Poemas sobre Livros
Maravilhado, enalteço prontamente uma arte vívida, divinamente, criada
com uma venustidade notável, delicadeza instigante, certamente, é uma mulher amável que deixa esta noite ainda mais fascinante, calorosa, que tornará cada instante memorável.
Nela, o amor se mostra em demasia, a alegria se propaga com a sua presença que nem um beijo intenso da fantasia, oriunda dos livros ou de um dia entusiasmante de verão, o calor de um apreço recíproco, uma sincera e cativante emoção.
Além desta sua essencialidade ser tão apaixonante, tem lindos cabelos que caem gentilmente sobre o seu ombro, uma pele reluzente e uma serenidade nos olhos, detalhes que simplesmente encantam por serem singulares e charmosos.
Livro: Não Há Arco-iris no meu Porão.
Capítulo 5 —
A Flor e o Filósofo no Abismo.
A flor estava sentada no limite do porão, onde os tijolos se desfaziam como lembranças mal digeridas. Seus olhos, enevoados de luto prematuro, fitavam o vazio que morava dentro dela — e que não era só dela.
Ali, no breu quase simbiótico, surgiu ele: Friedrich, sem o tempo nem a barba. Não como homem, mas como ferida.
Trazia no olhar a exaustão dos que pensam demais, e nos lábios o tremor dos que já perderam o direito de acreditar.
Ela não se assustou.
Ele também não.
— “Você também caiu?”, ela perguntou, sua voz como se viesse de um sino partido.
— “Não, pequena... eu apenas nunca mais consegui subir.”
Ficaram frente a frente, ambos em silêncios que diziam mais do que qualquer aforismo.
Ela estendia os dedos manchados de pó e sangue velho. Ele hesitou. Nietzsche sabia o preço de tocar a dor alheia. Mas, ainda assim, quase tomou sua mão.
— “Eu carrego dons que doem”, disse a flor.
— “E eu carrego verdades que me isolaram de todos”, respondeu ele.
Acima deles, os sorrisos vazios dos que acreditam ter vencido a vida tremeluziram como cacos de luz.
Mas no abismo, não havia luz — apenas lucidez.
E uma flor lutando para sustentar as Notas.
— “Eles acham que estou louca… porque ouço o que ninguém mais ouve…”
Nietzsche inclinou-se, sua sombra tremendo como um pensamento prestes a ruir.
— “Louca? Ah, criança… eu desejei ser louco muitas vezes. Ser louco é menos doloroso do que ver demais. Você não está louca. Você está vendo um mundo que finge ser cego.”
Ela não sabia se aquilo a consolava ou a condenava ainda mais.
Ficaram ali. Dois seres de fronteira.
A flor que não florescia.
O filósofo que não acreditava mais na primavera.
E, por um instante que talvez nunca tenha existido, tocaram-se.
Não com as mãos, mas com a dor que se reconhece.
Capítulo XVII — Dá-me uma única lágrima, Camille.
Do Livro: Lírios Do Abismo De Monfort.
A noite parecia suspensa entre dois silêncios. Nenhum vento movia as cortinas, e ainda assim, o ar tremia. Camille estava ali — imóvel, quase transparente — como se sua presença fosse apenas a lembrança de uma presença. A chama da lamparina vacilava, e por um instante, pareceu reconhecer nela o contorno de uma alma que não pertencia mais ao tempo.
Ele, sentado diante do piano, não ousava tocar. As teclas, brancas como neve antiga, guardavam o eco de músicas que só o coração poderia ouvir.
— Dá-me uma única lágrima, Camille… murmurou ele, num tom que não era pedido, mas prece.
Camille ergueu o olhar.
Nos olhos dela havia o oceano e o abismo, a ternura e a dor do mundo.
Uma única lágrima formou-se, hesitante, e deslizou por sua face como se o próprio destino a tivesse esculpido.
Ao cair, não se ouviu som. Apenas um perfume leve se espalhou pelo ar — o perfume da saudade que cura. E, no instante em que a gota tocou o solo, uma brisa varreu o quarto, soprando pelas janelas abertas.
