Poemas sobre Relógio
Em algum momento do dia, da noite, da vida... Em algum momento errado que o ponteiro do relógio faz marcar algo para sempre: algo que faz doer; que machuca; que sara e cicatriza ficando lá para sempre.
Às vezes me deparo com muitos relógios, com seus ponteiros marcando horários diversos, horários imprecisos, horários que marcam.
O tempo não volta; o tempo nem sempre cura tudo... O tempo, aí o tempo. Nos torna melhores, nos torna descrente, nos torna esperançosos... Porém, o tempo não muda uma coisa, a íntima esperança que temos a qual nos diz que sempre no final tudo dará certo.
Tudo pronto, mala pronta.
To aqui sem fazer nada
Só olhando pro relógio e pensando em você minha amada
Quero te ver, isso é o que mais quero fazer
E quando acontecer, teremos uma noite de felicidades, sorriso e prazer
Esquecendo do mundo e lembrando apenas do nosso
Como se estivéssemos em outro planeta, em outro universo
Até o relógio irá girar pro lado inverso
Não tem nada melhor que está contigo anjo
Eu confesso.
Tic-Tac
Olha,
quebrando o relógio,
Picotando o crachá.
Apagando o episódio,
Indo pra cama deitar.
Quebrando o relógio,
Fugindo de lá pra cá.
E o que tiver de ser
– será?
E o que tiver de ter
– vai lá.
Não existe mais,
Não esqueça, amanhã é terça
E o tic-tac ficou para trás.
Colha
o quebrado relógio,
O picotado crachá.
O chato episódio,
Traz de volta pra cá.
É o bendito relógio
Que vai despertar.
Ou vão correr por aí;
Onde vão parar?
Quando saírem daqui,
Os que sabem cantar.
Todos de mãos dadas
Mas nada a declarar;
É um conto de fadas
Que inventaram contar.
CONTRADIÇÃO TEMPORAL
O relógio é contraditório.
Quando estamos impacientes - tem minutos demais.
Quando temos coisas pra fazer - horas de menos.
CRIME
Ela me assaltou, roubou minhas noites
No relógio as horas não passam, os minutos e segundos se arrastam
O tempo insiste não passar
A madrugada está fria e esfria
A esperança de te encontrar
Nem sei mais quem sou, você aguçou minha existência
O que mais queria era te abraçar
E derramado nos teus braços esquecer...
Esquecer o tempo, as madrugadas frias que passei sem sua companhia
Beijar seus olhos
Olhar seus lábios.
Talvez o maior crime que você cometeu não foi roubar-me de mim,
Mas seqüestrar meu sorriso, meu sono, minha tranqüilidade...
Seqüestrar meu coração,
Sem ao menos deixar uma possibilidade de resgate.
O relógio continua a girar e girar
E com ele minha mente não para de pensar e pensar
Na madrugada fria e cheia de saudades
Corpo querendo sossego e apego
Mente solitária cheia de desejos
Capaz de ter e não querer
E quando quer não tem
A madrugada vai passando e lembro-me cada detalhe de tudo
Dos carinhos, dos caprichos cedidos.
Mas que dia chuvoso
Não vou sair de casa, estou com sono...
Deito-me e logo olho pro relógio, fico vendo a hora passar
Respiro e penso ''por quê diabos eu ainda estou aqui''?
Esquivo-me para a cama e logo pego no sono
E sonho
Sei sonhar...
Aliás, quem seria eu, se não soubesse sonhar?
Faço como todos os dias...
Reergo-me e volto a viver
Esqueço o que era pra ser lembrado
Inconsequentemente sonho com o meu passado
Respiro, respiro...
Escuta-me!
Eu sei sonhar...
Tudo foi tão rápido,
Sem demora passou
O tempo se acabou
O relógio badalou
O coração parou
O que aconteceu com nosso amor
Foi como um vento forte
Levando tudo pela frente
Nossos sentimentos foram juntos
Diga-me por que deixamos isso acontecer
O que fizemos de errado meu amor
Algo sem explicação quebrantou o coração
Agora sigamos nossas vidas
E pra você deixo meus sentimentos
Que não podem se perder pelos ventos
Que um dia possamos nos encontrar
E quem sabe ao amor se entregar
E que esse amor seja eterno
Para todo sempre e sempre.
