Poemas Vinicius de Moraes de Mar
Eu já pensei em desistir
Eu já corri e nem sequer sorri
A minha vida é um mar aberto
No fundo eu olho e vejo um deserto
Cadê as coisas que eu vivi
Onde estão que não estão aqui ?
Nascentes negras de água gelada
Folhagens verdes que se misturam
Ao tom atípico do meu olhar
Na estrada de pedra
Naquela noite de lindo luar
Eu nem sequer sabia se existia
A sensação de flutuar .....
Eu vivi eu sorri
No meio do mundo
E em lugar nenhum
No meio do mar
E No deserto que habita em mim
Eu cheguei eu não vejo um lugar
Eu não vejo um lugar
Eu nao vejo o luar
Eu não vejo teu olhar
Eu acho que quero voltar!
Amar é desfrutar... Mergulhar
Ir bem fundo nas águas do mar
Num instante sair e se secar
De longe admirar e depois voltar
Como um pássaro que constrói seu ninho
Em seguida voa, voa e voa mas depois volta no lar
Entre Flores
Poderia o próprio mar
Nele se banhar?
Poderia a própria chama
Aquecer a si mesma?
Poderia um pássaro
Ecoar lindos cantos
Para alegrar a si próprio
E a outros pássaros?
Poderia o amor,
Que o mais profundo e
prodigioso sentimento,
Amar o próprio amor?
Poderia o Sol
Iluminar o próprio Sol?
Poderia a Lua
Se enamorar de si mesma?
Poderia a Relva
Beneficiar a si mesma,
Espalhando o bem
Como quem espalha vida?
Poderia a nota de uma canção
Trabalhar em favor de outras notas
E a cada novo esforço
Gerar o som, o ritmo, a melodia e a canção?
Caso a resposta seja sim,
Para qualquer uma das indagações,
Então é plenamente possível
Uma Flor olfatear outra.
Edson Luiz ELO
19-07-2018
06:50
Menina de Luz
Menina de luz, sorriso de mar, nos olhos carrega o brilho do luar. Seu rosto, um poema em forma de verão, com traços que tocam o coração.
Cabelos de nuvem, dançando ao vento, cachos que guardam tempo e sentimento. Como uma deusa que pisa no chão, com passos que espalham inspiração.
A pele morena, sol em flor, traz no silêncio um mundo de cor. E quando sorri, tudo ganha sentido até o dia parece mais bonito.
Ela é força, é flor, é melodia, é o que o mundo sonha em poesia. E mesmo sem saber, encanta o lugar, só com o jeito de se expressar.
Fincada na areia eu patinava o mar que serpenteava a areia que era fincada por mim e se abraçava entre meus dedos dos pés. Andava rumo ao norte e estendia a vista à direita enquanto um ou outro peixe pululava entre as quebras das ondas.
E cruzava eu a areia, o mar, o peixe e um ou outro pescador que lançava a rede ao mar, água até à virilha salgada, ou lançava sua vara, fincado à areia -"Boa noite" -"O que se pesca aqui?".
Olhava acima, pipas serpenteavam o céu que devorava o mar que serpenteava a areia. Não eram pipas, mas morcegos presos à linhas seguradas por crianças que corriam e riam esgoeladamente.
A lua cheia banhava a todos, impassível por ter visto tudo. Vez em quando, o farol amarelo de um avião iniciava sua procura no mar até que suas várias agulhas me encontrassem. Pescadora eu, as cravava em meus olhos e o arrastava mar afora até que pousasse em minha nuca.
Me despedia, sem querer ir, mas sem ter mais o que percorrer, fechando os olhos e erguendo queixo acima. Meia volta: -"Boa noite" -"O que se pesca aqui?".
4 de fevereiro, 2023. Praia em Vitória
Impressões do mar
O sol te queimou, o vento te esculpiu, a brisa amaciou tua voz e o tempo te trouxe pra mim.
Faço da minha mente um mar de canções todos os dias, por isso as canto em palavras compartilhadas para soar como um passarinho barulhento na chuva lá fora.
Cada palavra dita sou eu, como um pássaro a gritar.
Compartilhar é inspirar.
Pois digo eu: é fazer da minha canção, lida por outros, pássaros aprisionados, capazes de gritarem na chuva
Acaba pandemia, quero viajar e ver o mar.Beber alguma coisa para relaxar.
Fazer novas amizades e conversar à vontade.
