Poemas sobre Risos
“O que vi da vida”
Vivi demais por 17 anos, vi risos exacerbados e choros inconsoláveis. Minha vida tem sido composta de antíteses que várias vezes tem me confundido, entretanto nunca me desanimaram. Vi exemplos de força e coragem de camarote: meus pais; que são meus espelhos e onde deposito meu eterno carinho e minha confiança.
Passei por maus tempos, vivi sofrimentos dos mais diversos que forçaram lágrimas rolarem em minha face. Vi a morte bem de perto, em minúcia, vi o corpo de um ente querido ser empurrado numa maca de hospital em direção ao necrotério, nada muito natural pra uma garota de minha idade aos olhos que vêem de longe, entretanto esse fato foi só uma das muitas experiências a serem acrescentadas no meu currículo, na minha história de vida.
Não quero contar apenas provações, compartilhar alegrias vividas é meu desejo, conheci amigos que me fizeram muito feliz, foram por vezes meu porto seguro, minha fonte de risos, mas, que, com o tempo foram se dispersando... Alguns, por armadilhas da vida; outros, para buscarem sucesso e brilho mais longe. Não posso esquecer-me do ciclo eterno de amizade que tenho entre primos e irmãos, que são, bem ou mal, os que ficarão no futuro para me consolar em momentos de tristeza e rir dos mais bizarros acontecimentos, com estes, tenho vivido e aprendido muito.
Vi e vivi demais por 17 anos, fui platéia e atração desse grande palco que é a vida. Foram, e têm sido ricas experiências que, tenho certeza, perdurarão com o passar dos anos e servirão como resposta quando por vezes, me perguntarem:
“O que você viu da vida?”
Garoa, fleuma..
Hasteie, gota..
Pele, arrepio..
Adágio, ausência...
Curvar, risos..
Ternura, carência..
Pensar, libido...
Placidez, leitura, chuvisco.
Eu sinto saudade
de todos os risos que dei
E de todos os sorrisos
Que porventura tiver causado
Eu sinto saudade das conversas
de todas as conversas que não tive
Sinto vontade de escrever versos
Que falem sobre elas
Mas quando tento buscá-las
As lembranças e pensamentos mostram
Que tudo está lá no começo
E hoje, eu olhando ao avesso
As enxergo pertinho do fim
Meu, Deus. Eu sinto saudade
Pois, se havia alguma maldade eu não vi
Só sei que não estava em mim
A vida segue adiante
Tudo se arruma, novos rumos vão surgindo
A gente só não pode endurecer o coração
E deixar de sentir
Saudade, de vez em quando
No mais
A gente se acostuma a quase tudo.
Edson Ricardo Paiva
SEXTA BÁSICA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Entre risos, lorotas e apelidos,
a libido guardada pra depois,
um atalho pro bar da encruzilhada
ou aquela barraca do açaí...
O descanso é buscar cansaço extra,
perder voz em algum karaokê,
dar de besta pra cima das novinhas
ou nem tanto, entretanto, disponíveis...
Tem um som sertanejo logo ali,
é aí que ninguém quer ir pra casa,
faltam asas e hoje não há ninho...
A libido recorre ao habeas corpus,
abre fechos, vontades, enche copos
de bebidas e duplas solidões...
POEMA DE RUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É na rua que os risos encontram meu rosto,
que meus olhos encontram olhares acesos,
o meu corpo se livra de pesos e sombras
ou de velhos assombros que nunca se vão...
Lá na rua estão vozes, expressões que vibram,
correm vidas num rio pra todos os lados,
corações misturados esbarram nos outros
e se ferem, se curam, dão sentido ao tempo...
Neste canto faz frio que vence o calor
de qualquer estação, por mais quente que seja,
não há dor nem alívio, qualquer vibração...
Só as ruas fervilham de gentes e coisas,
interesses humanos, defeitos, virtudes,
atitudes e gestos que movem o mundo...
POEMA DE RUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É na rua que os risos encontram meu rosto,
que meus olhos encontram olhares acesos,
o meu corpo se livra de pesos e sombras
ou de velhos assombros que nunca se vão...
Lá na rua estão vozes, expressões que vibram,
correm vidas num rio pra todos os lados,
corações misturados esbarram nos outros
e se ferem, se curam, dão sentido ao tempo...
Neste canto faz frio que vence o calor
de qualquer estação, por mais quente que seja,
não há dor nem alívio, qualquer vibração...
