Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
O Consultório
Lugar de lágrimas, mas também de sorrisos
Muitas vezes onde se nasce a esperança
Lembranças de quando criança
Momentos de alegria e às vezes de dor
Que legal essa tal de empatia
Que no consultório me guia
Insight, dessensibilização, livre associação
Ressignifição e sensação
A luz ambiente
O sofá atraente
Um lugar que você se sente
Acolhido e compreendido
E onde nunca falta o lenço amigo
[...]desabrochar
ao acordar destramelo a janela
lá fora o silêncio empoeirado
e cá adentra a alva donzela
num frio do julho do cerrado...
desabrocha... e a vida se revela!
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
16 de Julho de 2020, Triângulo Mineiro
Saudade que chega a doer
Saudade de te ver chegar
Saudade de te abraçar
Saudade de sentir seu cheiro
Saudade de te tocar
Saudade de te ver sorrindo
Saudade do seu corpo lindo
Saudade do desejo
Saudade... Saudade
Tanta saudade que chega a doer
"estive no inferno algumas vezes
perdi neurônios demais para lembrar dos detalhes.
pra quem não morreu
eu tô ótimo
pra quem tá ótimo
eu pareço péssimo."
Luz é você?
Esta tudo escuro, estou cego
Tudo esta coberto, meu coração eu checo
ainda bate? ou acabou de parar?
a verdade, não sei falar.
Minhas emoções, agora sem valor
Foram sufocadas pela dor.
Ainda vivo ou sinto?
também não sei, por que ainda existo?
A luz me sufocou
E aos poucos me matou
A escuridão foi o que me restou
Mas no momento crítico algo me segurou
será que a luz para mim retornou?
Estava certo de que faria o melhor
Mas nestes momentos perco a noção do certo ou errado
Pois a escuridão está sempre ao meu lado.
não consigo evitar
ela sempre está lá
Soprando no meu ouvidinho
para minha vida tirar
Mas de uma coisa tenho certeza
Quando a luz a mim retorna
ela reinará
e a escuridão, coitada
Não mais vaga achará
Luz, por que me abandonaste?
Me despedaçou e depois me deixaste.
Não quero a escuridão
será que o que eu fiz foi tudo em vão?
Luz é você?
Veio me resgatar?
Sorrindo ela me disse:
"Não se preocupe,
Final feliz Haverá"
Este será o desfecho?
Sabe, não sei lhe dizer
mas para ser sincero
este é o meu querer.
Luz, cadé você?
Ajude-me
EU sinto o ar fresco em minha pele
Como é bom poder sentir
Me faz refletir sobre a vida
E como é bela a vida
Nada é eterno
PRECISO entender isso
Tempo que vai
Tempo que vem
DE tudo que já passei
Agradeço por sobreviver
Em cada abraço pra reaquecer o meu coração
AJUDA bastante pra vida valer a pena.
Escrever
Minha vontade é só de escrever, escrever e escrever. Escrever sobre política, religião, preconceito, homofobia, intolerância, "injustiça que assola nosso país", e outros assuntos que alimenta a massa. Mas aí estarei escrevendo somente o que todos já sabem, apenas em um ponto de vista diferente. Então, a partir de hoje minha preferência vai ser escrever sobre mim, sobre os meus fracassos não confessados, as minhas dúvidas, os meus desesperos e angústia
POEMA É TODA LIBERDADE
De João Batista do Lago
Há novos sofistas por aí!...
Preceptores de falsas imagens
Formando coros de aedos,
Papagaios de falsas mensagens.
Sujeitam o poema aos grilhões
Dum isotropismo arcaico e rude,
Forjando a palavra como ferradura,
Ofertando ao intelecto como moldura.
Aos tolos imprimem valor denotativo
E cravam no coração do imaginário
A mentira como princípio ativo:
A metáfora como essência do poema!
Ainda que prostrado no chão diz o poema:
“‒ A essência que me há é toda liberdade de imaginação.”.
PERFEIÇÃO
Subjuguei, preteri e te fazia sucinto
No esplendor em que és na escala
Muito mais que um irregular recinto
És diversidade, és riqueza e de gala
Da beira mar fui cego... e faminto
Deixando de dar-te a devida pala
Onde todos os aromas aqui sinto
Em cores e o céu que te embala
Tu cerrado ao meu olhar deveras
Todo o encanto, maravilha e belo
Adarvado do horizonte e quimeras
E à noite, estrelas, que nos venera
Em conto e causo, ah! tão singelo
Como o Perfeito, assim, quisera!...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
PERMITO SENTIR
(13.10.2018)
Permito sentir o barulho da natureza,
E ela me mostra toda a sua beleza,
Sendo uma ponte para a maneira correta
De se viver a vida sem maiores problemas.
