Poemas sobre Alma

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EQUILÍBRIO

Quanto tempo a alma leva para entender?
Que todo coração entregue
Corre o risco de sofrer
Que nesse paraíso existem mais flores nuas
E espinhos descobertos com o tempo

O amor é o princípio que abre as portas do íntimo
O amor permite que seus valores no profundo sejam vistos
O insondável tocado
A verdade nos riscos da felicidade
E quem sabe que nada é impossivel
Que tudo tem um preço a pagar nesse invisível

O amor é sagrado em tudo que se pode ter
Em tudo que se pode entregar
O amor é um deserto de diamantes sobre a superfície do ego
E quando acaba não sabe o que se perde
O que vai entregar

O que um homem deve saber sobre o coração de uma mulher?
Qual a verdade no ouro dos seus compromissos
Uma canção sem medos
Olhos nos olhos
Brilho sem segredos
Como é triste um sonho perfeito destruído
Quando se busca luz e encontra o escuro
Quando o sentimento é enganado pelo vazio



Quanto tempo a alma leva para entender?
Que amor na vida é mais que sorte
É a mais pura fé
E no calor das emoções um dever
Agora prosseguir e ser forte
Ter equilíbrio e não sofrer

O amor é sagrado em tudo que se pode ter
Em tudo que se pode entregar
O amor é um deserto de diamantes sobre a superfície do ego
E quando acaba não sabe o que se perde
O que vai entregar
Mas por toda vida existem amores intermináveis


● Carlos Alberto Blanc
® Circunstancial

As cicatrizes de minhas falhas são como espinhos na alma, mas também me lembram da necessidade de buscar o perdão e a misericórdia de Deus.


(ver Salmos 32:5, Efésios 1:7 e 1 João 1:9)

Poesia é alma inquieta,
É viver perdido em pensamentos
E se achar nas palavras.

O Cansaço da Alma Leal

A brisa da retidão já não me alcança. Minha lealdade se tornou uma veste rasgada pelo atrito incessante. Eu vos suplico, com a voz que mal me resta: a luta contra a escuridão dos algozes não me destruiu por fora, mas está prestes a encher de ervas daninhas meu jardim interno.

Por Deus, está pesado o fardo de buscar manter acesas luzes em um mundo que prefere a sombra! O meu maior medo é que, de tanto lutar contra a crueldade, eu perca a memória do meu próprio rosto e, no derradeiro ato de cansaço, espelhe na face os traços de quem me fere.

Preciso de vossa intervenção, não de vossa força. Preciso que o senhor me resgate antes que a fúria e o desespero me transformem naquilo que me faz chorar e combater.Por favor, salve a última flor da minha ética, antes que ela queime e se torne a cinza fria da desesperança.

A MINHA ALMA SÓ DESCANSA EM TEU ALTAR

Quão amáveis são os teus tabernáculos, ó Senhor.
A minha alma, anelante, desfalece em teu amor.
Quero habitar em tua casa, receber o teu favor.
Não sei viver sem tua graça, ó Salvador.

Como a andorinha fez seu ninho em teu altar,
A minha alma só descansa ao te adorar.
Como a andorinha fez seu ninho em teu altar,
A minha alma só descansa ao te adorar.

Ó Senhor dos Exércitos, escuta a minha oração.
Inclina-te ao clamor do meu coração.

Como a andorinha fez seu ninho em teu altar,
A minha alma só descansa ao te adorar.
Como a andorinha fez seu ninho em teu altar,
A minha alma só descansa ao te adorar.

A minha alma só descansa em teu altar.
Longe da tua casa, ó Senhor, prazer não há.

Como a andorinha fez seu ninho em teu altar,
A minha alma só descansa ao te adorar.
Como a andorinha fez seu ninho em teu altar,
A minha alma só descansa ao te adorar.

Cícero Marcos

O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?

O Ciclo da Cura

A alma se quebra em grãos de areia,
E o peito, no escuro, tateia e anseia.
Dói? Sim. Mas o tempo não aceita pular:
É preciso o deserto para a fonte encontrar.
Atravessei as trevas que moravam em mim,
Aprendi que o fim é só o começo do sim.
Cuidar-se é prece, o amor próprio é morada,
Luz que se acende no fim da jornada.
Me refaço, renasço, permito o novo,
Sou o barro, a chama e o próprio renovo.
Pois quando o coração se torna seu próprio lugar,
O universo entrega o que a alma soube esperar.

Encontrei um "Anjo", tendo transitado pelas vias do "Inferno".
Minha Alma elevou-se, tendo mergulhado fundo num abismo.
Encontrei uma centelha de Luz, tendo sido coberto de Trevas.
E pelo sopro do Demônio, inspirei o adocicado hálito de Deus.








