Poemas Vazio

Cerca de 7167 poemas Vazio

Insônia

Silenciosa vem a noite
E no vazio das horas
Tua presença se impõe
Porque eu ainda sonho...

É tudo o que a noite me permite,
E ao contrário do tempo,
Eu tenho os meus limites...

E a noite silenciosa apenas diminui
O que eu pensava vasto,
Deturpa o que eu julgava casto,
E o que eu pensava edificado, rui...

A noite silenciosa habita em mim,
E quando chega a manhã,
A noite continua,
Sem lua, sem estrelas, sem luzes...

A noite sou eu,
Com todas as ausências, todas as ausências...

Inserida por tadeumemoria

Poema do olhar vazio
Autor: Tadeu G. Memória

Ainda terei longas noites
Para lembrar-te o olhar
E nos momentos de saudades
Escreverei poemas...
Provavelmente mencionando
Ansiedade de horas intermináveis e vazias
Por desalentos e descontentamento...

Escreverei poemas...
Impróprios, secretos e insanos
Relatando com minúcias
Essa intimidade lasciva e indecente

Escreverei poemas...
Insípidos, amargos, amargurados
Pela solidão e o abandono

Escreverei poemas...
Como um álibi a essa cumplicidade
Insensata e viciosa
Que me aprisiona como refém
De prazeres mórbidos...

Escreverei poemas...
Como uma compulsão
Como se isso detivesse a hemorragia
De desanimo e desencanto
De longas noites de insônia
Que me trazem o teu olhar vazio...

Inserida por tadeumemoria

condor

O trigésimo andar me seduz
Salto livre no vazio,
Talvez me torne passarinho,
A vertigem é mais que adrenalina,
Talvez traga um crepúsculo só para mim...
O condor já foi homem um dia,
O homem um dia já foi condor,
Então se jogou do penhasco,
Flutuou até o horizonte,
E guardou o sol atrás da colina...
Na paixão o homem volta a ser condor,
Mas esquece que já não sabe voar,
E quando surgem ressentimentos com dor,
Com dor o homem não consegue flutuar,
Então esta queda no vazio,
Do azul do firmamento,
E nas estrelas do olhar da menina
Até achar o horizonte, o ocaso e a colina
E redescobrir o condor que há em mim...

Inserida por tadeumemoria

Os sonhos são como pássaros,
que preenchem o vazio na alma,
a esperança é como a brisa,
que alivia os corações dos desvalidos...

Inserida por tadeumemoria

QUASE
Quase nada é esse vazio,
Esse fenecer, esse desfalecer,
Quase nada é esse Quasímodo
Emergindo do lago,
Qualquer que seja o motivo,
Quase, não chega a ser imperativo,
Quase não é um quasar,
Um buraco negro, um negro no buraco
Um jaguar, qualquer jacaré
Quase um beijo,
Não é uma história de amor ...
Um percevejo,
Quase que eu não percebo... quase.
Esse vazio é um cadafalso,
Quase um falso, em cada palavra
E a corda aperta o pescoço...
Até que eu flutuo
Insustentavelmente leve, quase brisa...

Inserida por tadeumemoria

faz um vento frio, tão frio...
daqueles que tira a noção,
sinto um vazio mais vazio
que a própria solidão;
talvez isso seja não ser mais ninguém,
talvez eu seja exatamente isso,
este não ser exatamente nada,
mas este frio é um sinal
de que enquanto eu sentir esse vento
uma força superior conduz esta nau...

Inserida por tadeumemoria

⁠A solidão me deixou tão só, me abandonou sozinho
me deixou perdido no teu olhar vazio
a solidão me abandonou sem horizontes,
sem pontes que eu acreditava na tua presença,
a solidão me deixou assim, sem começo e sem fim
sem nenhuma razão pra acreditar no amor...

Inserida por tadeumemoria

⁠Eu, a Caneta e o Vazio

Sempre achei que a razão pela qual escrevo era colocar meus sentimentos em palavras — assim, sem compromisso, sem obrigações. Só para me sentir liberta de algo que talvez eu guarde sozinha, para mim.
As palavras foram a forma que encontrei de não me afogar em sentimentos desorganizados.

