Poemas sobre Calma
Desconectar
Calma… tudo pede calma.
Respire.
Escute o som da água.
Sinta o calor dos raios de sol tocando sua pele.
Observe o balançar das árvores.
Apenas sinta o mundo ao seu redor:
a areia tocando os dedos
e fazendo cócegas nas rachaduras da pele.
Calma.
Pare.
Apenas respire... A VIDA.
Grace Carneiro, Praça do Derby, Recife. 18/07/2025, às 10h51.
Ele chegou com calma.
Sem prometer o mundo, mas me mostrando que o amor mora nos detalhes.
No cuidado. No carinho. No gesto simples que aquece o peito.
É o oposto de tudo que já vivi…
E talvez, por isso, esteja me fazendo tão bem.
Não é conto de fadas.
É real. É leve. É recíproco.
E depois de tanto procurar nos lugares errados…
A vida me trouxe alguém que parece ter vindo no tempo certo. 🌿
A calma é a arte de esperar sem se desfazer.
Ela não é ausência de barulho, nem a negação da dor.
É um estado em que a pessoa encontra um tipo de silêncio interior, mesmo quando tudo ao redor parece ruído.
A calma ajuda a ver com mais clareza, a responder em vez de reagir.
É o terreno onde a sabedoria cresce, onde a raiva perde força e a serenidade floresce.
Na vida de alguém, calma pode significar equilíbrio:
agir com consciência, mesmo quando pressionado.
Falar com firmeza, sem elevar o tom.
Aceitar que há coisas fora do nosso controle, e mesmo assim, continuar.
Calma não é conformismo.
É discernimento.
É saber quando é hora de agir…
e quando é hora de esperar.
No fundo, é como uma âncora:
não impede a tempestade, mas impede que a gente seja arrastado por ela.
Devolva-me para a noite
Há muito tempo me perdi do escuro,
da calma silenciosa que embala,
do véu que cobre o mundo e sussurra segredos.
Andei distante, preso ao dia,
às vozes, às pressas,
às luzes que nunca descansam.
Mas o coração chama,
anseia pelo abraço da sombra,
pela vastidão que só a noite conhece.
Devolva-me para a noite —
lá onde pertenço,
onde o silêncio me entende,
onde as estrelas me guiam.
E quando eu chegar,
não irei só:
vamos juntos novamente.
Aceito um abraço
Que seja aconchegante
Com calma e de alma
Embrulhado pra presente.
Enfeitado com um laço.
Apertadinho e permanente.
Pra ficar guardado
Num cantinho especial
No coração e na mente.
DOIS
Uma ideia
Calma e doce
Alma e corpo
Lua ao fundo
Finda o outro
Sem relevo
Contorna o eterno
Amor profundo
Na varanda
Dois corações
Dos corações
Que pulsam o mundo
Paciência é o tempo vestido de esperança,
É flor que desabrocha na calma da confiança.
É saber que o fruto não nasce ao gritar,
Mas no silêncio de quem escolhe esperar.
É arte de ouvir o relógio do universo,
Mesmo quando o coração grita em verso.
Paciência é ponte entre o querer e o chegar,
É saber que o caminho também faz o caminhar.
Ela não para, apenas desacelera,
Dá espaço para a vida, sem pressa ou espera.
É atitude nobre de alma madura,
Que entende: o processo também é a cura.
Nada traz mais calma do que saber que a própria consciência está limpa.
A serenidade verdadeira nasce da coerência entre o que sentimos, pensamos e fazemos.
Caráter!
Sou como a água de um rio…
Calada, disfarço minha fúria,
Você olha, acha que é calma,
Mas no fundo… sou abismo.
Tente mudar meu caminho, ouse me parar,
Levante barreiras, cave desvios…
Só não esqueça:
Minha força não se mede na superfície.
Debaixo do que parece paz,
Escondo correntezas traiçoeiras,
Buracos que te puxam,
Te arrastam… te afogam.
Pode tentar me secar,
Gole a gole,
Como quem suga por um canudo…
E quando achar que me venceu,
Surjo, escorrendo onde você menos espera.
Eu sei esperar…
Silenciosa, espero o tempo das chuvas.
E quando elas caem,
Eu transbordo.
Eu invado.
Eu quebro.
Eu retomo tudo aquilo que é meu.
E nesse instante, meu caro,
Só resta dobrar os joelhos,
Pedir perdão ao Deus que te resta…
Porque eu te puxo,
Te abraço nas minhas sombras,
E te mostro que com a força de um rio…
Ninguém jamais deveria brinca
Não é sobre perfeição,
é sobre presença.
Sobre olhar-se com calma,
com ternura e com licença.
Ver no reflexo não só um rosto,
mas a história por trás do olhar.
As lutas, os recomeços,
o jeito lindo de continuar.
Se veja com o mesmo carinho
que oferece ao mundo inteiro.
Porque seu brilho é raro,
e começa no espelho.
Não julgue a caridade pela calma ou explosão.
Na verdadeira solidariedade, está a razão.
Expressões verbais não definem o coração.
Bondade habita em todos, em qualquer estação.
Explosivos ou calmos, todos merecem compaixão.