Experimentar uma culinária diferente, uma trama envolvente e proporcionar um calor bem ardente.
Vem a Chuva
Vem a chuva, vem a água do rio, água do mar, todas águas, mas todas diferentes. Cada uma chega e vai, mas cada uma faz seu caminho e segue seu rumo. A água escuta sua essência e vai rumo ao que seu “coração” manda. Escuta pedras, negocia com rochas, dialoga com a terra, enfrenta barreiras, olha estupefata as regras criadas para fantasiar sua sensação de segurança e propor que matematicamente se encontra a felicidade. As pedras, rochas, terras, barreiras amigas e amigos insistem que se empoce e se guarde, não se arrisque, aguarde, mas ela sabiamente, presa por um sistema lógico, simplesmente evapora seguindo seu “coração”. Evapora e retorna pela chuva que vem e alimenta o rio, a nascente, o mar e segue seu caminho, seu “coração”, pois a água é feita de felicidade pura e só é pura por perceber que sua existência feliz vem de dentro do seu “coração”. E assim escuta, negocia, dialoga, enfrenta seguindo seu rumo, relacionando com tudo, gerando felicidade pura onde passa e vai deixando pequenos pedaços que ao evaporarem se juntam e voltam para partir novamente. Mas o que tem haver o coração com a água perguntou a mente incrédula no que lia e a água respondia que era ele que permitiria à mente entender aquelas palavras embaralhadas como pingos que escorrem para lados e lugares diferentes. E isto se dava por que o coração possuía a água mais importante da vida, aquela “água” vermelha que circula e segue seu rumo, negocia com veias, dialoga com artérias, enfrenta órgãos e sabe que a única regra é levar a vida, a felicidade e retornar ao coração para se juntar e partir novamente.
" Construímos castelos
majestosos, imponentes,
à beira mar
onde as ondas da vida vêm e
essa história todos conhecem...
Do que você gosta?
de uma aposta?
do vento, no olhar?
do mar?
Por que não gosta de mim?
bem assim, como sou
um pouco canalha
com toda minha tralha
e versos para iludir
por que quer me mudar?
só, acredito que sou o melhor
então pergunto pela última vez
por que você, não gosta de mim?
Sonhei com você
Estavamos a beira mar, num belo pôr do sol, as ondas eram músicas aos nossos ouvidos,
Abraçadinhos e sentindo o frescor da brisa nos tocar, mas o calor de nossos corpos nos aquecia equilibrava aquele momento que era único e mágico
Entrelaçada no seu corpo, encontrei meu refúgio, conversávamos sobre novo futuro e o quanto tínhamos ainda que viver
Enfim! acordei amando ainda mais você.
Você me mostrou o Mar,
Eu te mostrei a Lua,
Você me falou do Mar,
Eu te falei da Lua,
Quando fechei os olhos ,
Lá estávamos em uma ilha...
A Lua sorrindo pro Mar ,
O mar sorrindo pra Lua,
Eu já estava nua, pronta para mergulhar no Mar,
Você com o sorriso bobo, dizia...
Há Mar...
E na imensidão das águas, mergulhei,
E de perto teu sorriso eu ouvi, parecia um sussurro, o soprar do vento, como um beijo leve, tão leve como um pensamento.
Acordei, e por um instante senti viver tudo em um único momento,
Olhei para céu e lá estava a Lua, sorrindo e desejando o Mar.
Me falou baixinho,
Não tem como mergulhar em águas rasas quem quer ir "á Mar"...
Menino do Mar
Na vasta areia, sereno e sujo, juntando as pedrinhas que vinha do mar, o jovem garoto olhava o horizonte, seus olhos brilhavam e encantava o lugar. Contava ao vento os seus pensamentos, criando histórias com a imaginação, enquanto escrevia em um pequeno papel, palavras importantes, refrão por refrão. - Porque está sozinho pequeno garoto? ''Será que uma criança vai saber falar''. - Não sei o motivo de estar sozinho, quero achar um jeito de poder voar. ''Não entendi nada, senti sua inocência e rapidamente ele perguntou''. - Se eu sentar nas nuvens posso ver de perto brilhantes estrelas que pro céu voou? - Talvez se você pedir ajuda a lua, descubra um jeito de como alcançar, quem sabe por escadas, até uma corda, um trem flutuante, com balões de ar. A simples criança me olhou confiante, talvez minhas palavras pudessem ajudar, pegou sua caneta e escreveu no papel e disse que um dia iria tentar. - Você deixaria ver o que escreve? - Você me ajudou então posso deixar. Peguei a cartinha e li bem baixinho os versos daquela criança do mar.