Mas hoje está tudo uma bagunça.
Misturei obrigações com minhas poesias.
Gastei palavras demais porque alguém, um dia, me fez acreditar que eu devia essas palavras a ela.
E hoje, me faltam palavras para expressar o que sinto.
Mas eu não julgo — a escolha foi minha.

Hoje, vivo com as consequências.
Consequências da escolha de, um dia, ter colocado alguém acima de mim.
Estou me afogando —
Afogando na insatisfação de minhas frases e textos não superarem minhas expectativas como antes.

Inserida por yasz

⁠
Paixão Anestesiada

Sempre fui instável,
anestesiada,
um corpo ausente,
um peito vazio.

Nada me tocava,
ninguém me incendiava.
Até que você surgiu,
e meu corpo ardeu em chamas
quando se fez presença.

No começo,
você era tudo o que eu sonhei,
uma versão moldada pelos meus olhos cansados,
pelos desejos que eu escondia até de mim.

Atração fatal,
que crescia em silêncio,
se tornava paixão
sem que eu pedisse.

Eu te desenhei,
mais de uma vez,
como se os traços pudessem conter
o que eu sentia.

Escrevi cartas disfarçadas,
deixando pedaços do meu coração
nas entrelinhas,
esperando que você soubesse ler
o que eu não dizia.

Mas hoje,
me sinto boba.
Porque tudo o que enxerguei em você
eram só ilusões,
ecos de momentos mínimos
que jamais definiram quem você foi.


eu só queria ter enxergado antes.

Inserida por yasz

⁠A coisa mais abundante que existe.

Eu sempre tentei preencher o vazio, nunca me dei bem com folhas brancas e com o silêncio, nunca me dei bem com o vazio e com o espaço, sempre me encantei com as estrelas.

Eis que me peguei pedindo abundancia e de repente me veio o vazio, para mim abundante era o conteúdo, não o espaço.

Eis que me peguei pedindo abundancia e de repente me veio o nada, para mim abundante era o movimento, não a parada.

Eis que me peguei pedindo abundancia e de repente me veio a distancia, para mim abundante era a companhia, não a solidão.

Eis que me peguei pedindo abundancia e de repente me veio a calmaria, para mim abundante era a música, não o silêncio.

Quanto tempo levou para eu valorizar o espaço
Quanto tempo levou para eu valorizar o nada
Quanto tempo levou para eu valorizar a distancia
Quanto tempo levou para eu valorizar a calmaria

Quão valioso é o espaço, a parada, a solidão e o silêncio, afinal é só no vazio que há espaço para o novo, só no silêncio há espaço para composição, só na solidão se consegue ouvir a si mesmo, só na calmaria mora o tempo necessário para as boas decisões.

Hoje escolho adotar o silêncio como música, o vazio como criador, a solidão como solitude e a calmaria como conduta.

É na abundancia do vazio que mora o mar de possibilidades a serem preenchidas pela criatividade que nos foi divinamente entregue e que por tantas vezes eu neguei buscando preencher por não saber me fazer companhia e não ouvir a musica dos meus próprios pensamentos que só toca no silêncio.

Em nosso peito mora uma lagoa nesta lagoa mora a “intuição” que é o sopro que nos direciona pelo caminho, mas a tal "intuição" só consegue falar com a gente com grãos de areia, como ouvi-la em águas barulhentas e agitadas?

Ouça seus grãos de areia, vou ouvir os meus.

Inserida por rafael_regis_somera

Você já sentiu um vazio dentro de si? Você já sentiu?
Como se o mundo inteiro desabasse em cima de você.
É como estou me sentindo agora.

