Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Seguem severas
os escassos verdes da calçada.
Arrancam nos passos
anseios
receios
e fogem de olhares fuzis.

Temem a morte
na rua
temem a sorte
na esquina
à noite
de dia
em casa
na sala
no quarto
no ato.

Inserida por pensador

a lâmina da manhã

A aranha a lã alcança
arranha e lança
na pele as finas
camadas de esperança.

Inserida por pensador

part
ida

à espera e à deriva
como um lenço ao longe
a cena assina

sino úmido
lusco-fusco
som pregueado no branco
punho abrupto de pedra

réstia de tempo
que se engole
sem pressa

Inserida por pensador

TEMPO PRIMAVERIL

Num tempo de primavera
Que aquece mudo a florir

Florescem lindas e belas rosas
São pálpebras saltitantes

Que bailam na brisa viçosa
Num regaço de uma rainha

Dum tempo de florir rosas
E quando eu morrer

Planta o que fui hoje
Ou terei sido ontem

Na escarpa de uma fraga
Em reminiscência quase apagada

Que eu irei florir em ti
A caminho do céu

Na dimensão oculta do mundo

Inserida por Sentimentos-Poeticos

OS LOBOS NA ALMA

Os lobos que me rondam
A alma de um novo sentir
De negro luto me sinto
Estando eu já de partida

Depois de mim ninguém chega
Sou uma estrada que não acaba
A vida deu-me um pouco de tudo
Ou talvez um pouco de nada

Abro as portas de mim que me pertence
Numa solidão que me imposta
Deixo metade do corpo que resgato
Nesta estrada em que me assalto

Nas emoções em silêncio das letras
Que vou escrevendo escondida
Do resto do mundo entre os lobos
Como se fossem paisagem inacabada.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Ao menos farto de anos
comemoro os melhores dias nesta vida. Até que eu pisque um olho, acordado quem é já nasce pronto!

Inserida por Pesilva

Sem deixar cair
o orgulho e a alegria de um brinde,
com vinho do Porto debaixo da ponte, outro brinde
a vida
que vivemos juntos!

Inserida por Pesilva

No infausto das memórias já empoeiradas pelo tempo, ela cisma e vira as costas aos seus abismos abissais
Com a brandura de seus sentimentos mais nobres, pinta na tela do dia os olhos dele de infinito, que lânguidos desnudam o azul do seu céu pra ela
E seus versos novamente se enamoram desse olhar de querubim e o transforma em Poesia.

Inserida por ednafrigato

A inveja é uma esponja
que apesar da imensidão
do mar
quer pra si
a porção de água
que já está
em outro
entranhada.

Inserida por biapenha

SUSPIRAR ENTRE AS ESTRELAS

Se eu soubesse escrever um poema
Como se um aconchego poético se tratasse
Nas linhas bordadas de tantos abraços
Viverei feliz nas folhas, cores feitas na alma
Suspirava por em estrelas cadentes
Daquelas que se vêm lá em cima nas fragas
Os lobos não deixaram de uivar
Inventaram rimas sentimentos entre a lua
Traços da serra colorida de espanto
Floríamos juntos no nevoeiro denso entre as fragas
Num suspirar entre as estrelas

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Quando chegar a hora

De ser quem tu és

Esquece todas as outras abordagens

Mostra teus originais bordados

Não deixe que puxem o fio

Do centro de tudo, que te move.

Inserida por biapenha

Fui edema, celeuma.

Nocauteada, certeza.

Fui oceano, super-humano.

Mapa múndi, engano.

Hoje brisa, mansa.

Desejo forte de ser genuína:

Sem ira!

Inserida por biapenha

Eu percebi o absurdo do mundo

De repente,

De dentro do meu quarto escuro.

Solidão se faz com muitos aos poucos.

Até entender que para ser feliz

Basta estar de bem com a ponta do nariz.

Inserida por biapenha

Os ventos que te sopraram
foram os mesmos que me fizeram
sem barro,
trouxeram

as cinzas do meu corpo


e renasci.

Inserida por ojeanbarroso

A madrugada é o momento em que arrancamos a máscara do sorriso estendido em nosso rosto durante todo o dia
e nos sentimos à vontade com a face da tristeza.
O que seria dos escritores sem as madrugadas frias?
certamente não seriam escritores.
O que seria dos poetas sem as nostalgias?
digo que não seriam poetas, nem mesmo em fantasias.
É na madrugada fria que aprendemos a ouvir o som
do silêncio, pois entendemos que somos sentimentos,
aprendemos a escutar o universo,
até para criar um verso.

Inserida por MarcioAndreSilvaGarc

O que resguardar?
O tempo cuida de tudo
Esta é a maneira de preservar
O cargo à se ocupar
Por alguém tão digno.

Pois ele não tarda
Guarda memórias
Se ocupando de tristezas
E tantas histórias.

Mas não há de se preocupar
Mais cedo ou mais tarde
Ele irá lhe retornar
Suas respostas esclarecer
E seus gritos calar.

Inserida por Apolyti

Pássaro Preto

Logo cedo ouvia seu canto
uma triste melodia
parecia alguém em prantos
um sentimento de melancolia.
Pássaro preto, preso em uma gaiola
já nasceste na prisão
refém do capricho humano
não conheceu o voo livre
nem o balançar dos galhos de uma árvore.
Olhava o céu e os pássaros livres
e sonhava estar naquele espaço azul
dez anos se passaram
e o capricho humano
lhe arrancou de sua rotina
não podia mais ver o céu azul
nem os livres vizinhos de penas
que o visitava
Deprimiu-se
desistiu
sonhou
e agora voou
porque a morte o levou.

Inserida por juliana_rossi

Poema/Mentiras

Olhe para minha alma
Bem no fundo dos olhos
Vejo toda nossa história
Conta pra mim o que sente
Olhando bem para a história
A nossa história
Deixe-me ser o historiador disso
Não minta mais
Por favor
Eu não ligo para os erros
Vou fingir, só pra prosseguir

Lhe espero
Não por muito tempo

Eu te quero bem

Meu bem
A gente nem se fala
Isso me fere
A vida tem dessas
Ser um labirinto em caminhos
E nessas trilhas, cada um na sua

Não te vejo a tempo
Lembro do último beijo
Você estava nervosa
Corações batiam juntos
Um só abraço

Espero que não se esqueça
Tudo que fiz por nós
Tudo que lhe escrevi
Sempre foi de verdade

O nosso pra sempre ainda existe em mim...
Taylor José
@esgotopoetico

Inserida por taylor_jose

MINHA PRISÃO

Descobrir que minha prisão sempre foi meu corpo,
Sim, meu corpo era arma da luxúria,
Meu corpo era instrumento da promiscuidade,
Essa prisão sempre foi matéria feita Hades...

Minha prisão estava em minhas palavras,
Estava impregnada na minha mente,
Manchava com sangue minha existência
Essa prisão sempre foi matéria feita Seol...

Minha prisão era de segunda a segunda,
De noite a noite, de dia a dia
De horas a horas, de frames a frames
Essa prisão sempre foi matéria da eternidade...

Minha prisão era um templo profanado,
Uma dicotomia de sentidos,
Uma alegria transitória,
Essa prisão sempre foi matéria da morte...

Minha prisão era meu corpo,
Era minha alma,
Era meu espírito,
Essa prisão sempre foi matéria da minha ignorância!

Agora grito: Liberdade (JC)!

Inserida por marcelloamorim

Imolação

Dentro dos poemas
os espelhos rosnam
cães açulados
o sangue cintila na jugular

Sou devorada pelas imagens

Inserida por pensador