Poemas quando eu me Amei de Verdade
... a autodeterminação
é a única 'rota de fuga' que
nos resta, quando fustigados pela
apatia ou, pior ainda, pelo
medo!
... quando
o 'micro', por força de sua
autodeterminação, busca contribuir
com o imensurável movimento da
vida, o 'macro' se transforma e
se expande um pouco
mais!
... quando
fraudulentos, excessivamente
falaciosos, substituímos o verbo 'otimizar'
pelo verbo 'vitimizar', issonão representa
um edificanteprotesto,tampouco, um
elogiável repúdioàs diferenças - mas
um convite à incultura
e ao atraso!
"Ao te ver, me encontrei"
Quando te vi,
algo em mim despertou.
Não sei quem você é,
mas algo em você
me chamou.
Talvez seja por causa
dos seus olhos castanhos
ou do seu sorriso,
radiante e brilhante.
Não conheço seu mundo,
mas queria fazer parte.
Porém, não faço,
e compreendo.
Esse sentimento
me traz paz.
Por isso me sinto
tão leve.
Penso em você,
imagino você,
desejo você,
mas sei da realidade
e do que acontece nela:
não passamos
de dois estranhos.
Implícita,
o teu estado
é de se admirar;
Quantos tentáculos
cabem em tuas mãos?
Quando
era pequeno
tudo lhe proibiam,
até tocarem
a famosa rebeldia
e agora
o que sobraste?
Não quero,
não quero,
não vou!!!
Minha razão
sem pai
nem mãe:
Diz ser
bem resolvida
quando na chegada
ou na saída
resolve embirutecer;
Cala-te boca!
Não vês
que esse assunto
tornou-se sigilo
e cobra-se
erro com erro,
falta com falta,
eu seria um canalha
ao tentar
lhe esquecer!
A vida só se torna extraordinária quando a gente perde o medo de arriscar. Esperar o momento certo é bom, mas levantar e fazer acontecer é o que muda o jogo!Se você acordou hoje, você já tem a ferramenta mais poderosa do mundo: a oportunidade de tentar de novo.Não tenha medo dos desafios. A vida é um presente maravilhoso e o maior erro é deixar o medo travar os nossos sonhos. Se o plano A deu errado, o alfabeto tem mais 25 letras para você recomeçar.Você está vivo, o sangue tá correndo nas veias e o dia está só começando. Você tem tudo o que precisa,
Então faça acontecer....
*Bora pra cima*
PEÇA A DEUS.
Peça a Deus a serenidade quando a tempestade parecer maior que as forças do teu coração.
Peça a Deus coragem quando o medo sussurrar que já não vale a pena prosseguir.
Peça a Deus discernimento para distinguir aquilo que podes transformar daquilo que deves apenas aceitar com humildade.
Peça a Deus que não retire todas as pedras do teu caminho, mas que fortaleça teus passos para atravessá-lo com dignidade.
Peça a Deus um coração que saiba perdoar antes de julgar, compreender antes de condenar e amar antes de exigir.
Peça a Deus que teu espírito jamais se acostume com a indiferença, pois é nela que muitas almas adoecem silenciosamente.
Peça a Deus a luz da consciência, porque nenhuma claridade exterior substitui a paz de quem dorme com a própria alma reconciliada.
Peça a Deus que teu sucesso nunca seja maior que tua humildade, nem tua inteligência ultrapasse tua capacidade de amar.
Peça a Deus que tua fé não dependa dos dias felizes, mas permaneça firme quando o horizonte estiver coberto pelas sombras da dúvida.
Peça a Deus menos facilidades e mais sabedoria; menos aplausos e mais virtudes; menos desejos passageiros e mais valores eternos.
E, quando finalmente compreenderes que nenhuma oração sincera se perde no infinito, descobrirás que Deus jamais esteve distante. Era tua própria esperança que, por instantes, havia deixado de enxergar Sua presença.
Porque quem pede a Deus apenas aquilo que alimenta o corpo vive por um tempo; mas quem Lhe pede luz para iluminar a própria alma encontra um tesouro que nem o tempo, nem a dor, nem a morte poderão destruir.
