Poemas Vazio
Todos os dias por volta das 18 horas meu coração aperta e sinto um nó na garganta. O único lugar que desejo nessa hora é estar na nossa casa. Poder ter você por perto. Tomarmos café juntos. Assistir o jornal da Record ou SBT. Depois as novelas bíblicas. Ao final deitar ao seu lado e adormecer com vc. A falta de ter isso com você arrasa com minhas noites. Nunca me acostumei com a cama vazia e seu lugar vago ao meu lado.
Quando todas suas ações são regidas por "por quês", seu mundo não gira fora do "e se". E quando não temos nada além de dúvidas, o vazio é tudo que nos resta.
Muita gente sente que algo está faltando em sua vida – algo que o dinheiro não compra – e que esse é o motivo de sua infelicidade. Essas pessoas tentam preencher o vazio com bens materiais que conseguem ver, sentir, tocar. Mas a sensação de vazio não vai embora. Ela diminui um pouco até a situação piorar de novo.
Cansei de tudo, vou tentar fazer poesia, Talvez meus questionamentos lhe convenha,
se pá minha duvida é tão profunda quanto a tua
O que é difícil, tanta gente rasa e eu um mar que flutua
Abre o insta ai pra gente postar um story, a cada foto sua é mais um que morre
Alô?
Teu vazio existencial disse hello, também disse que os likes não vão tirar ele daqui não, falou?
Ficou confuso? Que pena, gente de mente pequena, não vê que a maldade lhe envenena, fazer o que, é o sistema.
Eu sempre admirei a lua e sonhava ser astronauta pra conquistá-la;
Seu brilho me seduzia e sua atração me encantava;
Parecia tão pequena e considerava morar por lá;
Me lancei criando expectativas e ganhando distância do planeta onde nasci;
Mas quando cheguei, não soube construir algo com o que ela oferecia;
Era bem maior do que eu imaginava e não conhecia sua parte escura;
Todo ar que levei não era o bastante para manter o fôlego nela;
Entrei em pânico e corri desesperadamente por muitos quilômetros;
Ao cansar, deitei-me no chão e olhei para a imensidão do espaço;
Refleti e notei que haviam milhares de outras estrelas cintilando ao redor;
Percebi que a energia da lua era inestimável e tinha uma finalidade muito específica;
Fiquei preso nela por algo que eu mesmo criei e não por aquilo que ela mostrava;
O que eu vinha dela, não era um presente pra mim, era uma dádiva pra todos;
Chorei frustrado, mas satisfeito pelo que vivi no tempo em que estive ali;
A sua longa experiência ignorou meus pensamentos e friamente me disse adeus;
Ela não se expressava, não me olhava e não retraía minha saída;
Mas parti com uma história que, ao menos pra mim, foi mais que especial;
Coloquei-me de novo ao vazio, vagando e buscando propósito para outra viagem.
Hoje me olhei no espelho
e não me vi mais
não me lembro mais de quem sou
nem de quem fui
vi apenas tristeza e saudade
daquela felicidade que botei
naquele bolso e guardei
no fundo dos meus sonhos
esperando alguém encontrar
porque não está mais em minhas mãos
fiz a escolha de dividir e não somei, sumi
abandonei a idéia que antes construí
com outras escolhas impensadas
de quem não deixou de ser criança
mesmo depois de seus trinta e poucos anos
e nenhuma luz de consciência sobra
de um ser que não vê luz em lugar algum
só resta pedir a Deus clemência
em meio a um mundo de demência
que o pouco ser que é ainda lhe reste
e não lhe sobre tanto dissabor
''É difícil de se questionar
Ou sentir a direção do vento
Mas é a hora de encontrar um lar
E enterrar meus olhos no espaço.''
E num piscar de olhos, o dia vira noite, os pulmões se enchem e esvaziam repetidas vezes, como um sinal de vida, respirar. Os ouvidos se aguçam no silêncio da madrugada banhado pelo tilintar das gotas de chuva batendo na janela e, por incrível que pareça, consigo sentí-las em mim, cada gota gelada e cheia de dor escorrendo pelo meu rosto triste. E como de praxe, me pergundo: Por que? Por que meu sentir exige dor, e choro, e lamento, e saudade, e lembranças... Por que?
Me dou conta que o dia começa ao pôr os pés no chão frio do quarto, no banho gelado, melancólico e totalmente sem graça, na roupa amassada, no café mal tomado, na rotina miserável. No fim do dia, cá estou eu, no mesmo quarto de chão gelado, chovendo oceanos de cansaço, chorando sussurros e dúvidas.
No final, o porquê continua a ser uma incógnita, assim como eu.
Carinho, cuidado, atenção. Era tudo que eu tinha para te dar.
Assumo que era pouco, nem chegava aos pés de tudo que
eu sabia que você merecia.
Mas era o que eu podia ,era o máximo que eu conseguia.
Eu não tinha muito, mas esse pouco que eu tinha,
era teu.
Ele anda, anda sozinho
Perdido, ele anda perdido
A cabeça mata-lhe o sono
O corpo pesa cada vez mais
Não é segredo a ninguém
E ninguém vê o segredo
A infelicidade é cheia de vazio
O quente tem sempre metade frio
Ele anda e anda perdido
Chove e ele anda sozinho , perdido.
A chuva bate na sua face
Não chora
Não é verdade, nem realidade
Ninguém chora enquanto anda,
Enquanto leva com chuva
Ninguém o faz.
