Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Um beijo teu e eu te conto tudo sobre nós
Um toque teu e eu te conto tudo sobre mim
Um sorriso teu e eu esqueço tudo
Meu amor venha revelar-me
Estou só nessa madrugada longa
A espera do teu beijo,
Teu toque,
Teu riso
Para que rompa esse silêncio
Espalhando meus sentidos.
Onde minha vida começa
Senão dentro da tua boca?
Onde eu perdi a saída
Senão na luz da retina do teu olhar?
Espaço sutil esse onde meus sonhos
Se fundem aos teus
Que ponte nós percorremos
Correndo todos os riscos
Para chegarmos assim,
Uma dentro da outra?
Sua vida... Começa onde senão
Dentro da minha boca?
Aprendi com minha avó a orar ainda muito pequena
E com ela outras tantas coisas que compõe o meu lado bom
Vim tocando a vida...
A vida enfim me tocou
Deixando na soleira de casa muitas outras vidas,
São amigos..., os amores..., as crianças..., meus irmãos...!
Histórias agregadas as minhas...
Sei do meu fardo, minhas feras, meus pecados, meus pontos fracos.
Minha humanidade se delata réu confesso, improviso uma desculpa,
Mas, não convenço. Eu não escapo.
Basta um olhar...
Um riso assim de canto de lábios,
Ah! Sua boca...
Um conflito de emoções
Eva do meu Paraíso
Nesse momento de tentação explícita,
Luto e me detenho... Um sobrevivente no Saara.
Minha alma em chamas!
Então, olho novamente para a boca que me chama
Amor: vamos para cama?
E adivinha...
Amanhã serão umas cem Aves Marias
Márcia Morelli
06/10/2009
A carcaça que carregamos e as bugigangas que arrastamos com ela são para o resto do mundo o único bem que se tem, sendo a alma, a dona da felicidade, da honra e do bem estar pessoal.
Apesar disso ter não nos parece tão ruim e não é mesmo. Mas é triste ver um mundo tão fútil, hostil e dilacerado pelo egoísmo e pelo desprezo a verdadeira sabedoria humana que muitas vezes pode se esconder na pele de um mendigo.
DEVANEIOS
Quantas vezes, em sonho, as asas da ilusão
Flechado pra onde estás, e fico ali no vazio
Me perdi nos devaneios, e então a solidão
Em um deserto agridoce: de amargor e frio
Angústia, minh’alma voa, quer outra direção
Soluça na treva, triste realidade que arrepia
Sonhos que mais parecem querer confusão
Estirado sob o céu, do cerrado, árida folia
Quantas vezes, a imensidão, assim calada
De cada canto passado, o olhar espantado
Via minhas lembranças no beiral debruçada
Quantas vezes, quantas vezes, a passividade
Da noite, num luar tão sedento e desfolhado
Fez lagrimejar cada versar de uma saudade...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
UMA ALMA: O PROFESSOR!
(15.10.2018).
O coração se torna abrigo
Da sabedoria que vem da leitura,
E a transformação do ser humano,
Pelo tempo...Passa pelo professor.
Ensina com tudo o que tem,
Dando inteiramente de si.
Acreditando no amanhã,
Pois com sua alma, se põe a sorrir.
SONETO CHOROSO
Choroso soneto, meu, tão chorado
Sem leveza, sem arte, sem ternura
Traçados pela sorte em desventura
Em vagidos manhosos desentoado
É tristura na trova, e desesperado
O estro. No papel cheio de ranhura
Sem condição de uma doce leitura
Afrontando o coração desgraçado
E nesta tal tirania de infeliz criatura
Ditosos algozes. No peito abafado
Surgindo da sepultura da amargura
Ó sátira mordaz, de sentido perverso
Deixe o teu jugo imóvel e silenciado
Guie só fausta melodia ao meu verso
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
QUIETUDE INTERIOR
(16.10.2018).
O meu despertar se entrega
Perfeitamente ao silêncio,
Que banha os sentimentos,
Fazendo-me viver a cada momento.
Um eterno aprender com a doçura
Do rosto humano! Contemplando
O essencial de si mesmo,
Dando quietude interior.
