Poemas sobre Livros

Cerca de 3593 poemas sobre Livros

Maravilhado, enalteço prontamente uma ⁠⁠arte vívida, divinamente, criada
com uma venustidade notável, delicadeza instigante, certamente, é uma mulher amável que deixa esta noite ainda mais fascinante, calorosa, que tornará cada instante memorável.

Nela, o amor se mostra em demasia, a alegria se propaga com a sua presença que nem um beijo intenso da fantasia, oriunda dos livros ou de um dia entusiasmante de verão, o calor de um apreço recíproco, uma sincera e cativante emoção.

Além desta sua essencialidade ser tão apaixonante, tem lindos cabelos que caem gentilmente sobre o seu ombro, uma pele reluzente e uma serenidade nos olhos, detalhes que simplesmente encantam por serem singulares e charmosos.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Livro: Não Há Arco-iris no meu Porão.
Capítulo 5 —
A Flor e o Filósofo no Abismo.

A flor estava sentada no limite do porão, onde os tijolos se desfaziam como lembranças mal digeridas. Seus olhos, enevoados de luto prematuro, fitavam o vazio que morava dentro dela — e que não era só dela.

Ali, no breu quase simbiótico, surgiu ele: Friedrich, sem o tempo nem a barba. Não como homem, mas como ferida.
Trazia no olhar a exaustão dos que pensam demais, e nos lábios o tremor dos que já perderam o direito de acreditar.

Ela não se assustou.

Ele também não.

— “Você também caiu?”, ela perguntou, sua voz como se viesse de um sino partido.

— “Não, pequena... eu apenas nunca mais consegui subir.”

Ficaram frente a frente, ambos em silêncios que diziam mais do que qualquer aforismo.
Ela estendia os dedos manchados de pó e sangue velho. Ele hesitou. Nietzsche sabia o preço de tocar a dor alheia. Mas, ainda assim, quase tomou sua mão.

— “Eu carrego dons que doem”, disse a flor.
— “E eu carrego verdades que me isolaram de todos”, respondeu ele.

Acima deles, os sorrisos vazios dos que acreditam ter vencido a vida tremeluziram como cacos de luz.
Mas no abismo, não havia luz — apenas lucidez.
E uma flor lutando para sustentar as Notas.

— “Eles acham que estou louca… porque ouço o que ninguém mais ouve…”

Nietzsche inclinou-se, sua sombra tremendo como um pensamento prestes a ruir.

— “Louca? Ah, criança… eu desejei ser louco muitas vezes. Ser louco é menos doloroso do que ver demais. Você não está louca. Você está vendo um mundo que finge ser cego.”

Ela não sabia se aquilo a consolava ou a condenava ainda mais.

Ficaram ali. Dois seres de fronteira.
A flor que não florescia.
O filósofo que não acreditava mais na primavera.

E, por um instante que talvez nunca tenha existido, tocaram-se.
Não com as mãos, mas com a dor que se reconhece.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Capítulo XVII — Dá-me uma única lágrima, Camille.
Do Livro: Lírios Do Abismo De Monfort.

A noite parecia suspensa entre dois silêncios. Nenhum vento movia as cortinas, e ainda assim, o ar tremia. Camille estava ali — imóvel, quase transparente — como se sua presença fosse apenas a lembrança de uma presença. A chama da lamparina vacilava, e por um instante, pareceu reconhecer nela o contorno de uma alma que não pertencia mais ao tempo.

Ele, sentado diante do piano, não ousava tocar. As teclas, brancas como neve antiga, guardavam o eco de músicas que só o coração poderia ouvir.
— Dá-me uma única lágrima, Camille… murmurou ele, num tom que não era pedido, mas prece.

Camille ergueu o olhar.
Nos olhos dela havia o oceano e o abismo, a ternura e a dor do mundo.
Uma única lágrima formou-se, hesitante, e deslizou por sua face como se o próprio destino a tivesse esculpido.

Ao cair, não se ouviu som. Apenas um perfume leve se espalhou pelo ar — o perfume da saudade que cura. E, no instante em que a gota tocou o solo, uma brisa varreu o quarto, soprando pelas janelas abertas.

Tudo o que era sombra pareceu recolher-se.
E ele, que antes chorava em silêncio, sentiu a dor dissolver-se em luz.

Camille aproximou-se. Sua voz era quase um sussurro que o coração entendia antes do ouvido:
— As lágrimas, meu amado, são sementes de eternidade. Elas não caem: renascem. Cada dor que se oferece em amor torna-se bálsamo para o mundo.

