Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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MANDO POSTO

De repente o imposto grosso
apontou para o meu posto
e apertou o tempo torto.

A firma com seu arrocho
mandou embora o seu moço
antes mesmo do aborto.

Tão logo o senhor doutor
no outro dia bem cedo
em segredo trabalhador.

Deu de cara com esse fato
no saco cheio desse ato
em um mato cheio de horror.

E de cara, mandou o cara
com a cara deslavada
e a vergonha que não sobrou.

Depois um outro mandou
e a coisa toda escapou
pelo que o moço falou...

Eu fui fera em minha hora
mandou-me embora agora
pelas coisas que não sou.

O que farei na verdade
com essa minha velha idade
e os atos que horrorizou.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O VOOU

O pássaro, voou, voou...
Sem plano de voou
sem rota transada...
Sem linhas paralelas,
meridiano... Nada, nada!

Voou solto pelo ar,
com seu instinto desconfiado
voou, voou... Vou por aqui,
por ali, voou por todos os lados...

Voou como voa um Pássaro alado,
lado a lado com sua amada
planado em seu navegar, voou...
Voou pelo passado, pelo futuro
pelo presente, condenado
e pelos planos tortos desajeitados.

Voou pelos rios sobre serras
sobre vales sobre as relvas...
por cima das casas e serras,
voou sobre ventos, como palmas
... Batendo as asas sem oração
navegando sob o tempo
articulando as válvulas do coração
... Correndo sangue pelas veias, meias
lua cheia, nova, quarto crescente
pela seca pelas enchente d'água
e de gente, voou, voou...
Na mais perfeita circulação.

O pássaro as vezes, faz do meu varal
um aeroporto sem sinais e posa...
Pousado caga, caga, caga...
Caga toda hora, caga no agora
logo mais, sem controladores de voo..
salta para o tempo, e vai embora.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ESTRADA DAS FLORES

As flores da nossa estradas
já foram sorriso alegre,
felicidade cheia, maré cheia...
prata sobre telha, lua cheia
Toda cheia de integre.

... Visão de passos seguros
sem ter cercas, sem ter muros
Foram passadas com abraços
de braços, e as mãos dadas
carinho com pulsar de coração,
amanhã... Nunca! Não, não.

As flores da nossa estradas...
já inspiraram confiança
hoje são pétalas marcadas
pelos tempos das lembranças.

... Sorrisos atirados ao chão
como se fossem folhas caídas
um sonho do coração
hoje vagando sem vida.

São hastes murchas sem água
ressequirão do deserto
são como contos de fada
que um dia teve tão perto.

As flores da nossa estrada
sem nosso brilho se acabou
hoje não resta mais nada
d'aquele colorido amor.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O DITO

No disse digo da vida
eu decide a partida
dizendo como dizer.

Foi editando o digo
que o dito disse aquilo
que não queria saber.

Esses ditos são dizeres
que ao dizer fica o dito
que disseram de você.

No dito por não dito
permeando meus gritos
tento eu compreender.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

OVO SEM COELHO

Se a Páscoa é pra pascoar
com patacoadas e bombons
se pode pascoar pascoa
se não pode... Coração
com toda essa patacoada
pascoar, pascoa acuada
pascoa simples da nação.

Se os coelhos de bombons
na Páscoa pascoarão doce
maioria do mundo pascoa
nesse dia de marrom
as portas em seus carnavais
todas portando sinais
do rascunho da paixão.

A pascoa já quase tosca
coelhos, ovos sem bombons
pelos montes e pela praça
há muitos sem aptidão
pra vários pirraça ou não
pra outros, água na boca
e lágrimas sem opção.

Pascoaria se pudesse
nesse meu mundo pequeno
pascoarei sim, com prece
pra escoar o meu veneno
um dia talvez pascoarei...
Coelhos no meu terreno.

Inserida por Amontesfnunes

SECURA SEQUIOSA

Sequiosa a secura, como é frágua
o chão ressequido árido secou
Posso ter sede de mais água
mas do craquelado, o cerrado eu sou

E na cremação dos meus versos
saudades, magia e seca maresia
Rimando no cerrado, diversos:
O abrandar da noite, a azia do dia...

Fria está sequidão, ardida e fria!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Abril de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ILUSÃO MOMENTÂNEA

A noite acabou....
Ressaca, ressaca de cachaça
foi o que ficou na lembrança
do nosso amor.

Agora, com a casa vazia...
e na sensação de liberdade,
a solidão abraçou o tempo
e ébrio... Eu me enterro
no sol dos meus sentimentos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Amar,
tem que ser divulgado,
enquanto
somos vivos...
É deixar,
marcas em alguém,
de um sentimento
exclusivo.

Inserida por Crysgrer

Vejo que a palavra,
é apenas o que resta...
Para expressar,
tudo o que sente,
a alma de um poeta.

Inserida por Crysgrer

UNHAS RUÍDAS

Unhas ruídas sem vida
foram ruídas, pela mordida
de uma vida, prensada, ruída.

Cutículas atiradas ao léu
por ansiedade contorcida
um voou, entre terra e céu
em tíc, tác de uma vida.