CACHAÇA QUANDO É CACHAÇA
TEMOS MESMO QUE SABER
ELA É DOCE E GOSTOSA
ELA TEM UM PROCEDER
MAIS É COM MODERAÇÃO
QUE Á CACHAÇA EU VOU QUERER
BEBO MESMO ASSIM CANSADO
BEBENDO EU QUERO DIZER
EU BEBO POR QUE EU GOSTO
EU BEBO POR CONHECER
MAIS EU BEBO MODERADO
E MODERADO EU VOU BEBER
REFERENTE Á CAPOEIRA
EU AGORA VOU FALAR
CAPOEIRA É MINHA VIDA
É TAMBÉM MEU VADIAR
CAPOEIRA EU NÃO ESQUEÇO
ELA SEMPRE EU VOU LEMBRAR
CAPOEIRA ESTOU JOGANDO
ELA SEMPRE EU VOU JOGAR
CAPOEIRA EU NUNCA DEIXO
ELA NUCA EU VOU DEIXAR
CAPOEIRA EU SEMPRE LEMBRO
ELA EU SEMPRE VOU LEMBRAR
CAPOEIRA É PARA TODOS
E ESCRITO ASSIM ESTAR
CAPOEIRA EDUCAÇÃO
ONDE PODE SE EDUCAR
CAPOEIRA É CAPOEIRA
ELA EU SEMPRE VOU LEMBRAR
EU CONHEÇO Á CAPOEIRA
CONHEÇO EM QUALQUER LUGAR
AONDE TEM MESMO ESSA ARTE
EU POSSO FICAR POR LÁ
CAPOEIRA EU SEMPRE LEMBRO
ELA SEMPRE EU VOU LEMBRAR
A essência da vida é mais do que ela aparenta ser,
Do que ela é interpretada.
É mais do que apenas o corpo esbelto
E os seios delineados
De uma bela mulher.
É mais do que suas ideias
E seus pensamentos.
Mais do que o que você vê,
Mais do que fala.
A vida é intensa, complexa,
Extensa, eclética.
A vida é um ciclo.
Uma mistura, um complô.
São todas as energias naturais,
Os elementos principais,
Água, Fogo
Ar, e Terra.
É sentimentos.
Toda a energia, e toda aura exalante desta terra,
Se juntam em um complexo e movimentado clima.
É um rolo, um bolo, uma junção, uma mistura.
É tudo e qualquer coisa existente,
Em uma mistura que vive se movimentando,
Entrelaçados, atados,
Dando vida ao mundo, que antes, era desalmado.
A vida, é isto.
PASSANDO PARA DIZER
PASSANDO PARA FALAR
EU FALO MESMO AQUI
FALO EM QUALQUER LUGAR
O SENHOR É MEU PASTOR
E NADA ME FALTARÁ
EU LI DIGO MEU AMIGO
MEU AMIGO MEU IRMÃO
SE VOCÊ TEM Á MAMÃE
CUIDE BEM DE CORAÇÃO
FAÇO ESSA POESIA
QUE NO FAZER NÃO SE ENCERRA
MAMÃE É UMA MULHER
CUIDANDO DE VOCÊ NA TERRA
PÓS A MÃE CUIDA DO FILHO
LHE ENSINANDO EDUCAÇÃO
ELA CUIDA COM CARINHO
E COM AMOR NO CORAÇÃO
Há ecos que escorrem pelo vale,
gritando já sem forças,
mal alcançando o topo do morro
onde mora a esperança
Conto estrelas, como conto contos
Sorrio, sou rio, água corrente que lava
Como lava, derreto tudo com umas palavras
Sempre quentes como brasas, eu só queria asas.
Dia do médico (18 outubro).
Ser médico...
É dar de si eternamente
Partilhar a dor do doente
Torna-lo confiante e forte...
É ser presente na vida e na morte.
Luciano Spagnol
poeta do cerrado
18 de outubro, 2015
VERSO, CORAÇÃO E ALMA
(19.10.2018).
Verso com meu coração,
Que se apronta para pedi a alma,
A gentileza de poder caminharem...
Pelos campos floridos de margaridas.
Ah! Quanta doçura cabe em um ser!
Vindo se inspirando numa profunda alegria,
De seu próprio mundo poético,
Sabendo transmitir a sua bondade.
INSPIRAÇÃO VIAJANTE
(20.10.2018).
Ainda que tenha se passado o tempo...
Meu ser se abriga da poesia antiga,
Nas cartas que os amores escreviam,
Não deixando esconder seu sentido.
E debaixo da janela da amada,
Pedia com o coração que abra,
Sendo uma Andorinha a cantar,
Os versos da inspiração viajante.
Basta somente uma gota do teu olhar,
Na minha simples realidade,
Para que meus olhos possam enxergar,
A verdadeira felicidade!
Rodivaldo Brito em 20.10.18
