Poemas Sombrios
Na sombra do nada
nada se perde
se nada existir
existe a suavidade total
e é total a harmonia da alma
rpi
Uma sombra no calor do Sol forte,
uma rede para te balançar depois daquele dia pesado de trabalho,
uma boa música para ou acalmar ou te divertir,
Eu quero ser, o teu tudo de bom!
Deus e minha Sombra
Doces acordes,
Amargas cordas que dilaceram meus dedos,
Oh! Luar encantador que me faz ser um compositor.
Se debate comigo nesse remanso regato.
Nas campinas e no cerrado,
A viola açoita se equívoca com os cantos dos pássaros.
Notas musicais que me apedrejam.
A boiada gorda levanta poeira,
O latido do cachorro ecoa além das porteiras.
Comigo caminha Deus e minha sombra,
O meu alazão pula no seu troteado.
Som de gaiteiro,
Poeta rimador e tropeiro desse chão brasileiro.
A saracura pia lá no mangueiro.
Aceito desafios nos versos improvisados.
O telhado que me cobre é de barro.
No terreiro o galo sisca e espalha terra,
A enxada corta como navalha em uma nova era.
Rastelo que rasteia sozinho e não junta migalhas.
Não sou de fazer feio.
Gosto de andar de cavalos e detesto o uso freios.
E é no galope que deixo meus cordiais,
E no timbrar de qualquer poema,
Assino abreviando
Com minhas iniciais:
J-R-M.
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Me perder em vc foi meu maior (re)encontro ...
Meu corpo se calou com o teu ...
Não foi mero (a)caso, do tempo ...
Foi a parte entorpecida em mim que nos embriagou decididamente ...
Partir todos os dias de(os) "nós" que atamos foi a morte mais dura e longa das minhas noites ...
Ainda posso sentir a sombra que envolve a distancia eloquente do que foi uma (de)cisão ...
Teria me entorpecido mais, e mais, bastava te ter "entre" mim(nhas) partes ...
Te vejo perdido nas palavras que se "
(des)conectam quando escreve, e confesso que sei que fui e que ainda sou seu "mapa" sua direção, ainda que a confissão se cale.
Estou indo ... todos os dias, não porque parti, mas porque desejo
(re)encontrar novamente oque silencie aquilo que em mim é perdição.
Estou pronta jogue-me a fogueira ...
🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁🍁
minha sobra me consome e eu a consumo, eu e minha sobra estamos desaparecendo em um mundo de mascaras que se escondem suas maldades
-william
No silêncio da noite,
O grito de dor se ergue,
A vítima agoniza,
Enquanto a justiça dorme.
Os espectadores assistem o horror,
Permanecem em silêncio, sem se importar.
Eles se escondem atrás da indiferença,
E deixam a vítima sangrar.
A justiça é cega,
A justiça é surda,
A justiça é falha,
A negligência é uma ferida aberta,
Que sangra e dói sem cessar,
E a injustiça é uma sombra escura,
Que paira sobre o mundo sem parar.
Universo Introspectivo
Dentro de mim, há mais do que o olhar alcança,
Sou um Mar profundo de pensamentos, em tempestades de emoção,
Navego por esses mares, como estrelas guias,
Que brilham como a luz da introspecção.
Ah, essas noites longas, em que me debruço sobre mim,
Onde o silêncio fala mais alto do que qualquer grito,
Descubro nas sombras que me cercam,
Ecos do meu eu antigo, sussurros de um destino esquecido.
Nessas horas, o mundo externo adormece,
Torna-se mero espectador de um drama íntimo,
Onde eu sou o ator e a plateia, mas sem diretor e a crítica,
Em um teatro onde cada pensamento é um ato e cada suspiro, uma cena.
E nesse palco, luz e sombra dançam,
Entrelaçam-se em um abraço de revelação,
A cada movimento, um mistério recôndito surge,
Numa coreografia de descobertas e transformações.
Em mim, o universo se expande,
Sou uma galáxia de possibilidades em um sistema solar de sonhos,
Cujo os pensamentos, tal qual um cometa errante,
Perdem-se em sentimentos em sua própria órbita.
E assim, nessa dança universal,
Encontro a verdadeira essência da existência,
Não no mundo lá fora, mas no universo aqui dentro,
Na revelação interior, onde cada estrela é um pedaço do meu ser.
