Poemas sobre Si Mesmo
Imperfeições
Sem destino ou hora pra chegar,
Me encontro parado no mesmo lugar,
Esperando algum dia você voltar
E o nosso destino se encontrar.
Entre tempos escuros e temporais,
Olho para dentro de mim e pergunto o que restou.
E, às vezes, quando olho para trás,
Sinto falta da melhor versão que sou.
Aprendemos juntos sobre o amar,
Mas entre nós, tantas palavras se perdiam,
E os momentos de silêncio diziam o que não conseguíamos falar.
E hoje passo todos os dias contando as horas
Para, quem sabe, recomeçar mais uma vez.
Deixar o passado do lado de fora
E aceitar que somos feitos também de imperfeições...
O amor sempre foi uma escolha,
E todos os dias eu escolhi amar você.
ESCREVO
Escrevo quando sinto, mesmo quando nem ao menos sei o que escrevo
Mas sinto e isso me consome
Tenho que escrever quando o desejo me vem
Porque em outra hora não o encontro
E o sentimento do que escrever já passou
E daí a ideia já se dissipou
E talvez ela tenha corrido e encontrado uma outra mente
E mãos que estejam disponíveis para ela.
E assim, sabendo disso, quando ela me vem, eu encosto um outro afazer
Para escutar o que ela tem a me dizer
Porque é importante e preciso compartilhar com alguém
Que de repente queira consumi-la. E ao ser consumida não cessa ali
Porque se incorpora nesse outro alguém que a ela juntará uma outra palavra
E assim o fluxo da escrita passará e passará e viajará de leitor para escritor
E de escritor para leitor, quando ela cessa em um instante para um e nasce para outro,
É hora de pausar a escrita, até uma nova visita.
É INS/EXpiração ,
dialogismo.
quem escreve para ser eterno
mais cedo ou mais tarde se desapontará
até mesmo Shakespeare está com os dias contados
A "fornada" contemporânea de cristãos parece mesmo saber tudo de divindade... só não sabe (pois não pratica) nada de humanidade.
Demétrio Sena - Magé
Respeite autorias. É lei
Pés perdidos
É tão difícil ser você mesmo?
Emoções falsas,
tanto esforço despendido em vão...
não, não adianta tentar esconder
o que vai em seu coração.
Seus olhos não mentem,
transparecem o que sentem...
o sorriso na sua boca costurado...
você nem percebeu: costurou errado.
Pés perdidos na direção incerta,
trilha que se esconde em névoa densa,
cada passo ecoa na alma deserta,
busca um rumo, uma luz intensa.
Caminho torto, vento a sussurrar,
segredos velados no chão jogados,
mas o coração insiste em pulsar,
na jornada de um ser obstinado.
Das sombras, um brilho pode surgir,
pés que se perdem, mas nunca cessam,
pois na perda, a força emerge,
e os sonhos na estrada se expressam caminhando em busca de um belo porvir.
Os pés... perdidos.... seguem qualquer destino,
machucados, buscam uma direção...
Quer saber a resposta pra tanta aflição?
É só você... você mesmo ser...
Sim... seja você mesmo, my friend...
se feliz - de verdade - quer ser.
Crê até o fim, mesmo que todos os homens tenham se desviado e tenhas ficado fiel sozinho.
Os irmãos Karamázov
Arminianismo Brasil
“Ao avesso da pele”
Ao avesso da pele,
somos todos feitos do mesmo susto
quando a dor chega,
do mesmo brilho quando o amor acontece,
do mesmo medo de não caber.
Os olhos são iguais.
Choram da mesma forma,
reconhecem beleza do mesmo jeito,
buscam abrigo quando o mundo aperta.
O coração também não muda de cor.
Ele acelera,
falha,
espera.
E ainda assim,
o caminho muda.
Do lado de fora, a pele decide
o que o mundo permite.
Decide quem pode correr sem ser suspeito,
quem pode errar sem pagar caro,
quem é ouvido antes mesmo de falar.
