Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
E sobre o tempo de amar,
O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que o teme
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que escolhem festejar
Mas, para os que verdadeiramente se amam, o tempo é eterno.
amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O princípio do Amor é amar
Amar a si mesmo é o solo fértil onde as flores da alma desabrocham, nutrindo a essência da nossa existência.
Mas como encontrar nossa essência?
Peça-me um abraço, junte-se ao meu espaço
Faça de mim seu refúgio, o seu relógio sem fim
Deixa eu te viver, saber te convencer que perto de ti não quero me mover
Quando meu peito encontra o teu, meu sangue ferve teu cheiro
Meu coração de apogeu, esquece que vais ser apenas passageiro
Cinzas
Viver? Morrer?
Isso nunca foi culpa sua.
Mas, quanto a amar Pedro?
Isso, sim! Isso você poderia ter evitado.
Mas por que permaneceram?
Sinto falta de Pedro.
Sinto sua falta.
Sinto falta de nossos encontros,
E sinto muita mais falta de nossas despedidas.
Até mais!
Até mais...
Nada mais.
SAUDADES DE VOCÊ (soneto)
A saudade hoje me acordou
Com a solidão de tua voz
Nesta manhã fria que abortou
Uma dor dilacerante e feroz
Suscitou a ternura do teu beijo
Na ausência do teu triste olhar
Anoitado no solitário desejo
Dos carinhos em nosso amar
Alvoreceu os antigos sentidos
Dos abraços por nós já partidos
Amarelados nos tempos antigos
Pra tal, alegou a minha razão
Nossos segredos em inspiração
Poesia que foi a nossa paixão.
(Saudades de você.... Arranha o meu coração).
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 14/05/2010, 08’07” - Rio de Janeiro, RJ
Laranjeiras
TEMPO REMOTO (soneto)
É bom que eu prose ao léu, assim acostumo
na solidão, da privação de um amor passado
pois a lembrança surrara no pesar suspirado
perdendo no versejar aquele rítmico prumo
Terá, e virá, um certo dia, então, presumo
um sentido para o verso, o mais sonhado
talvez o que mais mime, o mais encantado
que anuncie juras, e sensação para o rumo
E, se ao chegar a hora de um verso absorto
que não se apague o ardor, seja conforto
poético, velando a minha aflitiva soledade
Ouvidos não darei a inspiração sem alento
pois, poesia de saudade tem padecimento
mesmo que de boa lembrança, a saudade.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14 junho, 2025, 15’09” – Araguari, MG
Sou o fogo que arde em teu ser
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção
As espada caudal sem razão
Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação
Um papado de um bispo só
Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar
Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim
Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim
A pintura de um riso sem cor
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor
Ela estava lá
Inébria, sombria
Frígida como uma mulher em puerpério
Seus cabelos acobertos
Em capuz de feutro negro
Davam o tom em branco e preto
Clima de cemitério
Enquanto eu escrevia
Me sussurrava aos ouvidos
Palavras, estalidos
Inspirações de cortesia
Era sim, a própria morte
Do meu lado a gargalhar
Afagava-me os cabelos
Entre vida e pesadelo
Inspirando meu desabafar
Ali estava ela, ao menos mais uma vez
É que ando morrendo demais
Um poeta morre vez ou outra
E aquele era só mais um dia
Entre escritas e agonia
Entre letras mortas e vazias
O meu óbito de número trinta e três
A Ponte Inesperada
Ao fecharmos um livro, pensamos que a história acabou.
Que cada enredo novo já nos cansou.
Mas o destino, em seu jeito sutil,
Coloca à frente um perfil gentil.
Um olhar que convida, um sorriso que instiga.
Uma porta entreaberta, uma nova intriga.
O medo sussurra: "Não vale a pena tentar",
Mas a curiosidade te chama a arriscar.
E se nesse encontro a alma se acalma?
E se for a peça que ao quebra-cabeça se encaixa?
Deixe a guarda cair, por um instante que seja, pois a vida surpreende, e alma deseja.
Construa essa ponte, sem saber aonde vai dar, mas com a fé de que algo bom pode começar.
Permita que o novo te invada, e te mostre um lugar, onde a alegria floresça, e o amor possa morar. Pois em cada pessoa há um universo a explorar.
E em você, existe a coragem de se deixar amar.
ENCARCERAR (soneto)
Encarcere no verso, a prosar, tudo quanto
Há encanto, riso, tanto, toda ímpar poética
Que pulsa e soleniza em um eterno canto
Ritmo e sentimento. E a emotiva dialética
Que vibre sensação, imagine doce recanto
Em um movimento de ação e arte cinética
Traçando a poesia com versar sacrossanto
Em um heroico acalanto e fala energética
Guarda do amor, a suavidade. Dedicatória,
Tenha. Não tenha qualquer rima escassa
Junte no estilo toda aquela boa memória
E poete, faça simbiose na paixão, seja terso
Na expressão. Com toda sua leveza e graça
Assim, então, encarcere o notável no verso.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 junho, 2025, 19’33” – Araguari, MG
Eu te convido a se sentar. Sim, sente-se. Pegue uma caneta.
