Poemas Vazio
Aí... eu fecho os olhos... respiro fundo... e me pergunto: por que tenho de ser sempre tão forte assim!?
Só o eco vazio de sentido me responde: porque sim, porque sim, porque sim...
'porque sim não é resposta' penso de mim pra mim.
Quem sabe o que acontece se eu deixar de ser forte só um pouquinho assim? Um tiquinho de nada... não vai mudar nada em mim.
e...
deixo as lágrimas correrem livremente... e elas, soltas e livres, libertas da vergonha de deixar que as vejam pela minha face rolar, choram todo o choro que eu insistia em guardar.... alivia-se a minha alma... tudo ao meu redor se acalma...
um tão pequeno detalhe... e aí eu me pergunto: por que nunca me disseram que pra chorar tem de ser forte?
e você!? "e quantas vezes você riu de algo que te magoou pra fingir que não te afetava?" era pra chorar, mas você não chorava... é, Renato Russo.... eu!? centenas de milhares de vezes... sei me fazer forte... sei sim.
PS: Mas isso só fez mal mesmo pra mim...
Bons frutos
Um céu mortiço... mergulhado em trevas e fumaça.
O que pensas?
Talvez seja melhor deixar ficar no pensar.
Mente clara...
ou meio nublada...
mas não de tudo a mais destacada.
Muita coisa... o melhor a fazer é deixar bem guardada.
Semente...
Germina com calma e completamente.
Espere a água...
aguar e aguar...
Não vá até o rio.
Um solo fértil...
Raios de Sol
também são feitos para por eles aguardar.
Germinar e germinar...
O resto é puro vazio.
Impeça-se de se destacar.
Faça com cuidado a sua parte
Vá com atenção por toda parte.
Frutos bons, sim, sempre dar.
O resto?
O resto... deixa a vida levar.
Último olhar
O teu último olhar tocou no tempo ao ponto de abrir uma porta importante do nosso passado,
Deixamo-nos ir mas é presente a necessidade do peito chiar baixinho pedindo por você,
uma pipa foi solta, porém a linha continua a deslizar nas minhas mãos,
pensar demais numa noite tão curta é uma apropriação indevida do querer, apenas os corvos e os morcegos consigo ver através da iluminação da lua sem imaginar que são mais uma mera ilusão,
eu carrego um universo comigo e por um bom tempo ele foi vibrante e poderoso e se no meu universo não estiver você ele será apenas um espaço vazio.
Nas sombras
Entre vaidades, o narcisismo,
Entre prazeres tão passageiros quanto o trem bala, o futuro sem chão,
de fato a o vazio e a existência apagada.
Tênis novo...
Depois que comprei um tênis novo de corrida, venho obtendo mais sucesso na fuga da solidão.
Esperei tanto pelas atitudes, idealizei tantos momentos, quase me esvaziei no vazio. Portanto, convicto de abandonar a pouca esperança em relação a nós que me restava, resolvi dar adeus a Paris, adeus a Santorini (Grécia) e a outros belos destinos que nos esperavam.
Depois de um tempo, decidi caminhar forte com a alegria, a paz, o equilíbrio e um novo jeito de respirar a "esperança". Comecei a deixar para trás a angustia e outros questionamentos.
Hoje uso um tênis com o poder de anestesiar as dores, ele me da impulso para correr cada vez mas sentindo alívio e ao mesmo tempo me proporciona mais garra e alta performance para eu alcançar os meus objetivos.
Bora mochila!
Mais um par de meias colocado na mochila, acordei com uma vontade de desbravar o mundo em busca do que me faça bem.
Quero ser guiado por sorrisos, quero me abastecer de abraços, quero me achar nos olhares mais bonitos deste mundo.
Dizem que o tempo cura tudo, prefiro acreditar na força de se manter viajando para afastar os males assim como se alimentar daquilo que trás felicidade.
Chega de papo com o vazio, já prometi minha trégua momentânea com a solidão, ela acreditou mesmo que era só uma trégua! fiz com os dedos cruzados.
Bora mochila! Adeus casa, adeus passado!
Perdas e ganhos
Por vezes sozinho me achei, revi meus valores, controlei meus anseios,
no silêncio do meu eu encontrei o inesperado uma paz interior, juntei o passado com a saudade e deles fiz um belo quadro,
olho para o vazio e no final da sua linha racional me deparo com a escuridão e sinto pena da sua fraqueza por não ter mais forças para me afetar.
"Nada na mente trancada
Nenhum pensamento bobo
Ninguém na memória vazia
O sótão silencioso
Na casa forte da mata
Finalizo o que foi meu jogo
No nada enfim eu me isolo
Amigável como um lobo."
LORI DAMM - AMNÉSIA
Destruição sem fim
Antes eu sentia amor por tudo
Pela vida, por você, pelo futuro...
Hoje já não sinto mais
Serão esses tempos brumais?
Minha vida perdeu o sentido...
Não quero continuar existindo
Não enxergo solução
Para essa situação...
Meus sonhos do passado
Se perderam neste espaço...
Vago na escuridão, no vazio
Buscando explicação
Para toda esta destruição...
O ser humano me entristeceu
Com sua ganância e ódio
Se perdeu...
Não quero fazer parte
Deste massacre...
Não suporto mais viver assim...
Nesta destruição sem fim...
Calma, respira...
Vamos lá velho coração, hora de acorda
Você era tão vermelho e lindo...
Por que está cinza?
Igual as tv dos anos 90, preta com branca e falhas
Não iríamos mudar o mundo?
