Poemas sobre Alma
Alma hipócrita...
Odeio o silêncio que fica quando você vai,
Mas não se engane: não é saudade, é só o ego que cai.
Eu nem gosto de você, nunca houve esse querer,
Eu só nutro um ódio profundo pela sensação de perder.
Adoro o brilho do que é proibido, do que está distante,
O inacessível é meu combustível, meu vício constante.
Repito histórias, ensaio tragédias em grandes encenações,
Um ator medíocre preso em velhas e vãs repetições.
Sou a hipocrisia em carne, osso e falsa memória,
Apago os cortes, as traições, mudo o fim da história.
Esqueço o aço nas costas, o abraço que foi punhal,
E finjo que o veneno que bebi era algo natural.
Mas ei, veja como sou nobre ao assumir meu papel:
Talvez a culpa fosse minha, talvez eu tenha sido cruel.
"Ela sofria", eu digo, criando um álibi qualquer,
Justificando o golpe de quem nunca soube me querer.
Vou seguindo assim, nesse teatro de sombras e farsa,
Acreditando na mentira que o meu próprio peito traça.
É o meu escudo, meu modo covarde de não ver ninguém partir,
Pois se eu me convencer do engano, não preciso mais sentir.
Que a morte me encontre no meio desse labirinto vil,
Antes que eu me apegue a outra alma, antes de outro abril.
Pois é mais fácil esperar o fim, no frio dessa agonia,
Do que admitir que sou o mestre da minha própria hipocrisia.
O Último Relato de uma Alma Ausente
Se estas linhas te alcançam, entenda o meu fim:
Não é que o sopro cessou, ou que o sangue parou de correr,
É que o meu verdadeiro eu sucumbiu dentro de mim,
Cansado de tantas guerras que ninguém pôde ver.
Meus sentimentos partiram há muito tempo atrás, Deixando apenas um corpo oco, uma carapaça vã.
Onde existiu amor, hoje a desilusão é o que jaz,
Em uma mente atormentada que teme o amanhã.
Talvez eu tenha partido em doses de álcool e remédio,
Ou talvez tenha morrido no vácuo de uma escolha qualquer.
Nada faz sentido quando o mundo se torna esse tédio,
E o teu perfume é uma lembrança que o tempo quer varrer.
Tentei acreditar em uma salvação para a alma, Fui hipócrita ao buscar luz no meio do meu breu.
Mas o peso mental roubou de vez a minha calma,
E o que você lê agora já nem ao menos sou eu.
Morri da pior forma: em silêncio e na dúvida,
Sendo cinzas de um incêndio que ninguém tentou apagar.
Resta apenas esta sombra, solitária e desprovida,
De uma vida que se foi antes mesmo de o corpo parar.
As chaleiras e os bules
carregam a alma
dos tempos antigos...
São sobreviventes
do silêncio de outrora,
quando o café fervia devagar
e o aroma tomava conta da casa
como um abraço quente em manhã fria...
Eu gosto das coisas
que resistem ao tempo e às modas...
do ritual de ferver a água,
de esperar o pó se misturar nela
para cozinhar com parcimônia
na chama lenta,
de ver a fumaça dançar no ar...
e só depois
coar no velho filtro de flanela ...
Gosto do sabor
que o tempo empresta
às coisas simples,
e das pessoas que, como eu,
sabem que há poesia
no gesto lento de preparar um café
á moda antiga...
sem pressa
e sem cafeteiras modernas...
Eu sou assim...
gosto das coisas,
dos olores
e dos sabores antigos...
✍©️@MiriamDaCosta
Incisões de uma Alma Poética
O tempo
e o vento
levam tudo...
Nunca
as palavras
germinadas,
entalhadas
na alma...
O tempo devora,
o vento dispersa,
tudo se vai...
Tudo,
menos as palavras
que sangraram da alma,
gravadas em silêncio,
como cicatrizes
que não cedem
à erosão dos dias...
O tempo passa,
o vento leva...
Mas ficam,
no âmago,
as palavras
que um dia floresceram
em terreno de dor e beleza,
raízes sutis
que o esquecimento
não alcança...
✍©️@MiriamDaCosta
Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...
Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...
Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta
💃
Minh'alma cigana
no caminhar não se engana,
a Lua me protege,
o Sol me aquece
e o Vento me levanta
na dança da Vida que me encanta,
porque sou uma cigana
adiante sempre tenho que seguir
a Força do Universo acompanha o meu ir
e ilumina todo o meu existir 💃
✍©️@MiriamDaCosta
Minh'Alma Cigana te deseja os sete "S" 💃
1°: Saúde
*para sustentar o corpo e o ânimo que vive.
*para honrar o corpo e o ânimo que pulsa energia.
2°: Serenidade
*para atravessar o mundo sem se perder no ruído.
*para não adoecer a alma no caos do mundo.
3°: Sabedoria
*para escolher bem os passos, as palavras e os silêncios.
*para discernir caminhos, limites, verdades e escolher quando agir, quando emudecer e quando partir.
4°: Sensibilidade
*para não endurecer o coração
nem perder a humanidade no viver nesse mundo.
*para perceber a sutileza do que não grita.
5°: Simplicidade
*para viver leve, sem excessos desnecessários.
*para se espelhar na poesia das pequenas coisas que te fazem desfrutar de grandes versos de vida.
6°: Sinceridade
*para não trair a si mesma.
*para não ser um suporte e nem um Polo atrativo de máscaras e falsidades.
7°: Sorrisos
*porque, apesar de tudo,
a alegria também é um ato de coragem.
