Poemas sobre Si Mesmo

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Eu existo, mesmo quando não me veem.
O olhar que não atravessa mais não apaga minha presença.
Minha vida não depende de quem decide partir.
Sou lembrança de alguém, mas inteira para mim.
O que não me quer não me define;
o que me mantém vivo sou eu.
E na ausência do outro, encontro meu próprio espaço, meu próprio ar, meu próprio brilho.

Não preciso de quem não me vê.
Minha presença é minha força.
Sou inteira, mesmo na ausência.

Respirar,


mesmo quando o mundo não perceber,
mesmo quando o tempo passar
e nada for mais igual,


quando ninguém mais for o mesmo...
ainda assim,
respirar.

Tornar possibilidades viáveis
é parar de esperar certeza.
É agir mesmo com medo,
mesmo incompleto,
mesmo cansada.
Não é sobre sonhar mais.
É sobre sustentar o que ainda fica de pé.
Dar corpo ao possível.
Dar passo ao que ainda treme.
O viável não brilha.
Mas anda.

Amor é quando dá medo e, mesmo assim, você fica.
Não porque precisa, não porque falta algo, mas porque escolhe.
O resto é apego com fantasia bonita.

O que eu digo cria raiz,
mesmo quando o vento muda de lado.
Posso não chegar como prometi,
mas chego.
Porque palavra, quando nasce em mim,
não aprende a desistir.

Raízes do Fogo


Eles nasceram no mesmo sopro,
mas em margens que o destino rasgou.
Dois nomes escritos na mesma chama,
condenados ao nunca que o tempo selou.
Ela carregava o sol nos olhos,
um incêndio manso na pele a arder.
Ele era noite em silêncio profundo,
um abismo bonito de se perder.
Toda vida, o mundo os refazia,
em outros corpos, em outros lugares,
mas sempre havia algo entre eles ..
Um fio invisível… e mil altares.
Se cruzavam por um segundo apenas,
num toque que quase chegou a existir,
e o universo, cruel e preciso,
tratava logo de os dividir.
Era amor antes do nome,
antes da carne, antes da dor,
uma raiz cravada no tempo
que nem a morte arrancou.
Mas havia a maldição... Sempre ela...
Como um sussurro preso no ar:
“Vocês podem nascer mil vezes…
mas nunca vão se encontrar.”
E ainda assim, em cada vida,
algo neles insistia em lembrar:
um calor no peito, um vazio estranho,
um quase… que não sabia explicar.
Porque o amor deles não era escolha,
era destino em combustão —
um fogo que arde sem nunca tocar,
raízes presas na mesma escuridão.
E se um dia o erro do mundo falhar,
se o tempo esquecer de separar,
talvez o fogo encontre o próprio caminho…
e finalmente aprenda a queimar.




Livro: @luccisantz by wattapd

Eu te deixei ir
no mesmo dia em que entendi
que me perder era o preço de te ter.

RESPOSTA:


Sim.
Existe beleza na atividade.
Há beleza em quem continua, mesmo cansado. Em quem trabalha sem aplausos. Em quem constrói aos poucos aquilo que ainda não pode mostrar ao mundo.
A atividade é movimento. E tudo que vive se move.
Uma árvore cresce em silêncio. Um rio segue seu caminho sem pedir licença. Uma pessoa luta todos os dias para manter os sonhos de pé.
Isso também é beleza.
Porque não está apenas no resultado, mas no ato de fazer, tentar, aprender, cair e continuar.
"Existe beleza na atividade, porque é nela que a vida acontece."

Um dia, quando eu voltar...

Um dia, quando eu voltar, talvez nada esteja no mesmo lugar.

As ruas terão seguido seus caminhos, as pessoas terão contado novas histórias, e o tempo terá feito aquilo que sabe fazer melhor: continuar.

Mas algumas coisas permanecem.

Permanecem os abraços que não demos. As palavras que ficaram guardadas. Os sorrisos que a distância não conseguiu apagar.

Um dia, quando eu voltar, não quero encontrar o que ficou parado me esperando. Quero encontrar o que cresceu, o que floresceu, o que teve coragem de viver.

Porque quem ama de verdade não guarda a vida numa gaveta. Cuida dela até o reencontro.

E, se esse dia chegar, que a gente se reconheça não pelo que perdeu, mas por tudo aquilo que teve força para continuar sendo.

Um dia, quando eu voltar, que o tempo não seja uma desculpa. Que seja apenas a ponte entre duas saudades que sobreviveram.