Inserida por sarahcastello

⁠Pr'os outros, eficaz
Aqui dentro, um vazio
Pr'os deveres, um Apraz
Pra dormir, um Rivotril

Conquistei alguns diplomas
Mas meu peito ainda dói
Nele há cortes, hematomas
E finjo que não me destroem
Eu finjo que não me destroem

Inserida por hellyeahmusiccompany

⁠Os caminhos de luz levam ao vazio insondável
E oferecem apenas veneno para os olhos doloridos

- Weight of the Sun

Inserida por hellyeahmusiccompany

Abstinência

Há um vazio de mim mesmo
Rondando por aqui…
Algo que eu não costumava sentir.

Acabaram-se as prioridades.
Tanto faz igualdade ou desigualdade.
Um buraco no meio peito.
De esponja sou feito.

Não sei se falta em mim
O que sobra em você.
Dói em mim algo que não tenho…
Como é possível?
O coração dispara se penso em você.
Falta-me o ar se penso em você.

O que falta em mim…
Você pode devolver pra mim?
A tranquilidade do meu coração.
E mais… ele completo, por favor,
e… ainda, deixe-me sempre com ar por perto.

Essa abstinência de você está me matando.
Essa abstinência de mim, me dilacerando.
Essa dor fantasma está me consumindo.
Sinto-me sumindo… o coração… a mão… o braço…
De pouco em pouco… vou-me despedaçando em mil pedaços.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Minha solidão

Parecia minha aquela solidão
Era um vazio tão profundo,
um andar tão só no mundo,
um tormento de isolamento.
Parecia minha aquela solidão...
Vinha sempre tão sozinha,
só acompanhada de seus fantasmas
só com coração repleto de solidão.
Só, sozinha em sua solidão,
só queria que alguém na multidão
estendesse
pelo menos uma vez a mão...
e lhe tocasse o solitário coração.

Inserida por RosangelaCalza

⁠(Des)iludida

Um abismo interno.
Um vazio cada vez maior.
Sonhos que não se concretizam.
O amor que de ilusão não deixa de ser.
Pra que correr...
nas calçadas da fama da vida
em busca de guarida?
Nada nos pode dar acolhida.
Nenhum amparo, nem abrigo.
O vento frio... um açoite.
Nesta gélida noite.
Um vácuo interminável.
Meus gestos não encontram eco.
Viver se tornou abominável.

Inserida por RosangelaCalza

Esse vazio em mim

⁠Há um vazio de mim mesmo
Rondando por aqui…
Algo que eu não costumava sentir.
Azuis celeste, turquesa... qual é a cor mesmo deste amanhecer?
Há nele alguma coisa de neon policromático.
Nada apático.
É o astro-rei que espia lá longe na linha do horizonte...
Saiu de seu cárcere de solidão
E vem alegremente alegrar milhares de corações.
Colorir aquarela de mil cores cheias de emoção.
E eu?... Bem, eu me espero.
Sei que é preciso tempo para reaprender...
Vou de novo do novo me preencher.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Vazio entorpecido

As portas inertes.
As venezianas fechadas revelam a casa vazia.
Esteve tão cheia um dia...
Os risos dos pequenos.
As luzes acesas.
O cheiro de café.
Os belos quadros nas paredes.
Os cafunés.
O bolo quentinho no lanche da tarde.
As flores na mesinha da sala.
Os livros nas prateleiras.
O chiar da chaleira.
Hoje só um jeans surrado num canto esquecido...
O resto cheio de um vazio entorpecido.

Inserida por RosangelaCalza

Amore mio,
vem preencher este vazio...
vem me trazer a felicidade
deste lado da cidade.

Amore mio,
vem me buscar,
estou aqui a te esperar
olhando o infinito mar.

Amore mio,
questa città é triste,
é vazia...
é completa escuridão
quando nela tu não estás.

Inserida por RosangelaCalza

Meu abismo interno
... um inferno...
é eterno.
um vácuo... um vazio
não há eco.
Oco... tudo em mim é oco... louco.
Insano esse nada interminável... sem planos...
esse vazio intragável
essa dor insuportável...
meu abismo interno...
tamanha falta de ar...
pode o vácuo me fazer chorar?
Diga-me quando essa madrugada fria, vazia vai terminar.
Vou eu quando de novo calmamente poder respirar?

Inserida por RosangelaCalza