''Mamã e Papá, esto a pocura di achar um jeto di podê voá, a vovó me dise qe viraram estelas, colado no céu voces sempe vão ta, eu amo voces e esperem qe um dia eu vou achar um jeto dai alcançar, vo faze uma lista e achá um jeto, me esperem qe chego, ta.
- pulando
- agarrando no pasarinho
- pedindo as asa pa meu anjinho potetor
- subi na avore
- pedi ajuda a lua
- escada
- ou coda
- balao de a
- trem voador''
A vó do garoto chamava-o de longe, pegou sua cartinha e ali partiu, de costas corria feliz, não sabia, que dura escolha você decidiu, achar um motivo ingênuo, difícil, sua pura inocência iria o guiar, nada eu falei, nem mesmo tentei, a única coisa que fiz foi chorar.
Jogaram um pedaço de papel
Na dança das águas desse mar
A folha sobreviveu
Apenas pra contar
Que as letras escritas dissolveu
Pedaços, sumiram junto ao mar
A imagem sobreviveu
Apenas pra eu cantar
Aquela canção que estava lá.
Vou vasculhar no céu, princesa
Buscar em alto mar
O teu sorriso doce, feito mel de abelha
‘’Popotizar no teu olhar’’
Se fosse num pedaço de papel
Sê não iria velejar no ar
Por isso eu escolhi pintar o céu
Pra ele refletir em todo mar
Não sou dono sol, nem sou herói
Mas a magia é verdadeira
Me espera, só um pouquinho
Que já chego ai,
Minha princesa
Vou vasculhar no céu, princesa
Buscar em alto mar
O teu sorriso doce, feito mel de abelha
‘’Popotizar no teu olhar’’
Deixa eu te falar que você tá
Comigo em todo lugar
Na foto na carteira, no anel de feira
Oh menina meiga, sê é meu luar
Me dá calor, segura minha mão
Vamos buscar o que livro diz
No trilho do arco-íris
De metrô até as estrelas
Caçar comigo, juntos ser feliz
Vou vasculhar o céu
Vou vasculhar no céu, princesa
Buscar em alto mar
O teu sorriso doce, feito mel de abelha
‘’Popotizar no teu olhar’’
Suas Asas
O cheiro do mar me abraça
E o silêncio canta melodias
O vento colore os pássaros
Que no ar escrevem poesias
As árvores se unem as estrelas
E juntas começam dançar
Parece que o mundo inteiro se uniu em meus olhos querendo brilhar
As flores voaram pro alto
E as folhas um caminho formou
A chuva que cai me arrasta
Meu frio já até sente calor
Eu sinto minha alma em meu peito
Vejo o amor cristalizar
Formando uma joia de sonhos
Que vivos querem despertar
Me empreste suas asas meu anjo
A lua preciso alcançar
Vou pedir que conte uma história
Ouvindo o universo cantar
Me empreste suas asas meu anjo
Foi a lua que me chamou
Preciso chorar em seu colo
Ouvindo ela falar de amor.
Motivo
Perdi a alma no céu
A emoção sumiu no mar
O calor perdeu a cor
Meu corpo sumiu no ar
Vi a vida colorida
Levemente desbotar
Procurei no vácuo espaço
O sentido de me achar
Não quero correr do sol
Nem me esconder do luar
Só preciso de um motivo
Pra agir, sentir e durar.
No balanço do vento,
Nas águas do Mar,
No calor do Sol,
Expresso-me na linha curva preciosa....meu sorriso no olhar!
Sempre estarei onde o vento levar,
A luz chegar,
O som das ondas do mar,
Sempre estarei,
No caminhar sereno,
Dos sopros pequenos a
Se agigantar,
Na brisa,
Do infinito lugar,
Que guarda os segredos mais bonitos do meu coração fluido de amor.
Sempre irei chegar,
Na chuva,
No ar, num infinito lugar!
Sei que estou indo,
Partindo, fluindo na beleza
De simplesmente amar,
Sempre irei chegar,
No sol bem iluminado,
Do verde cuidado,
Das árvores a dançar,
Plantadas na terra deste jardim bonito,
Que guarda suspiros do meu sincero olhar!
Giovana Barbosa
