Poemas sobre Árvores
ÁRVORES
Árvores dos campos,
Que juntas contemplam
A beleza do nosso infinito amor.
Que num simples gesto,
Permite-nos beijar, amar...
Até mesmo em seus fortes traços
Nos deixam sonhar...
Fim da Esperança
Lembranças de um dia ensolarado
O sol passava pelas copas das árvores
Assombrações de um fantasma do passado
Agora me encontro no fundo de um poço
Olhando ao pouco sol que entra desviado
Minha sombra está envolta de mim
E este anjo morto ao meu lado
A gelada água comessa a subir
Meu destino está selado
Tampam o poço lá de cima
Percebo ser condenado
O amor que um dia era recíproco parecia ter sumido por entre as árvores daquele lugar. Os sorrisos já tinham se acabado. E ela nem sabia ao certo o que aconteceria. Ela voava, saía do chão e suas pernas já não alcançavam mais a velocidade do seu corpo. Os sentimentos estavam estagnados, pelo menos parecia que estavam. Ela ama. Mas agora isso já não passava mais de um futuro do pretérito indicativo: Amou.
Olhou para os lados e se sentiu bem. Não completamente, mas estava bem ao ponto de continuar vivendo. A sua vez no amor parecia que nem tinha começado. Ou tivesse começado, mas já havia se partido. O Adeus dói. Mas não mais do que a ilusão de ter acreditado que o pra sempre dessa vez não acabaria.
A sua voz ecoou junto com vento que chorava por paz. Nada mais que isso. O céu chorava, ela não conseguia nem acordar pra vida. Continuava ali, partida, mas intacta a qualquer marca das lágrimas que tentavam a dominar. Nem tudo estava bem, mas ela fingia. Dizia que estava bem pra não precisar contar toda a história da sua dor. Fingia para não chorar.
Talvez ela devesse seguir, devesse acordar. Talvez ela devesse até dar mais uma chance para o amor. Mas não, ela não queria. Estava iludida. E continuava iludida com a sua dor.
Talvez a ilusão não fosse tão forte. Talvez poderia até ter se enganado. Mas as coisas já não tinham mais sentido.
TRISTE QUIETUDE
As árvores cansadas da dor
Deixavam cair seus braços tão tristes
E o sol castigava as pedras do chão
Como ferro quente a marcar o gado,
Na tarde já morta de sede.
Só uns cabelos de oiro
Esvoaçavam loucos na brisa infernal...
Eram os teus procurando os meus,
Na triste quietude da tarde defunta.
Fugiram os pássaros e tudo o que é vida
Da vida que tem sangue nas veias.
Dolorosamente, em prantos de cinzas
As árvores tornaram-se pó
E os ramos partiram-se numa chuva
De mil pedaços queimados.
O sol escondeu-se amedrontado;
A tarde e a brisa quente
Feneceram de saudade.
Só ficaram os teus cabelos de oiro
Sempre à procura dos meus,
Revoltos na triste quietude...
Mas tudo tão inútil.
(Carlos de Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 27-08-2022)
VIRGINDADES
Foram e serão como árvores
Sem fruto
Em seu voto absoluto
De entregar-se,
Devotar-se,
A um só corpo impoluto.
Nunca gerado e resoluto
Por mais tentação que venha
Lá dos varões assinalados
E mestrados.
Confessam-se a padres enamorados:
"Antes morta, do que prenhe,
Não desdenhe, não desdenhe,
Que cá nesta minha ordenha,
Eu sou a santa e a senha
Pela qual me registo
E virgem serei e resisto!".
E num terminar de emoções
Deitam a mão a uns cordões
De recordações
Nefastas,
Mas para resistirem castas
Naquele gostoso furor,
Invocam o seu amor a Cristo!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-05-2023)
A casa de madeira no balança das arvores a cadeira de balanço são guiada
A luz se estende na varanda e arrastada para o horizonte agonizando
No estalar da madeira a alma fria solitária se escora na inquietude falsa paz
Rasga o coração sobre o vento fino que caminha na encosta e respaldado nas flores e relva do campo tarde tão tétrica neste vazio desigual
Caminho no desfiladeiro e as pedras assustadas ver meus olhos em sangue lagrimas e fel
A calmaria faz o vendo falar no sopro constante que escorrega da colinas agudas
Morro cada dia sem você nas encostas do mar lambe minha agonia na gastura da luz da lua
Me esmiunço em detritos adentes que retalha meu coração na sede do seu amor ausente
As nuvens rasgadas no céu frestas de luz invade a sala e não toca meu coração
A luz do entardecer toca a grama amarelada e na estridente agonia meu sangue corre no contraste dor
Nas batidas fracas de um coração sofredor
Por Charlanes Oliveira Santos ( Charles )
Um brinde as afinidades que ainda irão brotar, os pensamentos são
árvores balançando com o ar; são troncos rudes ali mas contam histórias
sem fim e algo assemelha-se a mim.
