Poemas sobre Alma
Quando a Alma Reconhece
Não foi palavra, nem imagem,
nem mesmo o tempo certo da vida…
foi algo mais fundo,
desses que a gente não explica —
apenas sente.
Eu vinha de dentro de mim quebrado,
em pedaços que nem o silêncio colava mais,
e, ainda assim, algo em mim
te reconheceu.
Como se antes de qualquer lógica,
antes de qualquer razão,
minha alma tivesse te visto
e dito baixinho:
“é aqui…”
E não falo de pressa,
nem de ilusões que o vento leva —
falo desse raro encontro
que toca sem tocar,
que aquece sem pedir,
que chega…
e simplesmente fica.
Se existe um caminho invisível
que cruza destinos distraídos,
talvez tenha sido ele —
ou talvez só dois corações cansados
decidindo acreditar de novo.
Mas seja o que for,
tem algo em você
que não me passa,
não me soa comum,
não me deixa indiferente.
E pela primeira vez em muito tempo,
não quero entender…
quero sentir.
Estar perto não é só divisão de espaço, é fusão de alma. Quando a gente se encosta, o mundo lá fora silencia e o nós vira a única verdade que importa. É o calor da tua pele confirmando que, aconteça o que acontecer, nosso lugar seguro é esse aqui: um no outro, sem frestas.
DeBrunoParaCarla
"A vida pede força .
O espírito pede coragem.
A alma pede doçura.
E eu peço obediência!"
Haredita Angel
22.06.25
"Dizem que os olhos são as janelas da alma.
- Mas como tem janelas fechadas!"
Haredita Angel
06.07.25
Essa noite eu sonhei que abria as gavetas da minha alma...
Na primeira havia Você;
Na segunda havia você;
E em todas as outras havia Você.
Mas, na última encontrei uma canetinha, velhinha tadinha...
Fui ver se ainda escrevia, e escreveu...
- Saudade de você!
Haredita Angel
20.12.25
O meu aroma noturno
de Orquídea Brassavola
misteriosa e cítrica
entra na janela d'alma
Para ter pôr em festa
de gala em companhia
da poética Via Láctea
durante o céu aberto
Você me ama de frente
para trás, de trás para frente,
e sobretudo por dentro.
Por mim tens devoção,
paixão alucinada e amor
de perdição a cada momento.
Amaranto das Américas
em grãos ou em flor,
Para alimentar com
amor o corpo ou alma
com toda a poesia
que por esta terra há
existirá e não passará,
para você assim sou,
Porque criei raízes,
e de ti jamais eu vou.
As auroras em baile
fazem companhia
ao coração e a alma
que nessa travessia
sem data marcada,
mas num pacto
íntimo com o tempo
elegeram primeiro
render a existência
de inefável maneira
ao Rukun Negara
por uma vida inteira.
Alma que se expande
e no coração floresce
a sublime Bunga Raya
para que nada distraia
sutil revela seguir com
união a Rukun Negara
que cada pétala leva
e faz a vida renovada.
Tudo começa pela fé,
respeito com quem crê,
É Deus ou Deus sempre
com todos e com você.
Doce e suave como Tarap
e o meu nome na sua alma,
na sua mente e coração,
Sou feita de amor e paixão.
O mistério, o sagrado e a profundidade,
todas de minh'alma feminina,
e da palavra perfumada de Guapuriti
carregada de frutos doces e deliciosos,
capturam o inevitável e o atrativo,
que conquistam a tu'aura masculina,
talhada de mistério de anos a fio,
dedicada orbitando ao meu redor,
mesmo que ainda com a vestal
do capricho: é por mim que tens amor.
Convencida de que sou a única
que tem angariado a hipervigilância,
a intimidade profunda,
mesmo que o silêncio e a distância
ainda resistam e se protejam.
sob a tua índole de muralha e fortaleza,
cada uma, entre si, têm se mostrado
totalmente abissais e absolutas;
e não têm, de fato, me convencido.