Uma pequena passagem para o interior!
Que expõe de dentro para fora
Os sentimentos a serem verdadeiros,
Pois neste mundo, o que conta é o amor.
As pessoas olham para mim, com olhos de desgosto;
Mas do que importa?
Se o sol continuará brilhando?!
As vezes nem eu consigo me ouvir;
Parece que ninguém, nos céus e na terra;
Ouve meus gritos;
Mas continuam dizendo!
Porquê ou por que?
Eles ouvem de menos e dizem de mais.
Me sinto morto;
E ao mesmo tempo;
Não sinto nada.
NO DIA EM QUE EU ME FOR
No dia em que eu me for, abrirei asas…
Serei mais um pardal sem firmamento…
Sem lama ou lodaçal, nem cais cinzento,
terei um ninho certo em tantas casas…
No dia em que eu me for com nuvens rasas,
planando, farei vénias ao meu vento,
sem penas a pairar no pavimento
do mar em c(h)ama ardente de outras brasas…
No dia em que eu me for, verei no céu
luzentes sóis redondos mais inteiros…
Serei apenas eu em todo o chão!...
No dia em que eu me for, serei só eu
com prantos e sorrisos verdadeiros…
Serei apenas eu… Mais um milhão!...
📜© Pedro Abreu Simões ✍
Na beleza de todos os trajetos
na ternura de jamais sermos sozinhos
na confiança que são, todos os passos,
adiante, precisos, e certos ...
o que lhe compreende a confiança de se estar certo?
A vida, tão imprecisa e incerta, mas ela é sem margem à qualquer dúvida: viva, certa... e nela, tudo é "certo"!
E lá vamos nós nesse barco, entre traços, linhas, letras, vagas, versos, além das entrelinhas e "entreversos". E talvez há tanto a se ampliar, "entretextos", "entresilêncios" e outros tantos "entres" nesse mar infinito. Mas, vamos... eu, você e eles, nós quem sabe ou ninguém, mas estamos indo ou ficando, sentindo e deixando o fluir acontecer ...
Que venham então, os ares que se abrem entre céus sem mais horizontes e algumas nuvens a dissipar-se!
DIA DO MÉDICO
Médico tem função
amplamente social.
Trata o povo, devoção,
cuida de quem está mal.
Prescreve medicação
ao doente no hospital.
MARCO LITERÁRIO
Aponta o dedo
com a ponta do lápis.
A sua chave conectiva
exclui uma parte.
Cunha à vista
o movimento sintaxe e
reivindica o permanente dito.
Falsifica em crase
Fecha-se lacrado
Acusa-o lacrativo.
Literato práxis,
insinua diminutivo
e tende a achar ridículo
tudo que não é de praxe.
SAUDADE DE CASA
D’onde o sol corta a neblina.
Daquelas curvas acentuadas.
Deste barro em que sou carne.
Da terra indígena roubada.
Das linhas que marcam o asfalto.
Do mato que beira a estrada.
Das terras preenchidas de pasto.
Do deserto verde que desmata.
Dessa mistura de suas falas.
Das velhas cordas do violão.
De todo amor que nos embala.
Daqueles versos de sua canção.
Sou a pintura da tela
E também a do papel
Já fui uma vez de aquarela
Hoje mal tinto o pincel
Em verniz eu fui muito bela
Afável com cor de céu
Reluzente e até singela
Mas indigna de qualquer troféu.
Maculei o seu corpo perfeito com minha existência vil, resultado do caos mental em que se encontrava... Seu maior fracasso, confiar em mim, e não obstante me permitir segundas chances, chances que por ego eu trucidei.
Ainda na destruição causada pelo meu ser em seu ser, por vezes foi seu abraço amigo que mudou meu olhar distorcido sobre o que entendo do viver, e ainda que o sol me queimasse pra fora da sua pele, almejaria eternamente mais um abraço.
Não seria surpresa me odiar, e se odiar por mim, já que tentei consumir a sua imagem, mas porque mesmo com todos os assombros, você ainda não me exorcizou? Não posso ser considerado um amigo, mesmo já tendo almejado seu amor, e ainda que morra comigo, ou que sofra minha dor, serás meu herói invencível, um que graças ao seu Deus, me adotou.
Sou fênix
Você me fez, perder o foco
perder o rumo e a direção.
Por você abri mão de mim,
de meus ideais de minha intuição!
Mas hoje aprendi a lição
Busquei meus sonhos
Voltei a planejar e versar
Voltei a lutar!
Agora estou mais forte
Munida de experiência
sabendo que sou eu
quem faço minha sorte.
E agora meu bem,
ninguém me barra,
porque sou fênix
Sobrevivente do caos!
