Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠Sobre a janela me deito
Sobre os frascos me arranho
Meu querido é sobre você
O que meu desejo sente
Eu quero todos os seus lados
Em um grande oceano de mundos
A um só lugar onde é escuro
E a duas frações de tempo
Eu retorno em meio a fraqueza
Razão do sofrimento e a tristeza
Que sinto ao sentir a dor no peito
Meu sonho são meus momentos
Ao acordar meu desejo e desespero

Inserida por Biancapoeta039

⁠"E se?.."

⁠Ah, tá complicado. O tempo todo eu me perguntando das coisas.
Perguntei e recebi resposta,
Achei e me questionei,
E com elas filosofei.
Uma dúvida que persiste
As coisas que me fazem desistir
Desisti disso
Mas não daquilo
O que eu tô escrevendo é subjetivo
Mas com sabedoria quem sabe entende
Entende o que eu sinto
A incerteza
A falta desse conhecimento
Será que esse vazio me consumirá?
Será que esse vazio quererá me fazer voltar?
E se não voltar?
E se não achar nunca, um você que me abrace e nunca vá embora?
E se você for minha peça perdida,
Que após isso se perderá para sempre
Que me fará vagar no fim do mundo
À procura de uma como você
Que já é tudo e mais um pouco.

Inserida por ArmstrongBarbosa

⁠Cai a chuva. Que espanto! De novo!
Em meu rosto, a chuva e seus traços.
Lembranças, em mim, pra sempre gravadas. Gotas projetadas, rios de sombra, assombros e luz.
Som de chuva. Torrencial, potente e constante. Terra lavada, orgulho levado. Poesia líquida, sem regras. Letra e música. Melodia esquisita. Ritmo sem graça tem essa sinfonia de pingos!

Inserida por danielsaalfeldnunes

⁠A minha existência é um pequeno clarão,
Que brilha por instantes na vastidão,
E ilumina a noite fugazmente sem pedir permissão.

Sou um relâmpago que não sabe por que surge,
Um lampejo que não questiona seu destino.
A vida é simples, como a luz de uma vela ao vento,
E eu sou apenas o que sou, sem intenção ou lamento.

As estrelas observam-me sem curiosidade,
Assim como eu observo o campo, a árvore, o rio.
Nada tem propósito além de ser,
E nesse ser, encontro minha paz e meu viver.

Não há mistério no clarão que sou,
Não há desejo de eternidade ou de compreensão.
Sou um instante de luz na escuridão do mundo,
E isso basta, sem razão, sem ilusão.

A vida não se pede, nem se rejeita,
Apenas se é, como o sol, como o mar.
E ao findar do meu brilho, algo persiste,
Pois na vastidão, meu clarão resiste.

Ser é suficiente, ser é tudo,
E o pequeno clarão que sou,
Ilumina outros caminhos na escuridão,
Deixando uma fugaz e efêmera recordação.

⁠Quem é você?

Eu sou aquele que sente medo
Sou aquele que possui sonho
Sou a realização do sonho
Daquela que um dia teve medo

Eu sou aquele que ama a vida
Que respira e pira.
Sou a inspiração que te inspira
Eu sou aquele que vive a vida

Eu sou o erro da equação
De dois corações que se amam
Eu fui fruto da paixão.

Hoje, os corações se partiram
Pois quem sou ainda não sei
Mas e você! Sabes quem é?

Alexandre C.
Poeta de Libra

Inserida por poetadelibra

⁠A Casa é testemunha

A Casa em silêncio, janela para o Universo.
Vi medos,orgulhos e convencimento,
Aprendi a projetar rimando versos,
Ainda paira desejos de ter uma parreira
Cheia de uvas, por sobre a mesa
Num quintal... mesa de alvenaria!
Com parreira por cima...
Já ele na casa, me inspirou e pulsa uma vida inteira,
Ele me deixou indefesa...
Nos mêus sessenta e poucos anos...
Ainda cometerei enganos...
Ele abriu meu portal... mudou o destino,
Me deu um sonho infinito...
De prazer e possibilidades...
A casa ouviu e viu tudo,
Permanece em silêncio sobre essa minha felicidade.

Autora: Cleide Regina Scarmelotto.
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⁠Me deixa sonhar!
Me deixa acreditar no meu mundo cor de rosa...mesmo que hora ou outra meus olhos chovam. Me deixa sonhar! E quem sabe a chuva dos meus olhos faça brotar flores no meu peito? Me deixa sonhar! Mesmo que às vezes a dura realidade me faça em pedaços e eu tenha que juntar um a um e colar...me deixa sonhar! Eu sei que já passei da idade, eu sei que ja passou da hora de tirar essa lente que torna o meu mundo um tantinho mais bonito...mas eu preciso sonhar.
E se um dia eu deixar de sonhar, por favor, me faça dormir, contando pra mim uma história bonita, pode até mentir...mas me faça dormir e me deixe sonhar.