E sempre ser diferente?
Por fim, no mundo a vários corações,
eu aqui sofrendo por uma,
Lá vamos nós deitado no velho colchão,
Vendo o brilho da lua refletindo na janela,
Tentando entender o,
por que tantos arrependimento,
Sou apenas um cara tentando ser diferente,
não mereço,
O vazio anda me consumindo,
sinto que irei ter um colapso com a ansiedade,
Calma, respira...
Foram apenas dias ruim,
O meu velho cachorro está deitado na sala,
E eu aqui precisando de um velho abraço,
Nessa madrugada fria.
Ele, às vezes, sente-se S ozinho,
mas com um O lhar atento
pra ser mais uma L uz
no seu próprio caminho,
I ntensos são os seus sentimentos
e tenta D ivergir do vazio
tratando-se com A mor e esmero
buscando um agir O portuno e sadio.
Varanda
Na varanda sobre a rede verde oliva
Descansa o corpo cansado do homem
Que sobre ela observa o céu nublado
Do mês de janeiro tão esperado
Na boca o doce refrescante sabor
De morango derrete ligeiramente
Sobre o vento que bate sem nenhum pudor
Deixando sobre as mãos apenas o vazio.
A PRECE: Genuflexão da Alma diante do Eterno.
CAPÍTULO IV
A prece não é apenas o murmúrio dos lábios ou a repetição de fórmulas já gastas pelo hábito. Ela é sobretudo a genuflexão da alma, uma inclinação silenciosa do ser íntimo diante da grandeza infinita do Criador.
Léon Denis, em suas páginas de suave elevação, recordava que a prece é o fio invisível que nos liga aos céus. Não se trata de um gesto exterior, mas de um movimento interior: quando o coração se curva em reverência, o espírito se ergue em luz.
A ciência dos Espíritos, revelada por Kardec, confirma esta verdade. A oração é força viva que, partindo de nós, percorre o espaço como onda sutil, alcançando aqueles a quem desejamos consolar, socorrer ou agradecer. Não se perde uma súplica; todas encontram ressonância nos planos espirituais, onde inteligências superiores as acolhem e as transformam em bênçãos.
A prece não muda as leis eternas, mas transforma quem ora. Modifica o ânimo, pacifica os sentimentos, ilumina o pensamento. O homem que ora abre as portas de sua consciência para que a esperança o visite, e, nesse instante, o desespero cede lugar à serenidade.
Assim, a prece é diálogo da criatura com seu Criador, ponte invisível entre a terra e o céu, eco da eternidade no íntimo do ser. É a genuflexão mais pura: aquela que se faz não com o corpo, mas com a essência imortal que somos.
Pois, quando o coração se recolhe em oração sincera, o próprio universo parece escutar, e Deus responde em silêncio, pelo alívio que desce, pela coragem que renasce, pela paz que se instala.
Você sempre, e para sempre, estará presa em meus olhos. E não há liberdade que eu deseje para este olhar. Pois em cada piscar, em cada instante em que o mundo passa despercebido, é você quem preenche o vazio, ilumina os recantos da minha visão.
É uma prisão onde a única sentença é o amor, onde o único consolo é a sua imagem, que dança entre a luz e a sombra das minhas lembranças. Não importa o tempo, nem as distâncias: cada detalhe seu vive em mim, guardado como o mais precioso segredo que meus olhos jamais se cansarão de ver.
Efluir
Fosse tristeza só minha, choraria, mas é de meu corpo, das juntas a alma, mais que o sangue.
Fosse sangue só meu, morreria, mas é da vida, pobre vida, esvai-se em sangue, agora, também em lágrimas.
O QUE É VACUIDADE DA ALMA HUMANA?
É o estado natural da Alma Humana, estado 'EU SOU' ou estado 'VAZIO', que não implica ser algo nem ser isso ou aquilo, mas simplesmente 'SER'.
É o estado 'ZERO' que serve de base para a ocorrência de qualquer outro estado da Alma Humana, o 'ZERO' das 00:00 horas e o 'ZERO' das 24:00 horas de um dia, ou seja, é o estado Inicial e Final, o Princípio e o Fim, o Alfa e o Ómega.
É o estado da verdadeira Liberdade no qual a Alma Humana existe em Pleno Desapego e Consciência Plena.
Portanto,
Vacuidade da Alma Humana é um estado em que a Alma se sente 'NADA' e 'TUDO' ao mesmo tempo.
Estamos vivendo em tempos de profunda superficialidade, onde o espetáculo devora o sentido e nos priva da pausa necessária para existir. A sociedade do cansaço exige um desempenho extenuante, enquanto a validação momentânea alimenta ansiedades que ficam sem nomear. A violência, tanto física quanto mental, molda relações e silencia almas, fragmentando aquilo que poderia ser inteiro.
Nossas interações se transformaram em vitrines e nossos afetos, em mercadorias. Nas redes que prometem conexão, encontramos distância; na busca por relevância, nos perdemos de nós mesmos. Vivemos no teatro do vazio, onde tudo parece urgente, mas quase nada é essencial.
Resistir é um ato de coragem e cuidado. Precisamos reencontrar o silêncio que nos reconcilia, o olhar que acolhe, a arte que inquieta e a palavra que nos devolve ao real. Só assim poderemos escapar das armadilhas do espetáculo e resgatar a integridade de quem realmente somos.
Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém (pre)enche. E penso e repenso e trepenso em você por aí.
Meu peito doeu por conta do vazio que eu sentia só de pensar no assunto. Era difícil me manter firme e não me trair...