Às 17:41 in 26.03.2026

⁠Bom dia...
Estamos na quaresma, época boa para se livrar dos pecados do coração e da alma.
Para medir e principalmente meditar sobre o espaço que ocupamos aqui na terra.
Para agradecer pelos nossos frutos e irmãos.
Para se colocar diante de Deus e humildemente pedir renovação.
Fazer um exame completo de consciência e olhar que estamos longe de ser perfeitos e buscar viver em harmonia nessa terra tão produtiva e abençoada pelo nosso pai eterno!

Booom dia 🌺🌻🍀
F alma

L impa

O rgulho

R espeito

E superação

S empatia

Acordei rezando e agradecendo por mais um dia.
Sim, será um Bom dia

Minha alma é minha própria Igreja quando me abandono ao meu querer.
Que o meu 'sim' seja o fogo que incendeia a minha inércia e a minha fé a força que vence o meu cansaço.
♡⸝⸝☕︎ྀི˚˖𓍢ִ໋❀

Acordei com a alma décadas mais velha,
Mas o coração estranhamente leve.
O mundo lá fora ainda é injusto,
O lobo ainda espreita o cordeiro,
Mas aqui dentro, a madrugada trouxe a paz.
Não tenho mais sede de vingança,
Apenas uma fome incurável de esperança.
Entre o silêncio e a oração,
Peço ao Espírito que guie o que devo calar e o que devo agir.
Faço em prece a oração de Agostinho
Ser minha própria Igreja é o meu abandono.
Aceito os planos, tomo posse dos sonhos.
Levanto-me com o peso do cansaço,
Mas com a força invencível da fé.
E parto para mais um dia lindo de lutas e vitórias....❀❀❀☕︎ྀི˚

Em silêncio, as estações da alma se sucedem, cada uma trazendo consigo um novo cenário, um novo reflexo no espelho do tempo. E nós, peregrinos da nossa própria jornada, precisamos aprender a respeitar o ritmo das mudanças.

Os fios brancos na barba são como flocos de neve que caem suavemente, silenciosamente, marcando o tempo que passa, a sabedoria que se acumula. Mas não é apenas a idade que nos traz sabedoria, é a capacidade de acolher cada fase da vida, de respeitar o processo de transformação.

As metamorfoses são como a alquimia do fogo, que transforma a matéria-prima da nossa existência. É um processo lento, doloroso, necessário, para que possamos emergir como seres novos, com uma nova perspectiva, uma nova compreensão.

No entanto, quando nos tornamos carrascos de nós mesmos, quando nos cobramos demais, quando nos julgamos sem piedade, nós nos perdemos no labirinto dos nossos próprios pensamentos, e nos esquecemos de que somos seres humanos, frágeis e imperfeitos.

A pausa é um tempo de gestação, um tempo de elaboração, um tempo de amadurecimento. É um tempo de silêncio, um tempo de escuta, um tempo de compreensão e de respeito por nós mesmos.

E quando finalmente nos respeitamos, quando finalmente nos acolhemos e nos amamos, nós nos sentimos como uma obra de arte que se completa, um ser humano que se torna mais autêntico, mais verdadeiro.

Nesse momento, nós nos tornamos capazes de enfrentar os desafios da vida com coragem e determinação. Nós nos tornamos capazes de nos reinventar, de encontrar um novo sentido para a nossa existência. E é assim que nós nos encontramos, no final do caminho, com a alma renovada, com a compreensão de que somos seres em constante transformação, e que cada fase da vida é um presente precioso.

"Quando o céu toca a alma"


Não estou triste,
mas algo em mim pede lágrimas.
Não de dor -
de vida.


É como se o céu encostasse no meu peito
de leve,
e minha alma, surpresa,
quisesse responder.


O choro vem,
mas não cai.
Fica ali, feito oração silenciosa,
feito gemido sem palavra,
feito toque do Espírito que a mente não traduz.


Romanos diz que Ele intercede por mim,
e talvez seja isso que eu sinto:
um mover que não se explica,
um derramar que não se derrama,
uma visita que o corpo reconhece
antes do pensamento entender.


A emoção trava na porta,
não por fraqueza,
mas por reverência.
Como se até as lágrimas soubessem
que Deus está perto.


E então fico quieto,
com a vontade de chorar sem motivo,
e percebo -
não é tristeza.
É sensibilidade.
É cura nascendo sem ferida.
É o coração ajustando o que nem eu sei.
É a presença que arruma a casa
sem fazer barulho.


Cada lágrima que não cai
ainda assim é vista.
Cada emoção engolida
ainda assim é guardada.


