Poemas sobre Árvores

Cerca de 1415 poemas sobre Árvores


Eu gosto muito da chuva
Do sol
Das flores
Das árvores secas
Porque?
Ao longo dos anos e depois de tanto ficar brava por causa das previsões que mudam de última hora, aprendi a apreciar as estações
Todas têm sua beleza e acredite, são lindas e podemos construir histórias para serem lembradas tanto quanto um dia ensolarado.

Inserida por Pepita50

FORAM 100 MOTÉIS ATÉ TERMINAR A ESTRADA
DEPOIS DO CRUZAMENTO EM QUE PAREI DE CONTAR

eram árvores de amora, também tinha rede
tinha poeira no para-brisa e algo no retrovisor

O último posto de gasolina ficou a 500 km atrás
qual o nome daquela cidade? nem lembro mais..

Sigo adiante com este quase novo motor
depois de uma curva, sempre tem outra

E mesmo eu sendo, eu mesmo, a mesma pessoa
em cada multa tem sempre uma foto diferente

talvez pela distância percorrida, ou pela corrida
ou pelo cansaço, ou pela mudança simplesmente

FORAM 100 MOTÉIS ATÉ TERMINAR A ESTRADA
DEPOIS DO CRUZAMENTO EM QUE PAREI DE CONTAR

Tanta paisagem passa, tanta coisa, tanta gente
E continuamos seguindo pela longa estrada. C'est La Vie

eram vozes falantes e o silencio lacerante
subidas e descidas e pela estrada adiante

Muita história na bagagem. Pra contar, um dia..
Sol escaldante, chuva e microfonia, alguns acidentes

Mas com tanta estrada rodada, não podia ser diferente
Os olhos fustigaram, umedeceram e a muito secaram

Nas paradas, nos pedágios, nas oficinas e nos bares
foram muitas peças, tarifas, cervejas e muito mais

FORAM 100 MOTÉIS ATÉ TERMINAR A ESTRADA
DEPOIS DO CRUZAMENTO EM QUE PAREI DE CONTAR

Inserida por FranciscoVerasJr

Há uma força em mim
que voa livre sobre as árvores,
que ilumina a escuridão,
quando toca o coração.

Essa força chamada amor,
onde há frio traz calor
onde há medo traz conforto
e apaga toda dor.

Amor...
liberta todo prisioneiro,
acompanha o solitário,
na alegria e nas lágrimas
amor... o único e verdadeiro companheiro.

Inserida por RosangelaCalza

De nada adianta plantar arvores se ao mesmo passo não for plantada a conscientização ambiental, o respeito pelo proximo e pelas futuras gerações.

A pergunta não é que planeta vamos deixar para nossos filhos e sim que filhos vamos deixar para nosso planeta.

Inserida por andrepviana

Em suas matas o vento
Delicia-se ao passar,
Acariciando suas árvores
Não se cansa de soprar,
Se pudesse se deteria
Dessas matas não sairia
Pra soprar em outro lugar.

Obs. Sobre Taquaritinga do Norte,sua cidade Natal.

Inserida por robertocelestino

Vejo o vento rugir no bater das janelas,
Na dança das árvores,
No temor dos mares,
Ao partir aquarelas.

Vejo um vento em cor
Que balança os cabelos
E carrega nuvens.
Que brinca em cataventos
E que brinca com a dor.

Sabe-se vento sem dó
Todo aquele que se assume vento
E arranca da vida
O que devia ficar.

Inserida por carlosantonioa

Tão doce quanto o sabor do ácido,
Viajo na ideia de ser quem não sou.

Ideias brotam como árvores mortas,
Nasce tão quente quanto o fogo,
Amadurecem como o congelar da água.

Doce ideia, amarga e fria.

Inserida por HenriqueDolsan

BRINCADEIRA DE PALAVRAS

Árvores e postes
Casas e chão
Olho pro céu
Vejo um gavião

Cercas e mato
Trilho e trem
Olho pro céu
Vejo o além

Gente e pente
Vaso e detergente
Olho pro céu
Vejo a sua mente...

