Poemas Perdi Melhor Amiga
MONÓLOGO DA FOME
Eu estou com fome, meu senhor.
Perdi meu emprego, fiquei doente
E hoje moro na rua.
A covid matou metade da minha família.
De onde eu sou?
Não sou da Disneylândia, já morei na Ceilândia, na Estrutural,
No lago Azul, em vários lugares, nesses lugares em que as pessoas não desejam morar.
É hoje eu moro aruá, lugar em que muitos desejariam morar, para ter a liberdade que eu tenho, mas para morar na rua a pessoa precisa passar por onde eu passei, viver o que eu vivi.
Meu senhor, por piedade, diga-me, o senhor vai ou não me dar um prato de comida?
LABIRINTO
Andei sem rota,
batendo na porta
que não se abria.
Meu medo sumiu.
Perdi a razão.
Neguei ao oráculo
meu sangue e perdão.
A musa Ariadne
se esqueceu de mim.
Não veio ao encontro
marcado no fim —
no fim da viagem,
da tola miragem
que venderam pra mim.
Eu sei que estou
perdido no caos,
no vácuo do mundo,
sem paz ou redenção.
Sou homem, sou tolo,
vestido de púrpura,
coroa de espinho,
ferida divina,
forjada do barro
que volta ao chão.
A CRIANÇA QUE PERDI:
Esta noite eu não dormi, com meu siso,
Decidi... Viajei no passado (...).
E presente me encontrei com a criança
Que havia deixado a chorar na estrada sem tino
Do alto do consciente, a vi... E entendi.
Pra rever meus sonhos, planos, e desejos...
Eram todos fúteis!
Nasciam da fértil e quimérica imaginação
Daquela homérica criança.
Neste instante, inexoravelmente anseio
Seu resgate
Porém não me é dado êxito
Ah! Meu mundo surreal
Ofusca a aura clara
Do régio ser que um dia fui.
E dormi apenas eu...
“Pai, tu foste meu herói”
por Sariel Oliveira
O primeiro que eu perdi
Foi o meu herói.
Meu pai.
Doeu demais.
Me rasgou por dentro.
Tentei seguir…
Mas perder um pai que foi exemplo de homem,
De força, de princípios…
É como perder um norte.
Tu dizias:
“Faz o que eu falo, mas não faz o que eu faço.”
Mas, pai…
Tu te enganaste nessa.
Porque eu nunca te vi errar feio.
Nunca te vi decepcionar.
Nem como homem.
Nem como pai.
Nem como marido.
Tu foste o espelho mais limpo que eu já tive.
E eu sempre tive orgulho de ser teu filho.
Tu partiste praticamente nos meus braços.
E ali, no fim, tu ainda pensaste em nós:
“Eu te amo… cuida da tua mãe.”
E eu cuidei.
Cuidei até ela partir também.
E agora, sigo com esse vazio.
Mas cheio de gratidão.
Porque mesmo ausentes,
Vocês vivem em mim.
No que sou, no que escolho,
No que me tornei
Em que momento me perdi?
Não sei se no riso ou na dor.
Na razão ou no amor.
Espero apenas me encontrar.
Eu sei que é duro admitir que errei
É uma triste realidade crer
Que perdi você, ou eu perderá pra sempre
Olho o passado que ficou de lado
E o meu futuro que está tão presente
É você simplesmente, que ficar ou ficará ausente
Meu erro foi porque
Não escutei o coração me dizer, que você
Foi minha razão de viver
É tão dificil te esquecer porque
Você é dono do meu coração
E sem você não sei nada fazer
Por favor, meu amor
Não negue essa paixão
Te fiz promessas sei que não cumpri
Não percebi o grande mal que fiz
Pra você só porque
Não abri meu coração
Meu erro foi porque
Não escutei o coração me dizer, que você
Foi minha razão de viver
Meu coração tinha razão,
Eu te amo de verdade,
Mas agora, querendo
Ou não querendo, te perdi.
Algum dia quem sabe serei feliz,
Quando eu encontrar
Alguém que me ame
Assim como eu te amo.
A OUTRA MARGEM
Se eu soubesse de mim há muito tempo
não teria perdido tantos ocasos;
me perdi nos olhos de gurias farsantes, acanhadas e recatadas;
em seus sorrisos de pérolas,
ou nos perfumes de rosas campestres de suas presenças.
