Poemas Sombrios
O amor é uma sombra de duas almas que dançam sem se tocar,
um abraço intangível de sentimentos que não se vê.
Então, como poderei dizer que sei te amar?
Na sombra da noite
A coruja decola em seu voo silente
Com uma visão singular e aguçada
Garras pontiagudas e mortais
Causando o terror em suas vitimas:
Ratos apavoram-se, morcegos voo,
Insetos sacodem seus exoesqueletos
Buscando abrigo em seus esgotos e esconderijos.
Na ânsia de sobreviverem as suas desgraças.
Notívago
AMOR.
Eu escolho viver sozinho em vez de viver como sua sombra. Estar ao seu lado o
tempo todo. No entanto, ela nunca
irá te tocar, nunca irá sentir seu abraço nunca irásentir o cheiro e o calor do seu corpo.
A Culpa é Nossa!
No espelho da alma, a face da nação,
Reflete a sombra da nossa omissão.
Guerras, fome, a dor que não se finda,
A culpa é nossa, que a treva ainda brinda.
Na política, o eco do descaso ecoa,
Escolhas erradas, a esperança que voa.
A saúde, um grito de angústia e dor,
A educação, um sonho que se esvai, sem cor.
A economia, um jogo de cartas marcadas,
Onde a ganância, as almas dilaceradas.
A negligência, um veneno que se espalha,
A responsabilidade, que a covardia amordaça.
Somos nós, os artífices do presente,
Com as mãos manchadas, o futuro ausente.
A culpa é nossa, no silêncio que consente,
A injustiça, que a alma da nação sente.
ÁRVORES DA VIDA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A sombra fresca e revigorante que nos enche de vida e paz, é o fruto generosamente ofertado por muitas árvores que os tolos dizem que não dão frutos.
SOMBRA DO AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Para Nathalia
Dor não dói sendo minha, se a resgato
da su´alma, do entorno, seu olhar,
nem há mar que me assombre, caso venha
das muralhas que a livrem da invasão...
Quero todo sofrer que se aproxime
dos caminhos tomados por seus sonhos,
cada verso que rime com seu pranto
e as quedas na fila do futuro...
Sangraria os mais fundos ferimentos,
tornaria infinitos no meu ser
os tormentos capazes de abatê-la...
Venham todas as causas da tristeza
compor mesa na sombra deste amor;
minha dor, quando minha, não é dor...
SEM SENTIDO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tua sombra me afasta e dissipa vontades
que vieram comigo no arreio dos anos;
cavalguei por verdades que vivi sozinho
nos meus planos perdidos; fantasias gastas...
Teu silêncio amordaça o sentido insistente,
faz deixar de fazer no que sinto por ti,
põe a tua corrente nas asas do sonho
solitário e perdido entre os elos do espaço...
Rasgo todos os panos do que revestia
os desvãos deste afeto sem o teu olhar,
a nudez dos meus dias nesta solidão...
Pouco a pouco te apagas, te fazes comum,
perdes todo este zum com que sempre te vi
como deusa indelével de minha carência...
DOM QUIXOTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É mais fácil brigar contra seres de sombra,
inimigos gasosos que moram na mente,
massacrar a serpente na imaginação,
derrotar uma besta no campo dos sonhos...
Afinal, nossos sonhos nos dão armaduras;
neles temos a força que nos torna heróis,
damos voz de prisão, exilamos demônios
previamente vencidos; presentes do céu...
Só assim não teremos que vencer pessoas,
combater injustiças, desbravar caminhos,
assumir os espinhos cravados na carne...
Será sempre mais fácil ser o Dom Quixote
que abastece a coragem de puro festim
entre lendas do início; do fim; do infinito...
MATURAÇÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Hoje gosto de calma. De ar puro. Sombra, rede, quintal. Gosto de amar, fazer amigos, ter liberdade para ser quem sou e deixar bem claro que é pegar ou largar. Escrevo e leio mais do que nunca, sei exatamente o que não quero, aprecio arte, boa música e já não tenho vergonha de ser sensível; romântico; sentimental.
