Poemas sobre Alma

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O homem cruel sombrio,
Da sua alma via o brio,
Fugia da realidade todo dia,
Sua sombra interior ele ouvia.

Tal qual velhos amigos,
Eles conversavam ambíguos,
A prosa era esquisita,
Do seu íntimo era parasita.

Verme do gatilho mental,
Quisera ele ser só um cara mal,
A escuridão assumiu,
Sua consistência sumiu.

Átono é o agora,
Nua a mente chora,
Aflita a alma ora,
Algoz é flora.

Natureza viciosa,
Hora pífia ou honrosa,
Imaculada e sebosa,
Verde como babosa.

Nutritivo eco da prosa,
A neurose se entrosa!

Ele é o vazio almanaque,
O Mortuário de embarque,
A escuridão do charque,
A alma vazia de palanque.

Frívolo pilar longínquo,
Imutável e oblíquo,
Honorário pulsante,
Averso de semblante.

Oscilante atômico,
Crespo cômico,
Contradiz o advento imaginário,
Permeia e nada em um aquário.

Maresia da fertilidade,
Desbravam-no na futilidade.

Quem é este ser incompreendido?

Raio que todos seduz
Rosto angelical
Olhar que a paz reluz
Presença do divino amor
Alma gêmea de Jesus.

Pequena caminhada
Que o anjo conduz
Na terra eternizada
Nessa passagem da luz
Giovana, Giovana, Giovana.

Se a inveja te faz fugir de quem invejas, é sinal de que tua alma já entrou em estado de putrefação.


Benê Morais

Quem diz ter fé, mas se esquece de que tem uma alma, permite que ela vague na ilusão e se torna cúmplice da sua própria queda.


Marcelo Castilho Assis

Consciência, a manifestação da alma vigente.
O invólucro da alma, ou seja, o corpo que munido dos meios ou membros necessários para a subsistência, manutenção e preservação do hospedeiro da alma.
Membros direitos e esquerdos, igualmente necessários enquanto existência.

Tem abraço que não aperta o corpo,
mas organiza a alma
como quem arruma a casa por dentro.

Tem dias que a alma vira rede na varanda:
balança entre o cansaço e a esperança…
até o descanso encontrar a gente.

Meu juízo se perdeu
no instante em que olhei dentro dos seus olhos
e enxerguei sua alma…

Nordestina!

A nordestina é protegida
pelo Deus onipotente
se a alma nasce polida
o sangue já nasce quente
não existe uma fingida
anda de cabeça erguida
e quando fala é pela frente!

⁠" Eu vejo gente morta
Não no corpo que se perde
Eu vejo gente morta
Na alma que perece
Eu vejo gente morta
Não na falta de pulsar
Eu vejo gente morta
Na ausência do pensar
Eu vejo gente morta
Não na falta de respirar
Eu vejo gente morta
Quando esta deixa de amar"

MULHER DE ALMA GUERREIRA


Poeta Brithowisckys


Ela não veste de pesadas armaduras,
mas carrega no peito a indomável
coragem de séculos antepassados.
Não precisa de aplausos de plateias compradas,
porque seu valor ecoa no silêncio dos seus atos.
Simples e imprescindível como o nascer do sol,
mas intensa como o fogo que não se apaga.
Ela enfrenta o mundo com o rosto cansado,
Às vezes desfigurado pela amargura da dor
mas não se deixa abater, porque sua força
não mora na aparência física frágil,
mas na essência da alma que não se rende.


Ferida sim, pode estar, mas derrotada, jamais!
Cada cicatriz em seu lindo rosto é uma marca,
de um belo verso da sua nobre história!
Cada queda é um degrau para o pódio dos seus sonhos.
Por ser guerreira de nata de excelência,
ela sonha com os pés no chão de pedregulhos,
mas o coração firmado no ninho das estrelas.
Ela tem amor-próprio e desconhece o impossível,
Esbraveja, cerra os punhos com dentes de tigresa.


