Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
O pior da minha vida
Foi conhecer você
Nunca pensei que
Se apaixonaria por você
Quando vejo seu sorriso
Já min dar muito prazer
Só que nunca tive
Coragem de dizer “amo você”
Falo, falo, falo
Pensa que estou brincando
Mais na verdade
Estou é te amando
A beleza dela é tão
Grande quanto a minha
Quero ser teu Rei
E você minha rainha
Desprezão o poeta só
Porque é de amor
Você quer dizer que
Nunca se apaixonou?
Todo mundo se apaixona
Para isso tem um tempo
É por essa fase que
Eu estou vivendo!
Insônia
Os cães sempre latem ás seis da manhã
Freios dos carros e ônibus cantam nas ladeiras
O domingo se levantando de sábado
E eu indo pra cama, ainda acordado.
Nas mãos tenho o tremor
Nas unhas o cimento da parede
Na cabeça tenho sede
Na cabeça tenho dor
Tenho arte e lirismo
Tenho o que for.
Leia para saber ou ser o saber
Ler para ouvir o que o retalho aqui dentro diz
Aprender sobre as coisas , a primeira vista inúteis
E só assim compreender
meus versos de giz, e os chavões parvos, quase invisíveis.
As serras sentem sede do correr de suas águas
Sentem vontade do refrescar dos seus ventos
Sentem saudades de suas cordilheiras
Sentem falta da mágica de seus fenômenos naturais
Do quase silêncio de seus sons naturais
Sentem fome de vida
Não deixemos a natureza com a vida seca
Seca de verde e todas as suas cores e encantos
Seca de natureza
De seu próprio chão e terra
De amor
De paz
E sobretudo de esperança
(...) Você esta em todos os meus parênteses.
Estou em todos os seus parágrafos.
Sempre estive em seus colchetes.
Me prendi na suas "aspas"
Estava tentando encontrar as respostas, mas você se foi com as perguntas...
Meu desejo maior era ter suas chaves.
Continuo vivendo as reticências...
Carregando seu sorriso pra sempre no meu coração...
INSIGNE “FICANTE”
Desabafa-se em grito surdo
Estertorado pelo mundo
Porém prefiro o som de um olhar
Alforriado para amar
Que coesa o absurdo,
Descarrega a tua ira
Adornado de avareza
Porém prefiro a ebriedade
Convertida da saudade
Que por si já tem riqueza,
Das pedras que me lançam
Encha o fardo de esperança
E ate em tua cancha
Pois dos males que me rodeiam
Que venha o caos de um atroz...
Por quantos se explanam em paz aberta
Nas asas que se envergam
No voo do albatroz.
Uma vida de reclusão,
trancafiado na minha própria mente,
num surto de ilusão,
libertou-se veemente sensação
de saber realmente
oque fazia ali, quem, e qual era sua missão.
Cessaram as guerras.
Nunca voltaras a ser quem eras.
Erras a eras, e nada aprendes ?
(...) No meu peito bate um alvo muito fácil.
Me empresta seu abraço.
Preciso fugir para o lugar sagrado do seu coração...
Poderia tem amado, mas, e sofrido menos.
Poderia tem sinto, mas amigo, e tem menos inimigo.
Poderia tem ajudado, mas, tem julgado menos.
Poderia ter andado, mas, e corre menos.
Poderia ter vivido, mas, pensado menos.
Poderia ter valorizado o dia, sem menosprezar a noite.
Poderia tem a apanhado, mas, e batido menos.
Poderia ser, mas humilde, mas preferi não ser.
Poderia ter pegado cada oportunidade, mas joguei cada critica de amigos no lixo.
Poderia tem poetizado mais, ser como Sergio Vaz, mas não quis ler e nem fazer poesia.
Poderia ser como criança, acreditado em cada conto de fada, mas foi ignorante crescei e não aprendei a ter esperança.
Poderia ter plantado, mas flores e colhido, mas amores, mas prefere planta dores.