De bem com a vida e comigo mesmo, estou no ponto em que tempo não é dinheiro e sossego não é caretice. Posso desprezar a moda, gostar do que realmente gosto e sonhar ao meu bel prazer... e como não se chega impunemente a tal estágio de segurança, bom gosto e sinceridade, chego à conclusão de que realmente chego à velhice.
POEMA CAIÇARA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Aprecio a poesia que me chama
lá no canto; na sombra; no silêncio;
dá um doce, depois me desafia,
me provoca e me faz querer o resto...
Busco aquele poema que seduz
como a droga no dia inicial;
só aos poucos envolve, me vicia
e me diz onde a cruz está cravada...
Escraviza e dá carta de alforria,
faz pecar e dispõe a conversão
lá no fim do sermão fragmentado...
Só existe poesia no poema
que não salta, não corre, não esmurra,
mas que rema e nos leva de canoa...
MEU QUINTAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Uma rede me aguarda no quintal;
numa sombra que a mão até apalpa;
rede não social, por ser só minha,
só aceita o calor de minha pele...
Os calangos procuram meus sinais,
a mangueira não sabe o que dizer,
nem a cobra cipó entre a folhagem
faz menção de saber aonde ando...
Vim ao bairro buscar o que não planto
no meu canto, na terra de arvoredo;
volto logo a compor essa paisagem...
Minha fauna se une à minha flora
nesta hora de ausência inesperada;
meu quintal me requer, pois mora em mim...
Aqueles que Pensam Demais
Wlliam Contraponto
Pensar demais é sombra que não passa,
é lume estranho à festa da clareza.
Enquanto o riso dança e a pressa abraça,
a mente arde — silêncio com firmeza.
Vêm cheios de perguntas que não dormem,
incômodas, sem resposta na mão.
Enquanto outros seguem formas e normas,
eles andam nas bordas da contradição.
Não suportam o raso das conversas,
nem o teatro fácil de parecer.
Cada silêncio guarda o que não dispersa,
cada gesto recusa pertencer.
Chamam de frio o que é só cuidado,
de orgulho o que é só dor contida.
Mas é só o peso de ter enxergado
frestas demais na mesma vida.
E quando vão, não vão por desprezo —
mas por cansaço de ser farol.
Viram demais, queimaram em segredo,
preferem o escuro ao falso sol.
Pensar demais é sombra que não passa.
É uma busca quieta, rara e imensa.
Num mundo ansioso que ri e disfarça,
pensar demais é forma de presença.
Do infinito surgiu o princípio. A luz e a sombra dançavam sem forma, enquanto o tempo começava a traçar seu caminho. O homem e a mulher nasceram sem saber de onde vieram, sem compreender o propósito da existência. Tudo era passagem, transformação, mas ninguém se dava conta.
As estrelas brilhavam no céu, cumprindo silenciosamente seu papel. A lua observava, testemunha dos ciclos que nunca se interrompem. O vento sussurrava verdades esquecidas, enquanto o mar, imenso e profundo, guardava mistérios que ninguém ousava decifrar.
Pensaram que sabiam. Construíram certezas onde só havia dúvidas, repetiram ensinamentos que nunca foram completos. O que terminava, na verdade, não acabava, e o fim era apenas uma ilusão. Tudo se movia em uma dança que poucos percebiam. Mas agora, algo muda.
A fase racional chega, como um novo horizonte que se abre para aqueles que desejam enxergar. O que antes era vazio se torna compreensão. O universo, antes desencantado, começa a revelar seu brilho real. As portas se abrem para quem busca, para quem entende que nada está perdido, apenas oculto, esperando ser revelado.
Agora é o momento. O chamado ecoa no tempo. É para já, é para agora. Aqueles que despertam sabem que não existem verdades absolutas, apenas caminhos, apenas pistas. E quem as segue, finalmente, começa a ver.