...ou pente!

Inserida por katiabao

ÀS GRANDES ÀRVORES

Ama todo o verde,
não só a flor
respira tua paz
vê o teu amor

Inspire se mais
no antro sagrado
entre em silêncio
Não lhes cause dor

Perceba e descubra
a doação em segredo
da sábia calma pura
em todo o esplendor!

Inserida por violetshine

ÁRVORES

Árvores dos campos,
Que juntas contemplam
A beleza do nosso infinito amor.

Que num simples gesto,
Permite-nos beijar, amar...
Até mesmo em seus fortes traços
Nos deixam sonhar...

Inserida por degalli73

Fim da Esperança

Lembranças de um dia ensolarado
O sol passava pelas copas das árvores
Assombrações de um fantasma do passado

Agora me encontro no fundo de um poço
Olhando ao pouco sol que entra desviado
Minha sombra está envolta de mim
E este anjo morto ao meu lado

A gelada água comessa a subir
Meu destino está selado
Tampam o poço lá de cima
Percebo ser condenado

Inserida por Cafinfonho

O amor que um dia era recíproco parecia ter sumido por entre as árvores daquele lugar. Os sorrisos já tinham se acabado. E ela nem sabia ao certo o que aconteceria. Ela voava, saía do chão e suas pernas já não alcançavam mais a velocidade do seu corpo. Os sentimentos estavam estagnados, pelo menos parecia que estavam. Ela ama. Mas agora isso já não passava mais de um futuro do pretérito indicativo: Amou.

      Olhou para os lados e se sentiu bem. Não completamente, mas estava bem ao ponto de continuar vivendo. A sua vez no amor parecia que nem tinha começado. Ou tivesse começado, mas já havia se partido. O Adeus dói. Mas não mais do que a ilusão de ter acreditado que o pra sempre dessa vez não acabaria.

      A sua voz ecoou junto com vento que chorava por paz. Nada mais que isso. O céu chorava, ela não conseguia nem acordar pra vida. Continuava ali, partida, mas intacta a qualquer marca das lágrimas que tentavam a dominar. Nem tudo estava bem, mas ela fingia. Dizia que estava bem pra não precisar contar toda a história da sua dor. Fingia para não chorar.

      Talvez ela devesse seguir, devesse acordar. Talvez ela devesse até dar mais uma chance para o amor. Mas não, ela não queria. Estava iludida. E continuava iludida com a sua dor.

      Talvez a ilusão não fosse tão forte. Talvez poderia até ter se enganado. Mas as coisas já não tinham mais sentido.

Inserida por leticianogara

TRISTE QUIETUDE

⁠As árvores cansadas da dor
Deixavam cair seus braços tão tristes
E o sol castigava as pedras do chão
Como ferro quente a marcar o gado,
Na tarde já morta de sede.
Só uns cabelos de oiro
Esvoaçavam loucos na brisa infernal...
Eram os teus procurando os meus,
Na triste quietude da tarde defunta.
Fugiram os pássaros e tudo o que é vida
Da vida que tem sangue nas veias.
Dolorosamente, em prantos de cinzas
As árvores tornaram-se pó
E os ramos partiram-se numa chuva
De mil pedaços queimados.
O sol escondeu-se amedrontado;
A tarde e a brisa quente
Feneceram de saudade.
Só ficaram os teus cabelos de oiro
Sempre à procura dos meus,
Revoltos na triste quietude...
Mas tudo tão inútil.

(Carlos de Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 27-08-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

VIRGINDADES

⁠Foram e serão como árvores
Sem fruto
Em seu voto absoluto
De entregar-se,
Devotar-se,
A um só corpo impoluto.

Nunca gerado e resoluto
Por mais tentação que venha
Lá dos varões assinalados
E mestrados.

