Poemas quando eu me Amei de Verdade
Inúteis
Os ponteiros do relógio entre os minutos e os segundos são inúteis quando marcam um tempo imaginário... Enquanto nós obedecemos, nos iludimos até; não estamos indo, mas voltando.
Deixar-se invadir
Quando buscar... o ponto certo.
Onde encontrar toda sabedoria.
O caminho de flores e calmaria.
Absorver o ar puro, sentir força!
Deixar-se invadir de compaixão,
dos bons anseios, e de alegria...
Tranquilidade
É deixar-se invadir... Sã e louco!
Estando presente em si mesmo,
não fugir, aceitar a sua intuição.
Para ser feliz, custa muito pouco.
A alma contra o tempo
Quando as pétalas das flores caem pelo chão, misturando-se com as folhas que já estão sem vida; vejo uma beleza naquela simplicidade, comparo a paisagem com a vida...
O frescor, a vitalidade, tudo que o tempo vai aos poucos transformando, quanto a nós, para alguns a alma sempre mais aprimorando-se, enquanto vamos gradualmente definhando.
Ciúmes
O que nunca pertenceu, mas que foi um sentimento de emoção profunda, quando transportei o brilho da lua cheia para iluminar os voos que minha alma alçou!
Aquele... que ultrapassou os limites distantes,
para equacionar a geografia das emoções
que um dia os meus lindos sonhos de amor impossível, nele encontrou.
Imaginei um momento que jamais aconteceria,
dos tantos planos que fiz, dos abraços seus que com intensidade desejei, não havia chance nenhuma, uma vida a dois, nem por um instante sei, nunca eu teria.
O amor é feito de vontades, sem realizações e nisso tudo apesar das negações na própria e solitária emoção buscar a alegria... Mesmo morrendo e vivendo desse amor, mais triste e só é a sua triste poesia.
No mundo das suas ilusões, uma frase de amor sequer, uma esperança desiludida... amar sozinha é caminhar para um precipício, e por lá morrer de tristeza, esquecida.
Quando for atravessar um rio, vá a favor da correnteza.
Vai economizar energia.
Vai aproveitar o impulso.
Mantenha firme na mente o objetivo: Sair do outro lado. ✅
Quando faço da fantasia minha vida,
vivo o imaginário do meu ser.
Para usufruir de uma felicidade falseada,
nego a realidade do meu viver.
Quando optamos
por viver uma personagem
fazemos de nossas vidas
um longa-metragem
no qual somos o roteirista
que não tem consciência
do final ao qual se propõe.
Poema - Falsidade
É uma coisa na minha frente
E outra quando estou ausente
Maior inimigo da verdade
Se chama falsidade
Decepção não tem nome
Maldito o homem que confia no homem
Se decepção matasse
Talvez eu não estaria aqui mais
O que mais sai da boca
É que uma mão lava a outra
Escuto isso toda vez
Mas quando chega a minha vez
A água acabou, o que restou
Decepção de novo
Falou que era nós
Mas só ficou na voz
A palavra atitude
É um personagem ilustre
Muitos fingem ter
Procurei, mas cadê?
Muitos não têm
Poucos que têm
Não usa máscara
Mas tem duas caras
Do tipo assim
Fala mal dos outros pra mim
E de mim pros outros
No fim fala de todos.
Onde A Paz Procura Abrigo.
Amigos são aqueles
que encontram o nosso coração
mesmo quando as palavras
se perdem entre as lágrimas.
São aqueles
diante de quem chegamos chorando,
mas de quem nos despedimos sorrindo,
porque transformam o peso dos dias
em leveza para a alma.
Amigos são aqueles
que nem a distância consegue apagar.
O tempo pode mudar os caminhos,
a rotina pode afastar os encontros,
mas jamais será capaz de levar
as lembranças construídas
nem o carinho que permanece.
São pessoas
em quem a paz encontra abrigo,
onde o silêncio também é acolhimento
e a presença fala mais alto
do que qualquer palavra.
Amigo é aquele
que permite que você seja exatamente quem é,
sem máscaras,
sem medo,
sem julgamentos.
É quem segura a sua mão
quando o mundo parece pesado
e, sem perceber,
faz você acreditar outra vez
na beleza da vida.
Porque a verdadeira amizade
não se mede pela frequência dos encontros,
mas pela certeza
de que, aconteça o que acontecer,
sempre existirá um lugar
onde o seu coração será recebido
como se nunca tivesse partido.
Porque Amigos...
Amigos não são apenas pessoas
que caminham ao nosso lado.
São pedaços da nossa história
que o tempo escolheu eternizar.
São laços que não se desfazem com a distância,
nem se enfraquecem com o silêncio.
Porque a amizade verdadeira
não precisa ser lembrada todos os dias
para continuar existindo.
