Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
O homem em busca
de novas experiências
deixa o céu por não
aguentar tanta luz...
Abraça o desconhecido
sem ter um ponto de
apoio, se enrosca nas
trevas... aparentemente
mais atraente que a luz...
As trevas iludem muitos
homens fracos e gananciosos...
É muito mais fácil seguir as trevas
que não têm nada para dar, a não
ser sofrimento…
A luz, mesmo ofuscando no início,
é o único caminho a ser seguido.
"Eu só preciso entender"
(Valdeir Souza)
Eu não prefiro o faz de conta,
Eu só necessitava entender:
Se a vida era só aquilo mesmo,
Ou existia algo que eu precisava saber.
São tantas coisas, são minúcias,
Eu passaria minha vida tentando compreender.
O que leva os homens extingarem guerras,
Por fama, desejo, e poder.
Será que existe algo?
Algo que ainda não consigo ver?
Algo que conduza o homem a outra superfície,
Superfície de amor, de bondade, e de prazer.
Se isto é impossível, não importa,
Permanecer sentado não irá resolver!
Se existe uma saída para o ser
humano, bora lá,
Quero estar presente quando
isto acontecer.
INTERROGAÇÃO
Não sou Adão...
Nem, nada disso que você pensa,
não vim de torrão barro ou água
Eu vim de uma placenta...
Placenta benta que senta
que paga que roga praga...
Que as vezes tem paciência
outra vez... Não agüenta.
Eu nasci n'aquele dia
n'aquela agonia...
Eu vi para o mundo de símbolos
penitencia... Pensa!
Universo da Maria de fobia
de reza, oração, dá o tiro, dá a mão
mundo de sonhos, feitos medonhos
... Ave Maria!
Saudações de José
saudações de João
Sou de um planeta perneta
costeleta, constelação, coração...
Aonde ninguém tem certeza
de quem é, ou não... Irmão...
Eu sou de um mundo inteiro
de pesadelos seus, de mim, d'ali
d'aqui, por cá, por ai, de Deus?
Do cão... Não sei, não sei não...
Antonio Montes
ROTULO
Não vamos rotular as rotas
as portas, flechas e as diferenças...
Os jogos de dados
os choros das crenças,
os sonhos os sonhadores
as asas da vida a forma da penitencias
e as cascas das nossas feridas.
Porque rotular o que é seu...
se nunca sei de verdade,
o que um dia será meu!
Não vamos rotular os caminhos...
Os ninhos o alinhavos e os cravos
... Os pergaminhos as dividas, as divisas
as partidas e as tensas recompensas
O show que não vingou
os trames da canção de uma vida
os órgãos amputado d'aquele amor.
Não vamos rotular a fresta
a reta inserida no futuro
as restas de uma aresta o poço fundo
a ancora, ancorada no porto inseguro
a besta abestalhada os trilhos
vivos do nosso mundo.
Não vamos rotular o escuro
a noite densa os lírios e suas flores
o alvorecer cheio de luzes...
E os risos de seus amores
as dores de um jardim
e o manuseio em seus primores.
Antonio Montes
A diversão já não é a mesma pois
não consigo tira-la da minha cabeça,
meu sorriso já não traz tanta felicidade
já você a única coisa que me traz é
saudade
Quem não se arrisca não corre
Os riscos de quem se arrisca;
Pensa ser o sol e morre
Sendo somente faísca.
SUA VEZ
Quem fez, quem não fez...
Quem foi, quem não foi?!
Foi o boi? Foi você?! Foi vocês,
que evento a subida pra subir?!
A esperança para crer, e a decida p'ra descer...
As asas para voar, e escorregão para cair,
tanto lugar para andar...
Pouco tempo para ir!
Foi vocês que inventou...
o lugar p'ra visitar, esconder para sumir
As coisas todas ai, e o tempo longe d'aqui?
Quem foi, quem foi?!
Que inventou os carros para andar
sempre atrasado dos bois...
Quem fez, quem foi... Quem não foi,
Que teve em sonhos pesadelos
e viveu em seu sonhar
que sonhou com o mundo inteiro
esquecendo do seu lugar...
Quem foi, que inventou a esperança
somente para sentar
e vive a vida sentado,
sonhando com esperar...
Quem foi... Que inventou a porta
para abrir e p'ra fechar...
A janelas para olhar as lagrimas
e estar sempre longe de ti...
E chorar em seu chorar!
Porque se fechou com os seus medos
p'ra nunca mais se soltar...
Quem fez... Quem fez!
Quem não fez?! Você fez, a gente fez...
A fila para esperar?!
A sabedoria um dia
já foi coisa de admirar.
Quem foi... Quem fez...
Engarrafamento no mundo todo,
somente p'ra engarrafar...
Congestão para o transito,
sem remédio p'ra descongestionar...
Um nome para cada santo, e um mundo
para salvar.
Quem fez o povo todo de bobo
em um ninho cheio de cisco...
Um futuro para olhar
e o ovo para quebrar...
Quem foi o dono do espetáculo...
Que fez do futuro indagações,
fez do mundo um grande circo
criou buraco no seu muro,
e bomba para os irmãos?!