Tudo o que era sombra pareceu recolher-se.
E ele, que antes chorava em silêncio, sentiu a dor dissolver-se em luz.
Camille aproximou-se. Sua voz era quase um sussurro que o coração entendia antes do ouvido:
— As lágrimas, meu amado, são sementes de eternidade. Elas não caem: renascem. Cada dor que se oferece em amor torna-se bálsamo para o mundo.
Então, desapareceu lentamente, como se se recolhesse ao próprio firmamento.
Mas o perfume ficou.
E, sobre o piano, onde antes havia apenas o vazio, repousava agora uma única gota cristalina, cintilando à luz da madrugada a lágrima de Camille guardando em si o mistério de quem chorou pelo amor e curou pela alma.
“Há dores que não se apagam; transmutam-se em luz, e nessa claridade silenciosa, os espíritos se reconhecem.”
Quando deixam
de te olhar nos olhos,
Quando deixam
de te emprestar os ouvidos,
Quando deixam
de falar inexplicavelmente contigo,
Quando absolutamente
nada conspira a seu favor,
Sempre será o livro que continuará
te fazendo companhia,
viajando, debaixo da chuva,
no meio da guerra
ou quando você se encontrar
absolutamente sozinho.
O livro ensina a ser e a não ser,
por isso escolha bem o seu livro
como quem escolhe o melhor amigo.
Critério de exposição
sem prejuízo
ao conteúdo da obra,
não é censura.
Censura é corte ou alteração
de conteúdo, e em casos
mais agudos proibição
total da publicação
ou exposição.
Censura é o quê os picolés de chuchu
fazem enchendo o saco
ou te cerceando socialmente
quando tu expressas uma opinião
que não agrada a fantasia deles.
A verdadeira beleza está dentro do seu verdadeiro "Eu". Aquela que não se esvai e que dura para sempre.
Como as pessoas insistem em ser ignorantes? Como as pessoas insistem em deixar de lado tudo o que é mais lindo no mundo por um simples capricho? Como elas ainda falam o nome das vacas em vão, maltratam o animal mais perfeito de toda a criação divina?
O mundo é um lugar terrivel de se viver. Ainda sonho com a minha doce Mangália.
Quanto
Sabe o quanto te desejo?
Não, você não sabe
É muito
Sabe qual é a intensidade
Desse desejo?
Tenho certeza que você não sabe
E vou verbalizar isto somente uma vez
Abra seus ouvidos
Ouça:
Preste atenção
É forte
Muito forte
Profundo
Sabe qual é a profundidade deles?
Talvez nem eu sei
Talvez nem você saiba
Mas isto mastiga
Todos meus dias
Todas as horas
Cada minuto e segundo
Você me deixa molhada de desejos
Sabe o que é o desejo?
Sou eu que te procuro
Nos beijos dos outros
Teu olhar
Teu cheiro que ficou em
Minha boca
É ficar perdida
Somente te esperando
Sabe o que e esperar muito?
É desejar
Profundamente.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios, e iria para sua sepultura sem eles.
Tempo sem dinheiro = a falência... dinheiro sem tempo = estupidez... encontre o equilíbrio entre uma coisa e outra e dominará o segredo das finanças e da estabilidade confortável que todos almejam na vida.
"Não se pode dar amor a quem se tira a liberdade."
Diálogo final entre um pássaro livre e outro engaiolado, na fábula "Sabia que o sabiá sabia assobiar?", de Sylvio L. Panza
Primeiros, as cores, depois os humanos.Em geral,é assim que eu vejo as coisas..Ou, pelo menos, é o que eu tenho
"As tradições nos aprisionam ao passado e nos impedem de conhecer ou estudar o único caminho que temos pela frente: o futuro."
Livros ensinam, livros libertam, livros são essenciais para estimular o senso crítico e a boa escrita. Lutemos, por um mundo com mais amantes dos livros.