Ela apenas permanece.
E, quando a vida pesa,
é para esse abraço invisível
que a alma sempre encontra o caminho de volta.
Talvez seja esse
o maior significado da amizade:
ser o lar de alguém,
mesmo quando os caminhos
seguem em direções diferentes.
Onde a Memória nos Guarda
Quando deixaremos
de esconder a beleza
daquilo que chamamos de amizade?
Por que desejam tanto
o nosso distanciamento?
Será inveja,
ou apenas a tristeza
de quem nunca aprendeu
que o afeto não precisa de permissão
para existir?
Não há fotografias
capazes de contar a nossa história.
O tempo preferiu gravá-la
na memória,
onde nenhuma mão alcança
e nenhum olhar invejoso
é capaz de apagar.
Houve dias
em que nos escondemos do mundo,
trancadas entre paredes,
presas a promessas
que nunca nasceram do coração,
apenas da vontade
de evitar guerras
que jamais deveriam existir.
Mas há encontros
que nem o silêncio desfaz.
Há pessoas
que a distância não diminui.
E há amizades
que continuam florescendo
mesmo quando o mundo
insiste em cobri-las de sombras.
Talvez nunca entendam
que não existe culpa
em encontrar abrigo
no coração de alguém
que nos faz bem.
Porque amizades verdadeiras
não vivem de fotografias,
vivem de presença,
mesmo quando ela acontece
apenas na lembrança.
E se um dia
o tempo nos levar
para caminhos diferentes,
que ele nunca seja capaz
de levar aquilo
que construímos juntas.
Pois algumas histórias
não foram feitas
para serem vistas por todos.
Foram feitas
para serem eternas
no coração de quem as viveu.
A Culpa de Sentir Demais
Quando escuto que minhas escolhas machucaram alguém,
o mundo parece perder a cor.
É como se eu me tornasse um monstro,
como se tudo o que existisse dentro de mim
fosse apenas um vazio disfarçado de coração.
Dizem que uso pessoas como abrigo,
como quem tenta fugir de si mesma.
Dizem que minhas atitudes machucam,
que nem sempre sei permanecer sem ferir.
Então começo a me esconder.
Guardo as palavras, os afetos, os sorrisos.
Porque talvez o silêncio doa menos
do que a culpa de existir.
Mas me explica...
Como desacelerar uma vida
quando tudo em mim grita intensidade?
Como aprender a ser calma
se meu peito nasceu tempestade?
Como perceber que todos estão indo embora,
se sou eu quem fecha as portas
antes mesmo de ouvir a despedida?
E como aceitar que, no fim,
talvez eu fique sozinha,
vendo cada pessoa partir,
acreditando que me odeiam simplesmente por eu ser quem sou?
Talvez a terapia consiga traduzir
os sentimentos que nem eu compreendo,
esses nós invisíveis
que apertam meu peito todos os dias.
Porque eu já não consigo chorar.
Parece que minhas lágrimas
secaram antes de cair,
e que cada emoção precisa morrer em silêncio
para não terminar me destruindo.
Mas, no fundo,
eu não queria sentir menos.
Queria apenas que alguém entendesse
que toda essa intensidade
nunca foi uma tentativa de machucar.
Era só a minha forma, imperfeita e humana,
de amar, de permanecer, de existir.
E talvez exista um dia
em que eu deixe de pedir desculpas
por ser quem sou.
Um dia em que eu descubra
que intensidade não é pecado,
que errar não me transforma em um monstro,
e que até os corações mais cansados
merecem um lugar para descansar.
Até lá, sigo recolhendo os pedaços de mim.
Porque, se um dia todos forem embora,
eu espero que ainda reste alguém...
eu mesma.
E que, pela primeira vez,
isso seja suficiente.
O Traço que o Mundo Não Leu
Quando por tua alma ousei caminhar,
sem pressa, sem medo de me perder,
vi cada detalhe em silêncio cantar,
como estrelas que aprendem a amanhecer.
Entre teus contornos, tão belos, enfim,
havia um traço que escondias de mim;
julgavas defeito, motivo de dor,
quando era o mais raro sinal de esplendor.
Foi nele que o tempo escreveu poesia,
com tinta de luz e perfume de mar;
o mundo chamava de melancolia,
mas eu o chamava de lar.
Mentiram-te tanto, fizeram crer
que eras menos por seres assim;
mas quem nunca soube o que é realmente ver
jamais compreenderia teu jardim.
A beleza não mora na forma perfeita,
nem vive acorrentada à ilusão;
ela nasce na marca discreta,
que revela o idioma do coração.
Por isso, não escondas o que és,
nem deixes teu brilho partir;
pois o traço que baixava teu olhar
foi o primeiro a me fazer sorrir.