Ela sorrir mesmo chorando, respira fundo e faz acontecer.
Essa mulher é uma poesia viva, tempestades que rega esperanças,
é raiz que sustenta o imaginário do impossível.
Ela é tudo e mais um pouco que o mundo precisa,
e mais um pouco do que ele ainda não entende.
É uma deusa guerreira, indomável com feições de mulher

PREMÍCIAS DE UMA DOCE- AMARGA VIDA EM POESIA






Na espreita a luz se acende


Alma pura em impura transcende


E viva-morta ninguém sente


A dor e o prazer de ser gente




Nesses caminhos que a inspiração leva-nos


Os poetas dormem acordados


Fogem da ilusão real


E mergulham na ireal ilusão


Dos pobres apaixonados




A história conta por si so


O eterno conto das palavras


E amargas emoções doces sabores


Deixam na garganta um nó




Que se abre em flor de meio-dia


Doce amarga poesia


Que o sol nascente some


E em versos , sentimentos se consome




Doce amarga poesia


Persistir é imoral


Quando a falta nos e fatal


Aos olhos alheios


Poetar é coisa pra imortal


E nessas primicias que les


Ves um sonho real


Miha singela


Doce amarga poesia


Brotando a cada dia




Flor mais bela do jardim da fantazia


Te sigo e te vejo sorrir


As lágrimas que choro


MINHA DOCE


MINHA AMARGA


POESIA

Sobre nós


A gente não é só corpo e alma
É passado
É presente
É futuro


A gente não só vive
A gente finge
Inventa
Aguenta
Viver é só uma forma de continuar


A gente não morre de repente
Vai se desmanchando aos poucos
Esvaindo-se em saudades
Enchendo-se de tristezas
Entulhado de dores
No fundo,
Bem no fundo
A gente se esforça pra não ficar louco

Selos da Pele, Voz da Alma


Na nuca repousa a Lua,
olho secreto que vigia o invisível,
selo de intuição,
guardiã dos sonhos e dos portais.
No ombro, o vento sussurra:
“sou livre, livre caindo”,
e cada queda é voo,
cada entrega é renascimento.


No pulso, a águia desperta,
círculo eterno, visão do alto.
Em cada gesto, tua mão carrega
a coragem do espírito que não teme o horizonte.


No braço, a montanha firma os pés,
o sol sorri por entre as pedras,
e tu, com asas dadas pelo destino,
aprendeste a voar sem perder o chão.
À esquerda, junto ao coração,
vive uma prece tatuada em silêncio,
um canto sagrado que vela tuas emoções,
sabedoria que te guia quando o mundo cala.


À direita, a borboleta dança,
asas leves bordadas de metamorfose.
Ao lado, a palavra antiga sussurra:
Maktub, estava escrito.
E o escrito é vida,
o escrito é transformação.


Tua pele é mapa,
teu corpo é templo,
cada traço um portal,
cada símbolo um guardião.
És lua e sol,
águia e borboleta,
raiz e voo.


Essência livre,
destino escrito nas estrelas,
alma que jamais se curva,
porque sabe que é infinita.

"Vivemos dias em que o relógio parece ditar o compasso da alma. As horas nos empurram, os compromissos nos cercam, e a vida sem que percebamos, se torna uma sucessão de urgências. Poucos lembram que o tempo não se mede apenas em minutos, mas em presença e que há instantes que valem bem mais que uma eternidade distraída.


Há um momento em que é preciso silenciar o mundo e escutar o murmúrio do eterno. Passar um tempo com o dono do tempo é redescobrir o sentido de existir, ou seja, é deixar que o silêncio cure a pressa, que o olhar repouse no invisível e que o coração aprenda a respirar com mais calma.


O tempo é um dom que se consome à medida que o vivemos. Por isso, é preciso gastá-lo com o que permanece, como é a fé, o amor, o encontro, o bem que se faz a alguém sem esperar retorno ou reconhecimento. O tempo sem Deus é apenas contagem, mas com Ele, é eternidade em movimento.


Enquanto há tempo, volte-se ao essencial, como é o amor, a paz, porque a verdadeira presença não se mede pelo relógio, mas pela alma desperta...

Os amores mais atraentes
são os inesperados.
Aqueles que o teu coração
apresenta à tua alma.

Quando estou
dentro de ti:
não sou apenas corpo,
sou alma que encontrou o infinito.

O sentido da vida
é ter o coração
preenchido,
e a alma eterniza
os instantes.