Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
MEU VÍCIO
Dedilhar-te a noite inteira, afogando-me em teu ser.
Amar-te completamente em uma noite de prazer.
Estarei eu sem presumir ou resumir nada;
Serei eu apenas um amante incondicional.
Que em vez de palavras ousadas, usa gestos insanos e,
Quem sabe até profanos.
Adentrando em teu mais íntimo, fazendo de mim parte de ti;
Seremos nós dois enfim, um só.
Despindo-nos de tida e qualquer virtude errônea,
Seremos apenas você e eu em nossa cama redonda.
Você é meu maior vício. Você é ar que eu preciso continuamente
Sem cessar de modo algum;
É o teu sabor de mistério, cercado de certo delírio
Que fascina meus sentidos e aguça meu paladar;
Para que desta forma eu possa enfim, te degustar.
Lábios exteriores que se entrelaçam com o interior de outros lábios;
Carnudos como a boca macia que outrora acaricia esta diplomacia
Alegórica de sussurros eufóricos, compassados entre o frenesi e a suavidade;
Entre um desejo maciço cheio de maliciosidade entre a mente e carne.
REFÉM
Vi no teu sorriso, o que me faltava. E falta
que antes me sufocava, hoje é nada.
Enquanto você é meu tudo, meu mundo.
Encontrei no teu beijo, todo o desejo que
outrora não existia. Encontrei em teus
lábios, razões para um novo dia.
Nos teus braços me perdi; para de fato
enfim, me encontrar. Encontrei em teus
olhos, motivos para sonhar.
A inspiração que me faltava nas
madrugadas, hoje tenho de sobra. O tempo
que me sobrava, hoje está preenchido com o teu sorriso.
Antes era a falta que me fazia companhia.
Hoje é o teu semblante que está sempre
presente em minha mente.
Sou refém deste amor que sinto por ti;
E não há nada mais belo do que te ver sorrir.
Falar, é fácil de dizer
crer, é que é difícil
a palavra tem poder
e entender, ofício...
Luciano Spagnol
mineiro do cerrado
ADEUS AGOSTO
Adeus agosto, vai-se com a secura
Chegando o afável e a primavera
O tempo vai tecendo a sua costura
Crendice de desgosto, és quimera
Orna-se o setembro em partitura
Neste apartado boa é a atmosfera
Nas paragens do cerrado, mistura
O árido chão com esta novata era
Num balanço de cheiro e candura
Adeus agosto! Um novo mês gera
Que não seja somente de má jura
Mas na largura do ter sem espera...
Que venha setembro,
bem vinda primavera,
que seja com ternura...
Luciano Spagnol
31 de agosto, 2016
Cerrado goiano
PHRASIS
Tinta a recantar
Aroma a compor versos.
Verbos expressos a expressar
Como fosse o teste unitário do poeta,
seu inquietante aprovar.
Tangenciando sentimentos dispersos
Na oficiosa trama de melodramar .
Criando verbos, suprimindo vírgulas,
Desapontando a cada ponto de parar.
Onde o poeta extenua suas forças.
Como se lhe exaurisse a inspiração.
Perdesse o olfato, desaprendesse a conjugar.
Imo termo onde o leitor reside
entre o enleio de ler e o de parar.
Eu olhei para ti
e vi a belaza natural
ofuscada pela dor
pelo sofrimento
pelas preocupações.
Eu vi um olhar
profundo já cansado
longe do seu ser original.
Eu vi uma mulher
inconformada
com a miséria do seu viver.
Eu vi em ti
um olhar triste
com vontade de ser.
Amada
Apoiada
Compreendida
Desejada
Eu vi em ti
um coração indefeso
precisando de um protetor.
Eu vi uma mulher inteligente
Boa de matematica e física
se perdendo na preocupação
duque vai ser o amanhã.
Eu ouvi da sua boca
um pouco da história da sua família
em paralela com a história da minha família também.
Pelo seu olhar triste
pela sua inteligência
pela sua beleza natural
Eu me apaixonei.
e decidi cuidar de ti.
te amar
te apoiar
te compreender quando precisares de espaço.
"Mas hoje vejo te longe de ser a mesma mulher que me encantou"
Autor Massivi Suburbano Odisseia.
24/12/2014
Expirado pela situação presente.
Bommmm Diaaaaaaaaaa.