Então, desapareceu lentamente, como se se recolhesse ao próprio firmamento.
Mas o perfume ficou.
E, sobre o piano, onde antes havia apenas o vazio, repousava agora uma única gota cristalina, cintilando à luz da madrugada a lágrima de Camille guardando em si o mistério de quem chorou pelo amor e curou pela alma.

“Há dores que não se apagam; transmutam-se em luz, e nessa claridade silenciosa, os espíritos se reconhecem.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Quando deixam
de te olhar nos olhos,
Quando deixam
de te emprestar os ouvidos,
Quando deixam
de falar inexplicavelmente contigo,
Quando absolutamente
nada conspira a seu favor,
Sempre será o livro que continuará
te fazendo companhia,
viajando, debaixo da chuva,
no meio da guerra
ou quando você se encontrar
absolutamente sozinho.

O livro ensina a ser e a não ser,
por isso escolha bem o seu livro
como quem escolhe o melhor amigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Critério de exposição
sem prejuízo
ao conteúdo da obra,
não é censura.
Censura é corte ou alteração
de conteúdo, e em casos
mais agudos proibição
total da publicação
ou exposição.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Censura é o quê os picolés de chuchu
fazem enchendo o saco
ou te cerceando socialmente
quando tu expressas uma opinião
que não agrada a fantasia deles.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O homem tolo só se tornará sábio quando a cria do jumento selvagem nascer home.

Inserida por zkeu7

Amo-te tanto que chega a doer. Poderias um dia compreender ou esse amor terá que comigo morrer?

Inserida por A-menina-dos-livros

A verdadeira beleza está dentro do seu verdadeiro "Eu". Aquela que não se esvai e que dura para sempre.

Inserida por A-menina-dos-livros

Como as pessoas insistem em ser ignorantes? Como as pessoas insistem em deixar de lado tudo o que é mais lindo no mundo por um simples capricho? Como elas ainda falam o nome das vacas em vão, maltratam o animal mais perfeito de toda a criação divina?
O mundo é um lugar terrivel de se viver. Ainda sonho com a minha doce Mangália.

Inserida por tomozando

"As mulheres em geral gostam mesmo de sofrer. A maioria delas, é caso de intervenção psiquiátrica."

Inserida por Vogelfrei

⁠ Quanto
Sabe o quanto te desejo?
Não, você não sabe
É muito
Sabe qual é a intensidade
Desse desejo?
Tenho certeza que você não sabe
E vou verbalizar isto somente uma vez
Abra seus ouvidos
Ouça:
Preste atenção
É forte
Muito forte
Profundo
Sabe qual é a profundidade deles?
Talvez nem eu sei
Talvez nem você saiba
Mas isto mastiga
Todos meus dias
Todas as horas
Cada minuto e segundo
Você me deixa molhada de desejos
Sabe o que é o desejo?
Sou eu que te procuro
Nos beijos dos outros
Teu olhar
Teu cheiro que ficou em
Minha boca
É ficar perdida
Somente te esperando
Sabe o que e esperar muito?
É desejar
Profundamente.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios, e iria para sua sepultura sem eles.

A Menina que Roubava Livros
ZUSAK, Markus. A Menina que Roubava Livros. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.
Inserida por _niix___

Tempo sem dinheiro = a falência... dinheiro sem tempo = estupidez... encontre o equilíbrio entre uma coisa e outra e dominará o segredo das finanças e da estabilidade confortável que todos almejam na vida.

"Não se pode dar amor a quem se tira a liberdade."
Diálogo final entre um pássaro livre e outro engaiolado, na fábula "Sabia que o sabiá sabia assobiar?", de Sylvio L. Panza

Inserida por panza

Primeiros, as cores, depois os humanos.Em geral,é assim que eu vejo as coisas..Ou, pelo menos, é o que eu tenho

Não ofereça livros ruins para o estudante. Talvez seja a primeira e última leitura dele.

Há vidas dentro de páginas amareladas, tanto as que a literatura criou quanto as que a apreciam..

Inserida por MarieSoffiati

"As tradições nos aprisionam ao passado e nos impedem de conhecer ou estudar o único caminho que temos pela frente: o futuro."

Inserida por rafaelfigueiredo

⁠Livros ensinam, livros libertam, livros são essenciais para estimular o senso crítico e a boa escrita. Lutemos, por um mundo com mais amantes dos livros.

Inserida por NataliaCleuber