Ele anda, anda sozinho
Anda perdido
O corpo pesa-lhe
Ninguém sabe o segredo
Está cheio de infelicidade
E o quente tem sempre metade frio
A cabeça mata o sono
Mata o toque do andar
O toque do sorriso
O toque da infelicidade
A cabeça mata-o.
Parece que voltou, que saudade que eu tava. Dormir oito horas por dia nunca fez meu tipo mesmo. Conheci-te tem uns anos e sinceramente, tens me feito muito mais companhia do que qualquer outro estado, sentimento ou até mesmo pessoa me fez em toda minha vida.
Não tem nada mais propício e nem mais cômodo, pois sempre tenho teus braços mais que abertos, prontos pra me abraçar, me engolir, me manter segura (e a salvo). É tão confortável dentro de ti! É único! Só quem sente sabe quão escuros são teus olhos e efeitos.
Eu não quero te deixar, posso até fugir, me esconder, me tratar, mas é pra ti que volto, sei que não tens aparência, mas te acho tão linda... Sutil, envolvente, pesada, marcante. És admirável. Pobre de nós, que nos deixamos cair na tua armadilha.
Claramente espero que vás embora e que não voltes mais, espero conseguir ao menos fugir outra vez, me esconder, me tratar... Não voltar. Era bom dormir, sentir alguma paz, sentir alguma coisa. Mas sei que não vais embora, tu não és de ir, ficas enquanto eu permitir, pois podes ser a pior ou a mais severa, porém és educada e ao contrário de mim és autoconfiante, não precisas de mim, não te lembras de mim e nem sentes minha falta, na verdade, sei e vejo que tu és meu reflexo interior, eu sou a carne e tu a fome, somamos um e nos igualamos a nada, nos igualamos a mim. E escrevendo essas palavras, voltando ao início, lendo e relendo... Percebo que ninguém se importa, nem tu te importas, nem eu.
Medo de Amar
Petrópolis
O céu está parado, não conta nenhum segredo
A estrada está parada, não leva a nenhum lugar
A areia do tempo escorre de entre meus dedos
Ai que medo de amar!
O sol põe em relevo todas as coisas que não pensam
Entre elas e eu, que imenso abismo secular...
As pessoas passam, não ouvem os gritos do meu silêncio
Ai que medo de amar!
Uma mulher me olha, em seu olhar há tanto enlevo
Tanta promessa de amor, tanto carinho para dar
Eu me ponho a soluçar por dentro, meu rosto está seco
Ai que medo de amar!
Dão-me uma rosa, aspiro fundo em seu recesso
E parto a cantar canções, sou um patético jogral
Mas viver me dói tanto! e eu hesito, estremeço...
Ai que medo de amar!
E assim me encontro: entro em crepúsculo, entardeço
Sou como a última sombra se estendendo sobre o mar
Ah, amor, meu tormento!... como por ti padeço...
Ai que medo de amar!
Há vazios que jamais serão preenchidos.
Há distâncias que jamais serão percorridas.
Há momentos que jamais serão vividos,
Palavras que nunca serão ditas,
Silêncios que nunca serão quebrados.
Pessoas que jamais irão voltar
Para matar a saudade que insiste em ficar
Pois o amor a faz continuar.
Eu prefiro lidar com as paixões avassaladoras,
com amores complicados,
com as amizades crescidas na diferença,
que encarar o sentimento inocente,calmo e corrosivo
chamado vazio.
Não tem um coração no meu peito, tem uma pedra preciosa, um diamante, um material com um nível de dureza muito alto... Então veio um menino, e jogou essa pedra preciosa no chão, espedaçando-a...
O tempo passou e os cacos continuavam no mesmo lugar, lá, jogados... E então apareceu outro menino que possuia um tubo de cola, e também bastante paciência. .. Ele recolheu cada pedacinho, e foi colando-os pacientemente... os dias foram passando, muitas vezes o menino pensava em desistir, mas havia algo a mais que o deixava na euforia de poder visualizar a tal pedra preciosa restaurada... E então ele persistiu, demorou algum tempo, ele já estava cansado, quando de repente ele percebe o último caco, então, sorridentemente, ele pega esse último pedacinho, com os dedos já cansados, e termina a restauração...
Ele se emociona ao ver quanto linda era aquela pedra, e não parva de se perguntar o porquê de alguém tê- la destruido...
E então eu pude sentir que meu "coração" estava ali, inteiro, com muitas marcas, imperfeito, mas estava ali. Como forma de agradecimento a esse menino, dei a ele minha pedra preciosa. Ele se irritou comigo, pois esperava algo muito melhor em troca de dias de trabalho, disse que minha pedra preciosa era bonita, mas estava muito deteriorada. Eu abaixei a cabeça, e disse que isso era tudo que eu poderia lhe dar, então ele pegou minha pedra preciosa apertou em seus dedos, me olhou zangado, e atirou meu "coração" no chão. espedaçando - o novamente.
Tudo é fútil
De nada e de pouco estou cheio,
Pois o salário do nascer é o morrer.
Do que vale tudo o que está no meio,
Se no fim assim o deixa de ser?
O instinto leva-nos de mal a pior.
Porquê o esforço durante a caça,
Se quem caça espera outro maior,
Que de seguida melhor o faça?
Sinto-me completamente incompleto,
O vazio enche toda esta minha falha,
Porquê a procura tonta pela agulha,
Se morremos com ela e com a palha?
Tudo é fútil, não vale nada,
E tudo o que há de ser,
Será cheio de um nada
Que nunca há de ter.