Transtorno de domingo
Aos olhos de todos - as vísceras - completamente expostas. Expostas feito quadros, feito instalações contemporâneas nas ruas da periferia. Sacadas ao meio dia na frente de todos, na porta da padaria. E o corpo, sem identidade ou cor revirado às avessas, a revelia de sua vontade. Caído de ponta a cabeça na sarjeta, após tamanha tormenta.
De repente, um grande alvoroço! As sirenes do carro de resgate interrompem o silêncio local - chegam primeiro que a polícia - essa chega instantes depois com todo seu aparato.Mas já é tarde demais!
Todos observam calados, incrédulos com o ocorrido. Ninguém fala nada, ninguém vai embora. E como se ainda esperassem acontecer algo permanecem no local, velando o corpo. O sangue encarnado que escorre do corpo já roxo, segue pela guia da calçada em linha reta, na direção do esgoto.
Já se passam das sete da noite e o corpo permanece ali, no mesmo lugar! Só que agora coberto com uma manta de papelão improvisada, feita de caixas de óleo de soja, doadas pelo dono da padaria. Ninguém parece ter pressa de tirá-lo daquele lugar. Só o dono da padaria se preocupa com o corpo, pois já é hora de baixar as portas, de fechar o comércio e acabar com todo aquele grande transtorno de domingo.
Caminhos trocados
Dor, destruição, praga,
Assolam a alma, corpo e mente,
O que é esse sentir,
Que tira tudo quanto temos?
O que é um ganhar em se perder?
É cólera, invade, assola,
Trás morte,
Que outrora era vida.
Para viver é preciso morrer,
Para ganhar é preciso perder,
Mas porque tão alto preço?
Desafiar deuses é brincar com fogo,
Brindar o desconhecido,
Rir para o abismo.
O preço é cobrado,
E sem mesmo saber,
Será pago,
De uma forma ou de outra,
Aqui não existe calote.
Disposto?
De uma forma ou outra,
Não existe outro caminho,
Que não seja assombrado.
Sigo para o lado oposto,
Olhando o outro.
Olhar anistia,
Nem que por um segundo,
A terra devastada.
Certo ou errado,
Que Deus o saiba,
Não eu!
Seguir por aqui,
É o que resta,
É o que devemos fazer.
Espinhos, pedras, buracos,
Já nem são,
Grandes obstáculos,
Para uma alma que,
Como Fênix procura,
Renascer das cinzas.
Que assim seja,
Seja feita a vossa vontade,
Não a de Deus,
Não a minha,
Nem a sua,
Mas alguma vontade seja feita,
Para que um dia,
Se tivermos um pouco de sorte,
No descansar do universo,
A vida possa nos sorrir,
Mais uma vez!
E nesse dia possamos,
Nos apegar a eternidade,
Sermos os pobres miseráveis,
Que somos,
Sem ousar tanto,
Reconhecendo nossas fraquezas,
E sabendo que um dia estivemos,
Acima do bem e do mal,
Além, e que aqui tudo foge,
Ao controle daqueles que pensam,
Serem os jogadores mais hábeis.
A revelia
Sou o poeta que escreve seus versos nos muros
artista dos becos e das vilas que declama suas dores e amarguras
sou o filho do meio, de outros tantos, criados a revelia e sem recursos por uma dona Ana ou uma dona Maria...
Na rua sou ligeiro, nem bala perdida me acha
sou rima faceira que combina em seu corpo tempo e espaço, ódio e amor, paz e guerra
sou a linha de frente da guerra, a lâmina da faca, o cano do fuzil
sou o verbo inteiro, vez ou outra partido ao meio, transformado em refrão
sou o mundo inteiro e o meu bairro
e o desespero da mãe quando falta o pão
sou a minha esperança
a ponta aguda da lança - nunca se esqueçam!
Sou o pai de família que acorda todos os dias bem cedo
e segue firme sem pedir arrego, sem desejar vida fácil.
Sou o pretinho longe do tráfico, salvo pelo passinho e pelo futebol
sou a segunda parte do hino nacional que ninguém canta:
a liberdade
os campos verdes
o lábaro que ostentas estrelado.
Sou apenas mais um filho da pátria Brasil com nome de santo
feito outros tantos Silvas nos becos, nos morros, nas periferias
apenas mais um brancopretovermelhoamarelhoíndio e favelado
renegado pelo sistema, vestindo preto por fora e por dentro.
Coração De Rimas e Versos!
Tenho
um coração livre..
Carregado de
sonhos e poesias.
De versos e rimas.
Só para te oferecer!
Não deseja conhecê-lo?
Inspiração!
