Poemas sobre Água
Dia 22 de Março: Dia Mundial da Água.
Em tempos quaresmal e de quarentena viral, vamos louvar e agradecer pelas águas nossas de cada dia, pois diante dessa situação, o que seria de nós se não tivéssemos água, hein?
Pois é...vejam o quanto precisamos economizá-la, porque a essas alturas da pandemia teríamos o sabão, mas sem a água, não seria possível fazer a higiene até porque nem o álcool teríamos para comprar. Agora, mais do que nunca é bom lembrar: Cada gota poupada, vidas estão sendo salvas!!
VIVA A ÁGUA!!!!!
Fora coronavirus,
Aqui tem muita água e sabão,
Pra lavar as mãos, e higienizar com álcool gel...Além de muita fé
E consciência,
Não vem que não vai dar pé...😷😔💭👈🙏
A poesia é linda arte poética ,
indefinível, as vezes parece sem meta,
mas se verdadeira, não importa a métrica ,
seguirá entre curvas e retas
Atingirá o céu, terra e mar ,
sempre lançando sementes
e quem sabe, alguém irá aproveitar,
ficando muito contente !
Rotina
3:00 da madrugada em ponto.
Um duende me acorda.
Ou anjo...
Às vezes vou ao banheiro, às vezes tomo um pouco de água.
Viro de lado, ajeito a orelha no travesseiro ( bom se pudéssemos guardar no copo, como nossos avós guardavam os dentes), e volto a dormir.
Lool lorpo
São,Caramelos de mel
Tacos e atacadores
Iscas de figado e fel
São lençois e cobertores
São nabos e nabiças
Cordeis e marionetes
Presuntos e linguiças
Triciclos e bicicletes
São,papagaios de papel
Bolas e bolinhas de sabão
Fisgas, de pau e de cordel
Penas, em leque, e de pavão
São ratoeiras e anzois
Policias e meretrises
Açorda d´alho e rissois
E umas sopas, de tolices
Cauteleiros e aldrabões
Varinas e amoladores
Carteiristas e intujões
Bancários e impostores
Andorinhas e gaivotas
Cangalheiros e caixôes
Pródigos e agiotas
Peraltas e pelintrôes
Pressagos e bruxaria
Seitas de todas as cores
Pais, nossos e avés Marias
Labregos e prégadores
São taxistas e porteiros
Palhaços e malabaristas
Abrem portas aos carteiros
saltimbancos e trapesistas
A neve cai, na minha rua
Veste-se de, um manto branco
Quando quizeres subir á lua
Sobe, em cima de um banco
Eu já vi um cego a ler
Um surdo a ouvir as notícias
Um maneta a bater palmas
Um coxo a fugir á policia
A chuva ,apodrece a vinha
O sol, queima o montado
A água alaga a vendima
E o calor azeda,o caldo
Quem bebe,para esquecer
Por um amor,que foi negado
Tornará sempre a beber
estigma de, ser seu fado
Vende agulhas e alfinetes
Esticdores prós colarinhos
Carabinas e Pistoletes
Ratoeiras, de passarinhos
É vendedor de bolinhas
Sorvetes e batata frita
Polvos com, e sem tinta
E petinga sem barriga
Tem carro,mas não tem carta
Tem cartão, tem dinheiro
É burro,mas não tem carga
É parvo a tempo inteiro
Valentim Casimiro
A prisão do Passado
Água que corre debaixo da ponte,
Porque teimas tu em tentar agarrar?
E nadas inglória contra a corrente
À espera que chegue o que nunca chegou.
Os braços cansados já não conhecem abraço
E o peito ofegante não te deixa respirar,
Mas segues nadando debaixo da ponte
Na procura incessante do que há muito cessou.
Receias correr na corrente que corre
E esbarrar no mundo que sempre foi teu,
Continuas nadando debaixo da ponte
Onde não há o tempo pois o tempo já foi.
Estendes a mão, sobes a margem
E desistes partir para o que já partiu,
Agora segues andando por cima da ponte
Com a alegre passada do passo que é teu.
A água quente e o amor
Chegou o frio e com ele também veio a busca pela água quente. Na sua normalidade ela é apenas o tempero. Sua mistura com a água fria gera a água morna. Mais ou menos. Ela é necessária, mas quase passa despercebida. Assim é o amor. Na sua normalidade ele também é quase imperceptível, mas ele está ali, temperando. De repente, como a água no frio, esse amor ganha espaço e valor. Ele vira cura, vira alegria, vira vida. Toma conta. Não é mais o tempero apenas. Como a água quente é necessária no tempo frio, assim é o amor. Ele é vital nas derrapadas da vida, nos desencontros e desesperos humanos. O amor nunca desaparece, ele segue vivo temperando a vida e aquecendo a água benta do amor. Surge sempre no lugar e no tempo certo. Ele é o guardião do nosso inverno.
