Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠Toma qualquer forma
me enlouqueça ou me salve
desse precipício
onde eu não consigo te encontrar!

Inserida por RobertaMarisa

⁠O pensamento me instiga

O homem levantou sua cama portátil, era um tapete colorido, não voador.
Ele enrolou e colocou no saco de lixo onde estão seus pertences, sua vida.
Caminhou e num canto foi mijar. A rua é sua casa. Ai que dor!
A quem pedir misericórdia?

Inserida por soninhaporto

⁠"Me esvazio de mim,
para não sentir sua falta,
preenchendo de dor
a parte que resta na falta,
da falta que você me faz."

Inserida por wandermedeiros

⁠Não sou ar sou vento
O vento é um momento
O momento é tempo
O tempo é história
História é ação
Ação foi movimento.

Inserida por Marlon_Fernandes_M_S

⁠"Tenho coisas?
Ou serão as coisas que me possuem?
Depois do meu último suspiro, as coisas;
Não me acompanharão na viagem ao além... "

Inserida por Leandroeps

⁠o poeta pode enganar-se
ele é um Homem livre.
aprendeu a não ser vítima
daquilo por que sofre.

sabe que a dor é só um sinal
o acelerador da mudança
que só não vê, nela, esperança
quem desistiu de ser livre

todo o Homem será um poeta
sempre que lute pela liberdade.
e um dia, também eu serei livre
também eu poderei enganar-me

Inserida por mariajoaodumas

⁠Todo mundo tem um MUNDO particular
Interno e externo...
Enquanto os dois não se conectarem,
Jamais se encontra em lugar nenhum.

Inserida por PoesiaDeTeto

dentro de mim
moram silêncios de pedra

renegadas palavras

lavas
que não ousaram fluir

(pra não ferir montanhas)

Inserida por pensador

PATÉTICO (HUMANO)

tenho pena do goleiro
patética figura (tão humana)
sempre à espera
do que não pode ser
eternamente
contido

Inserida por pensador

As lojas estão fechadas
Os passos sumiram das escadas
Os carros desalojaram as ruas
Não se respira no caule das torres envidraçadas

(A poesia pura
perpendicula
nos varais e fios de alta tensão
A poesia grita
na pausa dos postes
sussurra
ouvido colado ao chão)

Inserida por pensador

#Ingenuidade

Vivo tranquilo...
A liberdade é quem me faz carinho...
A brisa, como tem tempo não tem pressa...

Flores, música, poesia...
O luar e o sol...
São minhas companhias...

Bastam minhas asas...
Escolho a ousadia...
Ilusão de cada dia...
Vivendo em maestria...

Não é da minha natureza esperar que me deem liberdade...
Não sinto medo...
Até quando não percebo...
Eu mesmo me concedo...
Serei eu ingênuo?

Sandro Paschoal Nogueira

Eu não escrevo pra exorcizar o meu medo

Eu escrevo pra transbordar minha loucura

Eu escrevo por que foi a única utilidade

Que encontrei pra minha dor

Eu escrevo pra não explodir de raiva

E nem de amor

Eu escrevo por que só

Quem experimentou a vida

Sabe o horror de mastigar

E ter de engolir a ferida

Inserida por biapenha

Só não posso mais adiar,

Arriscar é preciso

Me jogo, agora,

No abismo de mim mesma:

Então,

Somente eu

Sem dó, nó

Recomeço sem só.

Inserida por biapenha

Até meu físico fica ferido

Quando por você

Não sou correspondido

Adoeço do dente ao dedo

E anoiteço quando ainda é cedo

E se nunca mais te vejo

Ensurdeço

E só depois de muito tempo

Te esqueço.

Inserida por biapenha

_Ponte dos desejos_

Caminhou até o possível
Parou consciente
Sem carecer outro nível
Não habituado ao decadente
Mas se via sorridente

Obteve à lucidez
Atingiu a honra
Se fez cortês.