O LENÇO DAS LÁGRIMAS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a penumbra desfolha o infinito,
E o sino verte o derradeiro rito,
Retiro, em muda e sepulcral unção,
O alvo sudário do meu coração.
Não é de linho, cambraia ou cetim;
Foi urdido onde não floresce jardim.
Fiaram-no os dedos da Ausência infiel
Com fios de névoa e fragmentos de fel.
Ali repousam, translúcidas, sem voz,
As gotas que o destino verteu por nós;
Cada cristal, em sua fria claridade,
É um relicário da eternidade.
Há prantos que jamais encontram chão;
Suspensos vivem na constelação.
São pérolas que o Tempo não desfez,
Velando o que não há de vir talvez.
À meia-noite, quando o Éter se abre,
E a solidão seus sacrários descobre,
Ergue-se o lenço, em místico esplendor,
Como um incenso tecido de torpor.
Ninguém o vê. Contudo, ele vagueia
Pelas galerias da memória alheia;
Tange os espelhos da consciência aflita
E desperta a culpa que ninguém evita.
Seu tecido não conhece deterioração;
Alimenta-se da humana aflição.
Quanto mais se esquece um rosto querido,
Mais alvo se torna o pano esquecido.
Vi-o descer sobre um túmulo ermo,
Sem vento algum, em movimento enfermo;
Não ocultava a pedra funerária:
Cobria a saudade necessária.
Então compreendi, no átrio do Mistério,
Que toda lágrima é um silencioso império.
Ela não morre quando a face a esquece:
No Invisível, amadurece.
Quem enxuga os olhos apenas da fronte
Ignora a nascente escondida no monte.
Há lágrimas que recusam sepultura,
Porque pertencem à eterna criatura.
E quando eu partir para o país sem nome,
Onde o relógio já não conta nem consome,
Desejo apenas — sem louvor, sem vaidade —
Levar comigo esse véu da eternidade.
Pois nele dormem, em arcana mansidão,
As cinzas vivas de cada ilusão;
E talvez Deus, ao recolhê-lo enfim,
Descubra que suas dobras... também choraram por mim.
AO AMANHECER.
Quando a manhã desponta em véus dourados,
E a luz visita os becos esquecidos,
Vejo os destinos frágeis, consumidos,
Nos corredores tristes e calados.
Erguem-se os homens, sonhos fatigados,
Com olhos de esperança já vencidos;
Carregam seus fantasmas escondidos,
Sob os céus vastos, frios e nublados.
Mas há no sol nascente uma promessa,
Um sopro que renova a alma aflita,
Mesmo onde a dor se mostra mais espessa.
Pois toda aurora, humilde e infinita,
Revela que a existência recomeça,
E a fé resiste à sombra que a limita.
"Muitas vezes, quando o coração mais se dói de solidão e ingratidão, é que está mais próximo de Deus."
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.
QUANDO O SILÊNCIO APRENDE A RESPIRAR.
Há um instante oculto entre o que fomos e o que ainda não ousamos ser.
Um intervalo quase imperceptível onde o mundo silencia.
E é ali, precisamente ali, que a alma se revela sem máscaras.
Tu carregas universos não explorados sob a pele.
Catedrais invisíveis erguidas com lágrimas que ninguém viu.
E mesmo assim, caminhas, como se fosses apenas mais um corpo na multidão.
Mas não és.
Há dentro de ti uma centelha que não aceita o esquecimento.
Uma força antiga, anterior ao medo, anterior à própria dor.
Ela sussurra, mesmo quando tudo em volta grita desistência.
Escuta.
Não é o fracasso que te define.
É a insistência silenciosa de continuar mesmo sem aplausos.
É o gesto invisível de reerguer-se quando ninguém está olhando.
Porque a verdadeira grandeza não nasce do êxito.
Nasce do abismo atravessado em silêncio.
E cada noite que te visitou não foi abandono.
Foi lapidação.
Cada perda não foi ausência.
Foi espaço aberto para algo maior que a própria ausência ainda que não compreendas.
Há uma arquitetura divina no caos que te molda.
Uma ordem que teus olhos ainda não decifraram.
Mas que teu espírito já reconhece.
Por isso, não te apresses em fugir da dor.
Há ensinamentos que só florescem no escuro.
E quando finalmente compreenderes,
não serás mais o mesmo que buscava respostas.
