou será apenas a ribalta
de um cenário infante?
Onde estão as palavras? Onde
está a poesia que emoldurava
a minha mente?
E o papel pergaminho, onde eu
fazia manuscritos soltos e os
soprava pelo caminho?
Onde andará a minha inspiração?
Serei eu umlírico solitário, orbitando
dentro de mim mesmo, nessa fugaz
divagação?
Ouço, agora, o tique-taque do relógio,
do tempo que me desperta desse
instante…
Onde, mais uma vez, o meu sonho
élúcido e eloquente.

Lu Lena / 2026

Você não sabe
e tampouco viu,
A minha poesia
tem asas
capaz de voar
pelo Brasil
onde a noite caiu:

Por ousadia ser
a memória
de milhões de caídos,
A memória
dos desaparecidos,
E ser a voz dos
que não tem voz
na América Latina.

Caiu a noite aqui
em Santa Catarina,
Onde as estrelas
estão próximas,
A pressa é mais
do que urgente
e a Lua sempre
deslumbra
os campos do Sul.

É exatamente lá
no km 36, na BR-470,
em plena Gaspar,
Não preciso nome
e sobrenome
mencionar,
Todos conhecem
quem são muito bem:
Eles querem a todo
o Jequitibá-Rosa
e outras jóias raras
a todo custo derrubar.