Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Os nobres honram a palavra.
Os normais negociam com transparência.
Os canalhas não honram a palavra e nem se apegam à verdade.
Quatro regras para sobreviver na polícia:
1 - O bom cabrito não berra.
2 - Pato novo não mergulha fundo.
3 - Prego que se destaca toma martelada.
4 - Se livre dos desafortunados e problemáticos.
Ser homem é:
Decidir sem certeza ou garantia.
Não ter receio de ser odiado.
Fica até o final, quando sair for a opção mais fácil.
"Seu Olhar Me incomoda"
Seu olhar me incomoda...
não pelo peso, nem pela dureza,
mas porque ele permanece
mesmo quando você não está.
Seu olhar me incomoda...
como uma música que não se cala,
fica girando na memória
sem pedir licença para ficar.
Seu olhar me incomoda...
porque tem um brilho raro,
daqueles que não se aprende,
daqueles que simplesmente acontecem.
Não é luz de vitrine,
nem reflexo de ocasião,
é brilho de coisa viva,
de quem sente o mundo no coração.
Seu olhar me incomoda...
porque hipnotiza sem esforço,
como maré que puxa devagar
quem pensava estar seguro na areia.
E eu fico lembrando
da forma como ele repousa nas coisas,
como observa o mundo
como se cada detalhe fosse importante.
Seu olhar me incomoda...
porque mesmo quando tento esquecê-lo
ele reaparece quieto
no fundo dos meus pensamentos.
Talvez seja isso:
há olhos que apenas veem,
mas os teus…
os teus parecem iluminar
o lugar onde pousam.
E esse brilho raro,
esse pequeno milagre que mora nos teus olhos,
é justamente o que me impede
de parar de lembrar de você.
A gente não nasce mãe, a gente nasce filha e morre filha, mas um dia uma mãe nasce na gente!
Mãe não tem manual!
Conforme a vida vai exigindo, vem o instinto, garra, força e zelo pela cria... quase visceral.
Mãe não vem com manual de instrução, um dia você vira mãe e pah... Sua vida muda completamente!
E em meio à tantas questionamentos, cobranças, auto questionamento, (fiz o melhor?!
Onde eu eu errei?! )
Você vê os acertos e é neles que você tem que focar!!!
Eu sou a melhor mãe que eu posso ser.
No filho você planta as sementes , mas é ele quem vai germina-las, fazê-las florir ou não...
Quando quem amamos parte para além do pôr do sol, a dor não passa, mas (as vezes) a gente se acostuma com ela.
Ouço dizer que o tempo ameniza a dor...
Tem horas que a dor não conhece o tempo e ela grita, ela berra dentro do peito e parece que não vai se calar...
Naquela mesa você não estava,
Naquele restaurante seu cheiro eu não sentia,
Mas meu peito, mesmo assim, palpitava,
Por alguém que eu ainda nem via.
Na minha mente você não sai,
Ocupou cada canto, cada lugar,
No coração nem preciso dizer mais,
Só cabe você, e é só você que cabe amar.
Fico a pensar no tempo perdido,
Nos dias que vivi sem te conhecer,
E no tanto que ainda terei de sentido,
Pra aprender o que faz seu sangue ferver.
Já sonhei com amores de cinema,
Roteiro perfeito, cena decorada a rir,
Mas a nossa história foge do esquema,
Porque com você é melhor que nos filmes, é melhor que existir.
Beijos vazios
Corações ausentes.
E quem, quem é que sente??
O menino que não quer demonstrar nada
Ou a guria que não quer ser a emocionada.
É muita preocupação,
Pra uma vida que vai em vão.
Minha Rainha;
Sonho por sua presença
Ouvir tua voz aos ouvidos
Te obedecer
Não desviar meu olhar
te pertencer
Doar a Minha Rainha
minha Alma
e todo meu ser.
Desejar silenciosamente
Sua presença sobre mim
Ser seu brinquedo
seu desejo
Satisfaze-la sem fim.
Quero poder te cuidar
me ajoelhar aos seus pés...
e beijar,
estar juntinho de ti
mimar, agradar...
e a cada minuto e segundo
me embriagar com teu cheiro
sem nunca ficar alheio
viver para ti nesse mundo
Sua vontade é a minha
o teu prazer é o meu
Amar como nunca na vida
ter o amor que é seu
Minha Rainha, Minha Deusa
tão bom descobrir sua existência
minha vida se completa
agora fazendo parte da sua
sem nenhuma resistência
te pertenço
sou seu
sempre fui seu.
O futebol não está doente pela obsessão do torcedor pelo primeiro lugar do seu time; o futebol agoniza pela quantidade de jogadores medíocres que não acertam um passe, simulam em campo e tentam ganhar o jogo no grito, peitando o juiz.
Benê Morais
"Eu te odeio, mas não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar.
Te odeio, não pelo ódio em si, mas por ter me feito amar.
Odiá-la é como odiar o ar.
E dia após dia, viver sabendo que posso odiar, mas não posso parar de vivê-la, parar de lhe adorar.
Eu te odeio, pois em cada beijo, em cada abraço, até mesmo no castanho do outono, seus olhos estão lá.
Quando o Sol se põe e a noite vem me abraçar.
Você está lá.