Só as ruas fervilham de gentes e coisas,
interesses humanos, defeitos, virtudes,
atitudes e gestos que movem o mundo...
Como as águas dos rios que fluem, rumo ao futuro,
A vida corre, em constante hino.
Entre risos e lágrimas, aperfeiçoamos a arte,
De sermos nós mesmos, em todo o tempo.
Não te encontro em outros risos ou em outros corpos, pois os outros não possuem o calor fervente que suas entranhas oferecem;
Beijos molhados e provocantes incendeiam o meu prazer fazendo-me querer mais e mais sentir o teu corpo sobre o meu;
Com o teu suor intensamente deslizando entre nossos corpos imagino o teu mar que transborda os meus desejos;
Com água na boca realizo as minhas maiores fantasias e satisfaço a tua vontade que tanto predomina em mim;
Na névoa dos meus devaneios soturnos, sou o eco vazio dos risos noturnos. Marionete, sim, fui um dia, em gestos incertos, mas agora sou tempestade, em meus próprios desertos.
Rebeldia com causa, na alma se entrelaça, ergo meu ser, em desafio ao absurdo, não temo sofrer. Na escuridão profunda, vou além do plano. Sou o vazio, a negação encarnada, em meio ao caos, minha alma desolada. A marionete que um dia se libertou, do controle do destino, enfim se encontrou, despertou, se revoltou, é meu dedo do meio erguiado para o gepeto.
Leviatã indomável, grito corrosivo, nas profudenzas do meu ser. Anos passam, e ainda persigo. Nos mares da existência, desprezo os levianos, que ousem me deter.
Eu vou alcançar o lugar que almejo, mesmo que isso me leve anos. Você pensa que me matou, mas só me causaram leves danos.
Minha busca é insaciável, implacável, ferido, mas não derrotado. Eu sou como a cena do Thor chegando em Wakanda. Então, leve-me a Thanos. Na suposta arrogância insana, que venham os desafios, eu vou e mostro que sou a própria chama, pois sou imparável. Anos podem passar, mas eu persistirei, na busca incansável pelo que desejei. Alcançarei meu destino, a despeito do que inclusive pensei. Desafiando a esperança, dançando na dor, pensaram que eu sucumbia, que desvanecia, enquanto a cada dia só florescia. Aprendi com meu fardo, sou libertado, não estava rendido, dos escombros, renascido.
Pensaram que eu tombava, que estava condenado, mas apenas feriram a superfície.
Na escuridão do abismo encontrei meu refúgio, onde o mundo treme e outros temem entrar, é lá que encontro minha verdade. Onde outros não ousam eu vagueio, minha liberdade floresce, enquanto outros se perdem, minha alma engrandece. Assim como Harry, no sussurro das cobras, nas estranhezas do mundo, encontro minhas obras.
A liberdade reside onde outros não ousam pisar, eu escolhi o caminho da serpente, foi no abismo que encontrei a força para criar.
O CAMINHO DA VIDA.
Não quero só risos e aplausos no caminho da vida.
Pois na dor e na ferida, também a beleza escondida neste caminho da vida.
Como eu saberia o valor de está em pé, se nunca tivesse caído?
Então, me levanto sorrindo e no aprendizado da queda,sorrindo prossigo.
Cicero Marcos
IRMÃS
Irmãs são como rosas preciosas,
Em jardins de vida, florescem juntas,
Entre risos, memórias harmoniosas,
E laços que o tempo nunca desmonta.
Às vezes, espinhos surgem no caminho,
Feridas pequenas podem aparecer,
Mas o perfume doce e o carinho,
Fazem todo o desafio desaparecer.
Caminhar sem sua ternura, quem quereria?
Na jornada, seu amor é companhia,
Em cada passo, sua presença é alegria,
Transformando os dias em pura sinfonia.
No abraço quente, no olhar que acalma,
Irmãs são bálsamo para a alma,
São flores que, mesmo em tempos difíceis,
Mantêm-se unidas, firmes e gentis.
E assim, em cada amanhecer radiante,
Sabemos que, juntas, somos mais fortes,
Pois o amor de irmãs é constante,
Eterna beleza e gigantes suportes.
Ter um casal de filhos é uma dádiva maluca,
Amor em dobro, risos e bagunça que se educa.
Dois mundos diferentes, unidos pelo laço,
Alegria e desafio, juntos, passo a passo.