Revise sua letra, sua caligrafia.
Revise também a hora em que você acorda todos os dias — e, principalmente, por que acorda.
Releia as provas que já enfrentou, não só aquelas da escola, mas também as provações da vida.
Analise cada detalhe da sua curta e preciosa existência, porque um dia ela simplesmente deixará de existir.
Se você não revisar agora, quando partir será tarde demais.
A revisão ficará incompleta, e no papel restará apenas uma mancha de tinta, algo escrito assim:
"Por que eu não me escutei quando devia?"
"Por que não me fiz o bem?"
"Por que não fui amor a quem tanto necessitava?"
Restará apenas o lamento.
Então, hoje — não importa onde você esteja, o que esteja passando ou do que esteja precisando —
não se esqueça de revisar.
Não se esqueça de refletir.
Porque, no fim de tudo, a conta chega —
e ela pesa.
E pesa muito… nas nossas lembranças.
Noites turvas
Noites turvas, incêndio de instantes,
chamas vivas que devoram minha razão.
Um turbilhão de sentimentos vibrantes,
ardendo em brasa no peito em combustão.
Cicatrizes se abrem, feridas em chamas,
marcas de um tempo que já se perdeu.
Mas como calar o que em mim se derrama,
se a emoção outra vez me venceu?
Não há mais volta, me deixo envolver,
sou presa fácil do doce querer,
refém da febre que a paixão me traz.
Do outono sombrio que secou meu viver,
hoje sou chama, renasço a arder,
e esse fogo me consome de forma tão voraz.
Chuva e Querer
Lá fora, o cinza da tarde se derrama,
Em gotas que batem na vidraça e chamam.
Caxias se esconde num véu de saudade,
E eu aqui, com a alma em tempestade.
Cada pingo que escorre pela telha,
É um eco distante de uma velha centelha.
Um coração que pulsa, meio calado,
Apenas querendo ser amado.
O cheiro da terra molhada no ar,
Me faz a cada sopro mais te buscar.
Em cada lágrima que o céu despeja,
A minha esperança mais lateja.
Que essa chuva lave o que me inquieta,
E traga em seu murmúrio a resposta mais direta:
Que em meio a essa dança de água e chão,
Floresça um amor para o meu coração.
Mileuma e Nenhuma.
Eu, já fui eu mesma,
Em centenas de pedaços de vezes,
Como porcelana quebrada,
Refeita em mosaicos,
Pronta a me reconstruir,
Mais de cem,
Menos de mil,
Mais de mim,
Talvez um pouco menos viril,
Mas, num tempo,
Nem um pouco vil.
Sigo calada em esperança,
Da boca cerrada,
Um concerto para a alma,
Um afago para a mente.
Mais um ciclo fechado.
18/06/2025.
Hoje sonhei com você,
É consciente e subconsciente,
A saudade,
Já companheira,
Assídua,
Voraz,
Mas, o Amor,
Sim, só ele é capaz,
Supera tudo,
Desde que se haja paz,
Respeito mútuo,
E vontade de fazer dar certo.
Enquanto existem igrejas alienando, existem terreiras acolhendo.
Ame, ajude, cuide e proteja o próximo.
Orixá é natureza, é equilíbrio e é amor.
"Toda vez que eu ou você, leitor, cometemos algum pecado,
o Espírito Santo desempenha seu papel de “convencer da
justiça, do pecado e do juízo” (João 16:8). Ele nos convence
de termos ferido o coração de Deus com nosso pecado,
o que gera em nós tristeza pelo pecado. Assim, Ele nos
aponta o caminho do perdão, que é Jesus Cristo, pois Ele é
“o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por
Ele” (João 14:6)." Justificação para Principiantes, pág.23.
Querido Pai,
Agradeço pelas bênçãos.
Agradeço por me guiar.
É tão belo, em Ti, a fé buscar.
Meu amado Pai,
Só Vós para ouvirdes e preparardes meu coração.
Quero seguir com devoção.
Meu Pai querido,
Só Vós para mostrar o carinho por nós.
Só Vós para me fazeres crescer na fé, enquanto crente.
Sabeis tão bem o que preciso, tão bem a quem eu amo.
Meu Pai,
Escutar-Te é belo; rogar-Te é necessário para nossa paz e nossa vida.
Pai, conceda-me paz, amor, harmonia
E ilumine meus caminhos,
Para que eu faça o oposto do pecado
E louve a Ti, Senhor, com todo o meu coração.
Pai,
Peço que continues preparando o caminho que preciso trilhar,
Para que eu possa crescer na Tua Palavra
E na Tua linha orientadora.
Meu grande Pai,
Obrigado por estares sempre aí para mim,
Por me protegeres e abrigares no Teu coração.
Amém!
"Cristo tem demonstrado para todo o universo a terrível
natureza do pecado e a perfeição do governo de Deus, que
lida com o mal de maneira justa até que seja finalmente
eliminado. " Justificação para Principiantes, pág.47.
Escolher por nós próprios é, antes de mais, um ato de coragem.
É dizer: “Permito-me viver a minha verdade, mesmo que isso desaponte quem só amava a minha versão editada.”