Saciava-se com pouco
Esperava menos
Sabia que não haveria
Dias mais amenos

Não planejava
Não era comparado
Existia ali
Sem ser pressionado.

Inserida por Apolyti

MINHA ESCOLA, MINHA RUA...

Minha escola não tem carteiras, não tem ordem,
Tem vidas em desordem,
Lousa sem escrita
Lâmpadas sem luz…
Minha escola tem livros sem leitura,
Cantina sem alimento,
Nome sem patrono,
Pintura sem cor, móveis sem aconchego…
Minha escola tem estudo sem aprendizado,
Pagela sem frequência,
Aula sem vivência,
Caderno sem linhas e pautas, mentes sem crítica…
Minha escola tem pátio sem alegria,
Banheiros sem privacidade,
Professores sem vocação,
Formatura sem diploma…
Minha escola é a rua,
É suja,
É o caos,
É fria,
É lama,
É o analfabetismo,
A escravidão,
A condenação!

Inserida por marcelloamorim

_Relatos de indícios_

Meu passado volta à cada olhar
No ar que respiro ao andar
Talvez eu não deveria recordar-me
Pois só tornei valia à mim
Logo eu que não sei apreciar.

Inserida por Apolyti

Vinde a mim os cansados.

É que eu me canso, também quem não cansaria ?
A mesma cena, o mesmo filme , nem se quer mudou o roteiro.
Pois desde a infância eu observo, como amarga o brigadeiro.
A boa nova genuína, já não é anunciada, o paganismo toma conta vestido de contos e fábulas.
Quanta humildade eu vi partir sentido oposto a mansidão.
Fruto dessa construção que só produz decepção.
Gente sincera eu vi chegar, mas não puderam aprofundar, por falta de conhecimento eu vi o amor a fé negar.
Eles correram sobre rédias para se justificar.
E sobre o gole do cansaço eu vi suas lágrimas brotar.
Apreenderam oque era ir, mas nunca aprenderam ser.
Enquanto isso no deserto a proposta continua.
Se prostrado me adorar, o mundo lhe darei.
Sobre correntes e grilhões buscam ser reis de suas denominações.

Felipe Almaz

Inserida por Felipealmaz

Quatro bilhões de pessoas nesta terra,
e minha imaginação é como era.
Não se dá bem com grandes números.
Continua a comovê-la o singular.
Esvoaça no escuro como a luz da lanterna,
iluminando alguns rostos ao acaso,
enquanto o resto se perde nas trevas
na deslembrança, no desconsolo.
Mas nem Dante captaria mais.
Que dirá quando não se é.
Nem mesmo com a ajuda de todas as musas.

Inserida por pensador

Depois de toda guerra
alguém tem que fazer a faxina.
As coisas não vão
se ajeitar sozinhas.
Alguém tem que tirar
o entulho das ruas
para que as carroças possam passar
com os corpos.
Alguém tem que abrir caminho
pelo lamaçal e as cinzas,
as molas dos sofás,
os cacos de vidro,
os trapos ensanguentados.
Alguém tem que arrastar o poste
para levantar a parede,
alguém tem que envidraçar a janela,
pôr as portas no lugar.
Não é fotogênico
e leva anos.
Todas as câmeras já foram
para outra guerra.
Precisamos das pontes
e das estações de trem de volta.
Mangas de camisas ficarão gastas
de tanto serem arregaçadas.
Alguém de vassoura na mão
ainda lembra como foi.
Alguém escuta e concorda
assentindo com a cabeça ilesa.
Mas haverá outros por perto
que acharão tudo isso
um pouco chato.
De vez em quando alguém ainda
tem que desenterrar evidências enferrujadas
debaixo de um arbusto
e arrastá-las até o lixo.
Aqueles que sabiam
o que foi tudo isso,
têm que ceder lugar àqueles
que sabem pouco.
E menos que pouco.
E finalmente aos que não sabem nada.
Alguém tem que deitar ali
na grama que cobriu
as causas e conseqüências,
com um matinho entre os dentes
e o olhar perdido nas nuvens.

Inserida por pensador