Poemas Vinicius de Moraes de Mar
- Nuvem vem nuvem vai
Com a onda do mar
Estrela de luz intocada no céu
Até nas profundezas do mar
Estrelas possível de se tocar
Mistérios palpáveis sem questionar.-
Haa Cleo, hoje minha folga cheguei a uma conclusão:
Gosto se sentar a beira do mar
Sentir sua brisa
Ouvir uma música
Conversar
Fumar
E beber uma cerveja
– Olha o doce balanço do Mar que vem com a onda...
– Mas não tem onda...
– Ah, desculpe! Escutei dizer que o Mar iria enviar uma onda para gente sentir o doce balanço. Calma, acabamos de chegar!
– Mas você acha mesmo que ele vai enviar? E que vamos sentir alguma coisa?
– Não posso responder com certeza, mas só vim porque acredito.
– Sei não...
– Sim, ele virá! Digo isso porque já consigo vê-lo com o coração...
–Com o coração? Minha nossa! Também estou vendo, está vindo...
Mas um dia o meu amor tinha ficado tão grande, que não cabia mais numa janela sobre o mar
Nem no espaço que nos separava. Nem nos sonhos que nós dois tínhamos em comum. Nem no diário que eu escrevia para ela. Nem nas estrelas que costumavam iluminar as minhas ilusões. Nem nas canções que tocavam a minha alma como se fossem suas mãos. Nem em nenhum outro lugar
E então ela passou a ser meu tudo.
Eu sei que há um lugar onde você pode ouvir ruídos de folhas suave
e o silêncio do mar
eu sei que há um lugar onde a bondade será costumeira e mútua
Encontrar a fé verdadeira que encha nossos corações e que conforte- nos
E enquanto nossos corações estiver unidos ,nosso mundo sempre estará sorrindo.
Hoje deixei meus olhos viajarem pelo mar até a linha do horizonte, fim de tarde no mágico encontro do dia com a noite.
Na realidade foi um momento de introspecção, lembranças e balancete de vida, porém notei que planos e perspectivas ausentes, cadê meu futuro? Pra onde foram meus sonhos?
Bateu então uma tristeza mas, do nada, ganho de uma boa amiga um alegre, saboroso e solidário sorvetinho.
Quando iniciava a degustação chegam, também do nada, duas crianças muito pobres filhos da rua com os olhinhos brilhantes, pedem o meu sorvetinho, ganham e retribuem com um lindo sorriso.
Horas depois enxerguei pela simbologia o recado recebido: sorvetinho a solidariedade; amparo o presente e as crianças meu futuro, pelo sorriso, feliz. Que assim seja!
LITORAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Despertar, ver tudo azul,
conferir o mar sem nuvens,
horizonte já sem véu...
Uma ducha, o desjejum,
e sair pra mais um dia
de muito banho de céu...
FEITO DE VERÃO
Você é como o verão
Chega, aquece o coração.
Você é como o a brisa do mar
Chega e encanta por onde passar
Você é como sol
Quando aparece irradia a todos
Você é como uma onda
Tem sua maré baixa e maré alta, mas sempre está presente
Você é como a areia da praia
Podem tentar te tirar de lá, mas você é muito mais que um único grão.
Você é como a brisa do mar
Trás consigo uma calma, uma brilho sereno.
Você é como uma lua cheia sobre o mar
Ilumina na escuridão
Você é verão é praia
Você é feito de agua de sal e cevada
Você é muito mais que rosto bonito
Muito mais do que você possa imaginar
Você é vento sem direção e chuva de verão
Você é vibe que contagia
Você é a cor preferida, a cor do sol nascendo e se ponto em dias de verão.
Você é mares que vem para o bem
Você é verão
eu sou o mar em uma noite escura, profundo e solitário, apagado pela escuridão da noite. a margem são meus limites e prisões.
E a lua que me ilumina me forma e guia minha maré é ela.
Mas ela se foi e fiquei na escuridão apagado sem minha luz.
Enquanto andava na praia, fui materializando Deus através do meu pensamento:
As ondas do mar... eram Deus.
No céu escuro, as estrelas... eram Deus.
Com os pés na areia - vida... era Deus.
A brisa do vento suave... era Deus.
A dádiva foi grande ao distinguir Deus em tudo que é simples, belo e gratuito.
Como um barco me lanço ao mar.
Mar de amor.
Amor de amar.
Como um barco naufrago nesse mar de solidão.
Mar e tormenta, que em saudades, afoga o meu coração.
Mar salgado
Nas marés tenho te lembrado.
Maré que me traz à boca um gosto amargo.
Mar de águas gélidas em que o meu pensamento se afunda.
