Poemas sobre Ruas
Andei por ruas desertas onde ninguém ousou andar.
Provei de vários venenos dolorosos, mas tive que experimentar.
Vaguei por horas e dias sem saber o que procurava.
Procurei por muito o errado, errei por muito o procurado, sabendo das consequências, mas obtendo respostas para minhas dúvidas. Acumulando dívidas.
Por muito passei, por pouco ainda estou vivo.
Mas sem todas as respostas necessárias.
TRISTEZA...
Tristeza,
não é a casa vazia,
não são ruas desertas,
nem a falta de dinheiro,
nem mesmo o tempo nublado...
Tristeza,
é uma dor muito forte,
que dilacera o coração,
e coloca tudo em desarmonia.
Tristeza,
é a vontade de chorar,
as vezes sem motivo,
as vezes de saudade,
e tem saudade que nem tem nome,
tem saudade que dói,
mas não se sabe de onde vem...
Tristeza,
é o nó na garganta,
é a boca cheia de palavras,
e ninguém para ouvir.
É o retorno dos carinhos,
que não temos.
São as noites de solidão
a espera de alguém, que nunca vem.
É a triste certeza de amar solitariamente,
é sentir que em um encontro,
um só coração bate forte,
é a decepção de mais um amor perdido.
Tristeza,
é tudo aquilo que não conseguimos conter,
o que trasborda e faz ferida,
a distancia e a dúvida,
o desamor e a angústia,
a saudade e a carência
Tristeza,
sou eu a te amar assim,
o meu esperar sem fim,
a minha vida vazia.
Tristeza,
sou eu,
longe de você...
Que Bela "Diva" anda discretamente pelas ruas...
Cercada de olhares sedentos, de homens com intensos desejos...
Mas que "Diva" intrigante...
Parece não percebê-los. Os trata com intrigante doçura...
Doçura que mais parece o canto de uma sereia...
Mas... sozinha em seu quarto...
Sonha, intensamente por um amor verdadeiro.
Uma "Diva" como uma rosa, delicada e cheirosa...
Romântica, e paciente...
Na solidão, espera por seu par.
Na linha do trem que pro sul desce,
Um ser tão pobre que padece
Sobre as ruas da cidade grande.
Um sertão nobre se voltasse
Mil léguas retroativas.
Respirar o ar limpo e quente
E não mais poeiras radioativas.
Ela babando e dançando, te seduz
A letra confusa te induz
A alimentar esse avestruz que de todos se alimenta.
Sobra oportunidade pra quem tem,
Sobra oportunista pra quem vem,
Claramente que não convém.
Amigos de pele de onça reveste,
O lobo na pele do cordeiro investe,
Não deixe seu palmo de terra
Pra viver a guerra biomédica onde você é a peste.
"Mude"
Ultimamente tem sido tão difícil, as ruas são sempre as mesmas
e as pessoas querem ser sempre iguais.
Não consigo encontrar uma reciprocidade em ninguém no que diz respeito aos meus pensamentos.
As vezes me pergunto e me respondo
(por que sou tão diferente?.. Porque eu espero um anjo).
"Nenhum de nós é perfeito, mas sempre esperamos caminhar com a perfeição."
"Nenhum anjo vai cair do céu, mas algum pode estar ao seu lado."
Prefiro as ruas de barro do meu velho interior
Por que as velhas de asfalto já me trazem angústia
Prefiro a simplicidade de uma caminhada à vendinha
Por que a correria de veículos e pessoas já me traz desespero
Prefiro ver o quintal simples com folhas e crianças
Por que ver o quintal com um enorme portão e com barulhos estranhos já me traz agonia
Prefiro ouvir todos os causos a noite
Por que ouvir o disparo já me causa tristeza
Prefiro simplicidade e viver
Porque a sofisticação só me faz tristeza.
Por: Leonardo Ramos
Nada melhor que caminhar pelas ruas vazias, pelos comércios fechados, longe de pessoas, de falatório, de complicações, LONGE DA MULTIDÃO.
Nada melhor que caminhar sem pensar em nada, apenas ao som de uma boa música aos ouvidos; caminhando sem destino, aproveitando a oportunidade de observar detalhes ao qual nunca prestei atenção.
Nada melhor que sentir o vento batendo em meu rosto como sinal de liberdade.
Nada melhor que sentar embaixo de uma bela árvore , e sem pressa relatar cada sensação de um simples momento.
Nada melhor que respirar fundo e se sentir em paz.
Quando te vejo pelas ruas da CIDADE,
Sinto SAUDADE, E a solidão me DOMINA,
Vejo ao teu lado o homem com quem CASOU,
E CONQUISTOU, Teu amor puro de MENINA,
E a tristeza eu não consigo ESCONDER,
Me faz SOFRER, A situação que eu CRIEI,
Te ABANDONEI, Por uma mulher CASADA,
Uma vida ARRISCADA, E mesmo assim eu CONTINUEI...
Estrada Da Saudade
Eu vou cortando as ruas,
as ruas vão cortando minhas lembranças
e misturando tudo que eu
há tempos deixei esquecido.
Cidade, rodoviária, espera.
Banco, solidão, desespera.
Não tem como fingir não sentir.
Não tem como partir e sorrir.
Não me permita ir
e deixar meus pensamentos
mais uma vez por aqui,
bem distante por onde sigo.
