Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Espelhos inertes

Os homens são apenas espelhos inertes,
superfícies planas, apáticas, estáticas e mortas,
até que neles reflitam uma poesia,
cheia de vida e arte em movimento,
ou apenas o brilho do olhar de uma mulher.

Inserida por luizguglielmetti

As profecias são professores em toda plena amizade, pois o tempo de aprende é o mesmo que ensina.
Cordialidade
Respeito
Ternura ao tratar o outro como gente, pois cada bocado alimenta a esperança de fazer da vida o ato de amar, formando cidadão com virtudes e sabedoria, seremos felizes todos os dias.

Inserida por biohelioramos

"Meu peito rasgado grito calado.
A voz ecoa no silêncio do vale.
Mesmo fraco, sorriso no rosto.
Sorriso que tinha motivo, hoje busca razões.
Razões pra que? Pra entender?
Entender o que?
Solidão se faz, o destino capaz...
Palavra machuca, atitudes destroem.
Mas quem sabe um dia, um dia qualquer.. volto a ter razões e motivos para sorrir à toa, sem ser por conta de outra pessoa.
Busco em Deus o que os homens não podem me dar.
Fé e esperança, o que me resta.
Meu peito rasgado.. grito em silêncio."

Inserida por leonardo_quinterno

Que as asas compreendam as raízes
E seu desejo de entranhas.
E que as raízes compreendam as asas
E seu fascínio pelo abismo.
E então, o encontro será possível
No centro do coração.

Inserida por SanPereiraAntuak

"POETICAMENTE
Tento aprisionar
em tinta e papel
as essências flutuantes
- sutileza de casulo
em ponto de borboleta."

Inserida por SanPereiraAntuak

FEIRA SEXTA

Sexta feira de zoeira,
lá na feira...
Muita pêra p'ra vender...

Carmim, amarela laranjada
suco doce de goiaba
e olhe, o olho de dendê.

A feirante com berrante
palavras voam em instante
mesmo sem saber do que.

E o menino triunfante
pelo seu primeiro instante
na estante foi tecer.

Sexta feira, lá na feira
gaita violão e peixeira
e muito p'ra acontecer.

Despedida de uma vida
terceirizada, sem pra que
manobra toda enxerida
feita apenas por você.

Terceiriza morte e vida
divida fome e o morrer
terceiriza a partida
lagrimas antes do escorrer.

Lá na feira terceiriza
palavras caladas que fala
a fala que não avisa
a firma que terceiriza,

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

LINHAS E LINHAS

Esse sentimento tênue.
assim como a linha da vida
essa vida pra valer...
Pela escada condenada
e na linha de escrever.

Essa linha toda fina
que desatou da minha roupa
essa roupa feita de linha
pela sala, pela cozinha
até na colher de sopa.

E essa linha do meu linho
do vestido e do meu terno
da pipa atiçada ao vento
a linha do meu silencio
despertada por um berro.

Linha de ferro e aérea
linhas traçadas em bilro
linha da vida e do morte
linha do sul e norte
linha disso ou daquilo.

E essa linha telefônica
que leva os recados meus
linha da encruzilhada
para o cão ou para Deus
linha dos evangelista
que um dia foram ateus.

Linha d'aquela toalha
que enxugou o rosto do home
do pano que cobriu o pão
do gasto que te consome
linha que pescou o peixe
do ficar e não me deixe
e do rasgo do lobisomem.

Linha da seca e da chuva
que caiu lá no agreste
das divisas e ignorâncias
daquele cabra da peste
linha da noite e do dia
linha da dona Maria
a rendera do nordeste.

Tantas linha que alinha
ate os meridiano
linha dos sonhos e planos
linha que desalinha
pelas mentiras do fulano.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MODERNIDADE DE HOJE

Já que terceirizaram o meu trabalho...
Terceirize, minha crise, minha fome
o desando e desvio do congresso
terceirize também para mim...
O descarrilamento desse bonde
e esse imposto que me consome.

Terceirize minhas dividas
a fila da minha doença
os exames do INSS
a espera do INPS...
O desacreditar da política
a diversidade das crenças.

Terceirize o parlamento
a ética que lá não existe
o desvio dos impostos
nos trazendo tanta crise,
terceirize esse mal gosto
a crise de leste e sul...
Do oeste e do norte
Terceirize o golpe da foice
o suspiro da minha morte.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Faz-se o silêncio nobre, é sua realeza
Rainha de encanto sem luz em teu leito
Amante da insônia, e pura beleza
A inspiração do poeta, aconchega-lhe o peito

Nem dia, nem madrugada, só noite
nela o refúgio de palavras mudas
E mora no interior de mim por vezes meu açoite
Sóis raso de lágrimas profundas

Sou noite, te espio do lado de cá
Te cuido um carinho o silêncio de mim
Mas reze uma prece antes de deitar
Só hoje não dormirá, trouxe saudade p'ra ti.