Confessam-se a padres enamorados:
"Antes morta, do que prenhe,
Não desdenhe, não desdenhe,
Que cá nesta minha ordenha,
Eu sou a santa e a senha
Pela qual me registo
E virgem serei e resisto!".

E num terminar de emoções
Deitam a mão a uns cordões
De recordações
Nefastas,
Mas para resistirem castas
Naquele gostoso furor,
Invocam o seu amor a Cristo!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-05-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

A casa de madeira no balança das arvores a cadeira de balanço são guiada
A luz se estende na varanda e arrastada para o horizonte agonizando
No estalar da madeira a alma fria solitária se escora na inquietude falsa paz
Rasga o coração sobre o vento fino que caminha na encosta e respaldado nas flores e relva do campo tarde tão tétrica neste vazio desigual
Caminho no desfiladeiro e as pedras assustadas ver meus olhos em sangue lagrimas e fel
A calmaria faz o vendo falar no sopro constante que escorrega da colinas agudas
Morro cada dia sem você nas encostas do mar lambe minha agonia na gastura da luz da lua
Me esmiunço em detritos adentes que retalha meu coração na sede do seu amor ausente
As nuvens rasgadas no céu frestas de luz invade a sala e não toca meu coração
A luz do entardecer toca a grama amarelada e na estridente agonia meu sangue corre no contraste dor
Nas batidas fracas de um coração sofredor

Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )

Um brinde as afinidades que ainda irão brotar, os pensamentos são
árvores balançando com o ar; são troncos rudes ali mas contam histórias
sem fim e algo assemelha-se a mim.
Brindemos a afinidade que bem sei que já existe; os galhos entrelaçados
carregam sonhos alados e os meus ainda resistem.
A essa bela empatia que jamais possa faltar: afeto , amparo e assunto para
nos conectar.

Inserida por LITYERE

No verão o sol brilha intensamente e as plantas crescem.
No outono o vento desfolha as árvores e as paisagens ficam cinza.
No inverno chuvas, frio, gelo e neve fazem as plantas ficarem ociosas.
Mas com a chegada da primavera a vida renasce e as cores voltam a prevalecer.
Assim são as nossas vidas, passamos também por várias estações que fazem a gente crescer, termos paciência, prudência, resignação, renascimento, esperança, paz, tristeza, alegria e felicidade.
Como a natureza, vamos fazer a transformação de tudo aquilo que nós queremos mudar.
Por que a natureza faz a dela com perfeição.

Inserida por isaiasribeiro

No horizonte uma terra com árvores e um céu azul.
No encontro dos rios, uma lição da natureza a mostrar que viver, amar e ser feliz é simples...
Como os quatro elementos:
Ar, água, terra e fogo são essenciais para a vida.

Inserida por isaiasribeiro

⁠⁠algumas árvores florescem, e outras morrem.

Algumas ovelhas nascem fortes, e outras são devoradas por lobos.

Alguns homens atingem a riqueza, mais tolos o suficiente para não aproveitar de maneira correta a vida.

A vida e muito curta, mais quando se vive da maneira certa!

"Não torna a morte em vão"

Inserida por Ronan-hds

'SOLO'

Levanto o olhar e não avisto as frondosas árvores de outrora.
Apenas máquinas e homens subalternos.
Traçando suas trilhas sob o solo que os sustentam.
Dementes por destruição.
Com suas minas e pás causando tragédia,
catástrofes do homem ambição...

Sopeado por milhares de pessoas,
o cheiro da terra é infértil.
Estampando ser capazes de escolhas,
mas na verdade são apenas traços,
criados por uma cultura inventada e uma Terra transformada,
latente...

Um homem distorcido tenta se formar na tentativa que o equilíbrio retorne,
generoso como antes,
pré-histórico.
Porém,
no asfalto,
esboços brotam calor,
igual a um pedaço do inferno,
que fecunda a cada geração.
O solo já não é o mesmo,
respiramos evolução,
e o bordão são ciclos modificados,
mal arados,
sem deuses para proteção...

Inserida por risomarsilva