Poemas para Fita de fim de Curso
Que fizeste às pessoas?
Têm sorrido tanto,
Dizem que vive
Sob um certo encanto,
Naquela lagoa
Que chamas de alma.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor.
É diferente, distante e presente,
Livre deste mundo,
Com formas e o som cadente,
De um universo só deles,
De pensamentos profundo,
E mesmo que latente,
Vibra forte n'aqueles,
De coragem e vivalma.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor.
É inerte, inerente,
Pois sempre o acompanhou.
Toda a sua vida,
Resume-se a esse alvor
Que tornará a ser gente
Quando diretamente o for
Feito livro, toda lida
Pelo seu amador.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor
Enquanto o tempo,
Se diverte com a morosidade,
Observa no garoto,
E com certa idade,
Sorri tão contente
Com aquele flerte
De dois que em voto
Juraram expor
À prova, seu sonho
De ver aquela flor,
Tornar-se a árvore
De uma família, vigente,
Nascida em primor.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor
A canção aconchegante,
Da noite,
Lhe parecia delirante
Mas perante as dores
Soava num instante
E os clamores tão bravos por natureza,
Não passavam de louvores
Calmos, em uma era, e era ela
Que não estava ao seu lado
Parado, inconstante
Reflexivo e guiado
O garoto não sonhava mais.
Era acordado
Mas não era capaz
Talvez fosse o medo
Mas o medo jamais,
Superaria seu amor,
Por ela, que atrela
Seus desejos ao compor,
Suas lembranças e insignificâncias
Diárias, de uma rotina de passado
E em sua mente ele voava,
Não inspirado, mas acariciado
Pela brisa, feito sopro que plainava
Seus desejos e cansado
Ainda era ela que o chamava
"N'onde estás amor?"
Ouvia ao longe, aquela fala
O tom mais belo e sincero.
Que voz seria esta,
Se não dela e discreto
Ele chorava ao som, certo
De que o passado, estava ali
Seu coração tamborilava
Devia aceitar, tinha algo para cumprir.
Dormiu, foi em sonho.
Ela lhe sorriu a face rosada
E ele bisonho, tentou se aproximar
Cabelos ruivos bailaram em velada
No sorriso inocente, estava a clara
Sob a clareira, no clarão do luar.
Quando tempo faz?
Viveste para respirar,
Mas já não importa mais
Pois agora chegou,
Plangente e com dor
Porém tem consigo vigor
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Venha, estenda os braços
Respira os melhores ares
Foi Zéfiros quem os preparou
Pode ver ao longe os traços?
Eles nascem em pares
Como foi você, quando a encontrou
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Já pensaste enquanto vive?
Ela não pode te comandar
Suas decisões que o inclinem
Para com ela poder professar
A união indispensável
É tua quando podê-la alcançar
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
Portanto se vá
Ore e vigie, espalhe tua erudição
Seja digno feito ela
Que estendeu o coração
Talvez esteja à hora
Pois apesar de tudo
Estás aqui
Ela te espera
Não se esqueça da calma
Ela te ora
Lhe beija a alma
A noite e os ventos suspiravam,
As estrelas e os pássaros lhe admiravam
Mas era o tempo que caminhava observando
Lento feito nuvem ao céu nublado
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Oh, pobre jovem
Consegues, podes mais
Se és como nuvem
Sabeis que é capaz
Pois sendo ela, se carrega
Até onde ela estás
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Vê aquelas aves?
Voarão até os montes
Cruzarão longos mares
E planarão sobre horizontes
Como não poderia então,
Espera-la até que apronte
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Chegaste até o ponto
Em que o tempo e teu dom
Compreendem qualquer conto
Sobre ela e o seu tom
Porém agora tu já sabes
Podes vê-la em inspiração
E era ele que iria
Acreditava e desta vez
Com maior fé prosseguiria
Para vê-la em placidez
Qual era a cor do céu?
Seus pensamentos angustiados,
Se perderam e sem anel,
O compromisso era forjado.