Sai, sai depressa por essa estrada
disfarçada de caminho da mudança,
que hoje mais parece
uma trilha de saudade.
vamos raciocinar: A gente tá pondo a culpa nessa molecada de hoje, que vive nas ruas, nao procura um trabalho ou se interessa por um estudo, Mas... a responsabilidade da educação e diretrizes são dos pais.Logo, será que a culpa é mesmo da molecada?
Tem moleque que hoje é igual nós, que corre atraz.
Mas tem moleque que já tá na onda da "ostentação facilitada".
É nessa hora, é sobre esses moleques que os pais tem que se atentar e agir.
Então vamos chegar à um consenso: A culpa não é dessa geração de filhos, e sim dessa "geração de pais"
Consequências do fim
Hoje, eu estou só.
Me sinto só.
Vivo caminhando pelas ruas
sem ninguém para me acompanhar
em meu caminho sem fim,
sem rumo, sem estrada,
sem felicidade e sem amor.
Me sinto tão triste,
preso pela própria liberdade,
infeliz pela minha consciência,
coração partido pelas mágoas.
Estou tão triste e solitário,
sem ninguém para me acompanhar
sem uma mulher com quem dialogar.
Na calada da noite,
muito frio aqui está.
Não tenho cobertor e nem amor.
Não sei onde o amor esta,
mas tenho a esperança
de um dia, sem medo,
poder de novo amar.
Ruas sem flores...
São páginas especiais
que narram a vida,
de forma mais verdadeira,
mas sem enfeites
para amenizar,
os capítulos mais tensos.
São ruas sem flores,
esgotos fétidos
e detalhes
que resgatam sequências,
inconfessáveis.
São pedaços rasgados
e maquiados, escondidos,
quase banidos por todos nós,
nesse faz de conta
que ninguém deseja mostrar.
by/erotildes vittoria
Andando
Andando pelas ruas na madrugada
Aproveitando o silêncio que vagueia
Em busca de uma alegria que me ampara
Gostaria de acha-lá para desfrutar da mesma.
Passos largos nas ruas
Olhares curvos tão frios
Ansiedade declarada
E estranhos pensamentos constantes
Atordoam minha mente
A cada instante
Que me vejo longe de casa.
A cada olhar retribuído sinto fraqueza
Sinto como se minha estranheza ficasse mais visível
E que os seres que circulam se virassem todos contra mim.
Tênue linha que separa o feio do belo
A loucura do gênio
O amor das dores
A felicidade da inconsciência.
Loucos somos nós
Jogados para os cantos do mundo
Nascidos dos infernos e cada
Vez mais moribundos
Somos assim, estranhos, gênios, podres e largados
Mas sabemos viver, sabemos o instante da vida que o valor
Se investe
Sabemos que bebida e sexo podem ser a salvação de muitos
Problemas que nos são diariamente dados.
Reprimo mais essa dor
Para descarregá-la em tragos noturnos
E sentir um pingo de álcool de felicidade.
O novo Normal
Ruas vazias, silêncio
Onde anda a correria?
Ruas desertas sem vida
Sem gritaria
Ninguém nos bancos das praças
Dar até para ouvir o canto dos pássaros
Canto antes escondidos pela a ambição
Onde anda aquela gente com pressa?
É triste e real, e não ha nada a fazer
A não ser esperar pelo novo normal
Talvez a gente volte diferente
E perceba que vale a pena seguir em frente
E depois de tudo, e de tantas perdas
E tanto luto e lamento, que a vida nos ensine
A respeitar o tempo, e quem sabe sem pressa
Possamos aproveitar o tempo que nos resta.
(Alécio Nunes) 27/05/2020
NO BAR
Deixei de frequentar bares bebo em casa
As ruas são muito empoeiradas e impiedosa
Das cidades por onde passo
A solidão passou a ser minha melhor companheira
Quieta e sem argumentos
Às vezes
Nem eu a entendo
Mas ela me compreende, muitas vezes somos parceiros
De um caminho de um só destino
Conversas sobre destino
Não levam a nada muitas vezes
Mas muitas vezes conversas, nós levam a bares
sorrisos de Sangue -
Pelas ruas caiadas, desertas, cheias
de repugnância e solidão,
passeio obsoleto!
... passo a passo ...
Escorre dos meus olhos um liquido
viscoso que não são lágrimas!
...gota a gota ...
Há no espaço um cheiro intenso
a maresia humana, vozes por detrás
de cada porta, sonhos, mentiras e
cansaços!
... gente ... tanta gente ...
E eu passo ... vou passando ...
... nocturno como a noite que me veste
o corpo ... meu corpo!
Sem sonhos nem ilusões!
Nada é verdadeiro, tudo é absurdo.
Há em torno a mim sorrisos de sangue.
Simples Margarida
Por belas ruas andei
Por belos mares naveguei
Por belas nuvens voei
Mas seu sorriso não estava lá
Mas sua leveza não estava lá
Mas seu amor não estava lá
Mas sua presença não foi sentida
Andei, naveguei, voei e não te encontrei
Sua face nunca vi
Seu sorriso só imaginei
Mas mesmo assim eu te amei
Bela como em meus sonhos
Minha linda margarida
Onde em vida nunca vi
Mas em sonhos foi sentida.
RUAS DE QUINTANA
Tantas vezes cruzei por ti
na rua de teu andar
que pena!
não te reconheci
agora te encontro sempre
nas ruas que não andastes
naquela rua encantada
que nem em sonho sonhastes