DESALINHADOS
Astros amantes a se encontrar
O espaço-tempo muda de lugar
Luz e sombra em conjunção
Teu toque é idioma sem tradução
Gravidade que insiste em nos puxar
Sombras que tentam nos separar
Você diz que não quer se prender
Mas volta sempre sem perceber
Finge controle, diz que é decisão
Mas seu coração sempre vence a razão
Desalinhados do próprio eixo
Aprisionados no próprio desejo
Amar foi o risco que nós escolhemos
Do que tocamos, do que vivemos
Se amar é risco, queda no chão
A gente assinou sem ver condição
Se o amor é prova, grande questão
Fomos marcados com um X então
Com alma sol e luar
Mesmo mudando
O sol nos ronda
assim somos nós
Luz e sombra
Pra que respostas
Se tudo fala por nós
a estrada nos segue
Somos raios Intensos
Todo amor sera intruso
se o nosso reinar
Matizando o corpo
Com alma sol e luar
Procure em meu olhar
O rastro das estrelas
O arco íris e todo brilho
Um amor que nada desfaz
Sou tua alma...Você meu luar
Em camadas e sabores...
Esse pacto assim nos faz..
Belos intocáveis vorazes...
Vida
É o respiro de um SER
É a sombra de uma árvore;
É a luz da lua ao anoitecer;
É o brilho do sol ao amanhecer;
É acordar, respirar e saber que tem VIDA.
Faces caídas
No palco frio da hipocrisia,
amizades nascem sem raiz,
crescem à sombra da cortesia,
mas morrem sempre por um triz.
Sorrisos largos, gestos belos,
promessas feitas sem calor,
olhares falsos, frios, amarelos,
vestidos todos de impostor.
Enquanto a cena se desenrola,
fingem afeto, juram ser leais,
mas basta a queda da coroa,
e os rostos mostram seus sinais.
E quando enfim saio de cena,
o brilho some, não há mais voz,
a falsa amizade se condena,
só resta o eco do vácuo atroz.
Tantos anos, tantas trilhas,
e ainda assim não compreendi,
como há almas tão vazias,
que somem quando já não há o que fingir.
Sombra
"Na parede vi minha sombra desenhada como espelho a refletir minha alma"
Então senti o abraço quente do sol
Que ao entrar pela janela
Seus raios, clarearam a minha face.
E em tão pouco tempo se foi
Pude perceber
O quanto momentos rápidos e únicos
Podem ser tão incríveis
Agarrei-me a vida como se fosse
A última gota de lágrimas que iria derramar...
Tudo é pouco, muito pouco e passageiro.
E ainda há flores no jardim a brotar!
Marlene Ramos Martins 2011
"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria
mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me
consolam" (Salmos 23:4.
Na época das carroças de duas rodas, puxadas por cavalos, um
homem estava seguindo por uma estrada perigosa. Em um lugar
muito estreito, a esposa ficou assustada e segurou a rédea mais
próxima a ela. Seu marido, calmamente, passou a outra rédea para
que ela guiasse a carroça. Mais assustada que antes, ela disse: "Oh,
não faça isso, eu não sou capaz de guiar." Ele respondeu: "Duas
pessoas não podem conduzir o mesmo cavalo; ou eu dirijo, ou você
dirige." Ela, então, entregou as rédeas para ele que conduziu a
carroça em segurança pelo caminho difícil, ultrapassando todo o
perigo.
Quem está dirigindo a "carroça" de nossas vidas? Nós mesmos ou o
Senhor? Estamos entregando as rédeas nas mãos de Deus, confiando
que Ele é poderoso para nos guiar em segurança, mesmo nos
caminhos mais difíceis e pedregosos ou sempre procuramos dar uma
"ajuda" a Ele? Não podemos dizer que confiamos no Senhor apenas
um pouco -- ou cremos plenamente nEle ou não cremos!
Se tudo vai bem, devemos deixar o Senhor nos conduzir por águas
tranquilas. Se as coisas não vão bem, devemos confiar no Senhor
para nos guiar através dos vales de angústia e aflição. Em todos os
momentos e em qualquer situação, ninguém sabe dirigir melhor a
"carroça" de nossas vidas espirituais.
Quem crê não tem medo, descansa. Quem confia não perde jamais a
esperança, segue em frente. Quem se abriga sob as asas do Altíssimo
só experimenta regozijo e felicidade.
Entreguei as rédeas de minha vida ao Senhor Jesus. Ele é o Grande
Condutor!
nene policia