Serás a própria resposta.
Ergue-te, mesmo que em fragmentos.
Avança, mesmo que em silêncio.
E confia, ainda que tudo em ti vacile.
Porque existe um momento, inevitável e sagrado,
em que aquilo que te quebrou
será exatamente aquilo que te fez inteiro.
E nesse dia, sem alarde, sem testemunhas,
tu olharás para trás e entenderás:
Nunca foste fraco.
Apenas estavas aprendendo a tornar-te vasto.
QUANDO A PORTA SE ABRE PARA A ESPERANÇA.
Há momentos na existência humana em que o espírito sente-se cercado por sombras interiores. As perdas, as frustrações e os silêncios da vida parecem fechar todas as portas da esperança. Contudo, no ensino luminoso de Jesus, encontramos uma das promessas espirituais mais profundas já pronunciadas.
No Evangelho segundo Evangelho de Mateus capítulo 7 versículo 7 lê-se.
"Pedi e dar-se-vos-á. Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á."
Essa tríplice exortação possui um sentido progressivo e profundamente pedagógico. Não se trata de mera fórmula devocional, mas de um método espiritual. Primeiro o ser humano pede reconhecendo sua necessidade e sua humildade diante da Providência. Depois busca, o que implica movimento interior, reflexão e transformação moral. Por fim bate à porta, gesto que simboliza perseverança ativa na fé.
O mesmo ensino reaparece no Evangelho segundo Evangelho de Lucas capítulo 11 versículo 9 reafirmando que a espiritualidade não se constrói pela passividade, mas pela confiança persistente no amparo divino.
A tradição cristã sempre interpretou esse ensinamento como uma lei espiritual de reciprocidade entre o esforço humano e a misericórdia divina. Aquele que busca com sinceridade acaba por encontrar caminhos que antes pareciam invisíveis. Quem bate com perseverança vê portas abrirem-se onde antes havia apenas silêncio.
Assim, quando o coração imagina que tudo está perdido, a mensagem do Evangelho recorda que nenhuma noite espiritual é absoluta. Há sempre uma porta invisível esperando o gesto da fé.
Porque o espírito que continua a bater, mesmo em meio à escuridão, já iniciou o caminho pelo qual a esperança inevitavelmente retorna.
Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”
Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.
Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.
Amor e Respeito
Amor é respeito.
É silêncio quando o outro precisa falar,
é palavra doce quando o coração quer gritar,
é presença que conforta,
mesmo quando o corpo está distante.
É olhar e entender sem precisar perguntar,
é segurar a mão quando o mundo desaba,
é esperar o tempo certo de cada emoção,
sem pressa, sem cobrança,
porque o amor verdadeiro não corre — ele floresce.
Amar é cuidar sem prender,
é estar junto e deixar o outro ser livre,
é querer o bem mesmo quando o caminho se separa,
é sorrir com o sorriso do outro
e se calar quando o silêncio fala mais alto.
Respeito é a alma do amor.
É ele quem dá base aos dias difíceis,
quem ensina que o amor não é domínio,
é parceria, é troca, é compreensão.
É saber pedir desculpas,
é ter humildade para reconhecer os erros,
é entender que ninguém é perfeito,
mas que o esforço de amar já é um milagre em si.
O amor não grita, ele conversa.
Não fere, ele cuida.
Não impõe, ele convida.
Ele é carinho no toque,
educação no olhar,
delicadeza nas atitudes pequenas
que, juntas, constroem eternidades.
Amar é plantar confiança todos os dias,
regar com gestos e paciência,
e colher o fruto do respeito —
doce, maduro e verdadeiro.
É enxergar beleza até nas imperfeições,
é rir das diferenças e celebrar o encontro,
é caminhar lado a lado,
sem que um precise se esconder na sombra do outro.
Porque o amor é luz.
E o respeito é o caminho por onde essa luz se espalha.
Quando há respeito, o amor cresce.
Quando há carinho, o mundo muda.
E quando há educação entre duas almas,
nasce algo que o tempo não apaga:
a certeza de que amar é, antes de tudo,
respeitar.
FRENTE A FRENTE
Quando dois corpos se põem frente a frente tornam-se uma fisga e a paz de todos fica no elástico.
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578