Lamentável coração
Amores se afastam
Risos perdidos
Inevitável essa dor
Sentimento vêm e se vão
Sabe disso muito bem
Amanhã será que vou esperar
SÓLIDA SOLIDÃO
A minha solidão é a multidão
De olhos, bocas, risos,
Falam, proclamam, sentenciam sisos
A minha solidão abandonada
No olhar do mendigo,
Nas suas vestes rasgadas,
Sua pele suja e rugas sugadas;
Estratégia pra viver e pra morrer
Na sólida solidão do seu não ser;
Ninguém o vê, ninguém o olha,
Que ser esquisito!
Se tudo é lindo e o mundo é tão bonito
E sua miséria se perde
Em um ou outro olhar terno
E essa solidão se acabará no rigor
Sem compaixão de algum inverno
E nessa dor se perpetuará minha solidão
Realidade...
Na vida nem tudo são flores e risos... Há dores, há choros; amamos e odiamos; ganhamos e perdemos, queremos está perto, outras vezes, longe...
Tanta inconstância e complexidade. Mas é assim mesmo!
Se não houvesse o sim e o não, o negativo e o positivo, as facilidades e as dificuldades, os desafios e vitórias, que graça teria a vida? Todos os dias temos uma nova história pra contar...
Nos apegamos às pessoas, coisas, bichos...
Criamos laços...
E depois pra desapegar, desenlaçar... Ô dificuldade medonha!
Não vou dizer que sofro. Somos filhos de Deus!
Todos passamos as mesmas dificuldades, problemas e sofrimentos; claro, que em tempos diferentes. E o que fazer? Esperar? Deixar que o tempo resolva? Pois bem...
A vida nos dá a oportunidade de decidir, escolher e por isso, temos o livre arbítrio...
E assim vamos! Sou responsável pelas escolhas que faço e tenho plena consciência que tudo pode ser deferente daquilo que esper, mas, permaneço firme e com os pés no chão, sujeito a cair, mas pronta pra levantar de novo...
Não se entregue às tristezas, pois quando a vida te apresentar um motivo pra chorar, mostre a ela que você tem mais de mil para sorrir...
Cara amarrada não resolve nada, só piora.
Firmeza!
Todos os dias passamos por um teste de sobrevivência.
Deixo a você aquele abraço caloroso, que com ele, sinta-se aquecido e que o pulsar do seu coração acompanhe o meu, no mesmo compasso... tum tum,tum,tum tum...
Gastando as palavras, abrindo o coração..falando o que vem na cabeça.
Conceição Enes.
Há dias e dias...
Alguns de tristeza, outros de alegria; dias de sol e de chuva; alguns de risos, outros de lágrimas; alguns de presença, outros de ausência...
Em todos eles, sempre uma lembrança do que fomos e vivemos.💔
Marcílio Dias de Araújo(in memoriam)
28/06/2024
Guardo na memória do coração,
os risos bobos, as conversas sérias, a alegria sincera.
Sou feita de poesia, versos de amor que curam toda a dor.
Somos feitos poesia, florescemos amor mesmo se a primavera já
Lembro - me da mais doce canção,
que meus sonhos embalava quando contigo estava sob um céu estrelado.
No silêncio da noite, ouvindo as batidas do seu coração.
Lembro - me do amanhecer, dos pássaros á cantar, do amor que florescia quando você sorria para mim.
Teu olhar sereno que deixava meus dias plenos...
De paz.
De música.
De cheiro de café, terra molhada.
Flor perfumada.
Guardo na memória do coração,
o teu amor que no meu fez morada.
Um dia vou lhe reencontrar.
E meu coração o teu novamente há de abraçar.
E juntos estaremos, pra lá do infinito.
Onde Deus está e nos mostrou como o amor é bonito.
Como o amor é presente bem vindo!
Rosa eu sou
no jardim
do seu amor.
Caminho por
esse jardim
onde risos
ecoam em
minh'alma,
onde o
amanhecer
é divino
e a felicidade
sorri para mim.
Luz de um Dia Perfeito
Num abraço de céu e mar,
O tempo parou pra respirar.
Entre risos, sol e calor,
Brilhou no instante o puro amor.
Pai, filho e amigo fiel,
Na rocha firme sob o azul do céu,
Compartilham mais que paisagem:
Ternura, alegria e coragem.
O cão, atento e contente,
Traduz o agora eternamente.
A vida, ali, sem pressa ou vaidade,
Revela sua mais bela verdade.
E o mar, espelho sereno,
Reflete esse laço pleno.
Momentos simples, eternos em essência,
Feitos de afeto e presença.
