Poemas Vazio
Quando o coração dói.
Há um nó na garganta, um sufocamento no peito, um peso, um vazio, um vácuo no coração, o corpo fica pesado, parado, estático, te cansa até de ficar deitado, andar dói o corpo, os músculos, há uma falta de sede, uma falta de ar, há um vácuo no peito, há um nó na garganta, há um desconforto no estômago, cabeça não pensa direito, fica tudo lento, tudo confuso, tudo que se quer é o escuro, nem música anima, nem passear fascina, nem ver gente simpatiza. Nem mesmo o eu se estima.
Não se abandone, não se deixe de viver, não se deixe de cuidar-se.
O coração dói por vários motivos, sei disso, mas insista em recomeçar mesmo sem motivo, mesmo sem amigos, mesmo sem conhecidos, você precisa fazer isso, independente de não haver sentido, motivo.
Procure sentir o que você precisa para sair disso, para saber quais são seus novos reais motivos.
Escrita para viver.
Precipício
Parte 01: bservação do Vazio.
Daqui a vista é bem vista,
E a visão não é mais turva:
Daqui o mundo tem explosão balística.
Só se arrisca quem erra a curva.
O paraíso é como um sonho,
Não exponho os meus medos.
E a dor do abandono,
Já corroeu os meus desejos.
Não quero mais ficar aqui
Mesmo sem ter pra onde ir.
Não quero mais existir,
Mas não quero perder o fim...
Mas não quero me perder no fim...
Não quero que seja o fim!
Enfim... Fique por mim!
Enfim... Siga assim...
Mesmoooo!
Parte 02: Escolha do Ato.
Agora o frio me abraça,
Me enlaça como uma forca.
As minhas forças somem de graça ,
E isso só me ameaça...
Não sei como agir.
Nem pra onde ir...
Mas não quero ficar aqui!!!
Não sei como fugir,
Nem sei como fingir...
Mas não quero ficar aqui!!!
Parte 03: Últimas memórias.
Sinto o vento cortar o meu rosto,
E o meu corpo sem movimentos.
Sinto o meu ar saindo aos sopros,
Absorto nos meus pensamentos.
O meu tempo tá ficando curto,
E não curto essas emoções,
Minhas memórias em curto-circuito
Só aumentam as minhas aflições.
Meu coração lateja,
Na peleja,
E na certeza do meu destino.
Não há incerteza,
Vejo a moleza,
Do meu corpo franzino.
A minha última visão,
Se enevoa por um segundo...
O meu coração,
Bate mais forte,
E a morte,
Será mais que tudo!
Não quero mais ficar aqui,
Mesmo sem ter pra onde ir...
Não quero mais existir,
Mas não quero perder o fim...
Mas não quero me perder no fim...
Não quero que seja o fim!!!
Tsharllez Foucallt
“Raiz”
Eu não nasci leve.
Fui chão.
Fui barro pisado, seco, rachado…
mas nunca vazio.
Carrego nos ossos histórias
que ninguém teve coragem de contar.
E mesmo assim, olha eu aqui —
de pé, inteiro, respirando futuro.
O mundo tentou me ensinar a dobrar,
mas eu aprendi foi a criar raiz.
Porque quem cria raiz,
não sai voando à toa…
fica, resiste, cresce.
Tem dia que o silêncio pesa,
que a alma grita baixo,
que o espelho pergunta coisas
que eu ainda não sei responder.
Mas eu sigo.
Não bonito, real.
Não perfeito, vivo.
Porque viver não é sobre vencer todo dia,
é sobre não se abandonar
quando tudo dentro pede desistência.
E eu não me abandono.
Nunca mais.
No vazio da noite, corpos se encontram sem destino,
Em abraços fugazes, sem compromisso ou direção.
Prazer efêmero, paixão passageira,
Mas no coração, uma ausência inteira.
Provérbios 14:12 (NVI):
" Há caminho que parece certo ao homem,
mas ao final conduz à morte."
Sem propósito verdadeiro, é como folha ao vento,
Sem rumo certo, perdido no tempo.
Pois o amor verdadeiro é mais que desejo,
É compromisso, é conexão que eleva e deixa ensejo.
No vazio de almas que não se encontram,
Sobram só lembranças que o tempo afrontam.
Busque mais que prazer momentâneo,
Encontre o coração que seja seu complemento.
Pois o sexo sem propósito é como água em cesto furado,
Não satisfaz, deixa um vazio cansado.
Que o amor seja o laço que une os corações,
E a vida se encha de verdadeiras paixões.
Adornado
Sentia
Sente
O vazio
De
Não mais
Sentir
De
Quem
Ama
A vibração
O mesmo
Ardor
A mesma
Intensidade
O quanto
Do mesmo
Quanto
Que
Um dia
Pensou-se
Amado
Leira à Altura
Lembranças
Não mais
Que
Lembranças
Sem mesmo
Ter tido
Projetos
Vazio
Existencial
Tédio
A suprema
Condenação
Saber & Razão
O vazio não
Nos persegue
Com o seu hálito
E é na imensidão
Canto
Que se sente o timbre
O Homem
Ser de casca e rédeas longas
Não teria alcançado o possível
Se repetidas vezes
Não tivesse o impossível
A política
É como a perfuração
Lenta
De tábuas duras verdes
Aliás
Existe tanto paixão
Como perspectiva
Bons chutes
Precisam ser firmes
No chão em que se pisa
Coração, outrora cheio de crença,
Agora vazio, sem esperança.
