Poemas sobre Ruas
Andando sozinho nas ruas
Me levam a pensar em você
Enquanto mais penso, mais entristeço
Por não poder nunca mais a ver
Em todo a vida que eu viver
Vou estar sempre ligado a você
Espero que um dia você
Consiga realmente entender
Que preciso contar minha historia
De como profundamente te amei
É isso que não consigo compreender
Esses sentimentos não deveria estar no homem
E toda vez que me lembrar
De seu sorriso seu olhar
Vou entristecer por não tentar
A você poder falar
Vamos procurar um quarto
Onde nós podemos ficar a sós
Você é unicamente quem preciso
De seus olhos olhando nos meus
Em tudo que consigo ver
As coisas boas lembram você
E passo os dias a te esperar
É com você que quero ficar
Vamos...
Não preciso de mais ninguém pra minha companhia
É só com você quero ficar
Eu preciso de você
A cama esta cheia de esperança
Que você volte
Que você volte porque
Você é minha
Só minha
Isso é um crime?
A cama esta desarrumada
Mas cheia de esperança
Que você volte...
Desejo silêncio
Silêncio do mundo
silêncio dos palcos
silêncio da noite
silêncio das ruas
silêncio dos bares
silêncio do campo
silêncio dos mares
silêncio profundo.
Silêncio ao meio dia
silêncio ao amanhecer
silêncio da virtude
silêncio de escutar
silêncio da saúde
silêncio pra sonhar
silêncio do que canta
silêncio pra criar.
silêncio pra ouvir
o que Deus quer falar.
Silêncio para todos
silêncio para mim
silêncio das flores
silêncio do jardim
silêncio dos pássaros
silêncio dos poetas
silêncio dos meninos
silêncio dos profetas
silêncio das mulheres
silêncio da comeia
silêncio dos atores
silêncio da plateia.
Silêncio dos que plantam
silêncio dos que colhem
silêncio dos que vivem
silêncio dos que morrem.
POEMA “VIDA”
(POR JULIA )
QUANDO CHOVE AS RUAS FICAM TÃO VAZIAS
NA MINHA INFÂNCIA TUDO ESTAVA EM PERFEITA HARMONIA
CADÊ AS CRIANÇAS QUE BRINCAVAM COM AS GOTAS
E HOJE EM DIA NEM SAEM PARA BRINCAR UMA COM A OUTRA
OS SORRISOS SE POLUÍRAM COMO O RIO QUE CORTA MINHA CIDADE
TANTO ÓDIO EU VEJO POR AÍ, E PIOR DE TUDO, EM TODAS AS IDADES
CRESCI COM PAI E MÃE E ME DERAM UMA ÓTIMA EDUCAÇÃO
SOU GAY SIM E NÃO ME DIGA QUE ISSO É UMA OPÇÃO
RELIGIÃO, GOSTO DAQUELAS QUE PREZAM O AMOR E A PAZ
AS QUE JULGAM E ATACAM PEDRAS, QUERO DIZER, ESTE MÉTODO NÃO É EFICAZ.
Beleza esvaindo-se
Menos mulheres caminham nas ruas e as que restaram baixam a cabeça por medo de serem violentadas.
Sob o lampião...
Como está escuro meu Deus!
Nas ruas vagam gentes sem nomes
Espectros na imensidão do mundo
Caminham... Não sei para onde.
Da minha janela os espreito!
A tênue luz do lampião me permite
A mulher cabisbaixa
O homem encurvado, no terno azul...
Seguem quietos, calados
Alheios à tudo
Alheios à mim que os observo!
O que será que pensam?
Será que sonham? Fantasiam?
Anseiam...?
Será que seus sofrimentos são maiores que os meus?
Eu, que fico aqui, a ludibriar a minha dor,
pensando nas dores deles...!
Ou será que somos todos fantoches
nas mãos impiedosas de um destino incerto,
sob o brilho de um lampião pendurado sobre nossas cabeças?