Apaixonadamente Pela vida desde que o Pequeno Relogio Registrou as Pequenas fagulhas da minha Existência
não pedi pra nascer mas!
vou encarar a vida mesmo que possa
passar por tribulações
minha fé e mas
pois tenho um jesus que e filho do Altíssimos.
Uma rotina inimiga do relógio que corre sem parar
Chega a fica com falta de ar
Rotina de trabalho parece nunca acabar
O cansaço toma conta do corpo que dói sem parar
Rotina do sossegado fica o dia todo lá
Só a vagabundear
Rotina do da aluno que esta no seu primeiro dia
Chega a barriga esfriar.
Rotina do político que vai pro planalto só para roubar
Hoje o relógio acordou cansado, preguiçoso e lento.
Os segundos extensos, sem pressa de mudar.
E o meu tempo que é do ontem, foi buscando refúgio.
Em um cantinho calmo e penumbroso de uma saudade que já sinto de você.
Ansiedade no trabalho
tic-tac do relogio
tic-tac do relogio
pá-pará-pá-pá
duas e meia
tres e meia
quatro e meia
e não chega cinco e meia!
tic-tac do relogio
tic-tac do relogio
não vou aguentar,
xixixixixi xixixixixi
preciso ir embora,
embora desse lugar!
tic-tac do relogio
tic-tac do relogio
eu vou me mudar,
a hora não passa
e nem nada por aqui vai passar
então, passe e venha me buscar!!
tic-tac tic-tac tic-tac
não vou aguentar!!!
Ditadura do relógio
Correr não é andar mais rápido
Mas sim um pedido de enfarto
Aos quinze minutos do primeiro tempo da vida
O relógio marca a vida constantemente sem cessar
Marcam segundos
Minutos
Horas a passar
Se o tempo parasse...
Ah se o tempo parasse
Queria que parasse no instante em que te vi
Aquele mágico instante
Em que me deparei com teus olhos
Perdendo-me como se perde em um oceano tão profundo
Esses teus olhos verdes...
Ah esses teus olhos verdes...
Como eu dizia,... queria que o tempo parasse nesse instante
Que parada fiquei a te olhar
Vendo-te passar devagar, aos poucos
Fui me curvando...
Dobrando a rua atrás de ti
E assim sumiste ao fim...
Agora fico imaginando aquele momento
Em que por ti me apaixonei...
Leticia Andrea Pessoa
Tic-Tac
Tic-tac, Tic-tac, Tic-tac,
Aonde a pressa ouve-se o versar do relógio
Avisando que o mundo não para.
Corre, corre, corre,
Tudo é sempre igual,
Dorme, acorda e come, dorme, acorda, come,
Sai atrasado, chega atrasado, patrão brabo.
Passeia nas horas, viaja nos segundo e descansa nos minutos.
Relógio de cabeceira, relógio de pulso e relógio de mesa,
Perder a hora é dureza.
Mas se der tempo eu como a sobremesa!
Relógio Flamejante
Imagine como seria outro dia de sol.
É triste. É triste como hoje passo por ti.
Então deixe-me abrir a janela e ouvir o som do passado,
Sozinha. O destino brinca desse jeito.
Deixe-me pensar que ao menos não fomos crianças.
E que para sempre; viverei aonde você deixou tudo para trás.
Dias de sol vivo; embora sozinha.
Deixe-me ser feliz e viver com a saudade.
E com saudade pensar que perdi meus amigos.
Porque a vida une e afasta as pessoas.
Mesmo assim, ela é dada como um presente e é boa.
Que eu cante isso para mim mesma,
E que não escutem os que nada sabem sobre a vida!
Fico com a saudade e assim vou seguindo.
Pois o relógio como um corcel corre...
(Em que mundo está o seu domador?)
O relógio como um corcel corre, e não pára.