❤️🍃__Silvia Esbano__🍃❤️

Inserida por silviasbano

⁠Na calmaria do meu dia-a-dia tranquilo,
Sem pressas nem aflições que perturbam,
Contemplo a vida com a serenidade de quem se entrega,
Não à procura do amanhã, mas à plenitude do presente.

Vejo as pessoas correndo atrás de ilusões fugidias,
Esperando encontrar a felicidade num horizonte distante.
Mas eu, na quietude do meu ser, prefiro saborear o agora,
Pois a alegria reside na simplicidade que exploro.

Não sou poeta de grandes feitos ou narrativas épicas,
Prefiro a delicadeza das palavras que acarinho.
Por que complicar o que é tão simples e belo?
Viver é o caminho, sorrir é meu consolo.

Assim, vivo o momento com serenidade e sem receio,
A vida é para ser vivida, no presente e com meu apreço,
E a paz interior no agora é a chave para minha felicidade.

⁠A Mística

Como era de se pensar esta etérea figura...
Nem narci, nem border, quem sabe enigmática
Quem dera transcendentalmente pura
Experiência mística, fantástica.
(Queria)...

Mas não era Intangível (quem sabe arcana)...
Bastante realista ao mesmo tempo onírica
Sublime alma que ainda ama
Apesar do materialismo desta vida

Desmente a tristeza (ainda )...
Encantada e Miraculosa
Joga fora a ilusão
Acorda para a vida.

Tórrida que quis dar...
Mas o vento estava lá.
O vento recebeu...
O que ele mandou embora.

Cleide Regina Scarmelotto
2024©Todos os Direitos Autorais Reservados

⁠As horas caminham,
Os minutos correm,
Os segundos voam,
E os lindos dias marcham
Para a nossa morte,
Dia final, momento inesperado
Data em que todos seremos finados.
A vida pré-existente é completamente ignorada,
O que fica, por sua vez, continua normalmente.
As flores nascem e os cães latem de madrugada,
Tudo normal como se fosse antes da gente.
Somos, na verdade, insignificantes
Poeira cósmica, como dizem
Minúsculos como uma formiga
E às vezes, gigantes, em vida
Mudamos o mundo,
Destruímos o mundo.
É que as horas caminham,
Os minutos correm,
Os segundos voam,
E os dias se rastejam
Para a nossa sorte,
Para a nossa morte,
Dia final, momento esperado
Data em que todos somos finados.
E tudo recomeça,
Para mais gente morrer.

Inserida por Allissoandre

⁠O BOTÃO

A cada botão que reforçava
tentava colar o taco solto
fechar as goteiras da casa infatigável
em sua alma de mãe.
O amor às vezes precisa de reparos
a madre colheu o botão do baixo da camisa
e o serziu no tecido que cobre o peito
feito bordar a bata do batizado.

Inserida por jovinabenigno

⁠Mãos dadas com a irmãzinha do meio
dedinhos entrelaçados em esteio
a trança só o sono desfazia
as mãozinhas caiam das redes
pingentes do amor ingente
As mesmas mãozinhas em haicai
que queimavam o carvão para o jantar
as mesmas a lerem os gibis clandestinos
censurados pelo zelo do pai
As mesmas mãozinhas que brincavam
de pedra
cedro esmero nos trabalhos da escola
nas declamações
emérita inspiração. herança da mãe
Mãozinhas de fala e sentir
decifram a mímica do amor
a viagem da trança de mãos
a aniagem de linho
o ninho que nos trouxe até hoje

Inserida por jovinabenigno

⁠Labirinto de flores

O labirinto de gira sóis...
insiste em meu coração,
Sem achar compaixão,
Perdida na multidão,
De flores e nós...

Perdida no labirinto de mim,
Sem nenhum espelho,
Para olhar e me guiar,
Sol e coração vermelho,
A dor de te amar.

Sem água, mesmo não sendo deserto,
Solidão da tarde,mesmo com tanta beleza,
Sem esperança de ter você por perto...
Melancolia,mesmo em meio à natureza.

Tinha palavras, a esmo,
Quem sabe o amor tenha recomeço,
E a mesmice não seja única,
E meu coração não seja mais o mesmo.
ventania nua sem túnica...

Nua na minha beleza
Beleza nua de tantos anos,
E a eterna natureza...
De amar um desengano...

Cleide Regina Scarmelotto

⁠⁠⁠Melodias desafinadas.