Sem nenhuma escapatória,
não estás mais livre de cada sinal sensual,
sensível e atentatório sensorial
da minha natureza selvagem e indomável,
porque a nossa essência é a mesma;
e para a tua fome sou a única
que nasceu ser o seu banquete.
De delícia em delícia, buscando
algo que amanse, renda mesmo
que ainda lentamente a sua brava
resistência assim com o meu hálito
fresco e herbal sobre a sua nuca
escrevo o total épico e convicto
- a total captura do seu delíquio.
De emanação em emanação
o inebrio para trazer o langor,
na penumbra da distância
e fazer a rendição recôndita
que roça e sussurra no interstício,
entre o que é ainda feito de veledo
sobre a tua silenciada volúpia,
o prazer em estado de arte que ofereço;
profetizo não haverá outro alguém
que alcance o que enternura com igual
capacidade de fazer do meu jeito,
até quando te coloques em ausência
ou refúgio, seja lá qual for o motivo,
tu me celebrarás satisfeito e convicto,
porque, mais do que nunca, te pertenço.
Alma indomável de Cavalo-lavradeiro
livre, leve solta no seu próprio tempo
de ser menos urgente e mais presente,
Sentindo o perfume da liberdade
ao encontrar a sua própria verdade.
Permitido reger-se pela Via Láctea
sem perder o prumo e o rumo,
E pacto pleno com o imediato
em nome só do que faz sentido
afastada daquilo que é vazio.
Não se permite deixar dominar,
e também dominar porque sabe
os caminhos permitidos que permite
galopar até o seu igual encontrar,
e o seu próprio mundo entregar.
Enraizada de tal forma
na minha amada Pátria,
Que tudo de minh'alma
no próximo se replica,
Até o meu alcance revira
quando o Minhocuçu
dança e a terra respira,
em cada grão se apega,
e encontra o que inspira.
O espaço sagrado da alma
é definido por um código de honra
de um povo do flanco que
absolutamente ninguém tomba,
porque preza o cuidado real
sempre à espera da primavera.
O éter da terra dos cavaleiros
nascidos vitoriosos e libertados,
e que impérios derrotaram,
reconheço os traços herdados,
e mantenho todos preservados.
A terra, as águas, o céu e o tempo
os tenho todos como aliados,
dos pensamentos e impulsos tenho
orgulho de manter indomados.
Tudo em fios dos séculos bordados
refinados com a arte dos aguardos,
com os olhos para as alturas voltados.
Minh'alma Tapuia
feita de floresta,
poética nas nascentes
livre nas cabeceiras,
e nas encostas íngremes,
com o coragem flui;
Tudo teu me possui,
mesmo que só a sua
imaginação retribui.
O Rio Luís Alves
canta solene o amor
pelas criaturas,
e as absolutas
canções da vida,
e dos gentis ribeirões.
Sob o céu austral
dedico muito mais
do que versos e doces emoções,
Para quem sabe estar
contigo nas próximas estações.
Ribeirão Liberdade
Na minh'alma cabe todo
o Médio Vale do Itajaí,
Moro numa bela cidade,
onde reina a tranquilidade,
em mim cultivo a paz
existencial de verdade.
Aqui no Centro de Rodeio
com a poesia que elegi
com tudo o que imaginei,
vivi -- e ainda não vivi;
E com certeza viverei
intensamente e escreverei.
Porque em mim há tudo
de Canário-da-telha
por todo este lindo lugar,
Até quando se junta
ao Ribeirão Liberdade
para alegre com ele cantar
a esperança na imensidade.
Tal qual o Manacá-da-serra
que floresce em abril,
relembra que minh’alma
e toda a existência
a esta Pátria toda se aferra,
e nem mil viagens à Lua
o olhar nunca desterra.
Não nasci ontem. Sei bem:
vejo que querem provocar
a normalização por repetição
da agressão contra o Sul,
para nos levar à destruição.
Levada pelos ventos
com as folhas que caem
neste outono do Hemisfério,
florescido em mistério,
gradual, pétala por pétala,
a resistência se revela.
Da defesa da Soberania
nada nem ninguém me aterra,
neste mundo que anda
acostumado ao que aberra,
à traição e a fazer guerra.
