Poemas Vazio
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
8.
Talvez minha travessia seja essa:
Habitar o exílio da certeza e suportar o peso de um Deus que talvez não me veja.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
9.
Não creio por conforto.
Se creio, é apesar da dor — não por causa dela.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
10.
Entre a loucura e o vazio, escolhi a lucidez.
Ela não consola, mas me mantém de pé.
𓆩_𝚂𝙰𝚄𝙳𝙰𝙳𝙴_𓆪
Não há palavras para descrever o vazio que está dentro do meu coração, estamos com muita saudade do 𝙨𝙚𝙣𝙝𝙤𝙧 𝙏𝙞𝙤… Meu pai ainda está muito triste com essa notícia.
Sua morte fez ele sentir muito saudade, e trouxe muito lembranças do senhor… Ele me contou com o coração partido suas aventuras com ele.
Lembrar tudo isso machuca e percebi isso nos olhos dele, dói muito 𝙩𝙞𝙤💔.
No silêncio que ele fez eu vi o quão ele queria ter ido te vista o senhor nesse momento difícil.
Mais as condições não ajudaram muito…
Sei que lá, no fundo, ele estava do seu lado!
Estamos com muito saudades, ❣ e sei que iremos te encontrar no paraíso… Esperamos por esse dia, até lá ficamos com as lembranças boas de você, até breve👋☺.
O QUE NÃO SE DIZ.
Cuide de sua sabedoria, para que nesse mundo vazio,
Ela não seja considerada uma vã loucura.
Porque os sábios precisam ser compreendidos e para isso,
Precisariam falar somente a outros sábios.
As palavras precisam ser dispostas de forma a se encaixarem, uma a uma,
Como fossem degraus de uma escada que leva aos céus.
Um passo em falso, e se cai nos infernos dos incompreendidos.
Controle todos os seus ímpetos, para que a calma não lhe fuja.
O irracional não se discute. Então, apenas observe.
Nesta terra de cegos, quem tem um olho, não entra.
E talvez por isso, nunca compreenderá a alma dos cegos.
Os sentidos são mutantes e adaptáveis às nossas realidades,
Mas é preciso paz interior para usufruir esse bem.
Exercite seu poder de percepção, sensibilize-se.
A atenção faz o surdo perceber, aquilo que não ouve.
E muito mais se diz do que aquilo que se pode ouvir.
Seja terra, seja vegetal, seja inseto, seja animal.
Não se contente em ser simplesmente, humano.
Herdeiros do Nada
(Bartolomeu Assis Souza)
O peito vazio de tudo
As trancas deixando para trás
Há um sentido de vida, uma filosofia que nasce
O que não vale na vida é o pranto
E o pensamento é um pássaro sempre engaiolado, tentando bater as asas
Mas que nem sempre voa...
Sabemos que não tem saída
Nas esquinas e nas manhãs que a vida nos concede
Na vida o que existe são tolices
Não deixemos nos amedrontar
Todos só querem te manipular
Perdemos muito tempo, buscando a perfeição
Somos só um coração simples
Mas o céu é só uma promessa...
E eu não tenho pressa...
E qual direção tomar
Será que minha cabeça aguenta...
Destinos cruzados...
Linhas de montagens...
No final...No final mesmo:
o principal fica fora do resumo.
Amém!
Está frio.
Tempo cinza,
segunda fria,
dia vazio, sem cor,
feito meu peito que bate em Preto e Branco.
Na terra da garoa o meu nome é solidão como no refrão,
tudo está sem sabor,
e eu espero que o sol venha me aquecer
pois esse outono frio só me lembra do que partio,
e me partio.
Sou a sombra de um alma sem Sol num descanso vendo a semana começar. PAULOROCKCESAR
Vazio... Silêncio...
É tudo que me deixou
depois que partiu...
Sem pensar foi embora
E o desejo de ter você
de novo aqui comigo é
Tudo que me resta agora!
Marta Gouvêa
ASTROS NA SOLIDÃO
Antes era um nada
vazio no infinito;
De forma gentil e calma
Você invadiu meu ser...
A lama se tornou cristalina
O céu ensolarado...
As estrelas antes apagadas
Iluminaram-se com teu sorriso.
Um sentimento tão grande
Capaz de sufocar a mais pura alma
Desponta do nada;
Os corpos são como o sol e a lua,
Que se amam mas estão longe...
Separados pela distância
Unidos pelo coração.
As noites são longas
Intermináveis momentos de solidão...
Na cama vazia
Um travesseiro recebe o abraço pertecente ao teu corpo.
A face aparece em sonho...
Breve momento de carinho
onde os corpos se encontram
E se amam.
Sua vida entra na minha
E em fração de pequena eternidade
A felicidade invade o ser.
O sol aparece
A lua se vai
A solidão desponta
Mais uma vez só
No meio da Multidão
Cercada de pessoas sem calor
Não há seu rosto
Seu sorriso
Não há nada
Somente a lembrança da noite que se foi!
Estendi a mão para que alcançasses o topo, no momento quando estavas só.