Um piano desafinado,
rústico,
mal-tratado,
odiado,
esquecido pelo tempo,
injustiçado,
porém, esplêndido.

Cada nota, cada tecla,
sussurra, grita, geme, lamenta, declara
filosofias, verdades, mentiras, qualidades, angústias e bravuras no interior de seus ouvintes.
Mesmo com seu desarranjo, ele ainda ressoa na alma daqueles que se permitem ouvir o seu canto.

Os seus erros o fazem pior do que um piano afinado?
Não; suas imperfeições é que o fazem esbelto.
Minuciosamente, entre todas as teclas brancas e pretas, mora um segredo.

Em meio aos sons sem sentido, há arte.
Em meio aos erros, há acertos.
Em meio aos sons vívidos, há o silêncio que faz parte.
Em meio aos desejos, há os medos.
Em meio aos dançares dos dedos do pianista, há sonhos que cintilam e brincam nos céus do consciente, assim como astros, assim como crianças.

Ignorantes são aqueles que buscam a perfeição,
ignorando os cantares e significados que desafiam e brincam com suas verdades.
Você realmente é tão ruim assim ou apenas não se permite apreciar o timbre de suas teclas desafinadas?
Um piano desafinado não deixa de ser o que é devido às suas irregularidades; são elas que o fazem único entre milhares.

As notas imperfeitas não o tornam desconforme; é a maneira como ele as maneja que o torna forte.

Inserida por Samaa

Hoje eu volto, em meio ao caos
Cada vez mais louco e perdido
Tentando mas, sem saber do que é preciso
Escrevendo pra espantar tudo isso
Sem vontade e com muito medo do abismo
Medo de tudo, pavor do futuro
Talvez eu precise, precise...de algo?

Inserida por gennermatheus

Já marinhei

Já marinhei minha inocência, sonhos e metáforas.
Já marinhei amores, abandonos e desamores.Já marinhei escolhas, estudos e trabalho.Já marinhei ideologia, filosofia e religiões.

Já marinhei o meu destino de gado, escravo e de legado. Já marinhei indo e cá e vindo de lá, por muitos mares eu já marinhei. Já marinhei até as partidas dos vivos e as chegadas dos mortos. Já marinhei minha dor e a da dor meus sentimentos, marinhei.

Já marinhei a pedra que esculpe a água e as ondas que esculpem o mar. Já marinhei a saudade que nasce aqui e a que vem de lá. Já marinhei da terra meu mar. Já marinhei sem saber marinhar.

Hoje é o mar quem me navega. É ele quem me ensina a marinhar. E nessa prece, marinheiro na morte reza olhando o mar.

Deixa-me aqui. Nasci para ser assim: sozinho no mar que habita em mim. Pois quando não sou eu quem me navega, é Capitão Pedro. E neste marejo, o Caboclo Tupinambá, que na terra em uma aldeia, me trouxe o mar.

Inserida por RogerLima_br

É com essa cara de sono e cabelo jogado que viro madrugadas a dentro lendo as melhores poesias que alguém pode escrever.
Me ocupo com os melhores gostos e sabores, gosto de ouvir coisas bonitas, meus olhos não se cansam de olhar para o que é bom. O belo nem sempre me encanta tanto.
Meus pulsos estão fascinados e pulsam diariamente para tudo o que trás riso ao meus rosto. Sorte, estou viva.

Inserida por fatima_madureira

Saudade a meio idade

O coração está cheio de saudade
Uma saudade da meio idade
Do colegio, dos amigos
Das festas a fantasia, dos aniversários e do carnaval
Dos olhares profundos das pessoas
De acreditar num novo mundo
Das risadas sem sensura
Das aventuras engraçadas
Das experiências inusitadas
Do medo do frio na barriga
Que era gostoso e viciador
Da segurança e da comida da casa de vó
Das dificuldades da universidade
Da coragem abundante
De acreditar que tudo poderia ser
O coração está cheio de saudade
Uma saudade da meio idade
Dos sonhos que estavam começando
Da maturidade que estava se instalando
Da vontade de viver o impossivel.

Inserida por julia_dutra

Arte

Arte que canta
que interpreta
e que dança.

Arte que é Bela
por ser poética.

Arte que é Arte.

Assim como um pássaro
voa livre no céu
O Artista voa sobre o palco
Doando aos homens liberdade!

Inserida por julia_dutra

Gostaria de escrever aqui um segredo mágico pra mudar suas vidas pra melhor, curar os doentes, libertar os cativos, arrancar a máscara dos traidores e tocar a alma de cada um. Só você mesmo pode fazer isso pois ninguém te conhece como a ti mesmo.
Atitude e fé, vai buscar o quê quer. A decisão é sua.

Inserida por ManoGrao