Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
DESCONSTRUÇÃO
Já que o mundo todavia a ti, tem sido estorvo
O qual para você, a serventia da casa... Só lhes,
serviu para fazer balas para eliminar a fala, a
fauna... Construir estratégicas para agregar
defeitos, e derrubar os feitos os jeitos e as matas
... Agora que você contaminou e soterrou as
águas, transformou o verde em cinzas e escondeu
as luzes das vidas com a sua poluição... Como
você vai sobreviver? O que será dos seus entes
queridos? Como irão agregar vidas, diante da
sua contaminação exterminadora?!
Sobreviver sem ar, sem verde, sem sol, sem água...
E sem rios para sanar a sede! O que você vai
encontrar para fazer ar? Os seus concertos imundos,
perdeu para o fuso do mundo... E esse agora esta
sem tampa, sem fundo, permeando os seus estorvos.
O mundo hoje esta sem pregos sem cravos....
Morrendo em sua carranca, perambulando o aborto
do seu ego. Você sabia que o tarde, todavia chega
tarde, para se arrepender?! Você sabia que tudo
estava ai, quando o rumo do mundo, resolveu
arrumar você! Não precisava moldar o mundo!
E destruir tudo! Só para construir um universo
que satisfizesse o seu fazer! Não pensou nos seus?!
E agora, que o ar se foi, a flora secou, a fauna se
acabou... O que será de ti, e dos seus? O que será
dos seus, vivendo em uma natureza revoltada...
Revoltada por ter-lhe, lhes dado tanto amor!
O aço do seu coração que outrora era forjado
com fogo, hoje esta devidamente... Gelado!
Agora que você prevê paredes em seus amanhãs...
O que é que você vai fazer, quando crescer?
O que sobrará d'essa desconstrução mundana?
Por acaso, você descobriu um jeito de você
comer, a sua tão cobiçada grana?!
Antonio Montes
"Voam... aos quatro cantos...
Fragmentos de nós!
Colhemos, aos quatro cantos...
Pedaços de tudo e todos!
Voam os sonhos, ilusões...
os amores, os verões...
Sementes jorradas ao vento!...
Voa a poesia, a música, a alegria...
E pairam sobre o meu coração!"
PÁSSARO NO ESPANTALHO
Bico preto
penas pretas
canta sem fazer careta...
Pássaro preto.
pretinho, pretinho!
Canta no galho
pousa no espantalho
rouba cisco
p'ra fazer seu ninhozinho.
Oh! Meu pássaro...
Que canta com assoviar
me ensine seu assovio
não me deixe a ver navio
porque eu, não sei nadar.
Me ensine a cantar, a flor
para que eu cante a saudade
um canto que encanta o amor
no canto da felicidade.
Antonio Montes
ZIG ZAG DO SÍMBOLO
Esse empate, zig zag
que o mundo fundo inventou...
Oração pastor e padre
todos estão vendendo votos
com o nome do senhor.
Tem um gingo que não ginga
direto p'ro salvador
dinheiro, ganhando grana
no palco desses bacanas
no eco d'algum cantor.
Gingo, forjado no símbolo,
osso da simbólica trança,
que a simbologia criou...
Símbolos feito de anciã
simbologia de uma herança
que os lerdes do mundo inventou.
Esse gingo manuscrito
que o grito da dor cantou...
Um gingo feito por rico
contraventores e proscritos
sobre ventos do horror.
Antonio Montes
A ONDA
Horas pitombas!
Porque tanta bombas nessa bomba?!
Essas bombas que se trombam,
tombam, desandam pelas ondas
e zombam balançando as bandas.
Essas bandas... Essas bandas!
Essas bandas se banda de banda
se esbaldam na onda e zombam
zombam no tempo,
e destrambelham em desalento
o zoa pela proa que debanda
e anda pela onda da corda bamba.
Porque rondar pelas ondas!
Que servirão para alavancar trombas...
Essas ondas d'essas bandas que debandam
quando a banda não curtem a onda!
Onda mar, onda bomba
que ronda pelo tempo
e ronda apela onda que desanda.
Antonio Montes
PALMATÓRIA
A palma da palma da mão
espalma palmada para agradecer,
bate palma como palmeira
na brisa do alvorecer.
A palma e a palmada, batem
arriba nádegas por nada
aniversária com palma, molecada.
Palmatória e sua palma, coração
palma de gado, arame farpado
palmada na mão, Sebastião
cardiológica a lógica zangão...
Palmeando a festa, de são João.
Antonio Montes
CANÁRIO E O PIÁ
O canarinho pia, piá
piou bonito em seu voar
um piado assim como cantor,
piando as coisas para o amor...