Araguari (Cidade Surpresa)
És primeira e última morada
De ruas suaves próprias de ti
És tu minha terra encantada
Ufania mineira és tu Araguari
Enlevo causa quem por ti passas
Suas calçadas cheias de história
Ornada por suas tão belas praças
Do Triangulo é princesa e glória
Ciciante cerrado e perfumadas matas
Grotões poéticos e matinais serenatas
Água mineral tem em suas cascatas
São suas as serras azuis sinuosas
Que encantam e cantam em prosas
Herdades saudosas e formosas...
Das ruas que dão no mar
Que saudade das ruas que dão no mar
Do vento que sopra o aroma da maresia
Tão despercebidas no cotidiano do olhar
Tão carentes na distância desta energia
Ando nas calçadas nos meus devaneios
Em cada esquina, cada praça, cada bar
Num vai e vem da angústia e seus anseios
Da nostalgia das ruas que dão no mar
Na ausência das ruas que dão no mar
As pedras portuguesas são memória
Nos seus arabescos suspiro faz brotar
Se chorar são lágrimas de uma estória
E nesta quimera de sol, praia e areia
Que faz a melancolia aqui no poetar
É um luau a beira mar de lua cheia
Versando as ruas que dão no mar
Ela e o vento
Ela dançou,
dançou com o vento pelas ruas,
Ambas se extasiaram...
Ela entrou e fechou a porta,
O vento se acamou.
Resolveu esperar o anoitecer
e quem sabe poder bailar com a lua...
mel - ((*_*))
Às vezes, no meio da noite, me pego pensando em você ...
Nas ruas, nas festas, em casa,
Vejo seu rosto pelas paredes sorrindo pra mim.
O brilho dos seus olhos nas estrelas,
o seu sorriso na luz da lua...
Você me pegou desprevenido
e com seu jeitinho fascinante de me olhar...de falar,
foi entrando nos meus pensamentos e em meu coração.
Quando chega perto de mim e me abraça,
meus lábios secam, meu coração dispara,
minhas mãos, ah! ficam trêmulas e geladas.
meus olhos brilham,
e você, como se não percebesse,
me beija o rosto e senta-se no sofá.
E eu sempre sonhando em ter você ao menos uma noite.
E agora, meu sonho se torna realidade.
Nos encontramos e dessa vez,
me olha de forma diferente, com malícia, desejo,
me deixando impaciente...inseguro.
E eu...com um olhar tímido
me levanto e saio para a sacada.
Olhando as estrelas, sinto o seu aproximar
E num gesto rápido...sou beijado.
Um beijo maravilhoso e tão esperado!
Um frio gostoso me percorre...
Com lábios trêmulos e face corada,
Você me acalma e me beija novamente.
E tudo se prolongou...
Minhas mãos sentiam sua pele macia,
Você me abraçava forte, me envolvia.
Em seus beijos e suas carícias,
Eu simplesmente me perdia.
A noite chega ao fim...
Em casa, me deito e sinto
o seu perfume, a sua voz e
meu pensamento voa... voa pra você...
Uma noite inesquecível em que pude dizer
TE AMO...TE AMO...
Na passagem dos dias, corre o tempo, sopra o vento...
Nos passos pelas ruas, andam histórias, cruzamentos e desencontros, no agora ou como outrora.
Na oração sinto presença, que a vida a Ti pertença, rezo sem cessar. Que a Fé seja crescente e na passagem dos dias, conjugue -se o verbo Amar.
Corre o tempo, passa por essas ruas da vida, corre sem parar. Ainda que eu tenha me atrasado a chegar na Estação da Esperança, embarco no vagão da redenção.
Meu Senhor, me guia nessa viagem terrena. Somente em sua misericórdia, há vida plena.
M.A.Freitas - 11/07/2015
...as vezes parece-me que as ruas guardam um universo paralelo ao que a maioria dos humanos entendem e enxergam. Há vidas esquecidas, ignoradas. Há histórias perdidas, na obscuridade do preconceito, que são perceptíveis apenas àqueles que aprenderam, e ainda aprendem que, a essência não se limita à aparência...