O mundo era escuro e vazio e eu te levei um pouco de luz. Ela te alcançou e começaste a irradiar seu próprio brilho. Sua luz se tornou como o brilho do sol iluminando a Terra, então já não mais precisava de mim, foi aí que estive só.
Seu brilho só crescia, enquanto o meu apagava vagarosamente, naquele mesmo mundo escuro e vazio em que te encontrei.
Perder-se
Não o simples desencontro de si mesma
Perder-se, é sentir um vazio dentro do próprio ser,
Como se o mundo inteiro coubesse ali, mas por algum motivo não está lá
É querer agarrar-se a uma lembrança boa, mesmo que esta seja angustiante
Entregar-me a loucura, mesmo sabendo que está será o fim,
De todos os seus sonhos e esperanças
Perder-se é mesmo desesperador,
Quando o que você mais quer, é perder-se por completo.
Flutuava no vazio da solidão
Me vi só, e minh'alma sofria
As lágrimas molharam minha face
Mais uma, das inúmeras vezes
Até que senti um afago n'alma
Então percebi ...
Flutuava nos braços do Pai
Era Deus.
Havia algo no ar, enigmático,
desencontros, um vazio,
seria um adeus?
soando a melodia do cansaço
em compasso final, dolorido,
deixando desafinadas notas
a brindarem em acordes tristes
a saga do que foi, mas que talvez,
nunca tenha sido...
Assim como a lua conheço meu rumo,
não desvio e vou em frente,
sou luz, às vezes sou um vazio,
mas também sou crescente
Sigo a amplidão e espio
a paisagem toda, quase morta
em calor ou em arrepio
e isso quase nem importa
Como sentinela obedeço
os passos em uma missão
à qual sempre agradeço
e faço tudo com bom coração
Uma noite , talvez lua minguante,
só um pouco de mim restará,
estarei no céu, bem distante,
mas um pouco de minha luz ainda verá
Era você que rondava em meus sonhos,
tentando capturar um coração vazio
e ali ficar ouvindo seu ritmo descompassado
na melodia do viver por viver?
Era você, qual sombra silenciosa,
que seguia meus passos solitários nas veredas,
onde desviando de buracos mantive o rumo?
Era você a inspiração que surgia de repente,
levando-me a canção de todo dia,
onde além da existência, timbrei a alma,
fazendo acordes e coros inimagináveis?
Era você, sem dúvida, que com palavras doces,
sussurrava aos meus ouvidos com o vento,
trazendo mensagens sutis a desvendar
Você que do nada apareceu,
tornou - se cada vez mais presente,
cativando e se fazendo amar,
nesse tempo espaço,
onde um coração, o meu,
já se tornara peregrino
num deserto de si mesmo,
consolado, sem nada pedir
Mas, se sempre foi você,
um sonho perdido entre sombras,
revelando-se aos poucos
e apenas isso eu sei,
é por você que agora,
todos os dias renasço !
Neusa Marilda Mucci
Outono de um tempo qualquer
Trilhas cobertas em rendas de luar,
apenas o silêncio preenchendo o vazio,
as estrelas soberanas e companheiras
anunciavam mais uma noite de estio
Passos ali nas pedras ressoavam
deixando marcas leves, com receio,
no coração apenas as saudades acompanhavam
essa ida sem volta, sem anseios ...
Me escondi dentro do vazio
em busca de esclarecimentos
fechei os olhos num instante
e só restou sombra e pensamento.
A MENTIRA
Nós tentamos preencher
esse vazio dentro de nós,
Tentando se completar.
Em busca de algo que não
existe.
Agindo como seres irracionais.
Mas eu sei, eu sinto,
Eu e você somos mais que isso.
Sua alma é radiante e cheia de
sonhos, apesar das cicatrizes.
Temos muito o que fazer.
Não podemos continuar juntos...
Eu sei.
Mas eu sinto que ninguém
Pode me salvar, além de você.
Eu não quero ir.
Mas eu posso ficar com você.
Você merece mais do que
eu tenho a lhe oferecer.
"Não quero ficar com VOCÊ".
Estou me enganando.
Eu não consigo ficar sem você,
Porém não lhe mereço.
Perdão pelas coisas que eu
lhe disse.
Me odeio por isso.
EXISTIR:
Existir?!
Não existe em mim.
Esse vazio existencial
Na existência impune
Desse universo matafisico
De razão surreal.
Ao qual, sou literalmente recluso.
Na busca imensurável de liberdade
Ao meu delirante corpo físico
Eu, não me vejo... Não me tenho!
Minh' alma assim como a tua
Sôfega na vileza
Dessa existência boreal
Beira a varanda da vida
Que não, dessa vida astral.
O HOMEM DO MAR
O indolente navegante que veleja Além-Mar – Sol a pino
Nutre-se no vazio do tempo insolente e fugaz dos mares tênues
Sob o vento a seduzir as flâmulas.
Que aportam órfãs mães por seus amores
E suas viúvas a sonhar em solitários portos
Sobre o tremular das águas no sal de sua íris
Ah, insensato homem do mar!
Você só tem as águas salgadas do mar e o vento!
Que emana os eflúvios dos corpos sedentos daquelas que perecem solitárias
Aos portos incólumes destes mares glaucos.