Lucci Santz ✍️

Muitas vezes me olharam e disseram que eu mudei.
Mudou mesmo.
Mas poucos perguntaram quantas dores foram necessárias para essa transformação.
Há versões de nós que não nascem de desejos, mas de sobrevivência. São armaduras forjadas em noites difíceis, em despedidas inesperadas e em batalhas que ninguém viu.
Eu tive que me tornar algo que nunca fui.
Mas, no fundo, ainda guardo a memória daquela pessoa que existia antes das tempestades.
Não para voltar a ser quem fui. Porque certas travessias não permitem retorno.
Mas para lembrar que, por trás de toda dureza que a vida me ensinou, ainda existe um coração que um dia acreditou que o mundo podia ser mais gentil.
E talvez essa seja a maior vitória:
não deixar que a necessidade de sobreviver apague completamente quem um dia fomos.

Eu tenho uma amiga que coleciona amanheceres,
mesmo quando a noite insiste em não partir.
Ela costura esperança entre os próprios afazeres,
como quem aprendeu, na dor, a resistir.
Tem o coração maior que o próprio medo,
e um sorriso que desarma qualquer solidão.
Faz do silêncio um abrigo, do afeto um segredo,
e transforma tempestades em canção.
Se um dia o mundo esquecer de ser bonito,
ela ainda encontrará beleza pelo caminho.
Porque há pessoas que são luz sem fazer alarde,
dessas que iluminam a vida, devagarinho.
E, no fim, descubro sem nenhum engano:
ter uma amiga assim... já é um presente raro.

No mesmo Pensamento


Enquanto você fecha os olhos
e o mundo inteiro parece desaparecer por alguns instantes,
você sabe que estou aqui,
fazendo exatamente a mesma coisa...
pensando em você.


É um jeito bonito de terminar o dia:


Mesmo distantes,
separados fisicamente,
mas no mesmo pensamento.


Você aí...
eu aqui...


e, enquanto a noite nos envolve,
eu gosto de imaginar
que existe um pedacinho de mim
chegando até você,
sem precisar atravessar distância alguma.


Apenas para te dizer, baixinho:


Durma sabendo que, antes de fechar os meus olhos,
foi em você que eu pensei.
E que, entre todas as coisas que eu poderia levar comigo para meus sonhos,
eu escolheria levar você.
Te amo!

⁠“Cativar alguém e depois abandonar é o mesmo que conquistar um objeto de desejo e depois deixá-lo à parte por perda de interesse”
Ney P. Batista
Jul/12/2021

⁠“Até posso compreender um analfabeto, mesmo o funcional; Mas o analfabeto midiático, desse quero distância”
Ney P. Batista
Apr/09/2022

Olhei nos olhos daquilo que ficou e, mesmo de olhos fechados, vi o milagre dançando com a dádiva, ao som da bênção, no compasso da fé.


Então percebi:
soltar também é aprender a confiar no silêncio, para finalmente ouvir a vida — e reconhecer aquilo que Deus confiou aos nossos cuidados.

Cinco sorrisos

Você tem 5 sorrisos, uma sinfonia perfeita em um mesmo rosto, um mesmo corpo, uma mesma alma.
Sorri largamente com um brilho mágico no olhar, por um fato bobo.
Sorri, de canto de boca, ao escutar um elogio, em que está a agradecer, mas também a manter a humildade.
Sorri de um jeito meigo com o olhar, ao me ver e desejar um beijo meu.
Sorri, mostrando os dentes, quando me escuta falar coisas picantes ao teu ouvido. Como você fica lindo!
Por fim, sorri largo e depois retém a boca em um sorriso pequeno com semblante infantil, porque no fundo sabe que me tem.

@keylak.holanda

À minha rainha eterna


Mesmo ausente, ainda és presença.
Não te vejo, mas em cada lembrança habitas inteira,
como se o tempo não ousasse apagar-te
da luz que deixaste em mim.


Em teu silêncio, aprendi que a ausência não é vazio,
mas um território sagrado onde o amor se expande.
Cada lágrima que surge é um espelho da beleza que foste,
cada suspiro é o eco da eternidade que habitas.


Tu és o meu instante mais verdadeiro,
a memória que me sustenta
quando o mundo pesa e as cores parecem desvanecer.
E mesmo que a saudade me arranque lágrimas,
sei que amar-te é tocar o infinito
sem jamais perder-te.


Minha rainha, minha luz, meu grande amor,
a tua essência não se mede em dias,
mas em cada batida, em cada pensamento que me habita.
Em ti, aprendi que o amor é resistência,
e que lembrar não é sofrer,
é reconhecer que o que é verdadeiro nunca morre.

Passei metade da vida em conflito comigo mesmo. Com o tempo, percebi que esses conflitos internos nada mais eram do que interpretações distorcidas de situações que eu mesmo via como um problema. E, ao enxergá-las dessa forma, sem perceber, negava minha própria paz.

Hoje entendo que, na verdade, os problemas não existem por si só. Eles são criações da minha mente, barreiras que invento para justificar a resistência em simplesmente estar em paz comigo mesmo.

Toda minha lucidez
Nem sempre está comigo
Mas se sempre estiver,
Nem mesmo pensar consigo.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026