É estranho perceber
que os mesmos gestos
ganham sentidos opostos
dependendo do tom da pele que os veste.
O mesmo silêncio pode ser respeito
ou ameaça.
O mesmo olhar pode ser curiosidade
ou culpa.
Não é o sentir que separa
é o olhar de fora
que escolhe não ver igual.
Ao avesso da pele,
ninguém nasce grande,
Ninguém nasce menor.
Mas o mundo insiste
em vestir alguns com medo
e outros com privilégio.
A injustiça não está no corpo.
Está na leitura equivocada
que fazem dele.
Talvez um dia
aprendamos a enxergar
para além da superfície,
a escutar antes de julgar,
a permitir que todos
tenham o mesmo direito
ao erro, ao afeto, à existência.
Porque se rasgarmos a pele
só em pensamento, só em verdade
o que aparece é igual.
E dói do mesmo jeito
quando é negado.
Você bebe para se divertir ou fugir;
quer comemorar ou se anestesiar?
O copo é o mesmo; a dor mal curada
é quem decide o resultado.
E se um dia teu toque me matasse
Então eu amarei você
mesmo assim, pois eu quero procuro em você não é só físico
— Patrick Wallace
AINDA QUE POUCAS
Mesmo que amizades se corrompam e algumas te deem as costas no início, ainda existem aquelas que estendem as mãos, dão abraço e acolhem.
Eu escolho acreditar nelas.
Ainda que poucas, Deus usa cada uma pra me lembrar que refúgio também tem rosto humano.
Que as verdades que surgem em nossas vidas disfarçadas,
se despeçam antes mesmo de me encontrar.
_Van Escher _ 🪐
Não confunda meu 'não' com jogo difícil.
É só padrão alto mesmo.
Quem sabe, sabe. Quem não sabe, observa de longe.
Van Escher
você não sabe
mas te amei em pânico
te amei em ansiedade
te amei nos dias tristes
mesmo desacreditado
te amei
e ainda te amo.
Às vezes passamos por baixo de escadas, cruzamos com um gato preto e quebramos um espelho no mesmo dia. Como se os infortúnios nos perseguissem insistentemente por todos os lugares, uma vida de azar que não vai melhorar. Embora corramos por todos os lados, o reflexo no espelho é o mesmo rosto de sempre.
Aposte sua vida em um giro de moeda, acredite que será cara, mas sempre vai dar coroa. O seu trevo sempre terá três folhas. Minta para si mesmo que tudo ficará bem, mas não importa aonde vá, não importa onde se esconda, mesmo onde tenha certeza de que nunca será encontrado, ainda será você e então vai entender que o azar nunca esteve atrás de você. Era você quem o carregava.
A Balança da Existência: A Métrica da Alma
Dizer que o valor da alma é o mesmo valor da existência é reconhecer uma simetria perfeita. Espírito e matéria, observador e cosmos, pesando exatamente o mesmo no tecido do espaço-tempo. Um não existe sem o outro; são duas faces da mesma moeda quântica.
No entanto, essa equivalência é apenas um estado de repouso temporário. O verdadeiro teste ocorre quando o universo ativa a sua própria balança — a métrica definitiva onde a ilusão se desfaz e o valor real da existência é pesado contra o absoluto.
É no prato dessa balança (seja a gravidade das estrelas, a medição quântica ou o julgamento ancestral nas câmaras ocultas) que descobrimos se somos apenas reações químicas passageiras ou a própria consciência que dá peso e significado ao infinito. A existência só se torna real quando compreende o seu próprio peso.
A evolução existencial atravessa as barreiras da alienação religiosa e social.
Mesmo sob o peso dos "deuses" criados pelo sistema, surgem pessoas conscientes. Em contrapartida, vemos sementes humanas sendo polarizadas pela política e uma imensidão de bots analógicos alimentando a alienação.
Esses seres, perfeitamente animados por fora, revelam que o "humano-bot" não é uma novidade tecnológica: ele sempre foi fruto da inércia introspectiva da consciência, operando sob prerrogativas impregnadas pelo domínio mental de sua própria época
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