Debaixo das asas do Altíssimo encontramos segurança, pois debaixo das asas, fala de sombra, e sombra fala de descanso e refrigério, e isso inclui para os dias ruins. Na sombra do Altíssimo, podemos reclinar a cabeça no travesseiro, com a paz que excede todo o entendimento humano.
Estás abatido? Cansado? Desanimado e sem esperança?
Venha descansar na sombra D'Ele, pois, fora da sombra Dele você está sujeito a ataques de "gaviões" ou até mesmo, ser devorado.
(DVS)
Escuro de Si
Encontrei um corpo no escuro,não fedia.
Apenas sorria,como se fosse um espelho meu.
Piscina suja,matei eles dentro de mim.
Sujei minha alma de tristeza,apenas plantações que queimam.
Vejo-lhes na sombra
vejo meus amigos.
Vejo meus eus,apenas chorando.
Apenas vejo-me…
Sentando na esquina da praça,procurando algum jeito de partir.
Sabendo que meus eus morrerão,
Sem chance de nada.
Velhos costumes novos objetivos,eles me renderam e eu os perdi.
A dor escraviza,ando no escuro buscando a luz da cozinha.
Não sinto mais medo,sinto que me observam.
Algo me envolve,me abraça…
Aquela falta que eu procurava,aquele medo que eu não podia falar.
Aquela frase não dita.
Aquela ausência perdida.
Você nunca está sózinho
Quando sentir que está sózinho,
Lembre que está acompanhado,
Que DEUS sempre está contigo,
E a tua sombra junto a seu lado.
Marsciano
Hoje sou outono,
quarenta e oito vezes.
Há em mim o peso das folhas,
mas também a promessa das raízes
que nunca deixaram de se agarrar à terra.
Não conto os anos,
conto os abraços,
as vozes dos amigos que resistem
como rochedos ao vento.
A família,
são os rios onde mergulho o coração,
sempre frescos, sempre certos,
a correr pela alma
como um alívio antigo.
Olho o horizonte e há luz,
mesmo que o inverno venha,
há calor guardado nas mãos,
como sementes que esperam a hora certa.
Sigo em frente, confiante,
porque cada estação traz consigo
a promessa de um recomeço.
Agradeço a todos que se lembram de mim
neste dia simples,
e aos que partiram,
carrego-os comigo,
como sombras que dançam ao sol,
um eco de memórias que nunca se apaga.
A Deusa (In)Justiça
Ela não vê,
mas espreita,
no seu decote repousa o vil metal
e a túnica, branca como a mentira,
negra como o silêncio que pesa na balança.
O tempo, nos tribunais,
gasta-se em voltas lentas,
como quem espera o mar secar.
O réu, cheio de poder e ouro,
ri-se no escuro,
onde os seus passos não fazem eco.
Os outros, pobres diabos,
arrastam-se pelas pedras da espera,
respirando poeira e esperança gasta.
Aqui, ninguém paga a fatura,
resta esperar pela justiça divina.
Enquanto isso, os dias morrem nas esquinas,
os relógios marcam horas que ninguém conta,
e o pó cobre a última palavra,
esquecida nos corredores frios.
Nas sombras, a balança inclina-se de novo,
pressionada por mãos invisíveis,
e tudo se repete,
enquanto o riso do réu ecoa além das paredes.
Caminho de Luz e Sombra
Em meio ao caos, onde a sombra se alonga,
E a voz da injustiça ecoa estridente,
Cultivar a esperança, planta singela,
É ato de coragem, sublime e urgente.
Não se trata de negar a dor que nos cerca,
Nem de fingir que tudo está em paz,
Mas de buscar, na brecha da incerteza,
A força que nos impulsiona a avançar.
Criticar o que é errado não é pecado,
É dever de quem busca a verdade e a luz.
Quem cala diante da injustiça cometida,
É cúmplice da escuridão que nos seduz.
Não somos máquinas de sorrir,
Nem fantoches que dançam ao som da mentira.
Somos seres pensantes, capazes de sentir,
E a indignação é a faísca que nos inspira.
O otimismo não é máscara que se usa,
É chama que, acesa, ilumina o caminho.
É a certeza de que, juntos, podemos mudar,
E construir um mundo mais justo, mais digno.
Não somos pessimistas, somos realistas,
Que veem a dor, mas não se deixam vencer.