Do outro lado do rio, onde caía todas as pipas,
onde se escondia o resto do arco- Iris
e o sol cochilava no final de tardes tépidas de verão
morava um outro eu.
Mas vovó falava de um lobisomem daquele lado.
Eu chegava à sua margem e acenava àquela silhueta magra do outro lado;
a noite sonhava com uma trilha de pegadas gigantes
e imaginava uma figura horrenda
acordava afobado, rezava o credo
e corria pro lado de mamãe na outra cama .
um dia um balão caiu no outro lado do rio
e incendiou parte das minhas fantasias,
mas eu já conhecia o perfuma campestres de rosas
e o sorriso de pérolas de algumas gurias.
Agora percebo que as pipas gostam de transpor fronteiras
e as vezes o vento sopra para o nosso lado;
os ocasos jamais se perdem,
eles ficam de uma forma ou de outra guardados em nossos olhares
e quanto aquela silhueta magra
que me acenava do outro lado do rio;
o meu outro eu, me impõe uma única dúvida:
quem é a outra margem??
ETERNIDADE
Era uma casa grande de frente ampla pra um imenso campo de pasto, que se perdia ao longe com elevações de algumas colinas onde invariavelmente o sol repousava nos finais das tardes. Um rio riscava a paisagem com algumas curvas sinuosas donde surgiam carroças e mulheres com bacias nas cabeças seguidas por crianças que vadiavam entre flores, libélulas, borboletas e alguns passarinhos que festejavam a aurora ou alardeavam nos finais de tardes, anunciando as noites. Neste cenário vivemos os mais belos anos de nossas vidas de uma paixão, que certamente inspiraria poetas, romancistas, cantores e qualquer ser vivente com um pouco de sensibilidade.
Protagonista desta história, posso afirmar, que a felicidade faz galopar o tempo num tropel frenético e irrefreável. Foi lindo, foi infindo, foi infinito; mas até o infinito é arrastado pelo galopar enlouquecido do tempo; e um dia eu me vi sozinho, tonto com o serpentear do rio, as vertiginosas colinas e um vulto que dava sentido àquele cenário. ah, tantas coisas mudaram naquele cenário; os horizontes foram se limitando dando lugar a torres, antenas e telhados: mas o que eu via era o passado, longe de asfaltos e pontes, perto de auroras incríveis e ocasos paradisíacos. Um dia reuniram-se irmãos, filhos e netos e choraram pelos que eu jamais choraria. O tempo galopara a minha existência; mas agora, este plasma infinito dessa ternura louca, fiel e inabalável insiste: é uma casa grande, de frente ampla pra um imenso campo de pasto que se perde ao longe nas elevações de algumas colinas, onde invariavelmente o sol repousa nos finais de tardes... com sua roupa branca como a candura de um anjo, ela caminha em minha direção sem nenhuma pressa, sabe que temos toda a eternidade...
Nunca tive medo da tristeza
Muito menos da solidão
Mas depois que te perdi
Minha vida eu expeli
Você, meu Tuca e aí.
Ainda estás em mim
Caminhares perdidos
Arrastei anos,
Perdi alegrias, amplexos e até o afeto.
Voei nas asas do vento..
E quando achei que tudo sabia
Descobri que ser feliz é apenas breves momentos...!
Estou ficando louco...
Estou ficando louco
Já perdi o sossego,
Estou com medo,
Faz quatro dias que não te vejo.
Estou com saudade de você,
Estou querendo te ver, estou perto
E ao mesmo tempo distante,
Estou trabalhando que um nem ignorante,
Mas penso em você a todo instante.
E quando eu olho pra algum lugar
Me lembro do brilho dos seus olhos
E do seu sorriso lindo quando
Você vem me encontrar.
Eu te amo e não faz parte
Do meu querer te abandonar
Não vou te fazer sofrer,
Querida eu não sei viver sem você.
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
Sou um idiota...
Fui feliz porque te conheci,
Mas hoje eu um idiota
Porque eu te perdi
E essa imensa dor
É impossível de medir.
Edvan Pereira "O Poeta"
Devaneios da Paixão!
De tanto te querer me perdi...
Meu corpo arde em febre por ti
Já não sei mais o que fazer...
Sinto que estou pra enlouquecer!
De paixão estou cego por você...
Os meus olhos em cada rosto te vê.