Livro: O Respiro da Inspiração
Na calma eterna o canto se alegre
Todo em chama se perfuma
E amanhece em Deus
A alma aquece e branda se ama
O vento amacia a onda
E o calor é rio translúcido que emana
Emana a pureza, cor e energia
Levemente a Luz te oferece amor
Coração ❤️ iluminado por Deus
Ventania Celestial, corpo vivo eterno
Transparente umbro e rio de amor
Caminhante da Luz
Em ti há Deus, imenso poente
A barca do Eterno em teu colo se funde
Une teu Ser à imensa Eternidade
Que não tem nome. Apenas É
Somente é rio alegre que em ti corre
É manhã Celestial que afeiçoa o Ser
Alumia, devagar,
a frondosa árvore que respira no teu corpo
Céu Eterno que te ama e te dirige
Em ti nasce, aberta à Luz
O cálice oferece perfumes ternos
E aconchegos amiúde
Eu
Atualidade
Quanto mais vazia e calma
Mais ainda é perigosa a rua
(Isola). A bola na rua
Simplesmente a bola
E o asfalto,
Não há quem queira mostrar talento,
Não há quem queira jogar uma pelada,
Não há quem queira fazer pontinho,
Não há quem queira...
Casas com grade
(Já não basta ter medo da marginalidade,
Tem que ter medo de doença
Invisível), a rua nua e doentia,
A rua nua prostituída
Por quem se aproveita
Da situação alheia
Para lucrar (sistema podre -
Capitalista).
No mundo de crença,
Onde muitos colocam
Deus acima de tudo
E carrega por dentro
A falta de amor.
Há ser que mata mais
Que droga,
Quantas pessoas são assassinadas
Por ano?
Calamidade pública,
Pobre nem sempre tem vez.
Humano nem sempre é humano
(Desigualdade social
É desumano).
A sociedade feito a rua
A cada dia, nua, vazia, calma,
Doentia...
se esta terra fosse surda
e os seus pés respirassem
mudos na penetrante calma
do Alentejo
talvez a isóscele sombra
que me encandeia o crânio
iluminasse
num só suspiro
o esplendor vítreo
do sono
e fosse uma cratera
ou criatura
viva e venosa
e litúrgica
fina e mansa
como um ritual
ganhando luz
sobre o solo
e não apertasse esquiva
a garganta da planta
que a raiz engole
e torna infértil a terra na terra.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "se esta terra fosse surda")
GISELA E RAIMUNDO
Seria uma noite calma
Se ela e ele
Não dissessem
Sobre os seus desejos
E sentimentos bem
guardados em seus corações
Mas não deu!
Rolaram na grama
No carro
No terraço
No quarto
Os beijos aconteceram
E muito mais.
Cantaram os passarinhos de ambos os corpos
Se unharam
E descansaram abraçados.
Gisela e Raimundo
Pularam do avião da vida
Dentro dos corpos
E dos corações
Um do outro.
-
Jamil Cioffi Siqueira
16 de fevereiro de 2019.
Viver carece de calma, necessita degustar todos os tênues segundos da vida
O que urge é o nosso amor, ele desespera até o mais tranquilo, sintoniza até o mais atônito e faz dançar até o mais descompassado
Nesse contraste temporal, urgente é o nosso momento e se não fosse urgente, não seria a gente.
Bendito seja Deus
Bendito sejam todos aqueles
Que não conhecemos e nos respeitam
E que dão calma na alma e no coração
Lamúrias
Deste amor que dilacera minh’alma
Pouco vivido, que de tão vívido, não traz calma.
Tanto fez sofrer e que nem o tempo o deixa morrer.
Quantos, porquês!
Que chega a sangrar e doer, sem convalescer.
Da lamúria intermitente, que inquieta a alma vivente.
Mesmo assim, como uma sobrevivente, deste sofrimento persistente, que deixa a alma doente e insuficiente.
Que nunca a permitirá em paz viver.
E que ainda assim, o viveria, de tudo e todo. Pois prisioneira sou, e sem nenhum esforço, me afogo nesse poço. Onde me perco pouco a pouco.
Por Léla Dias
Apesar de tudo ainda te amo
A noite está calma, me sinto inquieta
e não consigo dormir, sorrir ou até mesmo chorar.
Abro a janela e tudo que vejo parece estar você,
mas você não está mais aqui.
Tudo é tristeza e dor.
Essa saudade aumenta a cada instante e me sufoca
cada vez mais.
Esse silêncio me enlouquece.
Te desejo ver de novo e essa incerteza mata-me aos poucos.
Se eu pudesse separar as barreiras que existem entre nós,
quem sabe estaríamos juntos.
Jamais deixaria você partir como da última vez...
E agora só existe um desejo: você!
Um objetivo: possuir-te novamente!
Uma esperança: ser amada por ti eternamente!
Dominado pelos benefícios da calma de sua presença.
Agora um menino inseguro e chorando a sua ausência.
E esse é o ponto em que você é dualidade, bem e mal, guerra e paz.
Porque hoje aqui não estás, ora choro e ora pego-me rindo, nas lembranças que sua falta traz.
Sergio Junior