Quem vez vida p'ra eternidade
e o fim para morrer...
Quando vivo fala da morte
mas em morte, não tem p'ra que.
Quem foi, quem não foi!
Quem fez, quem não fez...
Foi eu... Foi vocês?!
Então p'ra que virar rei
se um dia também como fez...
Há de chegar sua vez.
Antonio Montes
Não julgueis, para não ser um camuflado
Passo na rua e me param, para me dizer, que se eu não for para igreja não serei salvo.
Não tenho culpa irmão, se não preciso de acordo para ter Deus do meu lado.
Põe em pauta meus pecados,
Como se os seus fossem menor por serem apenas industrializados.
Diz ate que minha música é do diabo.
Não se iluda, sua música gospel não faz de ti um iluminado.
Repeito mutuo é lei da reciprocidade, aprenda, ninguém conseguirá comercializar e nem trazer por encomenda.
Sou um simples pecador, assumo todas as minhas falhas e todos os meus erros, faça você o mesmo, ao invés de me apontar o dedo.
Deus é o juiz, não faça da sua crença um negócio, você não conseguirá melhorar o mundo para alguém, enquanto piora-lo para si próprio.
D’Arte
A competência de um poeta
não é causar a emoção de uma música,
que batalha entre silêncio e ruído
para se fazer ouvir!
A competência de um poeta
é despertar a euforia
de bailar com o silêncio sentido das palavras,
dança declamada, arte esférica!
É quase de morte sua solução,
causar estalos de consciência...
promover sucintos despertares...
dar orgulho a quem aprendeu a ler...
Só é aturdido pela poesia
quem esqueceu da superficialidade
&quem muito viveu para ter conteúdo
a ser agitado nas profundezas...
É como a lembrança de um encanto
que sempre esteve lá,
pensado& agora dito, escrito,
velado pelo silêncio de quem nunca desdisse....
Os sons soltos no ar violentam a mente,
Mas os poemas seduzem
abrem olhos, pernas, braços, sorrisos, poros
de quem aprendeu a se dar prazer...
Por isso cante seus poemas
sozinh@ ou acompanhad@
& no silêncio de seu espírito
rodopie com seu Daimon de dança & arte!
P'RA QUE
P'ra que chorar o passado,
se essas lagrimas amanhã...
Não terá sal, não terá água
não terá nada! Nada, nada.
Antonio Montes
Nem que não queira
eu tenho que falar
uma cena seria
k me anda a incomodar.
Como é que voçes
querem que seja feliz
se vejo o terrorimo
a invadir o meu país.
Faça valer sua vida
Busque sempre sentir
Ou sentido de ser
Feliz, de saber esperar!
Não deixar de acreditar
Mesmo de um jeito torto
A vida segue, pois se alegre
Nada se perde, aprende
Que a gente jamais se perda!
Nessa esperteza
Com clareza com CERTEZA ...
Acredito que não existe dificuldades para amar.
Repito: Amar não doí, não corroí, apenas CONSTRÓI !
Então por que complicar?
Esse mais belo ato que é AMAR.
Deixe fluir!
O que há de bom em mim;
Para sentir
Essa essência
Aonde a tormenta
Não se prevaleça.
Ser assim
Tal beleza
Vinda da alma
Só... acalma.
Essa distância
Tamanha contemplação
De querer alguém
Que não pode está em suas mãos
Oh! Distância, me faz sofrer
Por esperar esse meu
Bem querer.
Essa mistura boa
Essa doçura tua
Essa tua boca
Me excita, me facilita
A te querer, não te esquecer
Vem logo, não demora
Estou a te esperar e assim me afogar
Nesse teu corpo, nesse teu sopro
ENTREVERO
O ônibus... Não veio!
Será que estava cheio?
Eu, fiquei, como se fosse...
Bola do canto, bola do meio,
pura sensação de escanteio!
Um entrevero só,
e eu aqui no meu canto,
ouvindo canto...
Em ares de sapateio,
logo eu...
Eu, que qualquer coisa fico cheio...
para mim, isso é desencanto!
Sabe... Como se fosse quebranto,
ou mesmo, praga d'algum santo...
Agora tudo me parece branco...
Assim, como se eu estivesse tonto!
Tonto, capengando em um ponto...
Que tanto aponto.
AS HORAS
Hora passa, horas passam...
passam horas por ai
ponteiros não podem achar
as horas que tinha aqui
se encontrar, outro lugar.
Todos viram as horas, o ponto
que tinha para passar
não aluíram do canto
e as horas não podem esperar.
As horas que um dia não foi
foi porque nunca chegou
foi nas horas que o boi
viu a taca e emperrou.
Tantas horas pequenina
sem ter tempo p'ra esquecer
as horas do nosso dia
nunca andam sem você.
Antonio Montes
Quando procurei por mim,
já não me encontrei.
Muito não estava,
mas não havia vazios,
fui preenchido por partes de ti.
Mas era hora de ir...
E quando fui devolver o que era de teu,
encontrei as partes que eram de mim.
Não éramos um.
Éramos dois, feitos de nós.
