Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
A saudade
Do momento
Que já foi.
Com a lembrança na mente
O coração dispara
Nesse sentimento incerto
Desejando o seu retorno.
Escrevo todo dia
Sem pensar no amanhã.
Escrevo todo dia
Sem lembrar do ontem.
Escrevo todo dia
No agora
Quando a vida acontece.
O sono da alma
Deito no chão
No coração
Na calma,
O dia é pacífico demais
Frases ilegais,
Sonho com teu sorriso
E fico indeciso
Se ainda te amo
Ou se tudo foi ilusão
E no fim
Ficarei na solidão.
Arrisco versos
No vento,
Para escrever no tempo.
Rabisco versos
Desejando descrever teu sorriso
Em forma de poesia.
O cansaço na alma
Rastejando a vida
Cheio de cobranças
Na mente
Que fazem definhar
E parar no tempo
Sem forças para lutar.
Buscar transformação,
Renovação
Para o coração.
Experimentar bons sentimentos
E colher bons momentos.
Escrevo por lazer
Com prazer.
Escrevo também, para sobreviver
Sem perecer
Nessa vida fútil
Assim me sinto útil.
Eram sinais de nossa história.
O tempo que passamos juntos
Os presentes entre o ir e vir
Dos nossos encontros,
Toda a preocupação
De um pelo outro.
O tempo voava
E mesmo assim parecia uma eternidade
Estarmos próximos,
O toque, pele com pele.
Ah, o amor...
Dentro da recordação
Encontro no coração
Um tempo vibrante
De sol radiante
Alegria contagiando o ambiente
E você era meu presente
Perdi o tempo do meu viver
E hoje não consigo te esquecer.
Escrevo teu nome
E ele some
Na memória,
Foi criar história
Em outro lugar
Quis voar
E sentir a liberdade
De um amor de verdade.
Vou desfazer o poema
Arrancando a rima
Tirando a métrica
Palavra por palavra
Tudo para fora
Assim despejo o meu sentimento
Que não me convém
O que quero esquecer
Vai tudo embora.
A revolta
Grita as dores
Do sofrimento
E causa ânsia
Dentro de si,
O mundo caótico
Sem ter para onde ir,
Perdido
Nos dias sem vida,
Sem amor,
Sem humanidade...
Na previsão do tempo
Falou de chuva forte,
Saí de casa preparado
Mas, você me pegou de surpresa
Chegando em minha vida
Como uma garoa ao amanhecer.
Palavras dormentes.
Línguas ferventes.
Da mesma boca, maldição!
Da mesma fala, benção!
Eu grito contras as vozes na minha mente
Desejam meu mal de forma intransigente,
Perdido com pensamentos intrusivos
São tão abusivos,
Não posso deixar me dominar
Preciso parar de pensar
Não posso sucumbir
Preciso escrever para me distrair.
Num dia qualquer
Se você quiser
A gente toma um café
Se estiver agradável a maré
Ter uma boa conversa
Uma história reversa
Com um final feliz.
Tem seu cheiro
Por toda a casa,
Você foi embora
Mas, deixou lembranças
Meu café da manhã
Não é o mesmo sem você,
O dia não tem poesia
E tudo perdeu o sabor.
No rádio
Escutei tocando
Nossa música,
Retornaram lembranças
De bons momentos,
Deu vontade de te ligar
Pedir para voltar,
A saudade apertou
Mas, de repente a música acabou
Assim como nossa história.
Esperando o poema chegar
Na noite silenciosa
A caneta repousada sobre a mesa
A folha em branco
O poeta olhando a parede.
Esperando a vida acontecer
Em qualquer momento
A esperança repousada no coração
Nada passa em branco
Sobre o poeta olhando a parede.