Pousou no galho do amar.
Piá... O canário piou, piou.
Outro dia piá, o canário piando...
Grosou aquela canção do pio
e com piadeira dedilhou
as lagrimas do tenro amor.
O canário piá, piou
engaiolado em sua saudade
os arames da vida lhes cercou
tirando a sua liberdade.
Antonio Montes
Talvez
Talvez.
Tanto faz.
O que se fez.
o que se faz.
Então, o que aconteceu?
No mais, entristeceu.
O que posso sentir agora.
Então posso ser agora.
O melhor pra mim.
O melhor pra você.
Será que vale tanto ser assim?
Ser calado, e se matar por dentro.
Se matar no sentido de não aguentar comentários.
Talvez.
Tanto Faz.
Ser meu amor maior.
Ser meu maior amor.
Tanto pra amar e ser amado.
Talvez o amor não sei o que é.
Quero sentir que te amo.
Quero sentir que te adoro.
Quero sentir que te gosto.
Vem pra mim.
Ricardo Lima Brito
14/10/2017
DESGASTA
Tanto tempo, tanto tempo...
Papa terra, papa vento,
papa a papa da mamadeira
taca e ataca no jumento
atracando a vida inteira
celibato, papa, convento.
Vou na papa da papada
papando com colherada
as águas batem na proa
engaja,canja gente boa
brisa induze a garoa
e asas, voam por nada.
Tanto tempo, quanto tempo!
passa rispes sentimentos
será a chave da vida!?
Ou enfeite de momento...
Quem sabe, tudo desgasta?
ou se acaba, ou se arrasta
na face do senhor tempo.
Antonio montes
Para quê?
(Victor Bhering Drummond)
Para que servem os entardeceres?
Para que agradeça pelo longo dia que viveu.
Para que servem os finais de tarde?
Para entender que há sempre um recomeço.
Para que servem os pores do sol?
Para agradecer pela poesia da noite.
E para que servem os lagos?
Para contempla-los e mergulhar neles todos seus sonhos para que ressurjam como realidade.
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BEIJO TEMPORAL
Seus beijos são ardentes
assim, como aguardente quente...
Evoluem como chuvas de temporal
formando corredeiras, cachoeira...
ventos assoviando no varal.
Correntes de água correntes
brisa de aconchego,
sob laranjeiras do quintal
... Arrastão de sentimentos
inebriando paixão...
Deixando o coração contente.
Antonio Montes
´´Curta o agora divirta-se...
Pois amanhã pode chegar tua hora de partir, ir embora...
E quem sabe não está neste instante jogando tua chance de ser feliz, fora.``
´´Solidão
No início é torturador
Depois, satisfatório
Onde o sol ilumina vivo em guerra
Onde a penumbra
Assombra, choro!``
SORRIO E TREMO
Eu te vejo e ao te ver...
tenho empenho
tenho medo,
sorrio e tremo
inebrio no desejo, desse querer
e também me perco,
me perco no labirinto da vontade
e no medo de perder você.
Antonio Montes
Sopra vento cósmico
na vereda entre os hemisférios
do meu cérebro...
Ressoa nas câmaras do meu coração
e palpita e ecoa içando velas
nos canais fluídicos de minhas artérias;
nau a velejar pelos rios de minhas veias...
Preenche minhas mãos e os dedos
dando forma às palavras
que se tornam poesia com asas;
são pássaros eloquentes saindo do livro
para voarem juntos com os pensamentos
dos que ousam ler poemas.
MENINO INVISÍVEL
E aqui vemos o menino invisível
Em sua amável casa invisível,
Com um queijo invisível,
Alimenta um ratinho invisível.
Oh, que imagem linda de se ver!
Desenhe para mim uma imagem invisível?
Ás vezes, anseio partir...
Eu queria poder viajar
para longe deste lugar (aqui),
onde os amores nos deixam
e os amigos se afastam...
ir para além das realidades
que am mim se encrostam,
como se fossem
criaturas minhas.
Crônica: quando te olhei me apaixonei.
Autoria: Vítor Mathiolly.
Quando te olhei me apaixonei
Pelo teu olhar
Pelo teu sorriso
Com teu jeito especial me encantei
Você é tudo que um dia eu sonhei
Vou pegar em suas mãos
Vou te abraçar
E seguir por essa estrada do amor
Para o tempo
Para o mundo
Eu só quero amar você
Minha princesa sua beleza
Faz pulsar meu coração
Porque eu te amo
Sim,!eu te quero!!
Pela magia desse amor
Baby eu te amo.