Poderia fala de varias coisa aqui, mas só queria que você guardasse cadê frase dita em seu peito, levasse para casa e colocasse na sua mente, sem tem que duvida de nada que foi dito Aqui
CRY BABY
[...] velhos discos riscados
jogados pelo chão entre a poeira e a "bobeira" que lesa
fazem ecoar Cry Baby, enquanto o gelo derrete no Cuba Libre...
O tempo não passa, apenas se atrasa um pouco
_________o suficiente para eu ouvir a música e esperar por você.
A APARENTE FRAGILIDADE DAS FLORES
[...]Há na ponta dos meus dedos uma sensação que me apavora enquanto me devora e solta este animal exótico que te seduz. Preciso desta textura, deste estágio e destas rendas que me realçam enquanto me preparo para você fazendo do meu corpo, o seu relicário.
Coração / flor
______ no coração da flor,
me desfaço do ontem
Rejuvenescendo feito serpente
e amanhecendo nos arvoredos de muitos tons...
Saudade
o que fazer com a saudade
quando os seus olhos dormem?
E o silêncio te leva tão longe de mim...
PAIXÃO
Porque os nossos olhos se apaixonam primeiro?!
_________e a nossa razão se cala
e a boca fica seca,
e o tempo não passa?!
Le Village - Pedro Correa
No andar de cima, o delegado
Tinha seus desgostos, seus adversários
Quieto e solitário, residia em seu canto
A frente, a bela dona de casa
Com um olhar cheio de melancolia
Observava pela estreita janela
Quieta e solitária, residia em seu canto
Ao lado, o jovem de sonhos frustados
Sonhos cancelados, planos pelo chão
Quieto e solitário, residia em seu canto
Do outro lado, o velho senhor
Relembrava daqueles momentos únicos
Que pôde viver ao lado de sua falecida mulher
Quieto e solitário, residia em seu canto
Amargura, infelicidade e um ar de tristeza
Rondavam a pequena vila
Cada um com seus motivos
Sorrisos raros e lágrimas constantes
Personalidades diferentes e iguais ao mesmo tempo.
Essências
há um tempo
para caminhar sobre pontes
e deixar que o vento roube
um pouco de perfume
enquanto o olhar se perde ao longe...
ROMANCE
SINTO FALTA DE ALGO QUE NEM SEI DIRETO O QUE É. ALGO QUE NEM SEI SE UM DIA PODEREI TER, MAS QUE FAZ FALTA DE UMA FORMA ÚNICA. SINTO MUITA FALTA QUE, ÁS VEZES, DÓI TANTO E DIANTE DESSA IMENSA FALTA INTRIGANTE EU ME SINTO COMO SE AMASSE SEM PRECISAR VIVER UM ROMANCE.
EFÍGIE
No jardim de uma vasta casa Uma efígie estranha habitava E feito um verme se arrastava Ao relento ou ao vento Seja qual for a estação Chova ou faça sol Sempre lá ela estava Muda... Sentada... E tristonha. Seu olhar perde-se no horizonte De um passado distante Lágrimas instantaneamente Rolam pela sua senil face Falecendo no solo em enlace. Uma sombra sombria Em sua mente percorria E no seu coração já adentrou Depois fora embora Sem olhar pra trás Deixando ser semimorto Extinto de sentimentos Presenteando-a com grande angústia Sugou-lhe a comoção... e a razão Fê-lo prisioneiro da solidão.
RASTROS DE POEMAS
Revisitando meus escritos Antigos e inglórios Tais quais pergaminhos Encontrei tanta coisa Estranha Até teias de aranha E amarelidão no papel Letras de datilografia Palavras do primórdio Tudo revelando o tempo Passante, passado, passeante De fato tudo passou Eu não sou mais o mesmo Hoje gosto de pão com queijo E veja até de cerveja... Do amanhã não sei nada ainda O que sei apenas é que a poesia mora e sempre vai morar em mim Ela pulsa latente, de forma irreverente, não me deixa ficar ausente E assim eu sigo rente eu e a poesia, de mãos entrelaçadas, deixando um rastro de poemas.