Sem pesar, e como fuga
Lutava contra a culpa.
Queria ser dela, mas a disputa
Era cega e absoluta.
Dizia para si, sê fiel,
Porém, seu coração agora cansado
Pedia por razão e era cruel,
Sua paixão parecia um fardo.
Sem pesar, e como fuga
Lutava contra a culpa
Queria ser dela, mas a disputa
Era cega e absoluta
Adiante, homem, viva seu fado,
Sereno, e distante;
Será como aqui, porém amado.
Talvez perante;
Seja sozinho, e será passado,
O tempo, puro, presente
Vivo, e venturo.
Consequente, homem, viceje e a vida,
Mostrar-lhe-á a dor,
Nas noites e em suas brisas,
Seguirá taciturno de amor,
Antes mesmo da despedida,
O alento, duro, ardente
Esquivo e Inseguro.
Só então, viverá a chance
Que nem os Deuses
Mais distantes,
Poderiam lhe privar.
Só então, viverá um romance
Que embeleze,
A sua espera;
Porém ainda assim seguirá, a procurar.
Sua vida afinal, já não é mais sua.
E os dias que se seguirão, não são mais seus.
Suas escolhas, que se farão, são pela única,
E suas conquistas, que ocorrerão, o farão pelos teus:
Cabelos avermelhados,
Alma, e o adeus, para ninguém dado.
Sim, é dela a cor do céu,
Que se altera ao seu agrado
Como é dela o garoto incréu,
Para o eterno, suspiro, realizado.
Talvez fizesse bem,
Aquela espera.
Talvez fosse além,
Por ser tão bela.
Mas talvez seja de quem,
Só a venera.
Talvez as histórias,
Fossem histórias.
Talvez os sonhos,
Fossem sonhos.
Mas talvez soassem suasórias,
E o gosto pelo mistério,
Sempre impera.
Quem sabe seja impulso,
E esperança,
Quem sabe seja discurso,
Pela temperança,
Mas quem sabe seja percurso,
E a insegurança,
Só seja austera.
Há quem diz que é verdade.
E há quem diz que não se sabe.
Há quem diz que é importante.
E há quem diz que está distante.
Quando determinarem, pelo menos,
A resposta será sincera.
Eu não sei quem está certo,
Também não sei quem está mais perto.
Mas se eu descobrir em algum verso,
Sei que será tudo, mesmo que discreto,
Para ela, que vive bela e terna.
Em sua vida que é poeta.
Saberia ela como ele se sente?
Incerto de tudo e por vezes contente
Saberia ela que ele não mente?
Com ela é sincero sem saber se é vero
Talvez os dois não soubessem
Talvez não deveriam
Talvez os dois se esquecem
Mas se lembram com carinho
Saberia ele quem é ela?
Diferente e do seu jeito, tão bela
Saberia ele como a espera?
Quietamente inquieto
Em sua inconstância que vem por certo
Talvez os dois não soubessem
Talvez não deveriam
Talvez os dois se esquecem
Mas se lembram com carinho
Saberiam os poetas, que assim é o amor?
Ou diriam os profetas que o nosso é temor?
Não nos vemos, ou dizemos que é sonho e distante.
O que será isso que não entendemos?
O que nos fará se persevera com afinco?
Dirá para nós que estamos sozinhos?
Ou roubará a voz em que nós nos escondemos?
Já não sei se procuro,
Ou se a procura é minha,
Mas sempre te esqueço,
Para te ver em toda a vida.
Havia um riacho,
E por ele um caminho.
Cruzando-lhe, o garoto,
Encontrou-se sozinho.
Porém, distante sonhou,
Em encontrar seu destino.
Havia uma estrada,
E nela, um poeta.
Que dizia ser sábio,
E tocava clarineta.
Mas a música lembrava,
O garoto de casa,
E inquieto seguiu,
Com sua historieta.
Havia uma cidade,
E nela pessoas,
Convivendo, o garoto,
Encontrou-se sorrindo.
