Poesia Agua de Mario Quintana
Eu queria uma nova poesia para compor, algo que soe como água de corpo na hora de contrastar um corpo no outro no ato carnal de amar.
Fluido de prazer, nasce da sensação sentida no momento de fazer amor.
Cachoeira
Desse som fiz uma poesia
o barulho d'água
enquanto caia
pelas rochas
ela batia
Achei que o tempo pararia
Engano meu
Com você o tempo parece voar
E a cada dia estou mais
perto de decolar
Com o que merece ser eternamente lembrado
Nem que seja na parede em formato de quadro.
Do Livro da poesia
poesia calma
feito água da fonte
toca a me banhar.
versejar constante
beijo de amante
pode incendiar.
poesia breve
perpassar de vento
posso te escutar.
poesia vinho
branco – doce – tinto
vem me embriagar.
Poesia e vida
A poesia escorre
Como água na cachoeira
Voa, cai e morre
Os olhos vêem a torre
Se esquecem da poeira
Uma perna corre
Na vida corriqueira
Perto da lareira
Escrevo um porre
Comovido por cegueira
"Poesia"
Sou a luz que reluz seu olhar...
Sou o caminho deve cruzar...
Sou a água que mata sua sede...
Até mesmo seu corpo banhar...
Sou seu sorriso mais feliz quando contente estar.
Seu passado...
Seu presente e seu futuro.
Sou seus passos...
Suas lagrimas quando se pega a chorar...
Sou seu amigo para quando precisar.
Estarei sempre ao seu lado...
Sem nunca de ti me afastar.
Sou que te guia na escuridão de seu inconsciente...
Sou quem te acorda para um novo dia...
Dispersando sua agonia.
Sua tristeza...
Sua dor.
Sou eu que estou sempre ao seu lado...
Ao seu lado quando mais precisa...
Até mesmo sem me chamar.
EU SOU JESUS...
Nunca deixo de te amar.
CAMBAXIRRA
Não existe vida sem poesia...
Sem vida não existe
amor, paixão e fantasia
sem água e ar a gente repousaria...
mas sem poesia aonde esta ave pousaria?
Pinga. Pinga. Pinga.
Debaixo da pia sem pudor
Garganta inteira pede
Agua, poesia e amor.
Tontura permeia em meu corpo
Ao banheiro no caminho
Piso no chão de quadrados
Piso, como se fosse espinhos.
Lâmpeja na minha cabeça
Situações começa a criar,
Olheiras brutas nos olhos
Começam a afundar.
Deito. Olho. Penso.
00:00
Mais uma noite em claro
Descrito no meu caderno.
Como faltou
água e luz
me transformei
em poesia
para não deixar
ao povo faltar,
Da mesma forma
assim sou quando
ao povo falta
pão e liberdade,
Sou aquela que
traz de volta
a Humanidade.
A vida do povo
tem sido triste
e sabotada
todo o santo dia,
ainda trabalham
pela volta da água
e da energia,
contando com
o apoio pela
estabilização
do fornecimento,
e eu sigo sem exagero
pela poesia porque
a recompensa
do poeta é a liberdade,
porque a minh'alma
indignada se encontra
presa com o General
que todos sabem
que é inocente
e com a tropa injustiçada.
Não escrevo como
o oficial que leu
o texto diante do
féretro do Comandante
porque ele e eu
sabemos o quanto
tem doído há muito
tempo essa despedida,
Dialogo diretamente
com a vida porque
o conjunto da obra
violou a lógica,
Não vou aceitar
que haja nenhuma
despedida porque
sou a reação quando
falta justiça,
e assim me recuso
a parar de falar.
A amorosa Sangra D'água
inunda o olhar com poesia,
O Sol do teu sublime amor
me aquece com energia,
Só de estar ao seu lado
me preenche de alegria.
Piavuçu cruzando
a queda d'água,
A poesia remando
no tempo,
Poetisa de remanso
que pelo amor vive
o tempo todo esperando.
A obra do Mário Ferreira é como uma mulher lindíssima coberta de sujeira, com os dentes quebrados, os cabelos empapados de lama e esterco, vestida com sacos de estopa e, para a satisfação e lucro de aproveitadores, vendida no mercado de escravos.
Semana de Arte Moderna de 1922: Mário de Andrade era um idiota presunçoso, Oswald um picareta esperto. Do movimento, só sobrou quem não estava lá: Manuel Bandeira, Drummond, Jorge de Lima.
"Mário ficará arrasado. Perceberá que, para Mariana, ele terá sido amor de verão, enquanto ela, para ele, será o amor de toda uma vida. [...] Nada, porém, fará mais sentido para Mário-sem-Mariana."
Meu Coração
Eu tenho um coração um século atrasado
ainda vive a sonhar... ainda sonha, a sofrer...
acredita que o mundo é um castelo encantado
e, criança, vive a rir, batendo de prazer...
Eu tenho um coração - um mísero coitado
que um dia há de por fim, o mundo compreender...
- é um poeta, um sonhador, um pobre esperançado
que habita no meu peito e enche de sons meu ser...
Quando tudo é matéria e é sombra - ele é uma luz
ainda crê na ilusão, no amor, na fantasia
sabe todos de cor os versos que compus...
Deus pôs-me um coração com certeza enganado:
- e é por isso talvez, que ainda faço poesia
lembrando um sonhador do século passado
20 de Junho de 1942
Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo o tipo de coisas de dentro do meu peito.
O verbo amar
Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.
Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.
Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...
Te amar: é mais que em verbo é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!
(Do livro - Bazar de Ritmos - 1935)
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão. Águas que banham aldeias e matam a sede da população. Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão e sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra. Terra, planeta água...
Aprendi há muito tempo que as histórias não são totalmente verdadeiras ou falsas porque são alimentadas por meias-verdades, por mentiras bem contadas ou lembranças distorcidas.
Ela nasceu chorando. Talvez porque percebesse que sua mãe não a amava… Talvez por ser mulher em um mundo dominado por homens… Ou talvez por sentir que seu destino já estava decidido e que, para alcançar a felicidade, sua vida se tornaria uma dura e longa batalha…
Assim como o chocolate se mistura com a pimenta para fazer o mole, a alma dela se misturou com a dele na eternidade daquele instante.