São os devaneios da minha paixão,
que fazem com que eu perca a razão!
Minha alma congelou sem teu calor...
Meu coração sangra a falta do teu amor!
Eu me perdi
Eu me perdi não consigo voltar mais...me perdi do que eu já fui,me perdi do meu maior sonho e assim acabei me perdendo de sonhar, porque os sonhos só iriam me frustar.
Me perdi no meio das lágrimas,de toda dor que o mundo enxerga...me pediram para ser forte,levantar a cabeça e seguir adiante,sem terem um pouco de noção o quão difícil foi chegar até aqui,escutando as críticas e os mimimi.
Eu não escolhi está a aqui,mas eu me perdi de tal forma que não sei mais como voltar,para todos os lados que olho só vejo escuridão,essa escuridão me leva as lágrimas e aqui eu fico presa,dentro de mim,dentro do meu.
Como não bastasse eu me perder,eu tenho que enfrentar a vida,que continua dolorosamente,me visto do meu melhor sorriso,para não ter que explicar tamanha tristeza, não sou heroína,mas é assim me visto de uma armadura para sobreviver aos dias.
Por fora vc pode contemplar um sorriso,por dentro estou toda despedaçada,tentando juntar o que resta para continuar na batalha;ainda escuto que sou fraca, tô fazendo drama, tô me fazendo de vítima,te convido a vesti a minha armadura e vim viver no meu lugar,com todos os medos,com todas as dores.
Moral:
Parem de julgar a dor que vc desconhece,parem de julgar as pessoas pela aparência,a armadura que vestimos e o sapato que calçamos para disfarçar toda dor dói, dói muito.
Tenham empatia porque o dia de amanhã está longe do nosso alcance.
#Depressaonaoefrescura
#Depressaomata
Isso é um desabafo.
A vida sambou na minha fronte
Eu com cara de ontem
Me perdi em pensamentos vãos
Cadê minha dignidade
De ainda gostar assim
De quem está nem aí pra mim
A vida sambou na minha cara
Mas eu aprendi
Agora aprendi a resguardar meu coração
Teve um tempo em que eu me perdi…
tentando caber onde nunca fui bem-vindo.
Me doei esperando migalhas…
e confundi amor com resistência à dor.
Mas o tempo me ensinou…
que amor de verdade não pesa.
Que presença não se implora…
e que quem quer, prova.
Hoje, eu não insisto mais onde falta entrega.
Não me diminuo pra caber.
Não imploro pra ficar.
Se quiser estar ao meu lado…
que seja pra somar.
Porque depois que a gente se encontra…
entende que metade… nunca mais será suficiente.
Qual foi o momento mais difícil que te fez se encontrar?
Pra mim…
foi quando perdi quem eu mais amava.
Quando fui traído por quem jurei confiar.
Quando percebi que ninguém viria me salvar.
A dor rasgou…
me tirou o chão, os sonhos, a fé.
Mas foi ali, no escuro…
que eu descobri minha luz.
Chorei baixinho, me calei por dentro…
mas continuei.
Com o coração em pedaços…
mas com a alma em reconstrução.
Nem toda ferida sangra.
Algumas moldam.
E às vezes, é no fundo do poço…
que a gente aprende a voar.
Porque a dor, quando não te mata…
te transforma.
E foi essa dor…
que fez me encontrar.
"Me perdi tentando agradar… me encontrei na solitude."
Te juro… eu quase me perdi tentando ser tudo o que esperavam de mim.
Quase esqueci quem eu era, tentando caber em espaços que me diminuíam.
Me calei por medo, por cansaço, por amor.
Mas sabe o que mais doeu?
Perceber que, mesmo dando tudo, eu ainda era tratada como se fosse nada.
Foi aí que a solitude me encontrou.
No começo, doeu.
O silêncio gritava, as lembranças machucavam.
Mas aos poucos… fui me reconstruindo.
Sozinho, sim. Mas inteiro.
Hoje entendo: quem aprende a se bastar não se curva por migalhas.
Superar não é esquecer.
É lembrar sem sangrar.
É olhar para trás com coragem e seguir em frente com amor-próprio.
E que fique claro: a dor me ensinou,
mas foi a solitude que me salvou.
Se eu chorei? Sim.
Se eu sofri? Sim.
Se eu fiquei muito mal? Sim.
Se eu perdi a fé? Nem por um segundo.
"eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra"
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