Mas a estrada o chamou,
E após uma briga,
Estava ele animado,
Em perseguição do destino.
Havia um magnata,
Que ofereceu um sorriso.
Era Trazido em moedas,
Mas sua memória era um aviso.
Fugiu então, o garoto,
Da ganância e do perigo.
Havia a saudade,
Do que é fácil e distante.
E do passado a memória,
Atormentava enquanto diante.
Mas a estrada que seguia,
Prostrou-se perante,
A jovem alma que riu,
E continuou ele errante.
Quero reconstruir minha vida
sem pressa,mas com carinho.
Sem preocupação
com o tempo que vou levar,
pois, nesse momento,
o que me importa é recomeçar...
Posso ir a passos lentos,mas firmes
pois, não quero mais vacilar.
Tudo o que pretendo
é conseguir conquistar
o que perdi com o tempo
e não pretendo parar...
#Memória de reconhecimento//
Estive pensando em algo nesses últimos dias.
Como todos vocês sabem...
Eu tenho sonhos que se realizam. E sejam eles bons ou não.
Já sonhei coisas que no dia seguinte exatamente como no sonho, aconteceu. É algo que me faz pensar muito, sabe?
Dizem que é um dom!
Eu não sei.
Porém, eu queria algo.
Queria prever a morte de alguns familiares e amigos meus, só pra passar mais tempo com eles antes. Me importar mais, amar mais, abraçar e sorrir todos os dias.
Pelo menos, tem esse lado bom. Já o outro lado ruim, revela que iram morrer.
Mais triste ainda é, sofrer antecipadamente. Não imagino em perder minha mãe, minha avó. São jóias preciosas em minha vida.
Mas, e se eu não sonhar com a morte delas duas?
Ficarei bravo comigo mesmo pelo meu dom que falhou?
Não tem como mudar o futuro, porque pelo fato de ainda não existir. Então isso quer dizer que não conseguirei ajudar às pessoas?
O que fazer com o dom desse?
Para quê serve?
Me pergunto...
Você vai casar? Mas você só tem 21 anos....
E a faculdade?
E a casa?
E o carro?
Ela trabalha?
Ela estuda?
Seus pais apoiaram?
E a família dela?
Isso é loucura....!!
Você vai fazer administração? Isso é falta de opção.
Nossa! você vai estudar naquela facudadizinha?
Ela estuda psicologia, psicologia não da dinheiro.
Kkkkkkkkkkkkkkkkk
Por muitos anos ouvi meus pais dizendo Felipe você é muito teimoso e durante toda minha infância e adolescência meus pais tentaram moldar aquilo que eles julgavam ser teimosia, mas na verdade minha teimosia era opinião própria, senso critico, capacidade de pensar sem ser influenciado e hoje eu penso: pensou se eu tivesse dado ouvidos aos pessimistas ou pior, pensou se minha forma de pensar fosse moldada pelo sistema?
Sou grato a Deus, a vida, minha esposa e aos meus pais que tiveram a oportunidade de cortar minhas asas e não cortaram pelo contrário descobriu e desenvolveu minhas qualidades e me ensinaram a assumir o controle da minha vida.
Siga seus sonhos, ouça seu coração, acredite em você e confie em Deus.
Uma poesia vagueia.
Ela precisa de um abrigo
e invade o meu quarto na madrugada.
Por isso, atrevida, me acorda.
As palavras chegam e partem
(alegres ou tristes).
Ecoam seus versos
igual ao som de sino rouco.
Envolvem minha alma.
Em troca, florescem os meus sonhos.
Dizem que devemos saber em quem confiar, não é mesmo?
Mas como fazer isso, sendo que as pessoas vivem em uma constante transformação?
Esperamos por coisas boas, relações baseadas na confiança e quando menos imaginamos levamos uma bela punhalada pelas costas, daquele que achavamos ser um grande amigo.
É muito difícil conseguir entender e conhecer aquele que vive ao seu lado, se dz "amigo". Este pode ser o maior de todos os inimigos, e é quem terá todas as armas para nos magoar profundamente.