Quando rogo para a escuridão me abandonar e a Lua vem me iluminar.
Eu te odeio, pois até mesmo no brilho dela e na pálida tez, você está lá.
Pela ida eu relevo, posso lhe desculpar, mas essa insistência na permanência, isso não posso perdoar.
Até quando me prostro e me ponho a orar.
Te odeio, e por sobre os céus, odeio ao Deus, por outra de ti, para meu eu egoísta, não criar.
Odeio ele por me fazer amar.
E eu te odeio, não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar..."
Olhei no fundo dos olhos dela e disse:
"Não quero me ferir de novo, eu já me feri tanto... Sabe?, quero que seja uma rosa para mim, mas que não tenha espinhos."
E no outro dia...
-Ela me abraçou com seu perfume.
Vencer ou perder não faz diferença em uma guerra.
De que adianta a um rei conquistar a vitória, se ele próprio não sabe organizar a paz?
Talvez eu não seja sábio,
nem chegue eu aos pés dos escritos antigos,
pois sou apenas pó que caminha,
errante em um mundo que não compreendo por inteiro,
obra de uma consciência maior do que a minha.
Sou transitório,
passageiro entre o nascer e o desaparecer,
e habito uma anomalia que chamo de vida,
sem conhecer-lhe a origem nem o fim.
Pois a sabedoria
é o nome que damos
àquilo que pensamos ter entendido,
ainda que o entendimento nos escape como vento entre os dedos.
E se aquele que fez todas as coisas
viesse a corrigir o que julguei correto,
não se revelaria, então,
a limitação da minha própria razão?
Não seríamos tolos
mesmo quando nos julgamos inteligentes?
A vida, portanto,
é um desdém ao entendimento humano,
pois quanto mais cremos saber,
mais nos é revelado o quão pouco alcançamos.
Somente chamo de sábio
aquele que está além da morte e da vida,
além do tempo e da matéria,
o próprio que não compreendemos
e que, ainda assim, sustenta todas as coisas.
Miserável é o homem que não questiona.
Habita a própria casa e não indaga quem caminha ao seu redor;
convive com seus atos e não os examina,
sejam eles tidos por bons ou por maus.
Aceita como certo aquilo que lhe foi ensinado,
sem jamais provar se o certo é justo
ou se o que julga errado o é de fato.
Vive preso à fé que recebeu pronta,
não porque a compreende,
mas porque lhe disseram que assim deveria crer.
Tal homem anda em círculos,
como o animal preso ao curral:
vê apenas o chão que pisa,
não contempla o campo distante,
e ainda assim chama isso de liberdade.
Bendito, porém, é o homem que não se curva a palavras vagas,
ainda que venham vestidas de verdade.
Ele pesa a prova, examina o fato,
e questiona até aquilo que lhe parece sólido.
Nisso consiste a sabedoria.
Pois loucura é crer em toda palavra que sai da boca alheia.
Qualquer um pode lançar uma semente à terra,
mas poucos sabem de onde ela veio.
Todos desejam plantar,
mas quase ninguém se recorda da colheita.
Do Silêncio Não Compreendido
Eis que o bom rapaz foi ao encontro da moça,
levando consigo não só um presente,
mas o que havia de mais sincero em seu peito.
Chamou ao portão.
E não foi ela quem surgiu,
mas outra presença,
silenciosa… e suficiente para que ele entendesse.
E então soube.
Não por palavras,
pois nenhuma lhe foi dada,
mas por aquela dor que fala sem voz.
Baixou a cabeça.
Recolheu o gesto.
Guardou o presente que já tinha destino.
E partiu.
Na praça, sentou-se em silêncio.
E, dentro de si, perguntou:
“Por que aquilo que é verdadeiro não encontra lugar?”
E o mundo… nada respondeu.
Os dias passaram,
e ainda assim seus olhares se cruzavam.
Mas onde antes havia leveza,
agora havia silêncio.
A moça, em sua própria confusão,
não entendia o que se passava.
E, sem saber, afastou o que não soube ver.
Perdeu… sem perceber.
E o rapaz, mesmo ferido, voltou.
Não por orgulho,
nem por certeza,
mas porque o amor ainda vivia nele.
Aproximou-se mais uma vez.
E encontrou… silêncio.
Então compreendeu.
Que o amor não se força.
Não se explica.
Não se pede.
Se não é visto, pesa.
Se não é sentido, se apaga.
E se não é recebido… se vai.
E assim, o rapaz partiu.
Não destruído,
mas mudado.
Pois há dores que não quebram ,
apenas mostram ao homem
o que ele não queria ver:
Que nem todo amor permanece.
E que, às vezes… amar
é saber ir embora.
Você será odiado por saber e perceber demais, mas não fique calmo
ou ache-se esperto.
Às vezes quem vai te odiar, é quem mais você ama.
Se amo...
Posso adoecer; Porque não há clareza do outro lado. Não há certeza!, Não adianta enxergar sobre os olhos, se eles não mostram nada...
De que adianta amar em silêncio?
Me apeguei na doce segurança da minha solidão, Mesmo me sentindo sozinho às vezes... Isso não me quebra... Porque no meu lugar a confiança não é quebrada, e não vejo motivos para dúvida ou incerteza...