Quando
a inspiração foge
um pouco de nós...
Parece sempre,
nos deixar um vazio.
Um vazio que nunca enche
senão de poesias!
É como se o amor
estivesse nos abandonando.
Mas ao ver a nossa angustia
e frustração por não
conseguir escrever...
Ela volta e nos abraça!
E nos enche de
sonhos e poesias!
PS: Baseado no texto do poeta amigo Aislan Fonseca "O QUE A VIDA TEM PRA SER ESCRITA..."
Que buscas?Que procuras?
Neste mundo de alusão...
Que temes?Que sentes
Nesse abismo de escuridão...
Felicidade ou conformidade?
Que desejas?Que cobiças?
Nessa terra de ingratidão...
Que imploras?Que suplicas?
Nesse céu de desafeição...
Vitalidade ou simplicidade?
Uma razão para a verdade,
Ou uma verdade para a razão?
O poeta definiu a morte;
Dormiu e sonhou
E descobriu o que é morrer
Nada revelou
Há tempos ainda dorme
Do sonho jamais acordou
Quando te vejo Cris
Cris
Ô Cris
Fiz esse poema pensando em você
O teu olhar me obrigou a fazê-lo
Quando te vejo
A poesia vem sobre mim
Quando te vejo
Uma palvra bonita vem em meu coração
Quando te vejo
Me dá vontade de cantar para você
Cris
Ô Cris
Só quero que você leia essas palavras
Porque é meu coração que as diz.
CINZA
Eu vejo as cores, são lindas...
Elas dão magia às coisas.
Têm sentido próprio, cada uma carrega consigo uma emoção.
Cada pessoa tem uma cor preferida, branco, amarelo, verde; eu, azul.
Em todos os lugares, em todos os cantos, em cada parte desse mundo, cores e mais cores.
E gosto das cores, e das cores dos pássaros, e das cores do céu, e das cores do peixinho alaranjando com azul no aquário.
Gosto do gostinho gostoso do azul;
Do cheiro doce do verde;
Do som ansioso do amarelo;
E do sabor do magenta com maracujá.
Pleonasmo-me a cada instante ao falar da beleza dessas cores que encantam, suspiram paixões e despertam sensações.
...mas meu mundo ainda continua cinza.
"Estava tentando encontrar as respostas, mas você se foi com as perguntas...
Meu desejo maior era ter suas chaves.
Continuo vivendo as reticências...
Carregando seu sorriso pra sempre no meu coração..." (...)
Eu fui de encontro ao desencontro.
O peso da despedida ainda esta sobre meus ombros...
Você continua indo embora pra sempre.
E esse pra sempre é tão sem fim...
(...) "Só quem tem o dom de amar possui um dicionário de palavras nobres e inestimáveis impressas no coração.
Que somente o coração que ama sabe entender e escrever de sentimentos extraordinários.
E que de todas as maravilhas que procurei.
Era simplesmente de amor que minha alma precisava..."
Ser humano, ser humano. por que ser tão falso?
Por que tão desumano?
Por que machucar tanto?
A ganância que tens, o mal que o corrompe.
É o sistema, o dinheiro...
Ou as coisas da vida? Que de tanto o açoitarem,
Não deixou fechar ferida.
Ser humano, ser humano. O destino o aguarda.
Faz aqui e te prepara pois o pagamento não tarda
O vaso ruim não quebra. Mais uma hora se desgasta.
Oh ser humano, um dia quem sabe tu aprendes.
Que o bem não é comprável, que o capital vale tanto quanto o mais precioso bem vil. e que quanto estiveres aos prantos.
Sou eu que o levanto, e com encanto anuncio.
Que o ser, humano. Está na simplicidade, que reside junto a bondade, e alastra-se lentamente por onde anda sua tristeza, então aprenda que não é com riqueza que se conquista a nobreza.
"Quando eu estou sem você o dia me olha sem eu ter nada para fazer.
Cansei do óbvio. Estou tão sua cara. Me sinto tão você. Então lá estou eu de copo cheio e coração cheio. Me vejo em mesas que não terão nada para depois. Detesto quando a carência e a solidão das pessoas olham pra mim. Ai você chega e vira a vertigem que treme minhas mãos. Eu me viro quase involuntariamente e quase num salto, lá estou eu com você. A alegria com você vai se encaixando em todos os cantos. A felicidade chega magicamente. Somos o papo vai, papo vem e o amor que vem depois. Alguns dias com você foram uma vida inteira..."(...)
