Poemas de Sossego
Terminei meu Daiquiri. Vênus estava brilhante no horizonte. Gosto deste sossego. Sem pai, mãe, irmãos ou amigos. Apenas eu inerte a tudo e minha paciência desalmada. Sem pensamentos. No vazio profundo. Quando se chega a esse estágio, tange como depressão. Mas no meu caso, não. É apenas uma opção. Uma escolha consciente e premeditada para fugir dos excessos mundanos. Ao invés de cometer alguma loucura para extravasar a pressão interna, prefiro me fechar passionalmente e esquecer tudo. Deixar que o universo leia e absorva minhas memórias, excomungando-as ao léu e arrastando-as para a gravidade zero.
Madrugo-me na encosta da paz e sigo. Adormeço no envolto da lua, onde sua luz me faz sombra. Sossego-me no clarear das estrelas e faço o meu sonho brilhar.
Encosto-me à beirada da esperança e deixo tudo melhorar. E quando o dia amanhece, resplandeço-me pra vida. E, novamente, em paz sigo, sem pra trás olhar.
Quando escuto: não dão um minuto de sossego; elétricos; com baterias DURACELL; terríveis etc. e tal, só posso rir. Sei tudo irá mudar, em segundos, quando a reclamante ouvir as seguintes palavras mágicas e abençoadas: vovó eu te amo!!!!!
Coração, peça um pouco de sossego.Sinta a falta de uma entrega, da sinceridade de minhas palavras.Liberte-se desses confusos pensamentos e me traga um pouco de tranquilidade.
Eu quero é descansar!sossego e afastamento de reclamações desnecessárias, comentários inoportunos... É um momento que eu eu só peço respeito. Cada um lida com a dor do seu jeito, e eu prefiro cuidar dela sozinha.
E você era minha paz, meu sossego, meu relicário, meu segredo... E quando era errado, me vinha com tuas façanhas de me ganhar tão fácil com tua falta de jeito para amar, vinha você fazendo eu me apegar com teu jeitinho inundado de amor, inundado de sorrisos. E era estranho, porque não me vinha vontades de ninguém, me vinha vontade de te ter aqui do meu lado sendo mimado a cada instante, me vinha vontade de te fazer rir meio bobo como fazia o tempo todo comigo tão sem querer, tão natural, tão do teu jeito. Sem pressa, sem cobrança como sempre era cobrada, sem enfeites, sem tantos mimos. Era surpreendente a forma que conseguia me ganhar espontaneamente, era surpreendente porque você deixava uma lista toda de bons partidos e de conversas estendidas por tanto tempo esquecidas, eu já nem ligava pra outro papo algum ou qualquer tentativa desesperada de alguém me conquistar. E talvez fosse isso, talvez eu não quisera ser conquistada por ninguém, talvez eu simplesmente precisava conquistar o que tinha capacidade para conquistar um mundo. Talvez não precisava de muita coisa, talvez eu precisara somente te ter por perto, mesmo que fosse meio assim, em distância física momentaneamente.
Eu sou saudade, eu sou sossego, eu sou solidão. Eu sou meu mundo, eu sou escolha, eu sou fragilidade, eu sou acaso e sou emoção.
Procuro uma dose de sossego para essa minha inquietação... vou dar uma volta, quem sabe encontro um chocolate, é quase a mesma coisa.
É mesmo assim, a todo momento a vida nos surpreende, quando pensamos ter encontrado o sossego de verdade, algo, ou alguém, aparece e te deixa inquieto, sem palavras, e te faz repensar todas as coisas que vinha dizendo, e reavaliar todas as coisas que pensava sentir. Essa "coisa" acontece, e te confunde, te deprime, e oprime, obrigando a decisões drásticas, sob o risco de perder o que é verdadeiro. Enquanto um amor te abandona num caminho, do qual você acaba gostando, e não desistindo de seguir e que, às vezes, parece errado, mas se você conseguir analisar a situação, de fato, verá que o mundo gira, 360º certinhos, e de um modo ou de outro, a vida te traz quem realmente te merece. Por mais que a decisão seja difícil, dificílima, aliás, ela é necessária, pois é dela que vem a nossa tão desejada utopia da felicidade. A vida acaba por te surpreender, nos últimos instantes de um ano que acaba, te faz mudar de desejos no último minuto antes da virada da meia noite, te faz querer que aquilo se torne verdade, como nunca nessa vida desejou qualquer outra coisa. É.
A dor da ausência é algo que muitas vezes nos tira o sossego, tortura e atormenta... Mas que depois passa… Na verdade, talvez nunca passe, nós nos acostumamos a conviver com ela e com o tempo, se transforma em apenas mais um sentimento.
investe no sossego do próprio coração quem não rumina o que machuca, quem não fica descascando a ferida impedindo que a mesma cicatrize, quem não se disponibiliza de maneira subserviente e em tempo integral a ponto de ser desvalorizado ou descartável, quem não aceita o que não merece: coisas pela metade. Investe no sossego do próprio coração quem sofre, grita, chora, mas cresce! Quem não se repete, quem se surpreende consigo mesmo, quem trabalha o desapego, quem se abre para as coisas que possuem mais calor e sensibilidade...
. Investir no sossego do nosso próprio coração é saber que aquilo que está doendo deverá ser extirpado e não manter apego ao sofrimento, por mais que o uso do bisturi cause quase a mesma dor. É proporcionar-se bons momentos divorciando-se de tantos lamentos. É não adiar sofrimento postergando decisões tão necessárias. É não se acomodar com a falta de excitação pelas coisas, pessoas, trabalho. É saber-se merecedor de experienciar um amor inteiro, intenso, extenso, imenso, verdadeiro… Recíproco! É aumentar, um pouquinho a cada dia, o seu tamanho. É ter a certeza e a confiança de que as coisas têm um encaixe, mas que é preciso deixar ir, ou ir ao encontro, ou conformar-se com o desencontro, ou esquecer, ou lembrar-se de outras coisas, ou relacionar-se de outra forma!!!
De longe te observo e fico admirando seu jeito, seu sorriso que ilumina, seu olha que traz sossego. De longe eu vejo a alegria que tem, quando está com seus amigos, ou quando me olha como se eu fosse alguém.