ÉLCIO JOSÉ MARTINS
ÁGUA
Água,
Oh água...!
Olhos d"água da vida,
Sua jornada é comprida,
Nasce muitas vezes em montes,
Vai fazendo seu curso,
Segue seu percurso,
Vai pelas fendas rochosas,
Vai penetrando mata a dentro,
Dançando charmosa,
Vai molhando solo a baixo,
Enche as lagoas,
Passe pelos riachos,
Ah água...!
Água cristalina,
Vc vem da minas,
Apreciando as garoas,
Chuvas fortes te mancham,
Lixos te contamina,
Noites frias,
Tarde quentes,
Não pare,
Pois checará em seu poente,
Vieste de longe,
Você tem seu paradeiro,
Vá em dias ensolarados,
Quase sempre tem ao seu redor,
Paredes e barrancos desmoronados,
Posso ouvir até seu despejar,
Despenca em cachoeiras,
Vai pelas beiras,
Pegando poeiras,
Animais saciam de suas fontes,
Muitos param na sua margem,
Pra ver suas miragens,
Estrelas brilham com seu reflexo,
Vários ficam até perplexo,
Peixes nadam nos seus rios,
Outros em oceanos,
Muitos vc proporciona,
pra abrandar os ânimos,
Seus atrativos tem um sentido,
Mata a sede de muitos desnutridos,
Vidas se salvam pela sua existência,
O cuidar e te apreciar,
Depende de todos,
Seu valor,
Tem um calor,
Seu destino é evaporar com o calor do sol,
Sobe pras nuvens,
E depois torna voltar,
Ao seu lençol...
Autor: José Ricardo
Gosto muito de chuva,
mas ela não gosta de mim,
sai debaixo de uma bem miúda
e agora veio o atchim !
Você pode gostar da chuva e dançar sob ela
Você pode amar a chuva e deixar que ela lave sua alma
Você pode sentir-se desconfortável entre tantos pingos d’água
Você pode detestar a chuva que encharca você e tudo o que você olha ao redor
Você pode fingir que não chove, enquanto a água escorre forte pelo seu corpo
Mas, repare
O céu permanece inabalável
E a chuva segue
Faço de conta que estamos juntos
Que estou protegida pelo seu coração
Mas por dentro e por fora, eu me tornei água
Como uma lágrima na palma da sua mão
Não gosto de turbulências.
Prefiro navegar em águas brandas, límpidas
e transparentes; me aprofundar e me
sentir tranquila, quase uma sereia!
#ALHEIA
A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém...
Assim não se sabe nunca o que para o próximo convém...
Se você bebe água pela mão alheia...
Vai acabar morrendo de sede...
O mal você se presenteia...
A única coisa que posso te dizer, é que Deus faz caminhos onde não há...
Se a Ele, de alma, se entregar...
Não ponho meu destino a prova...
O que é certo me vai chegar...
Muitas vezes, nós vivemos dependentes de nós mesmos...
Não enfrentamos nossos medos...
Que nunca nos falte o ânimo pra nos levantar...
Que nunca percamos a coragem pra prosseguir e a fé pra confiar...
Não sou escravo de nada nem de ninguém...
O importante é aprender a grande lição...
Se as tristezas que nos congelem a alma...
Resolverem fazer moradia em seu coração...
Faça uma pausa...
E procure bem dentro de si...
O que um dia...
Lhe fez muito sorrir...
Não seja luz dos outros...
Seja luz para você...
Somente se amando...
Que vai compreender...
Tudo é tão pequeno...
Nessa grande imensidão...
Só o amor é grande...
E só ele nos leva ao Criador...
Para conhecer...
Seu perdão...
Sandro Paschoal Nogueira
ELEmento ÁGUA,
EU verbalizei um monte de SOU
que não sei mais verbalizar,
Calcificou,
e no CAIS,
Ficou.
Que eu fosse ar para soprar ânimo em ti.
Que eu fosse água para verter teu sofrimento em lágrimas.
Que eu fosse fogo para aquecer-te de Amor.
Que eu fosse terra para semear seus sonhos.
Todavia, que você seja, acima de tudo, você.
O Mar é algo surpreendente.
Ele não aceita nada que o atinge.
Suas águas vêm e joga tudo fora que você jogou um dia.