Unhas ruídas, sem vidas
por ato de compulsão
com desculpas das cutículas
mordem a paz do coração.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

POEMA AUTOBIOGRÁFICO

Onde eu nasci
A cidade é sorriso
Do triângulo mineiro, Araguari
O cerrado é dos pés, piso
A juventude, amanheci ali
E a saudade inciso

Na chuva, brincando cresci
Ouvi os pássaros no quintal
E as estórias de saci
Fui criança, afinal...
Hoje longe, eu aqui
E lá sempre estarei

Em nada mudei!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Abril de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

MILONGA NOITE

Noite longa, de milonga trava
como bomba, recorda as ondas
... Cai as pálpebras e as palavras
de vida cingidas e difusas datas.

A voz, inebria no marrom do tempo
silabas voam sob tons dos sentimentos
a cada passo, uma passada dobradas
dúvidas voadas, sob o véu do pensamento
verdades em ventos, dissipadas sob nada.

Noite longa, em seus urros brada
e me ronda em suas, extensa onda
em sonho bons, sopapos me acorda
em tons carmins, pesadelos ansiava.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O SINO (soneto)

Do alto do cerrado meu eco sonoro
Percutindo alarma de chamamento
Riscando no ar gemido em lamento
De sombrio ato, sofrença com choro

Da torre franciscana sou sentimento
Festo, de paz e bem ao som canoro
Saúdo a vida, com meu fado oximoro
O orante da ave Maria, às seis, atento

Canto, pranto, em ruído éreo, laboro
Trino o dia se pondo e no nascimento
Musicando os céus, e assim, o coloro

Com que júbilo planjo dobres portento
Me juntando aos anjos em um só coro
Sou crebros nobres, fé, no sacramento

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Abril de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

EMARANHADO

Primeiros, rumores...
Depois estrondos dores e fumaças
e tudo que foi feito, se desfaz!

Nesse ínterim, a morte se apodera
dos escombros, e as lagrimas vivas...
Banha os seres que restou.

Tantos planos!
Tantos trabalhos por nada!
Tudo se dispersa através de algum tipo
de esquema político... A falta de esperanças,
os desesperos das goelas, e logo mais...
A avalanche de uma grande
e poderosa guerra.

A morte é pela paz...
Para o esquema... Morrer em a granel,
é apenas baixa ética, para um rumo
do caótico mundo, no qual, eles de
cima enriqueceram e agora, estão fora
de seus... Emaranhados imundos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

BEIJO DO TEMPO

Beijo, beijo... Muitos beijos!
Quantos beijos com desejos...
Em tempo de muitos anseios,
os beijos nunca foi meio
e cobriam muitas palavras.

Hoje, à muito... Beijos poucos
com essa voz já quase rouca
nos lábios murchos da louca
nas bocas mudas das falas...
os beijos hoje embalam
a voz no tempo se cala
com a vida rumando ao nada.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Reflexão

A noite é serena,
mas, escura.
Ouço o silêncio da alma,
som que me acalma.
Assim compreendo,
meus sentimentos,
Incompreensíveis.
Mergulho em mim mesmo,
Tenho medo!
Fecho os olhos,
vou me arriscar.
Vejo tudo.
Posso tudo.
Sou capaz.
Abro os olhos,
tenho fé ,
coragem .
Sinto-me em paz.

Inserida por LyRIAM

LIGA DA PONTE

Toda ponte...
Tem uma fonte d'água,
que por ela passa...
Toda molhada.

Toda ponte...
Tem uma liga, que me liga
que te liga, que ela liga...
com abraços e mãos dadas
... E suas passadas.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ARESTA

Pelas ruas, passos, passadas apressadas
foram trocados por... aglomeração
e impedimento em hora do pique.

Que se piquem em sua pressa
que rasguem as suas promessas
de velho, de novo, disso dessa...
Sua testa, existe calombo, sem ovo
d'aquela para o mês que vem
derrubando-me em sua aresta.

Nem tudo esta mudado...
Ruas calçadas candelabros
feira ao tempo, de tempos passado
antes, clarão de lampião no fogo
grito no escuro, era rogo.

Hoje, LED, a energia elétrica
estampido nas sombras, zombam
balas perdidas que arrombam
tombam vida na avenida...
Olhos não viram, ninguém viu
para a família resta uma ferida.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ONDA E MOLA

A onda ronda
por onde anda
a onda da moda
da moda que anda.

A moda manda
até de capanga
mesmo repetida
a moda da vida
um dia desanda.

A moda na moda
só anda na onda
na onda na moda
na ginga da mola
no tempo e na hora
na mola que amola.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

22 de abril:
-descobrimento do Brasil
-dia do planeta terra

*vamos preservar o nosso maior patrimônio...

POEMA PLANETA TERRA

Terra planeta água, nosso lar
Toda azul, azul da cor do mar
Natureza, bela, mãe Terra
É Deus a nos abençoar,
chega de guerra.
Vamos nos abraçar!
Respeitar cada detalhe...
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Nossa terra!
Em frente, nada encerra
Pois, é ar, vida com vida
Atrás de nós, inteira, não repartida
Viva a vida! Mãe terra! Viva!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Dia do planeta terra

Inserida por LucianoSpagnol