O amor, um sonho que se esvaiu,
Deixando sombras de desilusão.
Lágrimas secas, sorrisos falsos,
Palavras vazias, silêncios profundos.
Acreditei, sonhei, amei demais,
Agora resta apenas a saudade.
Mas ainda sinto, ainda respiro,
Ainda busco um raio de luz.
Talvez um dia, o amor renasça,
E o coração volte a crer
Ass Cícero Lyra
Vazio
Às vezes ela só precisa de um elogio. Um abraço forte e sincero, um aperto de mão, um beijo...
Ela precisa sentir que é amada, protegida, cuidada. Ela não quer ser um "tanto faz" na vida de ninguém. Ela é diferente.
Você não sabe mas ela percebe quando não tem atenção. Quando você está distante, ou quando não está nem aí. Mas ela disfarça bem! Ela nunca vai te cobrar carinho, embora precise muito. É você que tem que notar o quanto está distante. Caso contrário, ela simplesmente se afasta e vai se preencher em outra pessoa.
Trilha sonora
Preenchendo as lacunas do vazio existencial
Oportunidades dispostas num mundo desigual
A realidade dividida entre o sério e o incrédulo
Na trilha do caminho que aponta para o certo
Nada cultivamos além de boas amizades
O resto perde-se ao vento e à trilha sonora
As sinfonias revelam uma outra condição
Acalmando os que jazem no clarão da aurora
Cumprimentes apenas de gesto suficiente
Sem mais delongas ou risos dissimulados
Estamos fadados a pensar como escravos
Vivendo como tal gente de toda a gente
Faças para ser recordado na história
Como alguém que marcou nos seus passos
Deixando um legado envolto em paz
O que é rico e nobre não se perde jamais!
Vazio existencial
Antes estar morto do que só
Em seguida de nascer o sol
Deveras penoso a quem ama
Tanto espaço em uma cama
Para sofrer, basta ter desejo
Se cegar de luz no lampejo
Imaginar um começo e meio
Sem pensar no fim, ele veio
Inútil culpar a circunstância
Se afogar na sua arrogância
Ou estar ébrio de desilusão
De tanto apanhar o coração
Equilíbrio é a dica do amigo
A um leigo que corre perigo
Que desconhece o buraco
Se acha forte, mas é fraco
Existem teorias fabricadas
Especialmente aos “nadas”
Do vazio existencial, hábito
Mas a autoajuda é um parto
Não deve ter saída mesmo
Viemos ao mundo a esmo
O que eu vejo, um outro vê
Nos seus fatos e no que lê.
Paraíso vazio
Bem-vindo a um lugar paradisíaco
Pedaço da Europa na Serra Gaúcha
Qualidade de vida, pessoas bonitas
Nenhuma delas deve ficar murcha
Vamos abrir um espumante agora
Comemorar o quê? Deve ter motivo
Em meio a paisagens belíssimas
Seria pecado não se sentir ativo
Só que essas pessoas estão mal
A aparência cobre o que interessa
Depressão, ansiedade ou desamor
A rotina pede cada vez mais pressa
Não me encham de palavras vazias
Gestos frios que logo são esquecidos
Essa ilusão coletiva já nos arruinou
Mais ou menos, estamos perdidos
Tem um vinho esperando a ocasião
Tem gente deixando pra agir amanhã
Quando ficar escancarada a tragédia
Estaremos confortáveis em um divã.
Vazio que sufoca
Que estrangula
Que mata a esperança
Que destrói a confiança
Vazio que estremece meu ser
Que transborda em forma de lágrimas
Que ninguém sabe e ninguém vê
Vazio que fala
Que grita
Que não me deixa esquecer sua presença
Mesmo que eu não possa sua face reconhecer
Vazio que lentamente vai destruindo,
o brilho dos meus olhos,
sem eu perceber.
Vazio que assusta
Vazio que me afasta de tudo
De tudo que um dia sonhei viver
No silêncio do vazio, eu despeço-me.
Do amor, despeço-me; Da paixão, despeço-me; Da ilusão, despeço-me; Do sonho, despeço-me; Do riso, despeço-me;
E o mais, aterrorizante e assustador é que tu não percebes, que cada fala e cada atitude é uma despedida.
E que de tanto falar, fiquei muda;
E de tanto querer ver o que estava errado, fiquei cega;
E que ao tentar fazer e fazer algo para corrigir, fiquei paralisada.
E agora, só me resta o milagre, de que me veja, me sinta. E na despedida, me acolha.
Aquele vazio aperto
Do não retorno
Em tempos de ir
Onde a vida se renova
Arrumar, ajeitar e seguir
E o que não é satisfatório
Se torna necessário
Viver com meus nãos
Em busca dos meus sims
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
1.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso comprado com o choro de uma criança torturada.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
2.
Minha dor não é a do ateu.
É a dor de quem foi expulso do paraíso da certeza.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
3.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta mais do que conforta.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
4.
Entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens, eu sigo com a alma em ruínas e a mente em labaredas.