Se Deus desenhou teu rosto em segredo,
foi para que ninguém pudesse copiar;
e aquilo que chamavas de medo
era o mais belo motivo para te amar.
Porque a perfeição é fria, passageira;
já o encanto verdadeiro não tem fim.
E foi nesse pequeno traço, à tua maneira,
que a eternidade sorriu para mim.
O Bem que Você me Faz!
Quando paro para pensar no bem que você me faz,
descubro que tua presença é meu abrigo, minha paz.
Cada palavra trocada, cada instante a florescer,
é um silêncio bonito que me ensina a viver.
Não sei se devo entender ou apenas sentir,
essa calma tão rara que me convida a existir.
Só sei que, se o tempo pudesse um instante parar,
eu faria dos teus braços o meu eterno lugar.
Saudades de você... saudades de mim,
de quem eu me torno quando estás perto de mim.
Porque em teu afeto encontro o que nunca perdi:
a parte mais bonita que renasce dentro de si.
Você colore meus dias com tua alma de menina,
feito sol que amanhece e toda sombra ilumina.
Teu sorriso frouxo, tão leve ao florescer,
faz o mundo inteiro mais bonito de se ver.
Teu abraço é porto seguro, calmaria depois da ventania;
tua doce teimosia transforma sonho em poesia.
E, sem perceber, faz o impossível acontecer,
como se amar fosse apenas um jeito bonito de viver.
Se isso tem nome, não preciso descobrir;
há mistérios que nasceram somente para sentir.
Enquanto houver teu riso para meu peito aquecer,
que nunca tenha fim o bem que existe em te querer.
O Segredo da tua Mente.
Fico imaginando, em segredo,
o que acontece em teu pensamento,
quando sou eu que, sem medo,
moro nele a cada momento.
Quais pensamentos te invadem,
quais mistérios tentas esconder?
São eles que tanto me prendem,
e me fazem querer te entender.
E essa tua timidez, tão bonita,
que disfarça o que quer revelar,
faz minha alma ficar aflita
e meu sorriso querer escapar.
Dá vontade de chegar bem perto,
sem pressa, sem nada explicar,
e, nesse teu silêncio incerto,
simplesmente te abraçar.
Então me conta, sem hesitar:
que pensamento hoje irá surgir?
Quando a tua mente me encontrar,
será que vai tentar me banir?
Ou, entre um suspiro e outro,
quando ninguém puder perceber,
serei eu, de algum modo,
o pensamento que insiste em permanecer?
E talvez o que mais me intriga
não seja aquilo que pensas de mim,
mas o que tua timidez abriga
quando o pensamento chega ao fim.
Será que, quando o silêncio te alcança,
e a noite te encontra a sonhar,
alguma lembrança minha descansa
onde ninguém mais consegue chegar?
Será que, entre tantos pensamentos,
há um que você tenta esconder?
Um pequeno segredo em silêncio,
que talvez tenha meu nome sem querer?
Porque, se eu moro em tua mente,
mesmo que seja por breve instante,
confesso que isso me deixa contente
e a curiosidade... ainda mais constante.
Então me diz, sem medo de errar:
quando hoje tua mente divagar,
entre tantos pensamentos a passar,
será que em mim ela vai parar?
Quando a Lua Chama
Há alguém que só desperta quando a noite vem,
surge entre as estrelas, quando dorme alguém.
Não sei se é lembrança, mistério ou ilusão,
mas deixa sua sombra presa ao coração.
De dia, é silêncio perdido pelo ar,
uma imagem distante que não sei alcançar.
Mas quando o sol se rende e começa a partir,
há qualquer coisa nela que me faz sentir.
A lua, testemunha do que não confessei,
guarda entre suas sombras tudo o que calei.
E quando a maré vem beijar a areia,
seu nome se dissolve na espuma da sereia.
Procuro no espelho alguma explicação,
mas vejo somente a minha expressão.
Quanto mais eu procuro saber quem ela é,
mais o mistério me prende de pé.
Talvez seja um sonho que insiste em ficar,
talvez seja a noite querendo me enganar.
Talvez seja alguém que eu nunca encontrei,
ou uma parte de mim que um dia abandonei.
E quando amanhece, ela deixa de existir,
como uma estrela cansada que decide partir.
Mas quando a noite retorna e a lua vem me chamar,
eu sinto sua presença outra vez no meu olhar.
Se é sonho, por que parece tão real?
Se é lembrança, por que ainda é tão igual?
Se a lua conhece o segredo que escondi,
por que toda noite ela a traz de volta a mim?
E se ela só existe quando a noite vem,
se só vive no escuro, distante de alguém...
quem é que desaparece quando nasce o dia:
ela, ou a parte de mim que por ela sorria?
