Em uma bela noite, estava eu, rindo,... Gilderson Santos

Em uma bela noite, estava eu, rindo, olhando o céu, lembrando do momento em que parei no tempo, olhando o chão vivo da terra que pisamos. Pensei, repensei: se pudesse voltar naquele ponto e somente falar, mesmo sem olhá-la: "Eu te amo. Você me ama?". Queria escutar a voz mansa dizer: "Tá bem? Claro, amor da tia...", mas só...


Parei, voltei à realidade. Senti a brisa no pescoço, que mostrava-me vivo, vivo da carne que cortava, que doía, mas que mal sentia; dos gestos que não sentia, pois a rotina acabara. Lembrei que o todo se transformou em empatia, em só ajudar, pois não era nada para mim. Concluía que transformara no significado que dará à vida, que mudará a depender do tempo, mas que sempre era veloz, nada nítida, mas linda nos maiores, mais belos e horríveis dias.


Não aprendera a ver o mal. Tentara imitá-lo na tristeza, mas queria rir dela. Será que aprendi a verdade, ou aprendi a desaprender? Choro, rio, grito e me descasco em sangue. Será que fui eu quem mudou, ou foste tu que nunca exististe como lembro?