Porque Deus recolhe até aquilo
que não escorre do rosto -
até aquilo que só escorre da alma.


E um dia, talvez, eu chore.
Não por perder,
mas por ter sido tocado.
Não por dor,
mas por encontrar paz demais para caber no peito.


Até lá eu sigo assim -
com o céu pousado dentro
e o coração aprendendo a sentir.

O eco da verdade silenciada

A injustiça humana faz com que meu peito adoeça e minha alma chore. Mesmo em silêncio, o eco da possibilidade de a verdade ser enterrada me apavora, deixando a tristeza transparecer em mim. Então, me abato.

⁠Na velhice da alma

Eu não escolho sonhar; os sonhos que vêm sobre mim
Algum velho e estranho desejo por ações.
Quanto à mão sem força de algum velho guerreiro
O punho da espada ou o capacete usado desgastado pela guerra
Traz vida momentânea e astúcia longínqua,
Então para minha alma envelhecida -
Envelhecida com muitas justas, muitas incursões,
Envelhecida com nomear de um aqui-vindo e daqui-indo -
Até agora eles lhe enviam sonhos e não mais deveres;
Assim ele se incendeia novamente com poder para a ação,
Esquecido do conselho dos anciãos,
Esquecido de que aquele que governa não mais batalha,
Esquecido de que tal poder não mais se apega a ele
Assim ele se incendeia novamente em direção ao fazer valente.

Ezra Pound

Nota: Tradução do poema In The Old Age Of The Soul.

O desgosto é o instante em que a alma descobre a fragilidade das expectativas.
Ele não nasce do mundo, mas da distância entre o que imaginamos e o que acontece. É um convite abrupto para olhar a vida sem as cores que pintamos nela.


O desgosto é um mestre duro:
mostra que nada é permanente, nem mesmo a alegria;
revela que o outro não pertence às nossas certezas;
recorda que o coração, por mais forte que seja, ainda é casa de delicadezas.


Ele desmonta ilusões, mas ao mesmo tempo amplia a visão.
No desconforto do desgosto, percebemos que a existência não é feita apenas de plenitude —
é feita de contrastes.
Sem o gosto amargo, não haveria clareza suficiente para distinguir o doce.


Paradoxalmente, o desgosto é também uma forma de despertar.
Ele corta, mas abre espaço.
Ele pesa, mas educa.
Ele derruba, mas deixa o terreno limpo para algo novo crescer.


Por isso, filosoficamente, o desgosto não é inimigo, mas um visitante incômodo que nos obriga a reorganizar a própria alma —
e a reconhecer que viver é aprender a renascer mesmo quando aquilo que amávamos desaba dentro de nós.

O desgosto é uma noite profunda da alma,
uma sombra que pousa silenciosa sobre o peito
como se o mundo perdesse, por instantes, a própria cor.


Mas até a noite mais escura
carrega em si o sussurro de uma aurora.
Assim também é o desgosto:
um véu que desce,
não para sufocar,
mas para revelar o que estava invisível na luz.


Ele chega quando a alma está madura o bastante
para compreender o que ainda não queria aceitar.
E no seu amargor, há um convite secreto:
o de voltar-se para dentro,
onde mora um sagrado que não se abala.


O desgosto dobra o ser humano por fora,
mas desperta, por dentro, aquilo que jamais se dobra:
a centelha divina,
o fio luminoso que liga cada coração ao eterno.


A dor, então, deixa de ser ferida
e se torna passagem.
A queda vira caminho.
O silêncio vira oração.


Porque cada desgosto,
por mais duro ou injusto que pareça,
é também um gesto misterioso da vida
guiando-nos de volta ao essencial —
ao que não depende de ninguém,
ao que não se quebra,
ao que é nosso desde antes
de qualquer tristeza.


E quando o espírito percebe isso,
o desgosto não some,
mas se transforma:
vira sabedoria,
vira força,
vira luz que, lentamente,
começa a brilhar onde antes havia apenas sombra.

Na boa, às vezes a vida dá uma travada na nossa alma. A gente sente o peso, a dúvida, o vazio que ninguém vê.

Mas o segredo não é fingir força, é continuar mesmo fraco.
Porque quem segue em frente na fraqueza, quando tudo diz que não, esse sim aprende o valor da própria coragem.

E no fim das contas, a maior vitória não é vencer o mundo lá fora.
É vencer os medos que tentam derrubar a gente por dentro.

LUZ

A luz do sol toca seu corpo, alma e coração
Como uma flor em todas as manhãs
Ganhando vida como poema de canção
Florescendo em cada estação
A flor pura está nas mãos
Da morena mais bela
Cuida, rega e polda
A rosa amarela...