Brindemos a afinidade que bem sei que já existe; os galhos entrelaçados
carregam sonhos alados e os meus ainda resistem.
A essa bela empatia que jamais possa faltar: afeto , amparo e assunto para
nos conectar.
No verão o sol brilha intensamente e as plantas crescem.
No outono o vento desfolha as árvores e as paisagens ficam cinza.
No inverno chuvas, frio, gelo e neve fazem as plantas ficarem ociosas.
Mas com a chegada da primavera a vida renasce e as cores voltam a prevalecer.
Assim são as nossas vidas, passamos também por várias estações que fazem a gente crescer, termos paciência, prudência, resignação, renascimento, esperança, paz, tristeza, alegria e felicidade.
Como a natureza, vamos fazer a transformação de tudo aquilo que nós queremos mudar.
Por que a natureza faz a dela com perfeição.
No horizonte uma terra com árvores e um céu azul.
No encontro dos rios, uma lição da natureza a mostrar que viver, amar e ser feliz é simples...
Como os quatro elementos:
Ar, água, terra e fogo são essenciais para a vida.
algumas árvores florescem, e outras morrem.
Algumas ovelhas nascem fortes, e outras são devoradas por lobos.
Alguns homens atingem a riqueza, mais tolos o suficiente para não aproveitar de maneira correta a vida.
A vida e muito curta, mais quando se vive da maneira certa!
"Não torna a morte em vão"
'SOLO'
Levanto o olhar e não avisto as frondosas árvores de outrora.
Apenas máquinas e homens subalternos.
Traçando suas trilhas sob o solo que os sustentam.
Dementes por destruição.
Com suas minas e pás causando tragédia,
catástrofes do homem ambição...
Sopeado por milhares de pessoas,
o cheiro da terra é infértil.
Estampando ser capazes de escolhas,
mas na verdade são apenas traços,
criados por uma cultura inventada e uma Terra transformada,
latente...
Um homem distorcido tenta se formar na tentativa que o equilíbrio retorne,
generoso como antes,
pré-histórico.
Porém,
no asfalto,
esboços brotam calor,
igual a um pedaço do inferno,
que fecunda a cada geração.
O solo já não é o mesmo,
respiramos evolução,
e o bordão são ciclos modificados,
mal arados,
sem deuses para proteção...
'FERIADO'
A sombra mórbida deixa uma inquietude aparente. Algumas árvores embaçam a visão rumo ao estreito rio representando calmaria. Peixes esboçam o que de mais belo existe na natureza. O balançar da rede entra em harmonia com a brisa de inverno e o cantar dos pássaros, intrínseco a outros cantos, soa longínquo.
Casa de palha e um velho barco esquecido demonstra pulsação, temporada. Uma velha tralha de pesca, sem cor, fala do tempo fatigado. A água com seus sons melodiosos atraí o sol com seu olhar ofuscante. Olhos pontiagudos, mas suportável. Tudo tranquilo! Exceto meu coração, louco e distraído.
'FALANDO DE AMOR...'
És sublime,
tornando-te árvores de ambições,
sensações,
almas.
Metamorfose na rotina infindável.
Chama nas incontáveis tempestades,
magias...
Custoso falar de amor.
Centenas de ramificações,
definições.
Como expressar o que tentamos definir por toda uma vida?
Inacabável na alma,
incitando poetas,
artigos,
poesias...
'A vida é passageira, mas ainda restam os acasos. Que novas árvores cresçam pujante dentro do teu coração, suplicando a felicidade que precisas.'
--- Risomar Sírley da Silva ---
"Como foi maravilhoso observar a brisa e as folhas das árvores caindo em São Gonçalinho num dia quente de inverno".