*porque você merece a energia da positividade do bom humor e da felicidade.
✍©️@MiriamDaCosta
As paisagens abraçam
a minh’alma,
com seus braços
de vento e horizonte,
acolhem meus silêncios,
acariciam minhas feridas,
e bordam em mim
um descanso antigo....
As montanhas
me erguem,
os rios
me devolvem movimento,
as árvores
me vestem de sombra e calma,
e o céu, vasto,
me devolve a memória
de ser infinita...
Tudo respira em mim,
tudo me recolhe,
tudo me pertence
quando me deixo ser
apenas paisagem
também...
✍©️@MiriamDaCosta
Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...
Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...
Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
Os sonhos não dormem e nem morrem,
apenas aguardam, em silêncio,
o instante em que a tua alma desperte
e teus passos os chamem para dançar...
Eles se escondem nas frestas do tempo,
respiram dentro do teu peito,
sussurram na tua sombra,
esperando que a tua coragem
lhes devolva o corpo da vida...
Porque sonhos são sementes eternas,
que mesmo soterrados e esquecidos,
guardam em si a fúria da primavera....
✍©️@MiriamDaCosta
Meu apetite pela poesia da vida
é insaciável...
minh'alma é gulosa da essência
poética do viver...
trago nas memórias do meu ser lírico
um pergaminho ancestral
bordado de palavras e versos ...
e nesse manuscrito eterno
há dores que florescem
e saudades que se eternizam...
há silêncios que falam mais
do que a voz das palavras...
e esperanças acesas que sobrevivem
mesmo sob os escombros do tempo...
Sou herdeira de vozes antigas
ecoando em mim
como rios subterrâneos
alimentando cada sede
e cada fome de poesia...
Meu apetite pela poesia
da vida é insaciável...
minh’alma é gulosa
da essência poética do viver...
trago nas memórias do meu ser lírico
um pergaminho ancestral
bordado de palavras e versos...
nesse pergaminho secreto
repousam tardes douradas
de infâncias guardadas
no coração das flores e das cores...
sussurros de rios que nunca se calaram
e o voo livre das borboletas e das gaivotas
que ainda dançam em meus olhar...
cada lembrança é uma pétala
que o tempo não desfez...
cada verso é um sopro
que me devolve a eternidade
dos momentos...
sou feita de silêncios luminosos
de auroras que se abrem dentro de mim...
e em cada nascer do dia
reencontro a poesia
que me alimenta de ternura
das carícias da saudade...
Minh'alma é poesia da vida
de todas as minhas memórias ...
✍©️@MiriamDaCosta
É muito difícil conter um rio em cheia
especialmente quando ele flui
pelas veias poéticas da alma...
✍©️@MiriamDaCosta
Alma cigana
Minh'alma cigana
nem santa
e nem profana
se encanta
mas não se engana ...
nas linhas da vida
(sempre agradecida)
está sempre a caminhar
em busca da verdade e da luz
pelas páginas do destino a decifrar
toda a poesia do viver que me conduz...
no mundo, na vida e na estrada...
onde o vento tudo leva e tudo traz
a Lua me protege na minha caminhada
o bem me agarra , o mal fica para trás...
✍©️@MiriamDaCosta
❤🇧🇷
É preciso cortar essa carne fétida da alma
arrancar os galhos secos e podres
extirpar o veneno...
deixar sangrar a seiva
para que o renascimento
venha selvagem, indomável,
com o vigor de quem sobreviveu à poda...
✍©️@MiriamDaCosta
#Eleições2026 #SemAnistiaParaGolpistas #PecDaBlindagemNão
Ode ao Chá ☕ 🌱🌿🍃
Uma xícara de chá
a alma serena pode tornar
e o cotidiano suavizar...
Uma xícara de chá
é como um sopro de calma,
uma pausa que repousa
na palma da mão...
Seu perfume aquece o instante,
seus goles adoçam o tempo,
e até a pressa mais áspera
se rende ao seu lento encantamento...
Uma xícara de chá
é quase um rito secreto:
o fervor da água,
o silêncio da infusão,
o amargo e o doce
dialogando na língua...
No calor do líquido,
o coração desacelera,
o corpo respira mais fundo,
a alma se recolhe inteira,
e o caos, por um instante,
se curva diante do sagrado
ato de beber... ☕🍃🌿🌱
✍©️ @MiriamDaCosta
Alma Velha
Quando cheguei a este mundo
trazia no âmago
um traço de ancianidade...
desde a infância e adolescência
vivenciei n’alma
uma marca registrada,
como se meu ser fosse bordado
com fios de uma profunda e doce velhice...
e esse fato me fez apreciar,
de forma especial,
vivências e saberes antigos,
totalmente fora dos interesses
comuns às infâncias e adolescências...
Não sei como, nem por quê.
Só sei que, desde sempre,
percebo trazer em mim
uma alma velha...
✍©️@MiriamDaCosta
Quando uma dor profunda emerge das profundezas da alma...
a palavra se curva em silêncio
para dar passagem honrosa às lágrimas...
e sinto o seu nome vibrar nas veias
das minhas lágrimas...
✍©️@MiriamDaCosta
A inveja
é o verme solitário da alma.
Silenciosa,
parasitária
e insaciável.
É a tênia da alma,
não cria,
não alimenta,
apenas consome
o que nunca
foi capaz de gerar.
Habita o vazio
de quem não floresce,
alimenta-se do brilho alheio
e definha, eternamente faminta,
por nunca conhecer
a própria luz.
✍©️@MiriamDaCosta
