Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
O corpo cansado
A mente também
Vendo a hora de dizer amém,
Abraçar o descanso
De uma vida inteira
Carregada pelo caos
E viver o cotidiano da felicidade.
Poemas rudes e ignorantes
Brigando na avenida
Por causa de palavras erradas
Que foram ditas.
Um fala de mar
E o outro oceano.
Um fala de vida
E o outro viver.
No fim,
Tudo acaba em poesia...
Lembro de tempos
Onde minha preocupação era assistir desenho
Ir pra rua jogar bolinhas de gude
Empinar pipa
Brincar na chuva,
Hoje tenho saudades
Queria ser criança para sempre
E ter a liberdade em meus braços
Correr na rua sem saber que direção seguir
Mas, sabendo que chegaria em algum lugar.
Onde as palavras
Se escondem dentro de nós?
O som surge
E jogamos tudo para fora.
Quebramos o silêncio!
A poesia me tira da solidão
Resgata a alegria
E me faz sorrir.
Esqueço tudo tão fácil
A memória curta
Perco tudo no momento seguinte
Só consigo lembrar
Do teu sorriso
Que brilha em minha mente
Como o nascer do sol
Em um dia de verão.
Ser diferente
Ir pela contramão
Amar enquanto todos odeiam
Abraçar enquanto todos se afastam
É dolorido o caminho.
Ser autêntico
Num mundo onde tudo ao redor
Parece tão igual
E repetitivo.
Nuvens densas
A mente paranóica
Emoção e confusão
Sem saber que direção seguir
Vou pela rua
Procurando encontrar a paz.
Em determinadas ocasiões
A melhor resposta é o silêncio.
Aprender escutar
E toda situação, interpretar.
Em dadas situações
O refúgio de paz é o silêncio.
O pensamento vai além
Viajando em teus braços,
A vida passageira
As lembranças que ficam
Fazendo ecoar dentro nós
Um grito de saudade.
É necessário em alguns instantes da vida
Parar e descansar
Para depois continuar.
O cansaço é a exaustão
Que abala tudo,
Ficamos sem condições de prosseguir
E se nao tiver descanso nessa intensa jornada,
Não suportarmos.
Uma tendência ao fracasso
Pensamento escasso
Sem expectativas
Nas muitas tentativas,
A realidade que faz doer
E o corpo se corroer
Por não atingir o objetivo.
Escrevo de olhos vendados
Na imensidão do ser,
Mãos amarradas ao corpo
Vontades que ficam no caminho
Entre perdas e ganhos
Vou tecendo sonhos
Como se não houvesse amanhã.
Te vejo dançar
Como uma constelação,
Abraçando o coração
Me faz te desejar.
Te vejo sorrir
Na noite é um farol
De dia é o meu sol
Me guiando para prosseguir.
O brilho no olhar
E no rosto
O esplendor de um sorriso
Que encanta a alma,
Quando te vi pela primeira vez
A obra mais bela da natureza
E eu tão humano, homem-barro
Não era digno de ter.
Enquanto a cidade dorme
Eu acordado.
A madrugada é minha companheira
A mente repleta de pensamentos
Que fervilham
Como um vulcão,
Não durmo desde terça-feira
O corpo cansado
Tudo é tão difícil
Se pelo menos você
Tivesse aqui comigo.
O que me resta é só a poesia
E nela te escrevo
Como uma última lembrança.
Perdi tempo
Esperando a vida melhorar,
Só depende de mim
Buscar um sorriso,
Procurar felicidade nos encantos
Dos dias habituais,
O relógio não para
Mas, o movimento sou eu.
O olhar no vazio do tempo
O tédio de um dia pacato,
No final todos são iguais
Todos sentem saudades
E choram por alguém...
Os olhos ardem
De alguma forma gosto disso
O intenso brilho do sol
É hipnotizante
Quando volto os sentidos
Estou apenas ofuscado pelo seu sorriso.
Olho pela janela
Comtemplo o céu
O tempo fechado
Prometendo chuva
Hoje você me acordou
Prometendo amor eterno
Eu aceito cada detalhe
Entre sorrisos e beijos
O abraço nos conecta,
O dia parece mais lindo
Com você aqui.
No coração
Inspiração
Rima repetição
Rima repercussão.
O tempo em palavras
A vida em palavras
A fotógrafia da vida
Presa no tempo da poesia.