Anderson Silva
Árvores não deram frutos
O mundo semeia insatisfação
E colhe satisfeito, o resultado
Veja que a terra não pedia nada
São de Deus o Sol e a chuva
Sem esperar a gratidão do mundo
Não é Deus quem põe a mesa farta
Só oferece o trabalho e a vida
Mas o engano planta ingratidão
E transforma a grande obra
Em mero esboço
Proclama a terra infecunda
O ingrato olha a tudo que recebeu
E declama que apegou-se a um osso
Os porcos buscam milho e farelo
Que o diabo, travestido, espalha
Pobres almas prostituídas
Desertam das missões da vida
Fartando-se da vilania
Furtando-se aos compromissos
Pra depois mirar-se no espelho
Sem rosto vermelho ou enrubescido
As árvores não suplicam gratidão ao mundo
E não mentem, dizendo
Que foi obra de Deus planejar tudo isso.
Edson Ricardo Paiva.
Tem coisas que fazem parte da vida da gente: Árvores, Luz do Sol, Pássaros, Nuvens, Tempo, Ar, Sonhos e Esperanças, Espelhos e Balanças.
Tem pessoas que passam pela vida da gente e são breves como as nuvens; tem as que criam raízes como árvores e são importantes como o ar, outras são belas, alegres e fugazes como os pássaros, outras são constantes como a luz do Sol, outras serão sempre presentes, apesar de invisíveis, como sonhos e esperanças. Finalmente algumas são perenes como o tempo.
O fato de sermos pessoas é que faz a diferença: somos iguais a essas coisas, mas ao mesmo tempo não somos coisas: somos pessoas...e o que tem valor na vida são as pessoas. As pessoas de quem gostamos e em cuja presença nos sentimos bem. Nos sentimos confiantes e em paz. Isso é algo que vem na alma: Tem pessoas que transmitem essa sensação por onde passam, tem o dom de cativar quando ficam e deixam saudade quando se vão.
Sejam suaves perante a vida, enquanto estão no caminho com ela. Há espelhos ao longo da estrada, mas eles nunca serão tão sinceros quanto a balança que existe lá no final.
Edson Ricardo Paiva.
No próximo ano
Talvez abram novas estradas
Porém, já consta nos planos
Que as árvores serão derrubadas
No próximo ano
Talvez distribuam comida
Porém, já consta nas planilhas
Qua aves serão abatidas
No próximo ano
Talvez ressuscitem a arte
Porém, já estão planejando
Os desastres a ser divulgados
No próximo ano
Talvez cheguemos a saturno
Porém, já existe alguém
Pensando em matar
O guarda noturno
No próximo ano
Talvez a gente conquiste o Universo
Porém, está nos planos de muitos
Arraigar e divulgar e eternizar
o retrocesso.
Eu quero viver
Num mundo sem muro
Eu quero que o espírito das árvores
Nos eduque
Andar em tapetes de flores
Eu quero caminhar num mundo
Em que hajam pedras
Porém, que meus pés não se machuquem
Eu quero apenas
Companhias inocentes
Cientes da noção
De que raizes, estrelas e corações
Originam-se das mesmas matrizes
tem todas a mesma matiz
Luzes que decantam
Sob o prisma da sabedoria
Que abrange e há de abranger
A imensa maioria
Que caminha sob o mesmo Céu
e sob O Mesmo Olhar Complacente
de Constelações
de Astros e de Gente
A vida passa, o vento sopra
Meu cigarro se torna fumaça
As copas das árvores
Que ontem eram arbustos
Adentram pelas janelas
As gotas d'agua da chuva
Contrastando à luz do Sol
revelam cores tão belas
A vida passa, o vento sopra
As belezas, antes viçosas
das pessoas orgulhosas
hoje já nem são mais
assim tão belas
Apenas o Céu e a Terra
permanecem imutáveis
Mas sempre haverá outras belezas:
Aquelas, presentes na alma
Que só de olhar
Dá vontade de estar junto
Pois com a sabedoria do tempo
Souberam cultivar e cativar
um sentimento
Que a beleza passageira
com sua efemeridade
Não possui
A vida passa, o vento sopra
Quase tudo vem a ruir
Exceto aquilo que era bonito
e foi cativado no espírito
Essas belezas não passam jamais
é algo que na história de cada um
Permanecerá pra sempre escrito.
A vida passa, o vento sopra...