Felizes eram os homens das cavernas, pois eles não pensavem em dinheiro, afinal isso nem existia ainda.
As amizades são sempre boas até certo ponto, quando você passa a conhecer demais algumas pessoas, você pode cair num buraco, sem volta.
Olho por olho, dente por dente. Parece que as coisas tendem a caminhar desta forma, a humanidade não sabe mais ser humana. São quase todos serem competitivos. Muitos seguem a lei da guerra, a de batalhar e serem capazes de machucar aqueles que são seus iguais.
A moderação é uma lei que serve pra tudo na vida.
Nada se deve passar dos limites.
Exceto nossos sonhos.
O QUE FAZ O BALÃO SUBIR
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa festa.
Para atrair compradores, o homem deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares.
Estava ali perto um menino.
Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas…
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
– Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
– Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
A diferença da nossa vida não está na aparência e sim no conteúdo.
O MEU PRÍNCIPE
Tu és meu Príncipe encantado
Nós moramos num castelo, por acaso?
Nossa casa é nosso castelo
Mas ela não tem pontas
É porque não precisamos de torres
Minha felicidade é a ETERNA liberdade de quem amo
Eu te liberto para amar, para sonhar, para viver,
Dou-te asas para voar alto, longe, mas no meu céu , sempre despontas
Pois tu és o ETERNO Príncipe encantado do meu Castelo sem pontas!!
Sei que já o deixei ir, quando na verdade
minha vontade era de pedir que ficasse.
Sei que já passei por muitos amores e
muitas dores, que pensei que não fossem
passar, mas passou.
Sei que já passei por caminhos imaginando
serem o correto, e acabei percebendo
que não era. Já encontrei vários motivos
para ser feliz, porém, não sei porque,
sempre me escaparam das mãos...Hoje,
pensando em tudo o que já passei, tenho
certeza de uma coisa...Não conquistei o
mundo, pois não tenho esse poder, mas
sei que nada de errado há em mim. Sou
apenas um ser humano com imperfeições
na busca dos meus sonhos e realizações!
Na era dos sentimentos descartáveis o comum ser feito de ilusões corruptíveis.
Procurar a felicidade é um dever.
Mas como fazer isso é uma escolha que ecoa para sempre na consciência.
"PÉTALAS ESCRITAS"
Escrevo, escrevo a minha divina poesia
Para não gritar ao vento, à chuva
Ao perceber que muitas vezes estou só
Irremediavelmente sozinha em pensamento
Procurei-te meu amor, e não te encontrei...
Procurei os teus olhos, e não os achei
Procurei os teus lábios, e não consegui senti-los
Procurei o sabor da tua boca, e não consegui imaginá-la
No caminho do amor encontrei um jardim de rosas vermelhas
Feitas de pétalas nos teus, nos meus, nos nossos olhos
De pranto um rasgo no céu, abrirá um manto de lágrimas que cobrirá
A nossa felicidade onde eu deixei escrito nas estrelas
Poemas no desabafo das letras, do tempo que nos envelhece
No final vivo, canto, mesmo sem voz, na tamanha vontade de fluir
E eu procurei-te meu amor ao amar-te tanto sem rumo
Para não gritar ao vento que estou irremediavelmente só
Na minha divina poesia, onde o alívio da minha dor
Está em olhar para a dor de quem esta tão próximo "tu meu amor"!
"PAPOILAS"
As papoilas dos teus olhos
São o meu abrigo pelas manhãs
Colheitas de trigo aos molhos
Ouve o murmúrio da fonte, do rio que secou
Papoilas ao vento no meu pensamento
Indiferentes à luz do luar
Feitos de versos na madrugada de amores
Letras escritas no doce ardor da ilusão
Manhãs frescas por palavras verdadeiras
Trigo, cevada, centeio faz derrubar todas as fomes
Água do rio, da fonte, da nascente, sacia todas as sedes
Papoilas vermelhas pelos campos do nosso amado Portugal!
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