Águas que, a minha felicidade, com tristeza inunda.
Perdido, no fundo frio, me encontro na escuridão.
Das fossas, a mais profunda, é certo; a solidão...
"Eu queria, que a nossa história, tivesse sido escrita na areia, à beira mar.
Pra quando as mazelas da vida, abatesse sobre mim, uma leve onda, do meu eu, pudesse te levar.
Queria que as marés, levassem as lembranças de nós dois, levassem o meu amar.
Parece, que estou no fundo desse oceano de indiferença, pois, me falta o ar.
Não posso respirar.
Se fora do meu eu, meu amor, e deixara-me, apenas, o meu amar.
Dor imensurável, creio que nem mesmo, o próprio Deus, possa me curar.
É a famosa dor de amor, dor de amar.
Mas tudo bem, sei que buscará.
Buscará pelos rincões, buscará nos beijos, nos abraços, mas é certo; não me encontrará.
Infelizmente, o que vivemos, vive em meu coração e me tortura, cada batida, cada pulsar.
E que Deus perdoe meu desejo, o meu sonhar.
Mas eu queria, amor meu, que a nossa história, tivesse sido escrita na areia, à beira mar..."
"Bailei só, à beira mar.
Éramos apenas eu, as lembranças de nós e a fogueira fraca, à crepitar.
Bailei só, à beira mar.
Bailei, mas eu queria mesmo, era estar contigo, a amar.
Bailei só, à beira mar.
O tempo urgia, e a brisa leve, me trazia as lembranças de ti e minh'alma insistia, em me maltratar.
Bailei só, à beira mar.
Roguei perdão ao Deus, pelo bailar; em meu âmago, só ele sabia, que eu queria mesmo, era me afogar.
Nas ondas, me lançar.
Na vã esperança, de que as lembranças de nós, elas pudessem levar.
De súbito, senti em minha face, uma lágrima rolar.
Recordei que éramos um, éramos nós, um só sonhar.
Bailei só, à beira mar.
Não sei o porquê, mas a Lua parece assustada, pálida, parece-me chorar.
Lembrou-me, o da face daquela, o corar.
Talvez ela saiba que, vou-me agora, para nunca mais voltar.
Será que os anjos, hão de cantar?
Que as águas do céu e o céu das águas, possam testemunhar.
Que o fundo do oceano, seja meu novo lar.
E que em minha nova morada, eu nunca mais baile só, à beira mar..."
"Talvez, não deveria ter sido.
Deixe-a ir embora, como as ondas do mar, como as águas de um rio.
O que mais eu poderia ter oferecido?
Amor e paixão, foi tudo o que me restara e dei-lhe tudo o que sobrou comigo.
Se em seu peito, ousar me matar, peço-lhe que me enterre, na curva do seu sorriso.
Que minh'alma, pela eternidade, faça do seu abraço, um abrigo.
As vezes, me pego rogando aos céus, implorando pra que tudo seja apenas um delírio.
Amar-te é meu martírio.
Essa solidão é o meu calvário e não sou capaz de suportá-lo, invejo o próprio Cristo.
Hoje, já não existe mais eu, não existe mais nós, o que farei com os apelidos?
Onde jogarei tudo o que fora vivido?
Dai-me pai, um alívio.
Dessa profundidade, um respiro.
Fito as estrelas, lembro o seu nome e faço um pedido.
Duvido muito que o céu atenderá meu pedido.
Mas tudo bem, estou tranquilo.
Talvez, não deveria ter sido..."
Um Crash Econômico Mundial,
é como um Tsunami,
ele se forma em "alto" mar e
você ouve só um rugido, e não sabe
exatamente do que se trata...
Até que uma onda descomunal desaba
sobre a cabeça de todos...
Desconecte do wi-fi,
Encontre o mar de sua alma,
Caminhe sobre as (m)águas,
Mantenha a fé e a calma,
a esperança não vai passar
É o mar...
Quando há vento,
o silêncio é interrompido
pelo cadenciar das ondas
em eterno vai e vem...
Com a tempestade
há a tormenta
e na ausência do vento
a calmaria vem.
É o mar...
Aqueço sob teu olhar que para mim é o sol
que se levanta do mar,
a lua que me dá a luz para na noite caminhar.
A água que sacia a sede de todo amor
que trago e que só com você posso saciar.
Para mim
Trocentos girassóis
circulam como atóis
neste imenso mar de terra
Estou a observar...
O reflexo do que me parece, eu só.
Tantos girassóis sós...
Quantas têm por si, amor maior que nós?
Eu, só
Sol vem, sol vai...
No fim, eu só, só fico.