O medo é comum na realidade tão violenta que atualmente nos envolve, mas não deve ser, em hipótese alguma, desculpa para a ausência de educação, a estupidez, a indiferença, o descaso com o caráter, que é atributo especificamente Humano...
Que a humanidade não se perca... Que não se perca a humanidade...
Andei por tantas ruas,
Vivi tantos amores,
Deixei lembranças e
Vivo de saudades.
Reguei alguns sonhos,
Tantos outros partilhei,
Muitos nem nasceram,
Pela ausência do amor.
Não acumulei riquezas,
nem vivo na pobreza.
a viva me fez nobre.
Sou simples por natureza.
A visão da lua das ruas da cidade
São finíssimas veias
Verdadeiros labirintos terrestres
Guardam um coração pulsante de saudade
ARBÍTRIO
As ruas que são minhas
que são suas...
É das meninas inocentes,
dos presentes transeuntes
e dos Meninos de rua.
São ruas de calçadas
de muros altos, cercas elétricas
são ruas de muitas placas
semáforos, e câmaras para multar
ruas de gente que presta
e mentes que não presta.
Elas tem verdes nas paredes
engarrafamentos, tem sede
estrela em cada poste
espelhos pra todos os lados,
refletindo o seu embuste.
Essas ruas que são minhas
que são suas...
Nunca foram, as minhas ruas.
muito menos, as suas ruas.
Antonio Montes
DIREI À MINHA LINHAGEM:
Jamais aceitem ruas, praças
Ou avenidas com meu nome.
Não queiram bustos e estátuas
Em jardins ou mesas de café.
Fujam de homenagens e medalhas
de metal. Tudo é vão!...
Em vida nunca me quiseram!
Depois de morto sou eu quem
Os não quer! E se assim não for,
Será apenas o meu nome
Ou o meu rosto que usarão ...
O Poeta não estará nessa mentira!
Acorda segunda feira é sua
É folia tem carnaval nas ruas
Guarda a alma nas estrelas esconde a chave na Lua
Em prédios, elevadores, casas, lojas, ruas, muros...vivemos cercados de câmeras, escutas, gravadores... e temos que nos habituar à desagradável sensação de sermos vigiados.
A grande maioria dirá "é por segurança"...
Mas que triste constatar que todos, sem exceção, estamos
cada vez mais reféns do que se alastra para a vida em geral...
Em qualquer situação tornou-se um hábito julgar que o outro é
pouco sincero, nada confiável e muito suspeito,
quando o ideal seria julgar apenas ante a constatação
da falha ou do crime.
Cika Parolin
A noite sempre foi mais bela que o dia,
devido o silêncio das ruas vazias.
sussurros trazidos pelo vento,
falam de seres consumidos pelo tempo
com o coração tomado em agonias.
clamando pela extinção da dor,
e na esperança que surja um doutor
que traga a cura da melancolia.
Em Busca
Mochila nas costas,
mapa nas mãos.
As ruas são desconhecidas.
O olhar repentino para os lados,
busca conhecer o desconhecido.
As pessoas estão imóveis,
poucos andam pela rua
na manhã de céu nublado.
O café quente da xícara,
esquenta a alma do ser inquieto.
A mente em movimento,
ás vezes, acaba ficando dispersa.
O mapa é complicado,
não diz onde vai parar.
O objetivo fica cada vez mais longe,
e aparenta ficar cada vez mais perto.
Pausa para um café,
observando o casal na outra calçada.
Ela tem cabelos vermelhos,
eles pintam o cinza da manhã.
Por fora, ele é frio como este vento gélido,
e seus olhos demonstram o quando a ama.
Calor no coração...
O casal some, o café acaba, a conta é paga.
Olhos no mapa, rumo ao objetivo.
Pela rua, pela floresta, pela estrada
que aos lados não se vê nada.
A música que toca diz:
"Se começar foi fácil, difícil vai ser parar..."
E move o corpo que vai em busca do novo,
do desconhecido, do belo, do indecifrável.
Do objetivo que está no mapa,
que nos leva ao que aparenta ser impossível,
inconquistável.
Às adventures...
-Chris Reis