Poesia, te quero do dia pra noite inteira
Nas vielas do pensamento,
Me encanta com rima faceira
Teu brilho de amor e juramento

Inserida por Estevaoaraujo

Nuvens bucólicas serenam com gotículas que molhando o dia trazendo alegria em um novo amanhecer.
Prazer

Inserida por biohelioramos

WHATSAPP DO MAL

Menina pequena, ainda boneca
fizeram peteca da sua teclas...
Desrespeitaram sua ingenuidade
e no estrondo do seu degredo
saciaram-se com seu intimo
com a sua infância e seu medo...
Encheram suas esperanças, de enredo
embrenhando, seus segredos.

Diante da atrocidade...
As lagrimas da sua inocência,
tornaram sangue...
E a menina atravessa avessa
ao pesadelo, no qual, lhe roubaram o sorriso
... A esperança de um mundo inteiro
Tão jovem, agora desenxabida
desmorona em seu existir,...
Com a marca da barbárie
diante da saga d'essa sociedade
menina bulida, agora é parte da demagogia
tornou-se pagina atrevida, lida por todos,
no intimo do seu silencio, tão triste...
Não mais existe.

Agora sua felicidade é sombra
chora as horas de uma vida penosa
relembrando d''aquela hora em que
o mundo te olha como se você fosse
objeto descartável.

Menina, pequena inocente,
matéria orgânica, pedaço de gente,
querendo ser princesa
Seus sonhos de fraqueza acabaram...

Os dementes nem sempre sofrem punição
se leis fossem feitas, por gente...
os sangue sugas, não seriam agentes do cão...
Mas como punir com veemência tais crimes,
se os vinks gings das falcatruas...
são os chefes da nação.

De forma direta ou incerta
os bárbaros da política partidária
são os bárbaros dos bárbaros da população...
e a menina pequena toda cheia de vida
Indefesa, torna-se maldita diante desse carnaval
o qual te obriga e configura-te ao whatsapp do mal.

Quantas meninas de rua
em pontos de caminhão
arrancam-lhes as pétalas
da flor e da cor... Da vida querida
Florida em seu meigo coração.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DESATINO

Esses gritos em desatino
horroriza o meu silencio
estraçalha meus timbres
como se fosse granizo
de pedras ou de papiro
demolindo-me por dentro
sacudindo os meus ouvidos.

Esses proscritos gritos,
no meu intimo, eu estico
não suporto ver engolido
esses meus frágeis ouvidos
com esses momentos de intrico
por gritos críticos atípicos.

Esses gritos sem tino
Adentram nos meus tímpanos
não duvido do meu digo
gritos são pétalas a mais
intuito de enguiço
ouça um grito, o que é isso?!

Um grito na estação
foi do apito do guarda
o trem gritará pelos trilhos
na hora certa se afasta
pra não causar descarrilo.

O que foi aquilo na noite...
Na sombra d'aquela rua
o urro do lobo na pedra
o risco no pio da coruja
os olhos e o meda se ajuda
no escuro... Deus me acuda!

No grito do desespero
a bomba matando irmãos
misera pelo mundo inteiro
ato estranho das nações...
Abandono da devoção.

O grito calado da noite
pelo amor que o tempo partiu
a alma brada o açoite
o peito, seu ato de foice
no silencio, ninguém viu,

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TRANSITO

Enquanto viajamos lado a lado
sobre a cadeira d'aquele translado...
Eu senti você, debruçar no meu coração.

Sonhei voando, voando contigo
sobre as asas aladas desse amor
onde flutuávamos o ápice da paixão.

Vagamos acima das nuvens
nivelando os nossos sentimentos
nos cristais do espaço estrelar.

Flutuei nos braços d'aquele amor
aonde fixei meus planos de futuro
e viajei sob os delírios desse amar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

GUERRA E PAZ

Psiu! Hei você...
Os senhores da paz
estão promovendo guerra
para restaurar o amor
que eles mesmo estourou.

Somos todos irmãos...
Até que se agrupe ganância entre nós
e com abrangência da ignorância
elaboremos guerra, semeando, injustiça e dor
sempre na desculpa esfarrapado de que:
A guerra, é para trazer o amor.

Vão para guerra, e entram em êxtase
com os rios tangidos em sangue,
com lagrimas inocente do desespero
e saem pescando defuntos...
Com a linha forte da morte

Enterram seus medos, com anzóis do crime.
Ganha-se a guerra com maiores números,
de matadores, e perde... O lado de quem
mais morre, mas não esmoreça...
Deus esta sempre do lado de quem vence
ou vai vencer.
Esta claro como água cristalina que seu venci,
é porque! Deus me ajudou.

Bocas falam... O amor vence a guerra
mas essas bocas não entendem
de que, quem guerreou foi... As balas e
as espadas, ganhou quem mais matou.

A séculos e milênio...
Existe uma guerra escanchada aos
olhos sego do mundo... Inocentes
se acabando as mínguas, por fome
ou por desprezo dos seus irmãos
e até mesmo pelo atos da exploração.