Com a razão e a esperança como guias,
Lutemos por um futuro melhor, sem esmorecer.
Se alguém, despojada de rótulos e fortuna, acredita que deixou de ser algo, é porque, na verdade, nunca foi nada enquanto os possuía. A essência do que se é não se apaga com a perda de símbolos ou bens. Aquilo que somos não depende do que nos é dado ou retirado. A verdadeira identidade, a substância da pessoa, permanece intacta, sem ser tocada pelos adornos do mundo.
E o inverso é igualmente verdadeiro: quem ganha títulos ou fortuna e se convence de que, por isso, passou a ser algo, engana-se. Se antes não tinha um valor que lhe fosse intrínseco, os títulos ou riquezas não o fabricam. Tudo isso são adereços, temporários e ilusórios. O que conta é o que se carrega por dentro — porque só quem já era algo pode, de fato, ser. O resto é brilho fugaz, destinado a desaparecer na primeira ventania.
A Palavra e o Silêncio
Falo—e a palavra corta o ar
como lâmina sem rosto,
como flecha sem alvo.
Quem a escuta? Quem a sente?
Quem lhe dá forma dentro do peito?
Dizê-las é rasgar o silêncio,
como quem fere a pele da água
e espera que o mundo responda.
Mas o mundo nem sempre escuta.
Ou escuta mal,
como um espelho partido
onde o rosto já não se reconhece.
Escrevo—e a tinta sangra no papel,
mas o que digo não é o que fica,
o que fica não é o que sou.
Entre mim e o outro há um abismo,
uma distância que a voz não vence,
um eco que se perde na sombra.
Às vezes são lâminas,
abrem sulcos na carne do tempo,
fazem sangrar quem as ouve.
Outras vezes, são leves demais,
tocam, mas não ficam,
morrem antes de nascer.
Quisera eu que a palavra fosse ponte,
mas tantas vezes é muro,
ferro, pedra, ruína.
Tantas vezes, o que fere não é o grito,
mas o silêncio depois dele,
o vazio onde o sentido se afoga.
E no entanto, insisto.
Porque dizer é resistir à solidão,
é lutar contra o escuro do não-entendimento,
é desafiar a noite com um nome,
mesmo que ninguém o repita.
minha pequena sombra.
eu estou perdida na minha sombra, mas ninguém percebeu, eu estou perdida a alguns dias ou meses, ninguém sabe ao certo, mas e muito difícil de sair, tem alguma coisa que me prende aqui, eu n tenho forças para ir embora...
minhas forças foram embora, eu talvez esteja me acostumando com a sombra, eu gosto dela, eu entendo ela, e no fim sei porque ela esta aqui.
nao sei para onde ir, a sombra esta indo embora, eu ja me acostumei com ela aqui, se ela se for eu chorarei, eu me apeguei a essa sombra. mas pq ela ja que ir? ela poderia ficar mas, a noite esta vindo e ira a levar, nao é justo!
porque levaram a minha sombra?.
"Ser sozinho sempre é dançar eternamente com a própria sombra, sem jamais tocar outra eterna alma."
By Amauri Alves
Sou o vazio cheio
Sou o que não sou.
E sei-o.
Não cheguei a ser,
nem me esperei.
Mas trago em silêncio
um mundo inteiro —
os sonhos que não vivi,
os gestos que não fiz,
as palavras que ficaram por nascer.
Sou o vazio cheio
de tudo o que poderia ser.
E nisso, talvez,
seja mais do que nunca fui.
A sombra
me persegue,
me assusta,
me acompanha.
Vem da luz
mas faz parte das trevas.
A sombra ou
eu?
Qual a diferença afinal?
Ela só existe porque eu existo
e eu não existiria sem ela.
Somos uma só.
e mais uma vez eu estou aqui com uma corda no pescoço, não e nada ou talvez seja tudo, possa ser que amanha minha mãe não me veja da msm forma, mas esta tudo bem, talvez o ângulo mude, ate msm o sentimento e a perspectiva, mas no fim o resultado seria o mesmo,
mais uma vez estou com um monte de remédio e um copo d'água, e não paro de imagina que seria melhor se aquele remédios que a a minha mãe tomava para me tira tivesse feito efeito hoje o mundo de muita gente seria melhor.
e mais uma vez uma CABEÇA que nao para de pensa, agora pensa sem para.