Pediu desculpas como se tivesse esquecido de colocar o relógio pra despertar.
Ou como se tivesse deixado quebrar o copo com o último leite.
Pediu desculpas como se tivesse esquecido o ferro de passar ligado sobre a camisa preferida.
Ou como se tivesse se distraído e deixado o último ônibus da noite passar.
Pediu desculpas como se tivesse se esquecido do moletom em pleno inverno. Ou como se tivesse deixado a lasanha queimar.
Fútil...
O pedido de desculpas virou coisa fútil.
As desculpas não evitariam o atraso.
Não fariam o último copo de leite se refazer.
Não consertaria a camisa preferida.
Não faria o ônibus dar ré.
Não aqueceria por ausência do moletom.
E a lasanha? Queimou!
Mas, foi tão cara!
Pediu desculpas.
Mas nada mudou.
A mágoa ficou.
O vazio deixou...
A dor se acomodou.
E não refez o coração que você mesmo prometeu que não quebraria...
NÃO DÊ OUVIDOS
Chega de conversa mole
Com esse papo que quer me mudar
Para de olhar relógio
Ditando a hora que eu tenho que chegar
Você já estava sabendo
Que com boêmio você se casou
Eu chego toda madrugada
Porque ainda não se acostumou
Você comprou o peixe errado acreditou em que não devia
Eu não estava em lance errado
Tava curtindo a minha boêmia
Tudo que faço é por ti
Melhor pensar sem ressentimento
Não deixe que bicudo atrapalhe
Pra não findar o nosso casamento
Hora chega...
Eu não sabia que estava me esperando
Com os pratos sobre a mesa
Era niver de casamento
Me preparou uma surpresa
O bicudo que me entregou
Quis quebrar a minha asa
Mas você sabe que no final da noite
Eu sempre volto pra casa
Amor eu te amo demais
Não de ouvido a conversa alheia
Se não a nossa relação acaba é você vai acabar solteira
A VIDA É UMA RODA GIGANTE!
Vejam que interessante!
Parece um relógio imenso, que roda ao prazer do tempo, levando a vida gente, com alegria e encanto, sem medo se divertindo, com chorando prantos.
Logo que se inicia, ela roda devagar, numa contagem progressiva, que parece não chegar.
Oh! bela adolescência sem compromisso, brincalhona e sem juízo, que maior idade de infante, parece longe de tudo, parece muito distante.
A contagem progressiva, começa acelerar e a contagem regressiva, parece não caminhar.
Ah! Depois de um tempo e de repente, chega-se a responsabilidade, deixa a fase de adolescente e atinge a maior idade. Ufa, até quem enfim!!
É a época de aproveitar, a saudável juventude, paquerar, festejar, namorar, antes que a coisa mude, pois começa se apaixonar, com certeza vai casar.
E ai, numa correria imensa, vai a família aumentar.
Essa Roda vai rodando, e a gente sem perceber, o velho tempo passar.
Os filhos crescem se casam, chegam netos. Doces pirralhos!
E quando nos acordamos, chegam os cabelos grisalhos.
E a velha Roda Gigante, não para em nenhum instante, continua a rodar.
O tempo parece voar e numa velocidade precisa, acelera a progressiva e a regressiva aumenta e quando se menos esperar estamos chegando aos setenta.
É ai que a coisa pega!
A Roda em disparada, na contagem regressiva, no embalo da progressiva, a gente sente coragem e pára pra refletir, com o desejo de ficar, mas a alma quer partir.
E a gente de qualquer sorte, querendo fazer-se forte, tenta enganar a morte e não deixa o corpo sentir, e a cada volta da Roda vê um amigo partir.
É nessa história de vida, de lágrimas em cada partida, no meu canto, meu abrigo, no meu pranto e timidez, vou cedendo aos amigos, com prazer a minha vez
Motoristas buzinam;
Gritos calados.
Olho meu relógio,
Estou atrasado.
Pego meu "Mobil",
Procuro o contato.
-Amor, sinto muito!
Chegarei atrasado.