Na Mesma Sintonia
Gostoso é quando você quer alguém
e descobre que essa pessoa também quer você —
e, para sua surpresa,
quer ainda mais do que você imaginava.
É quando aquele olhar que você achava ser apenas seu
carrega, do outro lado, a mesma vontade.
Quando o silêncio deixa de ser dúvida
e passa a ser uma conversa que os dois entendem.
Porque existe algo irresistível
em perceber que o desejo não nasceu sozinho.
Que enquanto você pensava nela,
ela também pensava em você.
Enquanto você imaginava,
ela também desejava.
E enquanto você tentava esconder o querer,
ela talvez estivesse fazendo exatamente o mesmo.
Quando o querer é recíproco,
a conexão ganha outra intensidade.
O que era possibilidade vira certeza,
o que era desejo vira encontro,
e aquilo que parecia perigoso demais para sentir
se torna irresistível justamente porque é sentido pelos dois.
Talvez seja isso que torne tudo tão gostoso:
não é apenas querer alguém.
É descobrir que, em algum lugar entre dois olhares,
dois desejos se encontraram
e nenhum dos dois quer mais fingir que não percebeu.
Fome de Teu Mistério!
Não sei que nome dar
ao que acontece quando você chega,
se é vontade de ficar
ou uma fome que o peito carrega.
Porque eu não quero somente te olhar,
quero entender o que existe em você;
cada silêncio, cada jeito de falar,
cada pedaço que ninguém consegue ver.
Quero saber teus medos escondidos,
as histórias que ninguém ouviu,
os sonhos que moram adormecidos
no lugar onde teu coração se abriu.
Quero o teu riso sem pressa,
teu silêncio quando a palavra faltar,
essa parte de você que ninguém confessa,
mas que eu tenho vontade de desvendar.
Talvez seja por isso que eu te queira:
não pela beleza que os olhos podem ver,
mas pela parte mais verdadeira
que ainda existe atrás de você.
Há em mim uma fome delicada,
que não pede para possuir;
quer apenas chegar mais perto,
até aprender teu jeito de existir.
Quero te descobrir devagar,
como quem lê o mar sem conhecer a maré,
sem arrancar segredo algum do lugar,
apenas entendendo quem você é.
E talvez seja esse o meu perigo:
quanto mais descubro, mais quero saber.
Quanto mais perto eu chego de você,
mais distante parece estar o fim.
Porque você não é algo que se explica,
é algo que se sente antes de entender;
uma vontade que não se justifica,
uma fome bonita de conhecer.
E se um dia eu disser que te devoro,
não pense que quero te prender:
é que existe tanto de você que eu adoro
que meu coração quer aprender a te ler.
Inteira.
Sem pressa.
Sem tradução.
Até que o teu mistério
encontre morada
dentro da minha imaginação.
Quando O Pensamento Encontra Você
No caminho de volta pra casa,
me peguei pensando em você.
E entre o silêncio da estrada
e tudo o que eu podia esquecer,
foi você quem veio aparecer.
Pensando que a vida ficou mais bela,
mais leve, mais bonita e sincera,
desde o dia em que você chegou,
desde o instante em que algo mudou,
mesmo sem saber o que começou.
Parece clichê falar,
parece clichê dizer,
mas quando meus pensamentos procuram paz e lar,
é somente pensar em você
que tudo volta a fazer sentido outra vez.
E talvez você nem saiba
o tamanho que isso tem.
Talvez nem perceba que, às vezes,
pensar em você me faz tão bem.
É curioso esse sentimento,
que chega sem pedir licença,
se esconde atrás de um pensamento
e se revela na ausência.
Porque quando o dia pesa,
quando a noite demora a passar,
é a lembrança do seu jeito
que faz meu coração sossegar.
E eu poderia chamar de acaso,
de carinho, amizade ou distração,
mas há coisas que não cabem em palavras
quando começam dentro do coração.
Você virou pensamento recorrente,
daqueles que chegam de repente,
sem hora, sem aviso, sem razão,
e deixam um sorriso no rosto
e silêncio no coração.
Talvez seja isso que me assusta:
você não precisou fazer nada.
Foi apenas sendo você,
e, de alguma forma inesperada,
fez a minha vida ficar mais encantada.
E se alguém me perguntar
por que penso tanto em você,
talvez eu sorria e desconverse,
sem saber exatamente o que dizer.
Porque existem sentimentos
que não gostam de explicação;
preferem morar no silêncio,
entre a dúvida e a intenção.
E talvez você nunca descubra
o que acontece quando penso em nós...
Mas, se algum dia perceber,
talvez entenda por que,
no meio de tantos caminhos,
meu pensamento sempre encontra você.
Porque no fim, talvez seja simples:
quando meu coração procura um lugar, é em você que ele encontra
onde descansar.