Vitoria! Vitoria para que vence
mas os que perderem serão simbolizados
com o símbolo da tristeza e da morte.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Apenas em teus olhos
Eu enxergo a vida
Na tua presença vejo um futuro
Na tua ausência compreendo
O valor do amor
Em meio aos teus cabelos crespos
Passeio os meus dedos
Como quem passeia pelas nuvens
Sua saliva é mel para mim
Quantos segredos esconde em ti?
Quantos mistérios cativa
Em teu olhar enigmático?
Quantos pensamentos guardas contigo?
Conte-me teus segredos mais profundos
Deixe-me desvendá-la
Que eu te deixarei desvendar
a minha alma.

Inserida por Wellgomes

MEU VOOU

Como piloto...
Eu vou abordo de um voou,
no qual eu voou todo dia...
Voou sem asa, sem pena,
sem lacunas de sentimentos...
Voou de roda, rota e radar,
voou mais que os ventos
voou pelo ar, p'ra lá, p'ra cá,
vou voando por ai...
Com esse jeito estranho, de voar.

Voou de linhas aéreas traçadas ao tempo,
editado pelos controladores de voou
eu posso voar...
voou pelo alto, acima das nuvens,
quase que, lá no firmamento
vou de motor ou de turbina
como manda os mandamentos.

Quando voou estou rodando...
Pelo asfalto pela linha,
abordo estibordo, vou voando
espezinhando o ar...
Com motores e fumaça,
que pulmão, não podem respirar.

Voou quilos e quilos!
Da minha carne, da sua carne
até mesmo dos nossos animais...
Nossos empecilho de corpos,
nossos ossos com os ofícios,
das nossas entraves, e nossas...
Bagagens sentimentais.

O voou, é da forma que eu posso,
que você possa,
primeiro ele nos enche de felicidades
logo mais, ele nos enche
com o fedor de nossas fossas.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PANFLETOS

P'ra defender o seu inteiro
o panfleteiro sai pelas ruas
da noite, e da madrugada
com panfletos que não são seus
e vão panfletando... Frestas,
portas, janelas e calçadas.

E os panfletos com suas falas mudas
... Mudas que falam, que movem
os sentimentos e os instintos,
e como, se tivesse zonzo embebido,
pelo cálice do vinho tinto, resvalam.

Olhem a promoção!
venham ver e apreciar o preço
nesse ínterim, expõem o marido
da barata... Tudo barato!
lá vai o fogo citado na queima...
Queima de estoque, porque não
ao sotaque do norte, quem sabe...
Vá moço vá, vá antes que se acabe.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MANDO POSTO

De repente o imposto grosso
apontou para o meu posto
e apertou o tempo torto.

A firma com seu arrocho
mandou embora o seu moço
antes mesmo do aborto.

Tão logo o senhor doutor
no outro dia bem cedo
em segredo trabalhador.

Deu de cara com esse fato
no saco cheio desse ato
em um mato cheio de horror.

E de cara, mandou o cara
com a cara deslavada
e a vergonha que não sobrou.

Depois um outro mandou
e a coisa toda escapou
pelo que o moço falou...

Eu fui fera em minha hora
mandou-me embora agora
pelas coisas que não sou.

O que farei na verdade
com essa minha velha idade
e os atos que horrorizou.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O VOOU

O pássaro, voou, voou...
Sem plano de voou
sem rota transada...
Sem linhas paralelas,
meridiano... Nada, nada!

Voou solto pelo ar,
com seu instinto desconfiado
voou, voou... Vou por aqui,
por ali, voou por todos os lados...

Voou como voa um Pássaro alado,
lado a lado com sua amada
planado em seu navegar, voou...
Voou pelo passado, pelo futuro
pelo presente, condenado
e pelos planos tortos desajeitados.

Voou pelos rios sobre serras
sobre vales sobre as relvas...
por cima das casas e serras,
voou sobre ventos, como palmas
... Batendo as asas sem oração
navegando sob o tempo
articulando as válvulas do coração
... Correndo sangue pelas veias, meias
lua cheia, nova, quarto crescente
pela seca pelas enchente d'água
e de gente, voou, voou...
Na mais perfeita circulação.

O pássaro as vezes, faz do meu varal
um aeroporto sem sinais e posa...
Pousado caga, caga, caga...
Caga toda hora, caga no agora
logo mais, sem controladores de voo..
salta para o tempo, e vai embora.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ESTRADA DAS FLORES

As flores da nossa estradas
já foram sorriso alegre,
felicidade cheia, maré cheia...
prata sobre telha, lua cheia
Toda cheia de integre.

... Visão de passos seguros
sem ter cercas, sem ter muros
Foram passadas com abraços
de braços, e as mãos dadas
carinho com pulsar de coração,
amanhã... Nunca! Não, não.

As flores da nossa estradas...
já inspiraram confiança
hoje são pétalas marcadas
pelos tempos das lembranças.

... Sorrisos atirados ao chão
como se fossem folhas caídas
um sonho do coração
hoje vagando sem vida.

São hastes murchas sem água
ressequirão do deserto
são como contos de fada
que um dia teve tão perto.

As flores da nossa estrada
sem nosso brilho se acabou
hoje não resta mais nada
d'aquele colorido amor.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes