Poemas sobre a Morte
[...]
Prenda-me,
em teu silêncio
e verei ricamente,
teus esplendores
*
Prenda-me,
Em tua coragem
Porque parte de mim
Não sabe lidar com a dor .
No final do dia, não havia mais mágoa,
não havia lágrimas, carpido ou dor;
sua aflição, foi ação subitânea,
se despediu da vida, teve seu valor.
.
["O viajante, fez uma pausa à despedida"].
Sentado em um banco de praça, um senhor de oitenta e tantos anos, faz o que fazia rotineiramente. Alimentando pássaros com migalhas de pão, ele recebe uma visita. Um homem de meia idade, usando um terno cinza, senta - se ao lado dele e diz: "Sr Antônio, como tem vivido sua vida?"
Estranhando o fato de aquele homem o chamar pelo nome, de certa forma ele sabia quem era. "Eu vivi plenamente pelas últimas 8 décadas. Levo no coração os amigos mais leais, o grande amor da minha vida, que já se foi, mas juntamente comigo, construiu uma grande família. Meus filhos estão todos bem, e meus netos igualmente."
O homem de terno o questiona: "O senhor não parece assustado em me ver."
E ele respondeu: "Estou a 10 anos longe da pessoa que mais amei na vida. Vivi a vida do meu jeito, e vou partir do meu jeito. Agora posso vê-la, novamente."
O homem espantado, sorri, estende sua mão e diz: "Assim espero e torço, senhor."
E se foi.
Transcendência
Andamos todo delirantes
Ofegados pelo cansaço
Numa busca sem fim
Estamos todos neste confim
Que na verdade é só início
Para esta raça de sobreviventes,
Ai da minha alma;
Que será do meu espírito!
Se no final eu não estiver contigo
Por causa deste atrito
Que apoquenta o meu espírito
Definhando minha alma,
Meus pensamentos de ti
Levam-me a pureza
A sábia ingenuidade
Conduz-me a lugar de fortaleza
Em controversa felicidade
Tudo em mim desafia-ti
Uns respiram
Enquanto os outros vivem;
Da grande parte dos que morrem
Só alguns transcendem;
Somos todos especiais
Até descobrirmos que somos iguais.
Nenhum bem financeiro...
Nenhum grande nome terreno...
Nem mesmo Líderes Religiosos,
ricos e famosos,
poderão nos livrar do acerto,
com Jesus Cristo,
Até os mortos terão que voltar,
para prestar contas,
no dia do Julgamento!
Lapidação [sem epitáfio]
Lápide!
O que escreverão sobre minha lápide?
Que legado deixarei?
Será que isso importa?
Quero viver mas sem desperdiçar a vida
Por isso dito meu anseio presente
Longe de mim a rudeza
Palavras sejam sem aspereza
Cicatrizes na memória de outrem
Não vale a pena guardar rancor
Veneno que definha o amor
Não quero perder tempo com trivialidades
Nem com belas e rudes mentiras
Invejas, brigas, intrigas
Prefiro olhar o pôr do sol
Contemplar os pássaros
Ouvir as flores
Cantar sem rubores
Plantar as sementes do amor
Vestir os calçados da paz
Viver no dia a dia a alegria
Momentos não monumentos
Vida!
Prefiro lapidar a vida!
Ninguém nesse mundo nos conhecerá de verdade. Algumas pessoas apenas se propõem a conhecer algumas superfícies de nossas personalidades, outros vão um pouco mais fundo, outros nem permitirmos ultrapassar os muros de nossas barreiras...
A única certeza que tenho é que o autoconhecimento é uma imersão e as vezes nem mesmo nós, estamos dispostos a nos conhecermos imagina os outros. Por isso não dei tanta atenção aos " juízes de opiniões" esse mundo está cheio de julgadores tão perdidos quanto nós, no final das contas se paramos para analisar, fazemos mais suposições sobre a vida alheia do que sobre a nossa própria existência, deixamos muitas das vezes as suposições virarem certezas e as certezas virarem dúvidas, nos esquecemos que vivemos em um mundo transitório e que o conhecimento é líquido como água e que não temos certeza de nada além do fim.
E, o fim é a morte.
A vida é assim:
Todos nós, um dia, vamos ficar só na lembrança de alguém.
Não há, portanto, outra estrada!
E, nessa estrada, a cada dia que se finda, a gente está se aproximando mais e mais do fim.
Assim que é a vida e nunca vai ser de outra forma.Portanto, mais cedo ou mais tarde nós caminhamos rápido ou lentamente numa estrada que não tem volta.
Vão-se os dias até completar o nosso propósito terreno.
Então, rapaz, não cultive rancor e orgulho em seu coração.
Oração pelo descanso eterno de um ser querido
(Reza-se de maneira especial, diante de uma Cruz)
Senhor Jesus Cristo,
aqui diante da tua santa e venerável Cruz,
depositamos toda nossa confiança
e humildemente, vos encomendamos,
todos estes nossos irmãos e irmãs,
para que vós,
transformando a sombra da morte em aurora da vida,
possais guiar nossos entes queridos,
que dormindo o sono da morte
aguardam a vossa ressureição.
Ó santo madeiro da Cruz, sede o amparo das almas,
que tanto necessitam da luz e vitória que jorraram de teus braços. Transformeis novamente, ó Santa Cruz de Jesus Cristo,
a morte em vitória;
enxugue as lágrimas de nossos olhos
para que possamos ver a luz do rosto de Cristo;
destrua os laços da morte e restaure a verdadeira vida.
Sede Vós, Ó Santa Cruz, o nosso refúgio e conforto,
para que, das trevas e luto desta dor,
sejamos elevados à luz e à paz
da vitória que correu do teu lenho.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espirito Santo.
Amém!
Sua missão
Do princípio planejado ao fim premeditado,
Cristo o Deus-homem cumpriu o que a tempos era aguardado.
Sua aparição entre os homens não foi em vão,
Pois esvaziou-se para cumprir Sua missão.
Como esquece-lo, deixando de tornar notória a Sua vinda?
Que mesmo morrendo na cruz não significou o fim da Sua lida,
Apenas demostrou Sua soberania divina, vencendo a morte com a vida.
Pequenos somos a frente de tal ação caridosa,
Tornou Sua graça em nossas vidas, frondosa.
Rejeitada, dispensada, explorada, confinada, espancada, limitada, esquecida, incomodada, silenciada, escorraçada, excluída, traída, ferida, magoada, privada, negligenciada, ludibriada, roubada, usada, descartada...
Eu Estive Aqui.
A vida é assim, um dia você nasce, cresce, e depois parte, uns não chegam a nascer, outros não chegam a crescer, porém quando de sua partida deixam saudades.
(texto em homenagem a A.R)
Talvez a experiência seja
o que de mais enriquecedor tenhamos
como seres viventes
neste grande relógio
da vida.
Como posso considerar a não boniteza
bela?
Eu posso tudo enquanto caio
em direção ao desconhecido,
afinal, estou morrendo, lembra-se?
O chamado
Será a qualquer momento
Como uma brisa suave
Ou como um terrível vento
Será a qualquer momento
Não perguntará as cores
Nem os meus mais sérios intentos
Será a qualquer momento
Desfazendo as teias
Ou estendendo tormentos
Será a qualquer momento
Iludindo os sentidos
Ou execrando por dentro
Será a qualquer momento
Um pior desatino
Ou o melhor dos unguentos
Será a qualquer momento
Com a data marcada
Ou com surpresa do tempo
Será a qualquer momento...
E antes que ela chegue
Eu me entrego, forte, lento...
A morte...
Será a qualquer momento!
#MALANDRAMENTE
Não vacila...
Nem tenta a sorte...
Quem é do meio sabe como é...
Coração de malandro...
Bate na sola do pé...
Toda minha caminhada...
Nesse imenso mundo cão...
Com malandragem de sobra...
E liberdade para conquistar...
Caio fácil não...
E quando caio...
Logo me ponho a levantar...
Malandro que é malandro...
Sabe bem como viver...
Vou continuar assim em meu caminho...
Pelas noites de luar...
Malandro sabe onde ir...
Quando deve sair e a hora de entrar...
Sabe quando deve ficar mudo...
Sabe quando deve falar...
Já dizia o poeta...
"O mundo é dos espertos"
Malandro bom envelhece...
Pedindo força ao universo...
Não vê a morte tão cedo chegar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Essa terra em que ando...
Não a considero meu ninho...
Dorme quem muito me amou...
Enquanto cá sofro em desatino...
Ah como o tempo foge...
E escorre a doce vida...
E a morte que a tudo espreita...
Percorrer celeste estrada nos convida...
Vês o meu amor que lhe dei ?
Que ao mundo é só o que me prende...
Tão loucamente não quiseste...
Em pouco caso o abandonaste...
Pouco ama aquele que tanto pode dizer o quanto ama...
Por tal ardor minha alma inflama...
O meu coração silencioso esconde...
No silêncio que nada me responde...
Perante o céu então me perco...
Nas vontades em mim despertas...
Será juízo ou será pecado?
Por querer tanto e tanto...
Estar ao seu lado...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
Quem poderá domar os ventos?
Quem poderá calar a voz do sino triste?
Nem deuses...
Nem monstros...
Nem tiranos...
Que em cada hora se perde...
A esperança que amarga...
Do que foi dito pelo não dito...
Na voz dos aflitos...
O consolo dos desconsolados...
O cristal foi quebrado...
O tempo perdido...
A lágrima que rola...
Escondendo os gritos...
Outrora prometido...
O que hoje não tem mais sentido...
E no labirinto que se encontra...
Ainda sonha...
Desejando não estar perdido...
Mas os ratos devoram...
Até as hóstias sagradas...
Invadem casas...
Trazem dores e martírios...
A saída é a luta...
Mas com quem lutar?
A luz está difusa...
O fim será se entregar?
Será do látego o carinho que irá receber?
A fome...
A miséria...
A morte...
Mais sofrer...
O destino escolhido...
Pela indecisão...
Sandro Paschoal Nogueira
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